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20 de janeiro de 2022
Enquanto outros países aumentam os investimentos, o governo brasileiro corta quase 90% do orçamento da ciência nacional, colocando em risco o desenvolvimento do Brasil e a construção de um projeto voltado à garantia do bem-estar da população.

Fonte: APUFPR

 

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19 de janeiro de 2022

GT de Extensão entrega à PROEC documento sobre curricularização

No dia 21 de dezembro, representantes do Grupo de Trabalho (GT) de Extensão da APUFPR/CRAPUFPR entregaram em mãos à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (PROEC) um documento com análises e proposições sobre a curricularização da extensão na UFPR a partir de 2022.

Na ocasião, estavam presentes os pró-reitores de pesquisa, extensão e graduação da universidade. O material foi produzido pelo GT nos meses de outubro e novembro, com a participação de diretores da APUFPR e de membros da categoria.

O processo de inclusão de atividades de extensão no currículo dos cursos da UFPR foi imposto pela lei no 13.005/2014, com medida foi regimentada pela resolução do CNE/MEC no 7/2018 e regulamentada pela resolução do CEPE/UFPR 86/2020.

A mudança, que trará impactos significativos às rotinas de todos os departamentos da universidade, preocupa os docentes. Entre os pontos mais destacados, está a forma com que as dinâmicas extensionistas serão desenvolvidas pelos acadêmicos junto às comunidades atendidas.

Tendo em vista que historicamente a extensão se vincula às camadas mais vulneráveis da população, docentes apontam que ao obrigar que todos os profissionais se engajem em projetos, corre-se o risco de que as ações universitárias sejam direcionadas ao “ensinar”, “levar a luz” e “esclarecer”, não respeitando as dinâmicas e os saberes próprios de cada grupo, e criando relações de autoridade e hierarquia entre quem possui o saber acadêmico e quem não possui.

Junto a isso, o GT também destacou que apesar de a implementação da curricularização ser entendida em algumas instâncias como mandatória, ela não o é, nem interna nem externamente. Assim, as formas da sua realização ainda podem ser alteradas, em virtude da autonomia universitária.

Essas decisões precisariam levar em consideração as especificidades dos cursos e as imensas dificuldades que a maioria dos departamentos encontram para a implementação da resolução 86/2020-CEPE/UFPR. Desta forma, além dos pontos destacados anteriormente, as alterações e/ou inclusões solicitadas pelo CRAPUFPR são:

  1. A definição clara do que se entende por extensão.
  2. A explicitação de que a infraestrutura, os recursos e os convênios relativos à extensão são responsabilidade da universidade e não dos professores, departamentos e cursos. A universidade deve garantir os meios de operacionalização da curricularização da extensão.
  3. A não restrição da curricularização a “projetos”: que ela inclua todas as modalidades de extensão – eventos, cursos, programas, inclusive remotos ou online.
  4. A distribuição igualitária e proporcional da carga horária obrigatória de extensão entre todos os departamentos que compõem cada curso.
  5. A contabilização da carga horária de extensão como parte dos encargos didáticos dos docentes.
  6. A consideração da carga horária prática já existente em diversos cursos com atendimento à comunidade externa (estágios de licenciatura, atendimentos de cursos de saúde e direito, por exemplo) como parte da carga horária da extensão a ser curricularizada.
  7. A explicitação de que a extensão nos moldes praticados até agora não acaba, que ela continua e permanece, mesmo após a implementação da curricularização.
  8. O respeito à autonomia dos cursos da universidade nas suas formas de implementação da curricularização da extensão.

Leia o documento completo aqui.

 

Fonte: APUFPR

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18 de janeiro de 2022

UFPR adia retorno das aulas presenciais, mas mantém início do calendário letivo no dia 31

Com o retorno do aumento expressivo de casos de Covid-19 (pelo avanço da variante Ômicron, que é mais contagiosa e se tornou predominante) e de gripe Influenza H3N2, que já ocasionaram o afastamento de muitos trabalhadores da UFPR, a APUFPR, o Sinditest-PR, diretores de setor e pró-reitores se reuniram com a Reitoria da Universidade para reavaliar o retorno das aulas presenciais.

No encontro, que aconteceu na manhã de terça (18), decidiu-se que o reinício do ano letivo ficou mantido para 31 de janeiro, conforme o previsto, porém com aulas híbridas até 12 de fevereiro, que é quando a comissão de especialistas, com base nas curvas de crescimento dos casos e números oficiais da SESA/PR e também baseando-se em dados do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), preveem que a curva estará em descendência.

A decisão é amparada pelas alterações realizadas na Resolução 22-21 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, que prevê a oferta do ensino híbrido ou remoto em casos excepcionais.

Confira aqui a nota publicada no site da UFPR.

Números voltam a preocupar

A pandemia do novo Coronavírus voltou a refletir números preocupantes (embora com menor letalidade por causa do avanço da vacinação). A média móvel de casos está aumentando novamente no estado. O crescimento foi de 1.910% em relação a 14 dias atrás, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA-PR).

Em Curitiba, a quantidade de casos ativos subiu de 720 (22 de dezembro) para 10.566 (17 de janeiro).

O Paraná, assim como outros estados brasileiros, enfrenta também epidemia da gripe Influenza H3N2. Só na primeira semana de janeiro o estado já contabilizava 224 novos casos.

A preocupação maior das entidades e dos diretores de setor é que já existem muitos casos de infecção e afastamentos de trabalhadores da UFPR que estão realizando trabalho presencial e a situação pode piorar muito quando dezenas de milhares de membros da comunidade universitária voltarem a comparecer às dependências da Universidade.

Desde o início deste ano, pouco mais de 1/3 dos motoristas da instituição tiveram diagnósticos positivos para Covid-19 e foram afastados, levando também ao cancelamento de viagens. No Hospital de Clínicas (HC-UFPR), mais de 100 trabalhadores também já foram afastados de suas atividades.

Cumprindo com o compromisso de buscar a segurança para toda comunidade acadêmica, em respeito à vida, a APUFPR acredita que esta é a decisão mais responsável até que um outro cenário se apresente.

Fonte: APUFPR

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18 de janeiro de 2022

Servidores públicos federais se mobilizam por direitos

2022 começa com luta e mobilização dos servidores públicos federais em todo o Brasil. Neste dia 18, em Brasília, será realizado um grande Ato Nacional com a entrega da pauta de reivindicações e pedido de abertura de negociações junto ao governo federal, no Ministério da Economia e no Palácio do Planalto. Também será realizada manifestação em frente ao Banco Central.

Este é o início do calendário de mobilização nacional definido pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e que poderá culminar, se as pautas não forem atendidas, em ampliação do movimento para outras medidas a partir de 9 de março.

Os servidores estão começando a fazer pressão sobre o governo e sobre parlamentares para que sejam atendidas as reivindicações. Na pauta, a reposição salarial, a defesa do serviço público, a revogação da EC 95 (que congelou investimentos por 20 anos) e a retirada de pauta da PEC 32 (o governo está sendo derrotado mas a ameaça ainda existe), além de melhores condições de trabalho, especialmente com a volta das aulas e do trabalho presencial em meio à pandemia de Covid-19.

A reivindicação que será protocolada pelo Fonasefe junto ao Executivo federal focará também nas perdas acumuladas durante o período de governo de Jair Bolsonaro, que já somam 19,99%, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA/IBGE).
Ainda em janeiro será realizada uma plenária ampliada com o conjunto dos servidores públicos e, no início de fevereiro, um ato no Congresso Nacional, aproveitando a abertura do ano legislativo para pressionar parlamentares.

As diferentes categorias também deverão construir no próximo período mobilizações nos estados e os docentes terão papel fundamental na construção das lutas.

Confira a agenda de lutas definida pelo Fonasefe:

18/1 – Dia Nacional de Mobilização/ministério da economia para protocolar a pauta de reivindicações; ato em frente ao Banco Central;
27/1 – Plenária virtual dos servidores;
28/1 – Coletiva de Imprensa sobre os encaminhamentos aprovados na Plenária;
02/2 – Ato em Brasília na abertura do ano legislativo;
14 a 25/2 – Jornada de luta (Estado de greve);

 

Fonte: APUFPR

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17 de janeiro de 2022

Atenção, filiados da APUFPR: mudança nos boletos

Para aprimorar o atendimento aos nossos filiados, a APUFPR está realizando alterações no sistema de cobrança dos planos de saúde.

A partir de agora, os boletos serão gerados pelo sistema Sindicalizi e serão enviados em anexo por e-mail, não mais por links.

Os boletos também serão encaminhados por correio.

Quem optou por fazer os pagamentos por boleto, a data do próximo vencimento será 24 de janeiro. Já para quem escolhe a comodidade do débito automático, o vencimento no Banco do Brasil será 17 de janeiro, e na Caixa será 18 de janeiro.

Importante: conferir sempre o banco favorecido

A APUFPR solicita que seus filiados confiram os dados antes de fazer o pagamento:

  • No boleto, deve aparecer como beneficiário o nome da APUFPR.
  • Na hora de fazer o pagamento no sistema do banco, deve aparecer como GREENCRED
  • A instituição financeira favorecida é o Banco do Brasil.

 

Os e-mails foram enviados por meio do endereço [email protected]

Caso haja outro banco ou algum nome diferente trata-se de um erro. Se isso acontecer, você deve procurar nosso sindicato. Veja aqui nossos contatos: https://apufpr.org.br/contatos

 

FONTE: APUFPR

 

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12 de janeiro de 2022

COUN-UFPR aprova a exigência de ‘passaporte’ vacinal no retorno às atividades presenciais

O Conselho Universitário (Coun), órgão máximo deliberativo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), se reuniu hoje (12) em sessão extraordinária e deliberou pela exigência do comprovante vacinal contra a Covid-19 para ingresso e permanência nas dependências da instituição. Os conselheiros também aprovaram a apresentação do teste tipo RT-qPCR (conhecido como PCR), realizado no máximo há 72h, como uma alternativa. Nesse caso, os exames deverão ser custeados pela pessoa que não se vacinou.

O trabalho remoto não será mais uma opção para quem não quiser se vacinar. Isso significa que a ausência de vacinação implicará em falta, com as consequências previstas em lei para todos os membros da comunidade acadêmica.

Para a APUFPR, a decisão reafirma o compromisso da instituição com a segurança sanitária de docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes, trabalhadores terceirizados, familiares e de toda a sociedade, e o respeito aos princípios da ciência, já que a vacinação tem se apresentando como o principal fator de diminuição de mortes e internamentos em condições graves em decorrência do novo Coronavírus.

Essa era uma das principais reivindicações feitas pela Assembleia Geral Extraordinária dos docentes, realizada em novembro do ano passado. A diretoria da APUFPR levou à Administração da UFPR e ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) o documento final da Assembleia, contendo o rol de condicionantes da categoria para o retorno às atividades presenciais na instituição. Entre eles, estava a exigência de que as atividades presenciais nos campi da UFPR somente sejam realizadas por pessoas com esquema vacinal completo contra a Covid-19, cujo procedimento de controle será regulado por ato próprio da Administração Central

Anterior à reunião do Conselho nesta quarta-feira, em nota conjunta da APUFPR, Sinditest-PR e DCE-UFPR foi reiterada a importância de se exigir e cumprir protocolos rígidos para conter a disseminação do novo Coronavírus dentro da instituição, seguindo o preceito constitucional de autonomia universitária. “O enfrentamento a uma crise com essa magnitude não pode se basear em decisões individuais. Requer um compromisso coletivo, e a vacinação em massa, neste momento, é a principal expressão desse compromisso, especialmente para proteger os grupos mais vulneráveis e aqueles mais suscetíveis ao desenvolvimento das formas mais graves da doença (cujas causas ainda não foram completamente desvendadas pela comunidade científica internacional),” diz a nota das entidades, que você pode acessar aqui.

A resolução aprovada prevê que estarão isentos da apresentação da comprovação apenas aqueles que comprovarem a contraindicação médica para a administração da vacina, e que os protocolos de biossegurança, como uso de máscaras e álcool 70%, devem permanecer como parte da rotina na instituição.

 

Fonte: APUFPR

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12 de janeiro de 2022

Nota conjunta pelo passaporte vacinal na UFPR

O Brasil está vivendo, desde o começo de 2020, este que pode ser o momento mais dramático de sua história. A pandemia de Covid-19 custou ao nosso país mais de 620 mil vidas.

A imensa maioria dessas perdas poderiam ter sido evitadas se nosso país tivesse seguido preceitos científicos e epidemiológicos básicos, baseados em diversos estudos amparados por conceitos teóricos e práticos reconhecidos internacionalmente.

Apesar dos avanços significativos no enfrentamento à crise sanitária, decorrentes do esforço daqueles que apostaram na ciência e na valorização da vida acima de tudo, o surgimento de novas variantes do novo Coronavírus e o negacionismo, usado como arma política pelo Governo Federal e por setores extremistas da sociedade que o apoiam, continuam mantendo o quadro alarmante, que exige de todos nós precaução e, acima de tudo, responsabilidade.

Por isso, as entidades que assinam essa nota vêm a público manifestar seu apoio à proposta de implementação do ‘passaporte vacinal’ em todos os espaços da Universidade Federal do Paraná.

A exigência da comprovação do esquema vacinal completo (salvo para aqueles que não podem se vacinar por motivo de força maior) vai trazer segurança a toda a comunidade acadêmica, incluindo docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes, trabalhadores terceirizados, além de suas famílias e todo o conjunto da sociedade.

O enfrentamento a uma crise com essa magnitude não pode se basear em decisões individuais. Requer um compromisso coletivo, e a vacinação em massa, neste momento, é a principal expressão desse compromisso, especialmente para proteger os grupos mais vulneráveis e aqueles mais suscetíveis ao desenvolvimento das formas mais graves da doença (cujas causas ainda não foram completamente desvendadas pela comunidade científica internacional).

Essa deliberação também estaria amparada legalmente pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que garantiu a autonomia das instituições federais de ensino para exigir o passaporte vacinal como condicionante para retorno às atividades presenciais, suspendendo o despacho do Ministério da Educação que proibia a exigência dos comprovantes de vacinação em universidades.

Mesmo que a vacinação em massa ainda não seja suficiente para erradicar definitivamente a circulação do vírus neste momento (pelos motivos expostos anteriormente), ela é o principal fator para a redução da letalidade de uma doença altamente contagiosa, cuja variante Ômicron, que já se tornou predominante no Brasil, se multiplica 70 vezes mais rápido nas vias aéreas (conforme estudos da Universidade de Hong Kong). Outro estudo, do Imperial College de Londres, mostrou que ela tem 5,4 vezes mais chances de causar infecção do que a variante Delta.

Na capital paranaense, Curitiba, onde a vacinação estava contribuindo para a redução da quantidade de pessoas contaminadas – que atingiram em 22 de dezembro o menor patamar desde março de 2020, com 720 casos ativos -, voltou a superar a casa dos 8 mil casos ativos na última terça-feira (11).

Há ainda que considerar a epidemia do vírus H3N2, variante do vírus influenza, que tem causado séria preocupação na comunidade científica, principalmente porque pode agravar o quadro de pessoas contaminadas pela Covid-19.

Parabenizamos todas as comunidades universitárias das instituições de ensino superior do país que tiveram a responsabilidade (e também a coragem) de implementar a exigência de passaportes vacinais, porque colocaram a vida das pessoas em primeiro lugar.

Nenhum direito pode se sobrepor ao direito à vida.

Desde já, expressamos nosso compromisso em tomar medidas que possam vir para ferir a autonomia universitária, princípio este garantido pela Constituição Federal, e esperamos que todas as esferas de poder e demais instituições tenham a mesma compreensão sobre a necessidade de decisões que venham para proteger a vida das pessoas.

A exigência da vacinação completa e atualizada é um compromisso social e coletivo com a saúde pública, com a ciência, com a educação, e com esta e as próximas gerações.

Assinam esta nota:
Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR)

Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (Sinditest-PR)

Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Paraná (DCE-UFPR)

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17 de dezembro de 2021

Confira o expediente da APUFPR no final de ano:

Prezados docentes, em razão das férias coletivas da nossa equipe, informamos que a APUFPR estará em recesso a partir da próxima quarta-feira, 22 de dezembro, até o dia 09 de janeiro. Os atendimentos serão retomados no dia 10 de janeiro, uma segunda-feira.

Desejamos a todas e todos um ótimo final de ano! Boas festas!

 

Expediente final de ano | Férias coletivas

Último dia de atividades: 21 de dezembro (terça-feira)
Período de recesso: 22 de dezembro até 09 de janeiro
Retorno das atividades: 10 de janeiro (segunda-feira)

 

 

Fonte: APUFPR

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30 de novembro de 2021

Alunos e professores reivindicam protocolos para o retorno às aulas presenciais

Duas semanas após o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovar uma resolução que dá condições para o retorno letivo presencial em janeiro de 2022, acadêmicos e docentes da universidade estão receosos com a ausência de protocolos e normas de segurança sanitária, que ainda não foram divulgados pela instituição. Apesar disso, consideram o retorno fundamental para as atividades da universidade e o aguardam com entusiasmo.

Conforme a nova resolução do CEPE, a partir de 31 de janeiro de 2022 o ensino presencial na UFPR passa a ser regra, com ensino híbrido ou remoto em casos excepcionais, baseados na Instrução Normativa número 90, do governo federal, enquanto vigente – ou outra que a vier substituir.

A decisão para o retorno foi embasada na avaliação da Comissão de Enfrentamento e Prevenção à Covid-19 da UFPR, composta por cientistas de várias áreas que acompanham e analisam diariamente os dados da pandemia no Paraná e no Brasil desde março de 2020.

Confira aqui as instruções normativas.

De acordo com a vice-presidente APUFPR, o calendário letivo definitivo ainda está em discussão. Por enquanto, a comunidade acadêmica segue a grade publicada em agosto deste ano. Agora, as coordenações estão trabalhando para que até início de dezembro o calendário eletivo definitivo seja divulgado.

“É muito importante continuar as aulas [presencialmente]. A UFPR retoma o seu papel, sua função na sociedade, seu caráter presencial que sempre foi a história dessa universidade. Vai ser de grande expectativa após praticamente dois anos de ensino virtual”, afirma Andrea.

 

Professores: 

Na reunião em que foi apresentada a resolução do Conselho, foram ouvidos os posicionamentos da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que elaboraram documentos com algumas exigências em relação à volta presencial das aulas.

Segundo a vice-presidente da APUFPR, Andrea Stinghen, um dia antes da aprovação das normas do CEPE, foram reunidos cerca de 240 docentes de forma virtual para discutir a situação do retorno às salas da universidade. “Alguns docentes ficaram receosos de voltar, mas a grande maioria aprovou a ideia, condicionando alguns cuidados por parte da administração da universidade.”

Andrea relata que embora os professores queiram retornar, ainda há uma preocupação sobre como isso será feito na prática. Por este motivo, foram elencados 14 itens julgados essenciais pela categoria para um retorno seguro. Entre eles estão a oferta de componentes curriculares em modalidade não presencial, a possibilidade de alguns profissionais desempenharem suas funções de maneira remota (como o caso de idosos ou pessoas com algum tipo de comorbidade) e a criação de um Comitê de Acompanhamento das Atividades Presenciais.

Confira aqui as reivindicações assembleia.

 

Alunos:

No dia 4 de maio de 2020, a UFPR suspendeu o ano letivo por tempo indeterminado por decisão do CEPE. Desde então, os alunos estão cursando períodos especiais através do Ensino Remoto Emergencial (ERE), que permitiu a matrícula do estudante em disciplinas obrigatórias ou optativas, todas ministradas de forma totalmente virtual.

“Quem está mais animado e ansioso, principalmente, são os calouros tanto de 2020 quanto de 2021, porque eles mal conheceram a universidade, mal tiveram a oportunidade de aproveitar a UFPR e tudo o que eles vivenciaram da universidade foi no ensino remoto.” Quem afirma é Bethania Ihlenfeldt, parte da Comissão Eleitoral do DCE da UFPR, que representa quase 30 mil estudantes.

De acordo com a acadêmica de Engenharia de Bioprocessos, a maioria dos alunos está aflita com as questões de segurança sanitária visto que ainda não há um protocolo formalizado pela universidade. “Conversamos com as instâncias superiores para saber como está todo esse planejamento para o retorno presencial. A princípio, a gente acredita que é uma melhora com certeza retomar a vida como era antes, digamos assim. Acho que dá um ânimo novo para o pessoal que está em casa há quase dois anos, é uma nova perspectiva”, relata.

Bethania conta que o DCE levou diversas reivindicações estudantis ao Conselho da universidade e que a resposta foi bastante positiva. “Estamos com uma perspectiva boa. As instâncias superiores se apresentaram bem abertos para nós e nossas demandas”.

De acordo com a universidade, as exigências da comunidade acadêmica serão atendidas quase em sua totalidade, principalmente no que se refere ao cumprimento das medidas de biossegurança, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, a distribuição de máscaras gratuitamente para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a disponibilização de álcool em gel, a higienização dos espaços, a testagem contínua e funcionamento integral dos Restaurantes Universitários e dos ônibus Intercampi.

 

Fonte: Site Plural.Jor – Reportagem sob orientação de João Frey e escrita por Maria Cecília Zarpelon.

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19 de novembro de 2021

Docentes da UFPR aprovam condicionantes para o retorno às atividades presenciaisOs docentes da UFPR se reuniram ontem (18) em Assembleia e aprovaram uma série de fatores condicionantes para o retorno às atividades presenciais na instituição.

Com base em uma proposta inicial apresentada pela APUFPR (e que englobava também os elementos reivindicados pelo CRAPUFPR), os docentes puderam debater sobre cada ponto, apresentar sugestões de acréscimos e modificações, em um processo democrático que proporcionou um amplo debate sobre a realidade da instituição.

Um documento com todos os pontos aprovados será apresentado hoje (19) ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), em sessão já que havia sido convocada para debater o tema (motivo pelo qual a Assembleia foi convocada em caráter emergencial).

A proposta da APUFPR partiu do princípio de que a pandemia de Covid-19 tem caráter bastante dinâmico e vem exigindo enormes esforços por parte das comunidades científicas e acadêmicas. Mesmo em meio às crises (sanitária, econômica, social e humana) pelas quais passa nosso país, a universidade e a ciência têm dado respostas importantíssimas em favor de seu enfrentamento. Respostas tais que precisam ser sempre renovadas e atualizadas.

‌Sabemos que são essas respostas e também nossas perguntas que reforçam a relevância social de nossa existência como instituição pública, bem como nossos fazeres múltiplos, com destaque especial para as nossas contribuições no ensino, na pesquisa e na extensão.

No que concerne às atividades de ensino, as ações adotadas pelas universidades, desde 2020, incluíram a utilização das atividades didáticas em sistema remoto, enquanto uma medida emergencial que cumpriu seu papel, apesar do ônus compartilhado de diferentes formas por todos os atores envolvidos.

Temos urgência de continuarmos, como universidade, defendendo nossa existência, nossa forma de organização autônoma e um orçamento digno, em um cenário de caos político, econômico, cultural e sanitário, bem como de fazer tal defesa junto com a nossa comunidade e com a sociedade de forma mais ampla.

A APUFPR compreende as grandes demandas sociais pelo retorno presencial, e que parte de nosso reconhecimento social dependa dele, tal retorno presencial não pode de forma nenhuma ocorrer sem considerar as questões de biossegurança de docentes, servidores técnico-administrativos e discentes, e também as questões laborais que dizem respeito aos profissionais da educação superior.

Fonte: APUFPR


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