Categoria: Espaço do Professor

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1 de abril de 2022

UFPR divulga calendário letivo de 2022

Em 28 de março, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da UFPR divulgou duas resoluções relativas ao ano letivo de 2022, uma para cursos de 15 e 18 semanas e outra sobre cursos de 20 semanas.

Seguindo deliberação de seu Conselho de Representantes, a APUFPR havia solicitado a divulgação das datas para que os professores pudessem organizar suas agendas (acadêmicas e pessoais).

 

“Horizonte de previsibilidade”

As duas resoluções aprovadas pelo CEPE têm o mesmo preâmbulo, que apresenta as justificativas para a aprovação destas determinações.

A introdução dos textos destaca a necessidade de se adequar o calendário acadêmico da UFPR ao calendário civil, a importância de conjugar o ano letivo com a realização do processo seletivo por meio do vestibular e a relevância de planejar tanto os períodos de provas e exames finais quanto de férias para docentes e técnicos administrativos.

O preâmbulo destaca ainda a “necessidade de oferecer à comunidade acadêmica um horizonte de previsibilidade em relação ao planejamento necessário para realizar o ajuste entre calendário civil e acadêmico” e a importância da padronização dos calendários institucionais.

 

Calendário 2022

Na sequência, cada resolução estabelece o calendário a partir da duração dos cursos em questão. A resolução 04/22 trata dos cursos de 15 a 18 semanas, que terão matrículas entre 21 e 25 de maio e aulas entre 6 de junho e 17 de setembro, no primeiro semestre.

No segundo semestre do ano letivo de 2022, as matrículas serão entre 1 e 5 de outubro, e as aulas irão de 17 de outubro a 25 de fevereiro de 2023, com recesso entre 26 de dezembro e 14 de janeiro.

Já no caso dos cursos de 20 semanas por semestre, regulamentados pela resolução 05/22, as matrículas do primeiro semestre serão entre 16 e 19 de julho, com aulas acontecendo entre 25 de julho e 26 de novembro.

No segundo semestre letivo de 2022, as matrículas serão entre 24 de dezembro e 4 de janeiro, e as aulas de 16 de janeiro de 2023 a 20 de maio.

Fonte: APUFPR

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1 de abril de 2022

O que fazer depois da carta da Mitra:

1. Se considerarmos que a Mitra da Arquidiocese havia registrado um B.O/ Boletim de Ocorrência — que não somente serviu para engrossar os autos do processo de cassação mas também para sustentar a farsa das acusações que foram feitas ao Vereador Renato Freitas –, a Carta é um claro recuo da Cúria Metropolitana. Senão vejamos: “…Reitera-se que somente após o término da missa adentraram à Igreja com palavras de ordem e bandeiras”. A Carta na verdade “reitera” a declaração do Padre Luiz Hass e o que já estava provado em vídeos, mas, desmente o que disse a mesma Mitra no Boletim de Ocorrência lavrado na Polícia Civil 5 dias depois do ocorrido na igreja

2. Diz também a Carta da Mitra que “…A movimentação contra o racismo é legítima, fundamenta-se no Evangelho e sempre encontrará o respaldo da lgreja”. Foi acreditando neste respaldo que Renato e os demais manifestantes decidiram entrar na igreja e continuar seu protesto contra a morte dos 2 jovens negros. A Carta vai mais longe ao reconhecer que existe “…na militância do Vereador o anseio por justiça em favor daqueles que historicamente sofrem discriminação em nosso país. A causa é nobre e merece respeito”.

3. Com base no exposto acima a Carta da Mitra defende então que o mandato de Renato Freitas não seja cassado pela Câmara de Vereadores. No entanto, em seguida declara: “Todavia, não se pode negar que os fatos ocorridos apresentaram certos excessos, como o desrespeito pelo lugar sagrado”. Mas, onde o desrespeito se é a própria Mitra quem reconhece que “a movimentação contra o racismo é legítima, fundamenta-se no Evangelho e sempre encontrará respaldo da igreja”? Como pode uma atitude que encontra respaldo no Evangelho — e no Evangelho que funda esta igreja –, segundo as próprias palavras da Mitra, ser um desrespeito a um lugar sagrado, templo deste mesmo Evangelho? A Mitra fala em “certos excessos”, mas quais excessos, se não houve invasão da missa, se nada foi danificado nem houve atitude de desrespeito à fé religiosa que estava sendo praticada na Igreja do Rosário dos Pretos?

4. Em nome desses “certos excessos” a “Arquidiocese no ultimo parágrafo de sua Carta “… se manifesta em favor de medida disciplinadora proporcional ao incidente”. Mas, qual incidente se a Mitra afirma em sua carta que “a movimentação contra o racismo é legítima (…) e sempre encontrará o respaldo da igreja”? Que tipo de respaldo é esse que não pode admitir no interior de uma igreja e após a missa um ato comprovadamente pacífico?

5. Como aceitar que a mesma Carta da Mitra, após sugerir que se “…evitem motivações politizadas” (sic!), termine — ainda que desrecomendando a punição maxima — propondo que a manifestação na igreja seja tratada como uma atitude merecedora de punição política “disciplinadora”. dentre as contidas no Código de Etica e Decoro Parlamentar da Camara Municipal de Curitiba. Cabe à Cúria esclarecer de que maneira essa punição serviria aos cidadãos curitibanos e, mais especificamente, como disciplinaria Renato Freitas segundo os “Evangelhos” que respaldam a sua legítima movimentação contra o racismo.
6. Só uma conclusão se impõe após a Carta da Mitra: não há nada que justifique qualquer punição ao vereador Renato Freitas pois não existe nenhum fundamento para tal medida disciplinadora. Sendo assim, arquive-se imediatamente o processo de sua cassação!
Por último: que os impulsionadores dos manifestos contra a cassação do mandato de Renato Freitas — os manifestos somados, para além de seus atuais quase vinte mil signatários, constituem uma inegável força social — discutam como se somar a esta exigencia lógica e política pelo arquivamento do processo de cassação bem como se dispor a co-organizar e/ou participar de atos públicos unitários em nome desta exigencia.

Com as saudações de Emmanuel Appel.

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15 de março de 2022

Prezados professores da APUFPR,

 

Estamos convidando servidores com idade entre 60 e 75 anos, para participar da seguinte pesquisa:

O cozinhar emocional e cognitivo é a resposta? Estratégias culinárias e clínicas aliadas no manejo da obesidade, aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE 43880121.7.0000.0102).
Trata-se de uma pesquisa que está em busca de estratégias mais eficazes para redução do peso e que será constituída de:

Grupo 1) Validação de questionários de habilidades culinárias e estresse percebido e atendimento com nutricionista igual ao descrito no grupo 2.

Grupo 2) Atendimento de 1h, durante 4 meses, na Clínica de Nutrição da Unidade Escola (atendimento realizado por nutricionistas ligadas ao Programa de Pós-graduação em Alimentação e Nutrição e nutricionista colaboradora do projeto, sob supervisão de professora do Programa de Pós-Graduação responsável pelo projeto)
Grupo2) Mesmo atendimento do grupo 2. Além disso, participação de atividades culinárias no laboratório de gastronomia.

Se você tem IMC entre ≥30 e ≤34,9 kg/m2, e gostaria de saber mais ou se inscrever, por favor, entre em contato com a mestranda Ana Garcia pelo WhatsApp (41) 98873-1996.

É fácil calcular o seu IMC. IMC = peso em quilos divididos pela sua altura x altura em cm.

Obrigada

Profa. Dra. Regina Maria Vilela

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15 de outubro de 2021

convite-dia-d-educacaoA Direção do Setor de Educação da UFPR, o Centro de Articulação das Licenciaturas e o Centro de Assessoramento Pedagógico convidam para o evento “Dia D Educação”, em comemoração ao dia das professoras e professores, com o tema “As atuais políticas curriculares no contexto da educação básica e da formação inicial e continuada de professores”, a ser realizado de forma remota, no dia 15 de outubro de 2021, conforme programação.

 

Dia D Educação

“ As atuais políticas curriculares no contexto da educação básica da formação inicial e continuada de professores”

 

Horário:
9:00 ÀS 11:30

Atividade:

-Abertura do evento

 -Mesa Temática:

“Interlocuções entre a formação inicial e continuada de professores”

Link:  https://youtu.be/jFwZeaE 7QEo

 

Horário:
14:00 ÀS 16:40

Atividade:
– Apresentação Cultural
– Mesa Temática: “A proposta de integralização da extensão na UFPR”

Link: https://youtu.be/F4W9aO 8e97M

 

 Horário:
18:30 ÀS 21:00

Atividade:

– Lançamento do E-book “Estágios de formação pedagógica e a relação universidade-escola: dilemas, desafios e perspectivas em tempos de pandemia”

 – Mesa Temática: “O Novo Ensino Médio e implicações na formação do professor”

Link: https://youtu.be/F4W9aO 8e97M

 

Saiba mais detalhes aqui.

Fonte: APUFPR

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24 de setembro de 2021

Previsão Covid19

O Projeto de Pesquisa Matemática Aplicada e Computacional tem como um de seus objetivos produzir resultados e ferramentas que sejam acessíveis à sociedade.

Nossa aplicação de previsão de casos de covid19 foi desenvolvida com o objetivo de ser uma ferramenta para gestores municipais e, também, um mecanismo de conscientização da população sobre a situação atual da pandemia e seu progresso em curto prazo.

Para fazer a previsão, capturamos o comportamento recente da covid19 em cada uma das cidades do Paraná e replicamos isso para os próximos dias com base no modelo epidemiológico SIR (suscetíveis à infectados à removidos).

Por vezes não conseguimos gerar a previsão para algumas cidades, entretanto julgamos ser importante já disponibilizar a ferramenta e continuar aperfeiçoando o sistema.

Para você usufruir dos resultados gerados pelo nosso trabalho, basta acessar o site https://previsoescovid.codeitdev.com/, selecionar a cidade de seu interesse e clicar em “Gerar Previsão”.

Detalhes sobre a equipe envolvida no projeto você encontrará clicando sobre cada um dos nomes disponíveis no rodapé da página.

Sugestões e relatos sobre erros encontrados podem ser enviados para [email protected].

*Matéria enviada por Previsões Covid-19.

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26 de março de 2021

Salve, salve! O programa Vamos à Luta que vai ao ar nesta sexta-feira, ao vivo às 17h na Rádio Cultura AM930, paga a passagem e atravessa a catraca para responder a um falso dilema que ecoa pelos terminais de Curitiba e Região Metropolitana: o que vale mais, a economia ou a vida dos trabalhadores e trabalhadoras?

Menos para responder, mais para questionar, contaremos com a presença de Rodrigo Lins e de Lafaiete Neves, que nos contam sobre a situação de motoristas e cobradores na pandemia e por que ninguém consegue parar ou restringir o transporte público na cidade, nem que seja pela vida.

Contaremos também com áudios de Elton Barz, presidente do PC do B do Paraná, e do vereador Renato Freitas (PT-PR), líder da oposição na Câmara Municipal de Curitiba.

Enquanto o patrão faz carreata contra o lockdown e toma vacina às escondidas, o trabalhador pega busão lotado e toma cloroquina? (Vacina já!) – é ao vivo nesta sexta-feira, às 17h na Rádio Cultura AM930 – A mais livre de todas. Acesse www.cultura930.com.br e acompanhe também pela live no Facebook

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10 de março de 2021

A partir das 10h, no nosso canal do YouTube, a #AE espera você para o debate sobre cloroquina e ivermectina, medicamentos que têm sido usados no tratamento da COVID-19. O evento é uma parceria com o Setor de Ciência Biológicas da UFPR e contará com a participação de cientistas da área.

Confira aqui a programação e saiba como assistir!

 

 

 

 

 

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22 de fevereiro de 2021

O ano novo chegou carregado do peso que foi 2020, tanto em termos da decadência econômica, do abismo social criado, dos dramas psicológicos e dos seus inúmeros reflexos na vida dos cidadãos brasileiros. A pandemia de COVID 19 originou-se de problemas ambientais crônicos, que a humanidade insiste em repetir há décadas, e para os quais a ciência já vinha alertando há anos. Avançar sobre os sistemas naturais para alimentar um sistema econômico global autofágico, aproximar das populações de animais silvestres que são reservatórios de centenas de cepas viróticas e interferir nos ciclos naturais dos parasitos na natureza foi o disparador da pandemia e causador de uma das maiores mazelas de nossa geração.

Se há alguma possibilidade de enxergar um lado positivo em tamanha tragédia, ela nos instigou a refletir sobre o significado desta crise sanitária global para o nosso futuro enquanto espécie e planeta. No início da pandemia, as imagens de ruas desertas, céu limpo e despoluído e animais selvagens caminhando tranquilamente em áreas onde a espécie humana domina, nos abriram os olhos para a magnitude dos efeitos que estamos causando sobre a Terra. Agora, está evidente que desacelerar o modelo capitalista pode trazer benefícios reais para o ambiente e saúde de todos. Mas, a consciência de coletividade global ficou, em geral, limitada aos lugares onde o desemprego, a fome e a pobreza não bateram à porta, o que ocorreu, especialmente, nos países mais desenvolvidos, que passaram a exigir maior rigor e cuidado ambiental nos sistemas de produção. Parte do mercado entendeu o recado e passou a usar os conceitos já conhecidos de “green new deal” para incorporar à produção meios que garantam o enfrentamento do aquecimento global, pandemias futuras, crise hídrica e outros desastres ambientais. Ao avançar os meses de confinamento, tomada pela exaustão e a pressão da economia “business as usual” que vínhamos realizando, a população foi relaxando nas medidas de proteção, as mortes se multiplicaram e os assuntos ambientais se esvaziaram diante de uma pauta única da produção da vacina, imunizações e necessidade urgente da interrupção desta catástrofe que nos acometeu.

No Brasil, o ano iniciou não apenas com o agravamento da pandemia e seus efeitos, como também com as chagas abertas pela violência ambiental que vem sendo desferida pelo atual governo e revelada na fala do Ministro Ricardo Salles na reunião ministerial de abril de 2020. A boiada vem passando nas reiteradas medidas que estão sendo tomadas pelo executivo, seja o próprio Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ou outros órgãos federais. Na sequência do que já havia vinha ocorrendo desde os primeiros dias de governo Bolsonaro, em 2020 se acentuaram as omissões, o afrouxamento da legislação de proteção, além do corte de recursos para ações de proteção da natureza. As posições de liderança dentro do Instituto Chico Mendes e IBAMA, historicamente ocupadas por técnicos de carreira e com formação compatível, foram preenchidas por comissionados alinhados com a política anti-ambiental do Ministro. O Conselho Nacional do Meio Ambiente e outros órgãos colegiados, que devem representar setores da sociedade, incluindo a academia, foram descaracterizados em sua composição. Os institutos de pesquisa federais, incluindo o INPE, além das próprias universidades, sofreram cortes profundos no orçamento, sendo alijados da produção de conhecimento para a tomada de decisão para os quais foram criados, escancarando o negacionismo científico do atual governo. Em paralelo, com menos alardes, o MAPA afrouxou normas de liberação de agrotóxicos ao mesmo tempo em que interferiu nos índices de toxicidade aceitáveis, atendendo à pressão da indústria agroquímica multinacional que prospera em solo brasileiro.

Seguindo o impulso “ecocida” do Palácio do Planalto, a maioria dos governos estaduais aproveitou para avançar seus projetos de “desenvolvimento” atropelando etapas de licenciamento, apresentando projetos sem respaldo técnico ou usando a máquina pública para interferir em instrumentos de proteção já consolidados. Os legislativos, nacional e estaduais, aproveitaram a onda para reapresentar projetos de lei que afrouxam ainda mais a proteção, inclusive com as tentativas de mudanças de categorias e área de unidades de conservação, alterações profundas no licenciamento ambiental, desregulamentações da proteção de espécies ameaçadas, entre muitas outras atrocidades.

Resultado dessas investidas foi o dramático enfraquecimento do sistema de proteção ambiental brasileiro que possibilitou um avanço da perda de vegetação nativa, ameaças à biodiversidade e aprofundamento da crise hídrica que foram notícia no mundo todo. Na Amazônia, as taxas de desmatamento e o número de focos de incêndio aumentaram em relação a 2019, principalmente pelo avanço de grilagem e garimpo sobre as unidades de conservação e terras indígenas. No Pantanal os incêndios ultrapassaram a intensidade e extensão históricas e 30% da área do bioma foi atingida, com grandes perdas para as populações animais. Houve liberação de 500 pesticidas, sendo 30% potencialmente cancerígenos, o que tornam vulneráveis não apenas os sistemas naturais, como também a saúde da população brasileira. Os investimentos em ações para o meio ambiente vêm despencando e, inclusive, em 2021, espera-se que o MMA tenha o menor orçamento dos últimos 20 anos.  Nestes anos, a conta dos retrocessos ambientais só não foi mais alta, devido à presença efetiva de cientistas, ambientalistas e alguns parlamentares que, junto com o Ministério Público, têm alertado a opinião pública sobre os problemas e conseguido barrar algumas dessas investidas.

Neste cenário atual de pandemia e com o legado deixado pelos dois primeiros anos do atual governo, fica evidente que apenas os instrumentos internos de proteção do meio ambiente não estão sendo suficientes para frear o avanço da política anti-ambiental em curso no país. O Brasil foi, durante os anos 2005 e 2016 um dos principais protagonistas de agendas globais voltadas para a mitigação das mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade. Esta posição foi alcançada por programas que reduziram as taxas de desmatamento na Amazônia e a liderança e o comprometimento ao assinar o Acordo de Paris. Graças aos resultados da política interna atual, somados à adesão automática do governo brasileiro à política anti-ambiental americana ditada por Donald Trump, hoje o Brasil é um pária mundial, explicitado em vários segmentos da opinião pública internacional.

Nestes primeiros dias de 2021 há um aceno de que a atmosfera política ambiental mundial irá mudar e uma expectativa de que traga algum reflexo positivo sobre a derrocada ambiental brasileira dos últimos dois anos. Entre as primeiras medidas tomadas por Joe Biden ao assumir a presidência dos Estados Unidos, está o retorno do país ao Acordo de Paris, o que tem movimentado os bastidores da Conferência das Partes (COP) sobre Mudanças Climáticas que deverá ocorrerá na Escócia este ano. O democrata também tem sinalizado que apertará o cerco à importação de produtos gerados sem base sustentável. Somado a isso, o mercado europeu, que já vinha criticando o governo brasileiro nos últimos dois anos, inclusive com grandes restrições à presença do país no Tratado de Livre Comércio UE-Mercosul, com a pandemia mergulhou de vez na ESG (conceito que incorpora melhores práticas ambientais, sociais e de governança). Assim, se não quiser agravar ainda mais a crise econômica e tiver um mínimo bom senso, o Brasil deverá incorporar práticas mais sustentáveis para agradar um mercado internacional que está se fechando. Se esta não é a solução ideal para reverter as recentes perdas do patrimônio natural dos brasileiros, é, pelo menos, uma pequena fagulha de esperança para novos ares na política ambiental do Brasil.

Marcia C. M. Marques – PPG Ecologia e Conservação

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14 de julho de 2020
Reprodução Amazon

por Carlos Roberto Bacila

Ele fez o caminho inverso da tendência brasileira de imigração. Saiu dos Estados Unidos ainda jovem com a família, deixando sua casa em um bairro nobre de Nova Iorque e veio morar no Brasil, em busca de estudo e trabalho. Parece estranho não é? Pois esta é a história de Bob London, um personagem fictício, porém com base em fatos históricos. Por exemplo, a de famílias norte-americanas que saíram dos Estados Unidos na época da Guerra Civil no período de 1861 a 1865 e imigraram para terras brasileiras.

Bob London é norte-americano, mas valoriza clássicos brasileiros como Castro Alves, Guimarães Rosa, Joaquim Manoel de Macedo e coloca Duque de Caxias ao lado de Alexandre, Julio Cesar, Napoleão e George Washington, embora ele mesmo seja fã do General Grant. Mas quem é Bob London? É um jovem que descobre na leitura um mundo novo. Ele mergulha em livros como O Velho e o Mar, Moby Dick, Os Miseráveis e vai de Shakespeare a Alexandre Dumas, numa profunda obsessão que é a de “comprovar” se a ideia do livro pode ser verdadeira, isto é, se não se trata somente de uma ficção. Nessa busca que mescla os livros com a realidade, repentinamente, Bob London vê-se em apuros, vivendo as mais emocionantes aventuras. Porém, agora ele precisa escrever o seu próprio roteiro.

É uma leitura para jovens que estão cansados de historinhas para boi dormir, pois Bob London joga pebolim e envolve-se em disputas ferrenhas que transcendem a mesa de jogo. O livro Bob London Lê e Vira o Jogo pode ser lido sempre com múltiplas interpretações, pois as metáforas imbricam-se desde as primeiras linhas até o desfecho final inusitado e surpreendente. Uma das metáforas mais estimulantes é a do misterioso Sr. Bojangles (também baseado na história real do dançarino de sapateado Bill Robinson) que entra e sai de cena, como se pudesse se identificar com a sua e a nossa história de vida, nos altos e baixos que ela apresenta.

Com metáforas ou não, o livro é uma supervalorização do Brasil, a começar pelo maior amigo de Bob, um brasileiro de nome Elias. A imigração para o Brasil é um ponto chave da leitura que demonstra que o melhor lugar para se estar, depende do momento e do ponto de vista de cada um, não há lugar universalmente ideal.

Certamente o livro traz uma nova visão da imigração, da valorização do país e não dos conceitos momentâneos que se têm sobre ele. Como alguém ou algum país pode virar o jogo? Virando as páginas dos livros e lendo. Esta é uma mensagem do livro. Mas não é só leitura, é aplicação das ideias na vida real, com importância prática para as pessoas. Uma metáfora sempre presente, é que o pebolim pode representar um microcosmos do macrocosmos da vida, nas palavras de Bob London.

Já foi publicada a 5a edição de Bob London Lê e Vira o Jogo, pela Amazon, exclusivamente na versão virtual, pelo preço de R$5,99 (menos de seis reais!). Pela agudez de alguns capítulos nos quais existem passagens fortes, recomenda-se a leitura a partir dos 12 anos. Mensagem de um(a) leitor(a): “Uma literatura recheada de imaginação e muito bom gosto. Nos faz viajar junto com Bob em suas viagens dentro dos livros que lê. Diferente de tudo que já li, é incrível”. Vale a pena conferir.


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