Categoria: Espaço do Professor

apufpr-programa-vamos-a-luta-e1616779031850.jpg
26 de março de 2021

Salve, salve! O programa Vamos à Luta que vai ao ar nesta sexta-feira, ao vivo às 17h na Rádio Cultura AM930, paga a passagem e atravessa a catraca para responder a um falso dilema que ecoa pelos terminais de Curitiba e Região Metropolitana: o que vale mais, a economia ou a vida dos trabalhadores e trabalhadoras?

Menos para responder, mais para questionar, contaremos com a presença de Rodrigo Lins e de Lafaiete Neves, que nos contam sobre a situação de motoristas e cobradores na pandemia e por que ninguém consegue parar ou restringir o transporte público na cidade, nem que seja pela vida.

Contaremos também com áudios de Elton Barz, presidente do PC do B do Paraná, e do vereador Renato Freitas (PT-PR), líder da oposição na Câmara Municipal de Curitiba.

Enquanto o patrão faz carreata contra o lockdown e toma vacina às escondidas, o trabalhador pega busão lotado e toma cloroquina? (Vacina já!) – é ao vivo nesta sexta-feira, às 17h na Rádio Cultura AM930 – A mais livre de todas. Acesse www.cultura930.com.br e acompanhe também pela live no Facebook

Apufpr-divulga-ciencia-s.jpg
10 de março de 2021

A partir das 10h, no nosso canal do YouTube, a #AE espera você para o debate sobre cloroquina e ivermectina, medicamentos que têm sido usados no tratamento da COVID-19. O evento é uma parceria com o Setor de Ciência Biológicas da UFPR e contará com a participação de cientistas da área.

Confira aqui a programação e saiba como assistir!

 

 

 

 

 

#ciencia #ciência #divulgação #eventos #ufpr

#universidade #divulgaçãocientífica #divulgacaocientifica

 #AE #AgenciaEscolaUFPR #AgênciaEscola #covid

#covid_19 #coronavirus #coronavírus #ivermectina

#cloroquina #pandemia #medicamentos #biologicas

#medicina #tratamentoprecocecovid19

apufpr-A-conjuntura-da-política.jpg
22 de fevereiro de 2021

O ano novo chegou carregado do peso que foi 2020, tanto em termos da decadência econômica, do abismo social criado, dos dramas psicológicos e dos seus inúmeros reflexos na vida dos cidadãos brasileiros. A pandemia de COVID 19 originou-se de problemas ambientais crônicos, que a humanidade insiste em repetir há décadas, e para os quais a ciência já vinha alertando há anos. Avançar sobre os sistemas naturais para alimentar um sistema econômico global autofágico, aproximar das populações de animais silvestres que são reservatórios de centenas de cepas viróticas e interferir nos ciclos naturais dos parasitos na natureza foi o disparador da pandemia e causador de uma das maiores mazelas de nossa geração.

Se há alguma possibilidade de enxergar um lado positivo em tamanha tragédia, ela nos instigou a refletir sobre o significado desta crise sanitária global para o nosso futuro enquanto espécie e planeta. No início da pandemia, as imagens de ruas desertas, céu limpo e despoluído e animais selvagens caminhando tranquilamente em áreas onde a espécie humana domina, nos abriram os olhos para a magnitude dos efeitos que estamos causando sobre a Terra. Agora, está evidente que desacelerar o modelo capitalista pode trazer benefícios reais para o ambiente e saúde de todos. Mas, a consciência de coletividade global ficou, em geral, limitada aos lugares onde o desemprego, a fome e a pobreza não bateram à porta, o que ocorreu, especialmente, nos países mais desenvolvidos, que passaram a exigir maior rigor e cuidado ambiental nos sistemas de produção. Parte do mercado entendeu o recado e passou a usar os conceitos já conhecidos de “green new deal” para incorporar à produção meios que garantam o enfrentamento do aquecimento global, pandemias futuras, crise hídrica e outros desastres ambientais. Ao avançar os meses de confinamento, tomada pela exaustão e a pressão da economia “business as usual” que vínhamos realizando, a população foi relaxando nas medidas de proteção, as mortes se multiplicaram e os assuntos ambientais se esvaziaram diante de uma pauta única da produção da vacina, imunizações e necessidade urgente da interrupção desta catástrofe que nos acometeu.

No Brasil, o ano iniciou não apenas com o agravamento da pandemia e seus efeitos, como também com as chagas abertas pela violência ambiental que vem sendo desferida pelo atual governo e revelada na fala do Ministro Ricardo Salles na reunião ministerial de abril de 2020. A boiada vem passando nas reiteradas medidas que estão sendo tomadas pelo executivo, seja o próprio Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ou outros órgãos federais. Na sequência do que já havia vinha ocorrendo desde os primeiros dias de governo Bolsonaro, em 2020 se acentuaram as omissões, o afrouxamento da legislação de proteção, além do corte de recursos para ações de proteção da natureza. As posições de liderança dentro do Instituto Chico Mendes e IBAMA, historicamente ocupadas por técnicos de carreira e com formação compatível, foram preenchidas por comissionados alinhados com a política anti-ambiental do Ministro. O Conselho Nacional do Meio Ambiente e outros órgãos colegiados, que devem representar setores da sociedade, incluindo a academia, foram descaracterizados em sua composição. Os institutos de pesquisa federais, incluindo o INPE, além das próprias universidades, sofreram cortes profundos no orçamento, sendo alijados da produção de conhecimento para a tomada de decisão para os quais foram criados, escancarando o negacionismo científico do atual governo. Em paralelo, com menos alardes, o MAPA afrouxou normas de liberação de agrotóxicos ao mesmo tempo em que interferiu nos índices de toxicidade aceitáveis, atendendo à pressão da indústria agroquímica multinacional que prospera em solo brasileiro.

Seguindo o impulso “ecocida” do Palácio do Planalto, a maioria dos governos estaduais aproveitou para avançar seus projetos de “desenvolvimento” atropelando etapas de licenciamento, apresentando projetos sem respaldo técnico ou usando a máquina pública para interferir em instrumentos de proteção já consolidados. Os legislativos, nacional e estaduais, aproveitaram a onda para reapresentar projetos de lei que afrouxam ainda mais a proteção, inclusive com as tentativas de mudanças de categorias e área de unidades de conservação, alterações profundas no licenciamento ambiental, desregulamentações da proteção de espécies ameaçadas, entre muitas outras atrocidades.

Resultado dessas investidas foi o dramático enfraquecimento do sistema de proteção ambiental brasileiro que possibilitou um avanço da perda de vegetação nativa, ameaças à biodiversidade e aprofundamento da crise hídrica que foram notícia no mundo todo. Na Amazônia, as taxas de desmatamento e o número de focos de incêndio aumentaram em relação a 2019, principalmente pelo avanço de grilagem e garimpo sobre as unidades de conservação e terras indígenas. No Pantanal os incêndios ultrapassaram a intensidade e extensão históricas e 30% da área do bioma foi atingida, com grandes perdas para as populações animais. Houve liberação de 500 pesticidas, sendo 30% potencialmente cancerígenos, o que tornam vulneráveis não apenas os sistemas naturais, como também a saúde da população brasileira. Os investimentos em ações para o meio ambiente vêm despencando e, inclusive, em 2021, espera-se que o MMA tenha o menor orçamento dos últimos 20 anos.  Nestes anos, a conta dos retrocessos ambientais só não foi mais alta, devido à presença efetiva de cientistas, ambientalistas e alguns parlamentares que, junto com o Ministério Público, têm alertado a opinião pública sobre os problemas e conseguido barrar algumas dessas investidas.

Neste cenário atual de pandemia e com o legado deixado pelos dois primeiros anos do atual governo, fica evidente que apenas os instrumentos internos de proteção do meio ambiente não estão sendo suficientes para frear o avanço da política anti-ambiental em curso no país. O Brasil foi, durante os anos 2005 e 2016 um dos principais protagonistas de agendas globais voltadas para a mitigação das mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade. Esta posição foi alcançada por programas que reduziram as taxas de desmatamento na Amazônia e a liderança e o comprometimento ao assinar o Acordo de Paris. Graças aos resultados da política interna atual, somados à adesão automática do governo brasileiro à política anti-ambiental americana ditada por Donald Trump, hoje o Brasil é um pária mundial, explicitado em vários segmentos da opinião pública internacional.

Nestes primeiros dias de 2021 há um aceno de que a atmosfera política ambiental mundial irá mudar e uma expectativa de que traga algum reflexo positivo sobre a derrocada ambiental brasileira dos últimos dois anos. Entre as primeiras medidas tomadas por Joe Biden ao assumir a presidência dos Estados Unidos, está o retorno do país ao Acordo de Paris, o que tem movimentado os bastidores da Conferência das Partes (COP) sobre Mudanças Climáticas que deverá ocorrerá na Escócia este ano. O democrata também tem sinalizado que apertará o cerco à importação de produtos gerados sem base sustentável. Somado a isso, o mercado europeu, que já vinha criticando o governo brasileiro nos últimos dois anos, inclusive com grandes restrições à presença do país no Tratado de Livre Comércio UE-Mercosul, com a pandemia mergulhou de vez na ESG (conceito que incorpora melhores práticas ambientais, sociais e de governança). Assim, se não quiser agravar ainda mais a crise econômica e tiver um mínimo bom senso, o Brasil deverá incorporar práticas mais sustentáveis para agradar um mercado internacional que está se fechando. Se esta não é a solução ideal para reverter as recentes perdas do patrimônio natural dos brasileiros, é, pelo menos, uma pequena fagulha de esperança para novos ares na política ambiental do Brasil.

Marcia C. M. Marques – PPG Ecologia e Conservação

Apufpr-bob-landon-livro-1-e1594744583825.jpg
14 de julho de 2020
Reprodução Amazon

por Carlos Roberto Bacila

Ele fez o caminho inverso da tendência brasileira de imigração. Saiu dos Estados Unidos ainda jovem com a família, deixando sua casa em um bairro nobre de Nova Iorque e veio morar no Brasil, em busca de estudo e trabalho. Parece estranho não é? Pois esta é a história de Bob London, um personagem fictício, porém com base em fatos históricos. Por exemplo, a de famílias norte-americanas que saíram dos Estados Unidos na época da Guerra Civil no período de 1861 a 1865 e imigraram para terras brasileiras.

Bob London é norte-americano, mas valoriza clássicos brasileiros como Castro Alves, Guimarães Rosa, Joaquim Manoel de Macedo e coloca Duque de Caxias ao lado de Alexandre, Julio Cesar, Napoleão e George Washington, embora ele mesmo seja fã do General Grant. Mas quem é Bob London? É um jovem que descobre na leitura um mundo novo. Ele mergulha em livros como O Velho e o Mar, Moby Dick, Os Miseráveis e vai de Shakespeare a Alexandre Dumas, numa profunda obsessão que é a de “comprovar” se a ideia do livro pode ser verdadeira, isto é, se não se trata somente de uma ficção. Nessa busca que mescla os livros com a realidade, repentinamente, Bob London vê-se em apuros, vivendo as mais emocionantes aventuras. Porém, agora ele precisa escrever o seu próprio roteiro.

É uma leitura para jovens que estão cansados de historinhas para boi dormir, pois Bob London joga pebolim e envolve-se em disputas ferrenhas que transcendem a mesa de jogo. O livro Bob London Lê e Vira o Jogo pode ser lido sempre com múltiplas interpretações, pois as metáforas imbricam-se desde as primeiras linhas até o desfecho final inusitado e surpreendente. Uma das metáforas mais estimulantes é a do misterioso Sr. Bojangles (também baseado na história real do dançarino de sapateado Bill Robinson) que entra e sai de cena, como se pudesse se identificar com a sua e a nossa história de vida, nos altos e baixos que ela apresenta.

Com metáforas ou não, o livro é uma supervalorização do Brasil, a começar pelo maior amigo de Bob, um brasileiro de nome Elias. A imigração para o Brasil é um ponto chave da leitura que demonstra que o melhor lugar para se estar, depende do momento e do ponto de vista de cada um, não há lugar universalmente ideal.

Certamente o livro traz uma nova visão da imigração, da valorização do país e não dos conceitos momentâneos que se têm sobre ele. Como alguém ou algum país pode virar o jogo? Virando as páginas dos livros e lendo. Esta é uma mensagem do livro. Mas não é só leitura, é aplicação das ideias na vida real, com importância prática para as pessoas. Uma metáfora sempre presente, é que o pebolim pode representar um microcosmos do macrocosmos da vida, nas palavras de Bob London.

Já foi publicada a 5a edição de Bob London Lê e Vira o Jogo, pela Amazon, exclusivamente na versão virtual, pelo preço de R$5,99 (menos de seis reais!). Pela agudez de alguns capítulos nos quais existem passagens fortes, recomenda-se a leitura a partir dos 12 anos. Mensagem de um(a) leitor(a): “Uma literatura recheada de imaginação e muito bom gosto. Nos faz viajar junto com Bob em suas viagens dentro dos livros que lê. Diferente de tudo que já li, é incrível”. Vale a pena conferir.

Apufpr-Filiados-podem-ganhar-livro.jpg
3 de julho de 2020

Cinco anos após o lançamento de sua 4ª edição, o livro “Criminologia e Estigmas — Um estudo sobre os preconceitos”, de autoria do professor Carlos Roberto Bacila, do Departamento de Direito Penal e Processual Penal da UFPR – e que é também delegado da Polícia Federal -, tornou-se uma obra de referência em sua área.

Com a edição esgotada, o autor reservou alguns exemplares para os filiados da APUFPR que queiram estudar o tema. Os interessados deverão entrar em contato com a entidade para reservar seu exemplar.

No livro, o autor adiciona ao estudo da Ciência da Criminologia abordagens que mostram como os preconceitos da sociedade contribuem para a criminalização de cidadãos como, por exemplo, na cruel e arbitraria figura do “criminoso em potencial”, cuja origem não teria fundamento racional.

Há 20 anos, Bacila visitou o professor Fritz Sack em Hamburgo (Alemanha) para falar sobre o assunto das Metaregeln (metarregras), importante conceito que permitiu formular o aspecto subjetivo dos estigmas como ‘metarregras negativas’. Este foi o marco inicial da construção da obra.

O livro apresenta casos reais em que os estigmas levaram a sociedade a falhar em investigações de crimes. “Desta maneira, passei a analisar casos concretos e avaliar o grau de preconceito que apresentavam. Lutarei contra os preconceitos dirigidos aos afrodescendentes, aos pobres, de gênero e tantos outros que existirem”, afirmou o autor, que atualmente leciona Criminologia e Cinema e Direito.

 

Fonte: APUFPR

Apufpr-Do-retorno-as-atividades-pelos-meios-remotos-e1593020715570.jpg
24 de junho de 2020

Rodrigo Czajka (Professor do Departamento de Sociologia da UFPR)

Temos consciência que a pandemia da Covid-19 nos empurrou para uma situação jamais imaginada. Dentro ou fora dos muros da universidade todas e todos reconhecem a gravidade da situação; não somente pelo fato de nos defrontarmos com nossa incapacidade de enfrentamento do vírus, mas sobretudo por conta da atual conjuntura política que intensifica os danos da pandemia. Nem é necessário tecer detalhes da situação amplamente conhecida: em meio à disseminação do vírus pelo território nacional, seguimos, até o momento, sem Ministério da Saúde que conduza as políticas unificadas de combate ao vírus. Aliás, carecemos até mesmo de um chefe do Executivo que reconheça a importância do Estado numa situação extraordinária como a que vivemos hoje.

No caso das universidades públicas do país nota-se como o problema da pandemia deve ser pensado nas suas mais variadas dimensões, dos docentes, passando pelos alunos, técnicos e até a comunidade externa a qual está ligada. Uma decisão unilateral de retorno remoto às atividades sem a consideração de todos os setores que compõem a universidade é a caracterização de tudo que a universidade não deve ser. Entre as diretrizes definidoras da universidade pública está o seu comprometimento com a sociedade na produção de conhecimento e com a promoção de debates que articulem os diferentes setores e classes sociais que a constituem. Ela é expressão de um projeto político-social que se assenta no fortalecimento da cidadania, da democracia, da liberdade de pensamento e expressão.

Por outro lado, o isolamento físico e social tem nos impelido a uma retração que, via de regra, nos impede de reafirmar plenamente estes compromissos públicos. Os espaços físicos da universidade esvaziaram-se e nos recolhemos devido a uma situação extraordinária que solicita, por sua vez, soluções extraordinárias. O convívio presencial que sempre fez parte da cultura acadêmica neste momento está prejudicado, mas não impede que a universidade continue funcionando. Aliás, a quarentena não paralisou a universidade: na condição remota continuamos a produzir nossos relatórios, a realizar reuniões de departamento, a organizar levantamento sobre os impactos da pandemia na universidade, bem como não deixamos de publicar, de participar das bancas de pós-graduação, de promover encontros dos grupos de pesquisa e atividades de orientação.

As atividades presenciais, mais especificamente, as aulas deixaram de ocorrer nos ambientes fechados das salas devido ao risco da aglomeração. Os calendários das atividades presenciais foram temporariamente suspensos na universidade com a intenção de garantir a saúde das pessoas (docentes, discentes e técnicos), que continuam a espera do retorno da normalidade. E pelo que se nota, essa espera se prolongará por tempo indeterminado, sobretudo devido ao descaso com que o governo federal vem tratando o problema da pandemia no país. Aliás, já se cogita em diferentes debates uma universidade pós-pandemia, o desenho de uma remodelação da estrutura das universidades públicas partir daquilo que se convencionou denominar “nova normalidade”.

Essa discussão nos demanda muito cuidado e atenção aos seus termos. Não se trata de pressupor oposição entre aqueles que resistem e optam pela suspensão por tempo indeterminado das atividades no interior das universidade, aos que se empolgam com o emprego das tecnologias da informação na construção da “nova normalidade”. Há um conjunto de elementos complexos que se justapõem num cenário amplo e poroso, e que necessitam ser considerados.

O isolamento tem sido um recurso necessário e importante para que nos resguardemos dos riscos de contágio da Covid-19. Desde o início essa prática, com recomendação dos órgãos sanitários internacionais, tem dados excelentes resultados no controle da pandemia – muito embora essa condição tenha saído do radar do governo federal desde o momento em que descreditou os riscos da doença. Nem por isso a comunidade universitária desrespeitou a recomendações médicas e sanitárias; pelo contrário, quem pode e teve condições continuou e ainda continua em isolamento físico/social como a medida – única até o momento – mais eficaz de controle de contágio.

Entretanto, o isolamento físico não deve resultar em desmobilização social. Embora não tenhamos ainda dados conclusivos, sabemos que um dos principais efeitos do isolamento sobre os indivíduos tem sido de ordem emocional. Dada a ausência de qualquer previsibilidade institucional e instabilidade emocional, temos compreendido o isolamento social como recurso de autodefesa possível num cenário que foge ao nosso controle. Entretanto, esse recurso do isolamento, por si só, pode se revelar numa condição também perversa: na medida em que nos resguardamos e nos isentamos de tomar qualquer iniciativa na esfera institucional, ainda que por meios remotos, aqueles poderes decisórios que extensivamente empregam ferramentas remotas, se encarregarão de tomar as decisões unilateralmente. Noutras palavras: um dos riscos em aguardar o retorno da “velha normalidade” é a incerteza sobre seu retorno efetivo e, durante essa espera, decisões verticalizadas sejam implementadas com intenção única de questionar o isolamento e, assim, naturalizar o uso das ferramentas tecnológicas de ensino-aprendizagem à revelia de toda comunidade universitária. É necessário, pois, tomar parte no debate, apresentar propostas e não deixar que o isolamento físico transmute-se em isolamento social, impedindo a representação dos diferentes setores no processo de construção das atividades remotas na universidade pública.

Entretanto, há outro lado da questão. Tomar parte no debate sobre os uso das ferramentas digitais no trabalho remoto não implica em aceitação incondicional das tecnologias de ensino ou de EaD. Há inúmeros fatores que nos permitem calibrar o debate e propor alguns encaminhamentos práticos sem que assumamos uma adequação apressada e improvisada do sistema de ensino em meio a uma pandemia:

  1. O ensino remoto não deve se constituir num fim em si mesmo, mas um instrumento por meio do qual nos permita abrir uma discussão sobre suas viabilidades práticas. Nesse sentido, com a suspensão do calendário acadêmico a construção de calendário extraordinário (como é o caso da UFPR) a universidade, por meio de seus departamentos e coordenação de cursos, possa oferecer atividades formativas ou disciplinas optativas num sistema de adesão de professores e alunos. Que essas atividades possam servir de laboratório para pensarmos as metodologias de ensino remoto, os problemas inerentes a esse tipo de interação entre professor-aluno. Não custa lembrar que há muito realizamos cursos online, atividades de formação política e até curso de idiomas em plataformas virtuais. Por que a universidade não pode se apropriar desses mecanismos no fortalecimento de sua solidariedade que lhe é intrínseca e propor suas ferramentas do ensino remoto, em vez de deixar isso sob a responsabilidade da iniciativa privada?
  2. Que os colegiados de curso possam acompanhar as atividades desenvolvidas a fim de produzir um relatório propositivo. Ou seja, que os colegiados assegurem uma relação mais simétrica entre professor-aluno no âmbito das ferramentas virtuais acompanhando o progresso dos alunos, mas sobretudo observar a relação de docentes com a ferramenta remota de ensino na interação com seus alunos. Fazer das atividades eventualmente ofertadas um espaço de reaglutinação de alunos, professores e técnicos, com intuito de construir conjuntamente uma outra relação de ensino/aprendizagem e não aceitar que as plataformas de ensino remoto e as corporações de tecnologia se responsabilizem unicamente por isso.
  3. Para tanto, é necessário a universidade iniciar uma discussão sobre a construção ou fortalecimento de seus parques tecnológicos. Um dos grandes problemas que surgem quando se refere à apropriação das tecnologias para o uso no ensino remoto é estarmos restritos às plataformas comerciais de ensino virtual como Moodle, Google Classroom ou Microsoft Teams. É necessário que profissionais da engenharia da computação, da educação, das ciências sociais, da psicologia, entre outras áreas formem comitês de desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que atendam às demandas e à especificidade de cada curso dentro da universidade. Apropriar-se das tecnologias implica em tornar-se desenvolvedor de plataformas, softwares e aplicativos para que atendam às necessidades de seus alunos, pesquisadores, professores e técnicos. É preciso compreender que as plataformas comerciais não estão preocupadas com tais especificidades, pois o que lhes garante confiabilidade é a circulação da mercadoria. E por termos absoluta ciência que educação não é mercadoria, também sabemos que alunos não devem ser tratados como usuários ou clientes das plataformas comerciais.
  4. Por ser o lugar por excelência do debate, do estudo, da pesquisa, é necessário que a universidade assuma a responsabilidade de criar e gerir estas ferramentas a partir das condições técnicas disponíveis. Antes da universidade aderir de forma entusiasmada às tecnologias da (in)formação e da comunicação é necessário que a comunidade acadêmica se debruce sobre seus alcances, mas sobretudo às suas limitações. É necessário que grandes áreas como tecnológicas, médicas e humanas reaglutinem-se para pensar os usos coletivos de uma tecnologia, que mal empregada individualiza os seres, além de estimular a quebra da isonomia no interior do espaço democrática que é a universidade pública. O processo ensino-aprendizagem não deve ficar refém de pacote de dados que se adquire por aplicativos de celular.
  5. Que e a atividade remota não se configure numa implementação apressada da estrutura de Ensino à Distância (EaD), modelo de ensino disseminado sobretudo entre as instituições privadas e implica numa relação específica, em que o treinamento substitui o aprendizado. Treinamento que visa, via de regra, unicamente o cumprimento de metas e obtenção de resultados, reproduzindo assim a lógica dos sistema organizacionais privados. A educação pública não pode ser concebida como treinamento, mas um processo social em que o aprendizado seja construído social e criticamente. Por isso, é premente debater os usos das ferramentas remotas em comparação ao EaD e como a ausência de um debate sobre essas ferramentas pode configurar na precarização do ensino, bem como do trabalho desenvolvido dentro da universidade por professores e técnicos. E como já frisado anteriormente: que os usos dessas ferramentas possam ser discutidos pela comunidade acadêmica, oferecendo aos trabalhadores da universidade condições de gerenciar as plataformas, que o treinamento dos servidores não se limite não a empregar as produtos comerciais já existentes.
  6. Nesse sentido, a participação ativa das entidades representativas de estudantes, professores, técnicos-servidores e sindicatos é de extrema importância no sentido de ampliar o debate sobre o uso das ferramentas remotas de ensino. Softwares, aplicativos e sistemas operacionais não constituem mero aparato técnico que desponta como solução funcional ao problema do isolamento social. Seu uso deliberado e particularizado pode conduzir a flexibilização e precarização das relações de trabalho num contexto neoliberal.
  7. Disso depreende que nossa desobrigação ou inércia nesse processo complexo pode levar a desdobramentos ainda piores que o quadro que ora se coloca a nós. Não aderir a qualquer tipo de atividade formativa ou aderir completamente ao ensino remoto sem ressalvas, parece refletir os dois lados de uma mesma orientação política: aquela que opta pelo isenção, enquanto os acontecimentos desenham no horizonte algum tipo de ruptura.
  8. Para tanto é necessário pensar em planos de curto, médio e longo prazos. Que se faculte à comunidade universitária, a partir de sua vasta heterogeneidade, organizar diferentes e concomitantes planos de enfretamento da pandemia, mas também de políticas de apoio a estudantes, docentes e técnicos; de abrir discussões e colocar em contato diferentes perspectivas sobre os rumos da universidade pública a partir desse momento excepcional. Planos que contemplem o acolhimento das pessoas, que facultativamente ofereçam atividades formativas durante o período de isolamento físico, quem reflitam sobre a universidade num contexto de uso massificado de tecnologias de comunicação sem qualquer protagonismo nesse processo. Iniciativas que devem ser planejadas em concomitância e não como fases condicionadas.
  9. Por fim, se todo este debate resultar na nulidade das experiências que ora nos são demandadas, temos a opção de retroceder e repensar nossos propósitos. O ensino remoto, por ser uma proposta que tem balizado o denominado “período especial” na UFPR, não é uma discussão aplicada para além da pandemia, mas no seu decurso. Há muito temos criticado inércia da sociedade em relação às transformações e rupturas das quais somos vítimas. Contudo, não assumir qualquer responsabilidade nesse momento é perder a capacidade de se tornar sujeito histórico desse processo. Uma transformação que só será construída a nossa favor se tomamos suas técnicas, estratégias e soluções como sendo nossas, apropriando-se dela criticamente.

apufpr-atividades-remotas-na-Universidade-interno.jpg
22 de junho de 2020

 

Monica Ribeiro da Silva – Professora do Setor de Educação da UFPR

A UFPR aprovou, recentemente, uma Resolução que normatiza a oferta de disciplinas de forma remota nos cursos de graduação, técnico-profissional e tecnológicos. A medida tem sido alvo de muita controvérsia e discordâncias. O objetivo deste texto é o de trazer algumas ponderações acerca de argumentos levantados sobre o assunto.

 

1. Atividades remotas em cursos presenciais não se confunde (e não pode se confundir) com Educação à Distância (EaD). EaD é uma modalidade de oferta de cursos, que para ser assim caracterizada necessita de uma série de requisitos: materiais apropriados e elaborados com linguagem e conteúdo que atendam à modalidade; profissionais docentes e de tutoria formados para a modalidade; formas próprias de acompanhamento e avaliação; plataformas digitais e outros recursos tecnológicos, tempos e espaços formativos adequados aos propósitos da educação a distância, por exemplo.

 

2. A realização de atividades remotas, do modo como foi pensada para a UFPR, utiliza de um recurso normativo já existente na Universidade. O chamado “período especial”. O período especial é utilizado quando, por alguma razão, estudantes não podem estar presentes nas aulas. Nesse período, podem ser feitos trabalhos domiciliares, por exemplo. Não necessariamente se utilizará, aí, de plataformas virtuais. O que o período especial assegura é o direito do/da estudante permanecer vinculado ao seu curso, participando de atividades de forma não presencial. Não será obrigatório cursar qualquer disciplina. Será aberto um período especial com nova oferta de disciplinas e cada estudante poderá ou não se matricular. As disciplinas do primeiro semestre permanecem em suspensão para serem retomadas quando voltarem as aulas presenciais.

 

3. Não há qualquer interesse do setor privado em assumir a oferta de cursos de graduação, técnico-profissionais e tecnológicos que hoje são ofertados pelas Universidades públicas, nem mesmo as federais, estabelecendo uma oferta generalizada de cursos EaD nessas instituições. O setor privado de educação superior possui uma rede própria e formas próprias de expansão de seus cursos, mais baratos pois não carregam o “ônus” de serem instituições de pesquisa. Ofertam ensino, se regem por uma lógica mercantil, visam ao lucro. Não lhes interessa assumir os custos de uma instituição que faz ensino, pesquisa e extensão.

 

4. Não há, por parte do MEC, pressão para que as Universidades Federais substituam os cursos presenciais por cursos EaD. As Universidades Federais possuem quadros próprios de docentes, a maioria deles com vínculo de dedicação exclusiva para a docência, para a pesquisa e para a extensão. Esse quadro é incompatível com a substituição de cursos presenciais por cursos EaD. As Universidades são regidas, ainda, pelo dispositivo constitucional da autonomia didático-pedagógica. Cabe a ela e a seus órgãos colegiados tomarem as decisões sobre as formas de oferta de seus cursos. O MEC tem, sim, intenções privatistas para as universidades, mas não é essa e precisamos, sim, estarmos atentos e organizados em defesa da Universidade pública.

 

5. A questão da inclusão/exclusão de estudantes, sobretudo a da exclusão digital. Este é, sim, o maior motivo para preocupações. Por essa razão, acertadamente, a Resolução da UFPR não torna obrigatória a participação em atividades de ensino remoto. Muitos/as estudantes terão dificuldades ou estarão impedidos/as de participar? Lamentavelmente, sim. Mesmo com o esforço do programa de inclusão digital que prevê aquisição de equipamentos e pacotes de dados. O que fazer? Seguir no esforço de enfrentamento à exclusão, digital ou não, com vistas a assegurar o direito de todas e de todos ao acesso a tudo o que é oferecido no espaço universitário. Reivindicar direitos e enfrentar as desigualdades dentro e fora da Universidade é algo a que devemos nos dedicar sempre e o tempo todo, com ou sem pandemia.

 

6. As atividades de ensino de forma remota têm se mostrado uma péssima opção para a educação básica. Não seria assim também para a educação superior? Há uma diferença importante entre uma e outra situação. Além do fato de que o acesso às tecnologias de informação e comunicação é imensamente mais excludente quando tratamos do universo da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio), precisamos levar em conta, também, que na educação básica, sobretudo na educação infantil e no ensino fundamental, lidamos com pessoas que estão em um momento de seu processo formativo caracterizado pela maior dependência em relação ao adulto. Na educação superior é possível estabelecer processos formativos mediados entre sujeitos docentes e discentes que comportem maior autonomia (menor relação de dependência) por parte dos/das estudantes. Por óbvio, isso não se generaliza para todas as disciplinas e cursos.

 

7. Sobre trabalho e ensino remoto em tempos de pandemia da COVID-19, vale lembrar, também, que muitas das atividades universitárias encontram-se em desenvolvimento, como pesquisas, ensino de pós-graduação (mestrado e doutorado), produção de artigos, e mesmo atividades de graduação, como estágios e atividades formativas.

 

8. A Universidade pública, como sabemos, tem sido alvo de muitos ataques. Por sermos uma instituição pública, temos o dever de dar satisfação à sociedade, inclusive nestes tempos difíceis da pandemia. Nessa direção, a oferta de disciplinas de forma remota permite que possamos prosseguir, docentes, discentes e servidores técnico-administrativos no cumprimento de nossa função social, de modo a assegurarmos direitos, como o de formandos/as por exemplo, ao tempo em que preservamos os direitos de quem não tiver acesso às disciplinas ofertadas no período especial. Está inteiramente assegurada a oferta das disciplinas que estão suspensas devido à necessidade do isolamento social quando do retorno, passada a crise sanitária.
É preciso sempre reforçar que estamos em tempos de excepcionalidades. É nessa condição, da excepcionalidade e da observância da temporalidade não tão breve como gostaríamos, que precisamos situar a designação do “período especial” que prevê a oferta de disciplinas de cursos presenciais oferecidas de forma remota. Assim, excepcionalmente, jamais como norma.

Folder-livro-educação-em-solos_2.jpg
8 de junho de 2020

A Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) E O Grupo de Pesquisa de Educação em Solo da UFPR lança o livro “Iniciativas de Educação em Solos no Brasil”.

Esta publicação, que é fruto das ações da Divisão IV (Solo, Ambiente e Sociedade) da SBCS, e reúne 78 atividades que foram cadastradas, pelos respectivos coordenadores, no “Banco de Dados Nacional de Iniciativas de Educação em Solos” (https://bit.ly/33PBibl).

São apresentadas informações sobre o nome da iniciativa, público alvo, atividades desenvolvidas, coordenação, contatos e páginas das mesmas na Internet.

A obra chega em um momento oportuno para a socialização das iniciativas de Educação em Solos no Brasil, concebidas e desenvolvidas por diferentes educadores ao longo dos últimos 20 anos, contextualizadas em diferentes territórios, culturas e áreas do conhecimento.

De acordo com os organizadores do livro, os Professores Marcelo Ricardo de Lima, Fabiane Machado Vezzani, Valentim da Silva e Cristine Carole Muggler, “a Educação em Solos é um processo formativo e humanizador dos sujeitos envolvidos, em que o conhecimento sobre solos é construído a partir de suas vivências”. Assim, segundo os organizadores, “o conhecimento sobre solos passa a fazer sentido e parte da vida dos sujeitos de uma forma cada vez mais integrada às suas ações cotidianas. É a transformação da realidade e dos sujeitos na relação com o solo”.

Esta publicação pretende permitir o (re)conhecimento mútuo das iniciativas e inovações encontradas na Educação em Solos, inspirando, instigando e promovendo reflexões e diálogos acerca das práticas e processos em curso no país.

A partir deste livro, os organizadores esperam que o contato entre os agentes dos processos pode ser potencializado, gerando interações entre os projetos e fortalecendo o conjunto de Educadores em Solos, além de estimular a aproximação de outros. Ainda, o Banco de Dados possibilita a realização de análises diversas e, sobretudo, a constatação da complexidade da Educação em Solos, para além da descrição e caracterização de conteúdos e ações. Este Banco continua aberto para inclusão de novas ações que poderão ser adicionadas nas próximas edições do livro.

O livro é destinado a todos os envolvidos e interessados na Educação em Solos, com especial ênfase a instituições como secretarias estaduais e municipais de educação, de agricultura e de meio ambiente, a entidades públicas ou privadas ligadas à educação ambiental, a organizações e associações de agricultores e produtores rurais, a grupos que atuam na agricultura urbana, entre outros, que tenham interesse ou envolvimento com a Educação em Solos.

No prefácio da publicação, a presidente da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, a Profa. Lúcia Helena Cunha dos Anjos, pontua que “Esta obra é uma iniciativa de grande importância para a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), como registro, mas também para reconhecimento de tantos que dedicam seu tempo, para além das horas normais de trabalho, à Educação em Solos no Brasil”.

A Profa. Lúcia Helena ainda destaca que “Cada um desses projetos, assim como outros que não foram inseridos no catálogo, contribuiu para o marco de participação do Brasil, em 2019, na iniciativa da FAO do dia 05 de dezembro para celebrar o Dia Mundial do Solo. De um total de 507 eventos, em 100 países de todo o mundo, o Brasil contribuiu com 79, o maior número em um só país (http://www.fao.org/world-soil-day/worldwide-events/en/)”.

 

Confira o livro aqui

Ciclo-de-debates-no-Curso-de-LC-2020-06-08-2048x1536-1280x960.jpg
8 de junho de 2020

Em relação a efetividade das Atividades Remotas ou mesmo Educação a Distância (EaD), o debate pedagógico certamente é uma das arenas mais justas para defender as potencialidades e as proposições de superação dos desafios de qualquer modalidade educacional.

Mas, para além de profissionais bem intencionados e os encantados com as tecnologias é preciso pautar o real sentido da propagação e viabilização dos processos de Ensino Remoto ou a Distância.

Há uma distinção entre instruir e educar que parece fundamental para evidenciar os limites das atividades não presenciais, pois também nos auxilia a compreender as relações entre os significados sociais dos conhecimentos e o sentido que os conhecimentos adquirem para a pessoa em cada realidade.

Nesse sentido, o Curso de Licenciatura em Ciências convida toda a comunidade acadêmica da UFPR Litoral e demais interessados para participarem da Roda de Debates: Atividades ‘Remotas’: Potencialidades e Desafios, que será realizado no dia 08 de Junho de 2020, as 19:30hrs sob mediação do Prof. Valentim.

Será disponibilizado o Debate nas plataformas, Webconferencia RNP e páginas do curso no Youtube e Facebook.

Link de Acesso: https://conferenciaweb.rnp.br/events/atividades-remotas-potencialidades-e-desafios

Sejam todos bem vindos, pois os processos educativos também não podem parar.

apufpr-estudantes.jpg
21 de maio de 2020

Os professores da UFPR Campus Jandaia do Sul publicaram um vídeo em suas redes sociais homenageando os alunos, em virtude das medidas de isolamento e distanciamento sociais. A iniciativa surgiu após uma reunião em que os professores receberam dos representantes dos estudantes o pedido para que postassem uma mensagem de apoio aos estudantes.

O pedido sensibilizou os professores que resolveram demonstrar apoio e carinho de uma maneira original. Produziram um vídeo cantando a música “Felicidade” composta e originalmente interpretada pelo cantor Marcelo Jeneci. Segundo a Coordenadora do curso de Engenharia de Produção da UFPR Jandaia, Profa. Juliana Shirabayashi, “foi um desafio e uma ousadia cantar, mas a vontade de demonstrar o nosso carinho superou qualquer timidez”.

A letra de “Felicidade” fala da importância em se perceber a beleza da vida e de que vivemos momentos que nos pesam e desafiam. Tudo a ver com o retrato atual imposto pela COVID-19.

O vídeo foi produzido e editado pelos próprios professores. O professor Robertino Santiago Jr. acrescenta que “a versão final do vídeo nos emocionou muito, porque nós não nos víamos há semanas e foi gostoso rever os amigos e suas famílias, ainda que por vídeo”.


BOLETIM ELETRÔNICO


REDES SOCIAIS