Categoria: Notícias

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24 de fevereiro de 2021

Você sabia que a Reforma Administrativa vai trazer grandes prejuízos para a população brasileira e gerar perdas para todo o funcionalismo público?

É isso mesmo, as diversas carreiras, incluindo a de professores das universidades federais, serão prejudicadas se a PEC 32 for aprovada.

Neste episódio, vamos te mostrar todos os problemas que essa reforma vai trazer para os professores e para a educação.

 

Fonte: Apufpr

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23 de fevereiro de 2021

Após liberar mais de R$ 3 bilhões em emendas para conseguir apoio para eleger Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para as presidências da Câmara e do Senado, respectivamente, o governo Bolsonaro começa a cobrar a fatura.

O senador Márcio Bittar (MDB-AC) divulgou nesta segunda-feira (22) parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 186/2019), a chamada PEC Emergencial, de iniciativa do Palácio do Planalto.

O texto acaba com os investimentos mínimos com saúde e educação que estados e municípios são obrigados a fazer. Rodrigo Pacheco já se mostrou bem receptivo ao parecer de Bittar.

Há certos requintes de crueldade na proposta, porque os governistas e os parlamentares que representam os setores que pretendem esvaziar os serviços públicos fazem chantagem com a pandemia, atrelando uma nova rodada de auxílio emergencial (por três ou quatro meses) à aprovação da PEC (que trará enormes prejuízos por muito tempo – ou até que outro governo tente revogá-la).

Além disso, a PEC insere um dispositivo na Constituição para congelar salários e outros direitos dos servidores de todas as esferas por até 2 anos seguidos.

 

Live

Para debater os impactos da proposta sobre os docentes e sobre o conjunto do funcionalismo, a APUFPR realizará uma live na próxima quarta-feira (24), às 14 horas, com transmissão simultânea no Facebook e Youtube.

O debate contará com a presença do presidente da APUFPR, Paulinho Vieira Neto, do secretário-geral, Paulo Opuszka, da assessora jurídica Gabriela Varella e do advogado Miguel Novaes, do escritório Aragão e Ferraro (especializado em ações no 3º grau e questões constitucionais).

 

Pandemia e Fundeb

Nem é preciso detalhar o tamanho da crueldade que é abrir espaço para cortes de recursos da saúde em meio à pandemia da Covid-19, que já matou cerca de 250 mil brasileiros e tende a vitimar muitos mais por causa do negacionismo e da inação do Governo Federal para conter a crise.

Na educação, se for aprovada desta forma, a proposta pode inviabilizar, por exemplo, a emenda constitucional que tornou permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), uma das maiores conquistas da sociedade nos últimos tempos.

A PEC revoga trechos do artigo 212 da Constituição Federal que extinguem a subvinculação dos recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino para União, estados e municípios com aplicação obrigatória de percentuais dos impostos arrecadados.

 

Perseguição aos servidores, prejuízos à sociedade

Vale lembrar que essa é só mais uma das maldades que o governo e seus aliados no parlamento querem passar via PEC Emergencial. O senador Márcio Bittar deixou de fora de seu parecer a proposta de redução de jornada e salários dos servidores públicos, mas o tema ainda continua orbitando as discussões.

A PEC Emergencial é uma espécie de ensaio para a aprovação de outro projeto do governo que fere de com profundidade os serviços públicos e os direitos dos servidores: a Reforma Administrativa que, se aprovada, flexibiliza na Constituição a necessidade de concursos como exigência para o ingresso no serviço público e acaba com a estabilidade no emprego, o que reduziria a qualidade do atendimento, inibiria o combate à corrupção e incentivaria o loteamento da máquina com apadrinhados políticos.

 

Fonte: APUFPR

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23 de fevereiro de 2021

A APUFPR-SSind está prestes a entrar em seu período eleitoral, quando a categoria poderá escolher a diretoria da seção sindical para o biênio 2021-2023. As datas do processo foram divulgadas em edital de convocação, de acordo com o disposto no artigo 42 do regimento geral da entidade.

As eleições estão marcadas para dia 29 de abril de 2021, de forma virtual, nos moldes do processo eleitoral do Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a partir das 8h30 da manhã. Poderão participar todos os professores filiados à APUFPR-SSind que sejam filiados há mais de 60 dias antes da eleição e que estejam em dia com a contribuição sindical.

A chapa eleita tomará posse no dia 7 de maio de 2021, às 19h30.

Sua participação é a única forma de construir uma gestão representativa para os docentes da UFPR. Não deixe de votar!

 

Confira o Edital aqui

Fonte: APUFPR-SSind

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22 de fevereiro de 2021

O ano novo chegou carregado do peso que foi 2020, tanto em termos da decadência econômica, do abismo social criado, dos dramas psicológicos e dos seus inúmeros reflexos na vida dos cidadãos brasileiros. A pandemia de COVID 19 originou-se de problemas ambientais crônicos, que a humanidade insiste em repetir há décadas, e para os quais a ciência já vinha alertando há anos. Avançar sobre os sistemas naturais para alimentar um sistema econômico global autofágico, aproximar das populações de animais silvestres que são reservatórios de centenas de cepas viróticas e interferir nos ciclos naturais dos parasitos na natureza foi o disparador da pandemia e causador de uma das maiores mazelas de nossa geração.

Se há alguma possibilidade de enxergar um lado positivo em tamanha tragédia, ela nos instigou a refletir sobre o significado desta crise sanitária global para o nosso futuro enquanto espécie e planeta. No início da pandemia, as imagens de ruas desertas, céu limpo e despoluído e animais selvagens caminhando tranquilamente em áreas onde a espécie humana domina, nos abriram os olhos para a magnitude dos efeitos que estamos causando sobre a Terra. Agora, está evidente que desacelerar o modelo capitalista pode trazer benefícios reais para o ambiente e saúde de todos. Mas, a consciência de coletividade global ficou, em geral, limitada aos lugares onde o desemprego, a fome e a pobreza não bateram à porta, o que ocorreu, especialmente, nos países mais desenvolvidos, que passaram a exigir maior rigor e cuidado ambiental nos sistemas de produção. Parte do mercado entendeu o recado e passou a usar os conceitos já conhecidos de “green new deal” para incorporar à produção meios que garantam o enfrentamento do aquecimento global, pandemias futuras, crise hídrica e outros desastres ambientais. Ao avançar os meses de confinamento, tomada pela exaustão e a pressão da economia “business as usual” que vínhamos realizando, a população foi relaxando nas medidas de proteção, as mortes se multiplicaram e os assuntos ambientais se esvaziaram diante de uma pauta única da produção da vacina, imunizações e necessidade urgente da interrupção desta catástrofe que nos acometeu.

No Brasil, o ano iniciou não apenas com o agravamento da pandemia e seus efeitos, como também com as chagas abertas pela violência ambiental que vem sendo desferida pelo atual governo e revelada na fala do Ministro Ricardo Salles na reunião ministerial de abril de 2020. A boiada vem passando nas reiteradas medidas que estão sendo tomadas pelo executivo, seja o próprio Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ou outros órgãos federais. Na sequência do que já havia vinha ocorrendo desde os primeiros dias de governo Bolsonaro, em 2020 se acentuaram as omissões, o afrouxamento da legislação de proteção, além do corte de recursos para ações de proteção da natureza. As posições de liderança dentro do Instituto Chico Mendes e IBAMA, historicamente ocupadas por técnicos de carreira e com formação compatível, foram preenchidas por comissionados alinhados com a política anti-ambiental do Ministro. O Conselho Nacional do Meio Ambiente e outros órgãos colegiados, que devem representar setores da sociedade, incluindo a academia, foram descaracterizados em sua composição. Os institutos de pesquisa federais, incluindo o INPE, além das próprias universidades, sofreram cortes profundos no orçamento, sendo alijados da produção de conhecimento para a tomada de decisão para os quais foram criados, escancarando o negacionismo científico do atual governo. Em paralelo, com menos alardes, o MAPA afrouxou normas de liberação de agrotóxicos ao mesmo tempo em que interferiu nos índices de toxicidade aceitáveis, atendendo à pressão da indústria agroquímica multinacional que prospera em solo brasileiro.

Seguindo o impulso “ecocida” do Palácio do Planalto, a maioria dos governos estaduais aproveitou para avançar seus projetos de “desenvolvimento” atropelando etapas de licenciamento, apresentando projetos sem respaldo técnico ou usando a máquina pública para interferir em instrumentos de proteção já consolidados. Os legislativos, nacional e estaduais, aproveitaram a onda para reapresentar projetos de lei que afrouxam ainda mais a proteção, inclusive com as tentativas de mudanças de categorias e área de unidades de conservação, alterações profundas no licenciamento ambiental, desregulamentações da proteção de espécies ameaçadas, entre muitas outras atrocidades.

Resultado dessas investidas foi o dramático enfraquecimento do sistema de proteção ambiental brasileiro que possibilitou um avanço da perda de vegetação nativa, ameaças à biodiversidade e aprofundamento da crise hídrica que foram notícia no mundo todo. Na Amazônia, as taxas de desmatamento e o número de focos de incêndio aumentaram em relação a 2019, principalmente pelo avanço de grilagem e garimpo sobre as unidades de conservação e terras indígenas. No Pantanal os incêndios ultrapassaram a intensidade e extensão históricas e 30% da área do bioma foi atingida, com grandes perdas para as populações animais. Houve liberação de 500 pesticidas, sendo 30% potencialmente cancerígenos, o que tornam vulneráveis não apenas os sistemas naturais, como também a saúde da população brasileira. Os investimentos em ações para o meio ambiente vêm despencando e, inclusive, em 2021, espera-se que o MMA tenha o menor orçamento dos últimos 20 anos.  Nestes anos, a conta dos retrocessos ambientais só não foi mais alta, devido à presença efetiva de cientistas, ambientalistas e alguns parlamentares que, junto com o Ministério Público, têm alertado a opinião pública sobre os problemas e conseguido barrar algumas dessas investidas.

Neste cenário atual de pandemia e com o legado deixado pelos dois primeiros anos do atual governo, fica evidente que apenas os instrumentos internos de proteção do meio ambiente não estão sendo suficientes para frear o avanço da política anti-ambiental em curso no país. O Brasil foi, durante os anos 2005 e 2016 um dos principais protagonistas de agendas globais voltadas para a mitigação das mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade. Esta posição foi alcançada por programas que reduziram as taxas de desmatamento na Amazônia e a liderança e o comprometimento ao assinar o Acordo de Paris. Graças aos resultados da política interna atual, somados à adesão automática do governo brasileiro à política anti-ambiental americana ditada por Donald Trump, hoje o Brasil é um pária mundial, explicitado em vários segmentos da opinião pública internacional.

Nestes primeiros dias de 2021 há um aceno de que a atmosfera política ambiental mundial irá mudar e uma expectativa de que traga algum reflexo positivo sobre a derrocada ambiental brasileira dos últimos dois anos. Entre as primeiras medidas tomadas por Joe Biden ao assumir a presidência dos Estados Unidos, está o retorno do país ao Acordo de Paris, o que tem movimentado os bastidores da Conferência das Partes (COP) sobre Mudanças Climáticas que deverá ocorrerá na Escócia este ano. O democrata também tem sinalizado que apertará o cerco à importação de produtos gerados sem base sustentável. Somado a isso, o mercado europeu, que já vinha criticando o governo brasileiro nos últimos dois anos, inclusive com grandes restrições à presença do país no Tratado de Livre Comércio UE-Mercosul, com a pandemia mergulhou de vez na ESG (conceito que incorpora melhores práticas ambientais, sociais e de governança). Assim, se não quiser agravar ainda mais a crise econômica e tiver um mínimo bom senso, o Brasil deverá incorporar práticas mais sustentáveis para agradar um mercado internacional que está se fechando. Se esta não é a solução ideal para reverter as recentes perdas do patrimônio natural dos brasileiros, é, pelo menos, uma pequena fagulha de esperança para novos ares na política ambiental do Brasil.

Marcia C. M. Marques – PPG Ecologia e Conservação

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22 de fevereiro de 2021

A APUFPR convida docentes a participar de uma reunião na próxima terça-feira (23), às 10h30, sobre a ação judicial dos conselhos profissionais.

O encontro é aberto a todos os interessados e será realizado por videoconferência, via plataforma Zoom. Clique aqui para acessar o link.

A ação movida pela APUFPR proíbe conselhos profissionais de Biblioteconomia, Odontologia, Psicologia, Biomedicina, Contabilidade e Enfermagem de exigir o registro profissional e de cobrar taxas dos professores da UFPR em Dedicação Exclusiva (DE).

As entidades também foram condenadas a devolver, com correções e juros de mora, os valores cobrados irregularmente. Caso algum professor tenha pago, a partir de 7 de março de 2001, mesmo tendo feito baixa no registro, deve procurar a APUFPR. Além disso, se algum esteve vinculado aos respectivos Conselhos a partir da mesma data, mas trabalhou em regime de DE e continuou pagando a anuidade, também deve procurar o sindicato.

Nos dois casos é necessário trazer o documento de cobrança e o comprovante de pagamento para que o departamento jurídico possa confirmar a possibilidade de devolução, por meio da ação coletiva.

A APUFPR não desaconselha a participação nos conselhos, apenas resguarda os direitos dos docentes e busca impedir a exigência de registro para o exercício da profissão.

 

Fonte: APUFPR

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19 de fevereiro de 2021

A suspensão da prova de vida anual de servidores federais aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis foi prorrogada novamente. O prazo da suspensão foi estendido até o dia 31 de março, por meio da Instrução Normativa SGP/SEDGG/ME nº 14, publicada dia 27 de janeiro no Diário Oficial da União.

Desde o dia 18 de março de 2020, os servidores públicos federais aposentados, bem como os pensionistas e os anistiados, que recebem seus proventos ou benefícios pelo Regime Próprio de Previdência Social, não estão obrigados a fazer o recadastramento anual.

Essa é uma das medidas adotadas para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia.

O objetivo da suspensão temporária é reduzir a possibilidade de disseminação da Covid-19 entre os beneficiários que, em sua maioria, são idosos e considerados mais vulneráveis ao contágio e agravamento da doença.

A medida não afeta o recebimento de proventos e pensões dos beneficiários que fizeram aniversário a partir de janeiro de 2020 e ainda não realizaram a prova de vida anual.

 

Atenção: não caia em golpes

Golpistas estão enviando e-mails com links falsos para pessoas do grupo que necessitariam realizar a prova de vida. Orientamos que jamais clique nesses links nos e-mails.

Se tiver alguma dúvida, consulte os meios oficiais como o site da PROGEPE (www.progepe.ufpr.br), o e-mail cas@ufpr.br, ou então o telefone (41) 3360-4506.

Se preferir, pode procurar também a APUFPR pelo e-mail jurídico@apufpr.org.br ou pelo WhatsApp (41) 99824-0243.

 

Fonte: APUFPR

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18 de fevereiro de 2021

É com muita tristeza que a APUFPR comunica o falecimento dos docentes Mário Negrão e Fernando Lorenzini.

 

Márcio Negrão

Márcio Negrão era professor aposentado do Departamento de Clínica Médica, médico neurologista e psicoterapeuta. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), realizou a residência em Neurologia no Institute of Neurology Queen Square, de London. Era especialista em Terapia Comportamental Cognitiva e mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná.

Mário pesquisava a mente humana e as aplicações na vida cotidiana, como família, sexualidade e relacionamentos amorosos. Também ministrava palestras sobre neurociência e funções cognitivas, como memória, atenção, humor e motivação.

 

Fernando Lorenzini

Fernando Lorenzini atuava na UFPR desde a década de 1990. Médico, foi urologista do Serviço de Urologia do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (CHC-UFPR) de 1992 a 2017 e professor substituto da disciplina de Urologia do curso de Medicina da UFPR.

Graduado e Mestre em Engenharia Civil, optou por uma mudança de carreira nos anos 1980, cursou Medicina e dedicou sua vida à profissão. Doutor em Clínica Cirúrgica pela UFPR, atuava como andrologista (área em que se destacou por suas técnicas cirúrgicas para tratamento da infertilidade masculina).

 

A APUFPR se solidariza com familiares, amigos, alunos e colegas desses estimados professores, neste momento de dor e tristeza. Desejamos força e serenidade nesta hora difícil.

 

Fonte: APUFPR

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18 de fevereiro de 2021

Depois da liberação de mais de R$ 3 bilhões em emendas para conseguir votos para eleger o deputado Arthur Lira (PP-AL) para a Presidência da Câmara dos Deputados, o presidente da República, Jair Bolsonaro, foi à abertura dos trabalhos legislativos no Congresso Nacional no dia 3 de fevereiro.

Ele entregou à Lira e ao novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma lista com 35 projetos considerados prioritários para tramitação nas duas casas.

Bolsonaro cobrou apoio a assuntos que dependem da aprovação do Congresso, como a agenda de privatizações do governo e a revisão de subsídios e benefícios tributários a setores da economia.

Como era de se esperar, nenhum dos projetos prioritários envolve ciência, pesquisa ou tecnologia. E ainda deixou claro que não irá arrefecer os ataques aos trabalhadores, aos serviços públicos e aos direitos sociais.

Suas prioridades também ignoram que aproximadamente 27 milhões de brasileiros passaram a viver em situação de extrema pobreza, segundo dados de janeiro apresentados pela FGV Social, e que mais de 230 mil vidas foram perdidas no país para a Covid-19 (grande parte pela ação proposital do próprio governo).

Nenhum dos pontos de sua pauta tem por objetivo socorrer a população empurrada para a miséria ou garantir que a vacina chegue para todos e todas.

 

 

Vidas não são prioridade

O presidente da República elencou como prioridades as propostas da Reforma Tributária (PEC 45/2019 e PEC 110/2019), de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, da independência do Banco Central, a PEC Emergencial (que reduz salários dos servidores), a privatização da Eletrobras e de outras estatais e da reformulação do mercado de câmbio. Também estão nas prioridades flexibilizar a posse e o porte de armas; reduzir a responsabilidades de militares que matam em serviço; flexibilizar a proteção ao meio ambiente e até a mineração em terras indígenas.

A Reforma Administrativa é uma das prioridades do governo. Seu objetivo é implodir as bases constitutivas do Brasil, começando pela facilidade de perseguição política dos servidores públicos – atuais e futuros.

A proposta tem potencial para a destruir o funcionalismo, permitir ao governo dominar os órgãos de controle (especialmente aqueles que o investigam), generalizar o loteamento de cargos para apadrinhados políticos e institucionalizar formas de corrupção.

Se a Reforma passar, seus efeitos não vão atingir apenas os servidores. O povo também sofrerá, pois haverá menos acesso a serviços públicos de qualidade.

Com a flexibilização da estabilidade, servidores que não cumprirem com as vontades dos governantes e de políticos sofrerão com a perseguição política e estarão sob constante ameaças de demissão. Práticas como as rachadinhas e outros tipos de corrupção serão disseminadas por todo o espaço público. E o governo poderá ampliar a terceirização de forma generalizada, aumentando as possibilidades para que empresários corruptos (e até o crime organizado) se apropriem dos recursos públicos.

“A ‘nova política’ de Bolsonaro é, na verdade, a expressão da mais velha política, que permanece arraigada no nosso país. O episódio da compra de votos para eleger o presidente da Câmara foi vergonhoso, especialmente em meio ao crescimento da pandemia, quando estados, como o Amazonas, precisavam urgentemente da ação do governo e não tiveram apoio”, afirma o presidente da APUFPR, Paulinho Vieira.

Ao ignorar a ciência e o papel das universidades públicas, especialmente durante a pandemia de Covido19, o governo também demonstra que a Educação não estará entre suas prioridades. Já ficou provado que muitas vidas poderiam ter sido salvas se tivéssemos investido em pesquisa e estabelecido procedimentos para garantir com velocidade a vacinação para todos.

O governo fez de tudo para acelerar a disseminação da pandemia, e agora indica fará de tudo para enfraquecer as bases protetivas do nosso país e privilegiar setores que dão sustentação política ao governo.

Veja os principais Projetos de Lei e Propostas de Emenda à Constituição:

 

Senado Federal
  1. PL 3178/2019 – Partilha de petróleo e gás
  2. PLS 232/16 – “Modernização” do setor elétrico
  3. PLS 261/2018 – Ferrovias
  4. PEC 186/2019 – PEC Emergencial
  5. PEC 187/2019 – PEC dos Fundos
  6. PEC 188/2019 – Pacto Federativo
  7. PLP 137 – Uso de fundos públicos para a pandemia
  8. PL 3723/2019 – Armas
  9. PLS 216/2017 – Revisão da Lei de Drogas
  10. PLC 119/2015 – altera o Estatuto do Índio contra o infanticídio
  11. PLC 8/2013 – Cobrança de pedágio (free flow)

 

Câmara dos Deputados
  1. PEC 45/2019 e PEC 110/2019 – Reforma tributária
  2. PL 2646/2020 – Debêntures

3.PL 5877/2019 – Privatização da Eletrobras

  1. PL 5387/2019 – Marco Legal do Mercado de Câmbio
  2. PL 191-2020 – Mineração em terras indígenas
  3. PL 6438/2019 – Registro, posse e comercialização de armas de fogo
  4. PL 6125/2019 – Normas aplicáveis a militares em GLO (Garantia da Lei e da Ordem)
  5. PL 3780/2020 – Aumento de pena para abuso sexual de menores
  6. PL 6093/2019 – Documento único de transporte
  7. PL 1776/2015 – Pedofilia como crime hediondo
  8. PL 2401/2019 – Homeschooling
  9. PEC 32/2020 – Reforma administrativa
  10. PL 3729/2004 – Licenciamento ambiental
  11. PL 5518/2020 – Concessões florestais
  12. PL 2633/2020 – Regularização fundiária

 

Fonte: APUFPR

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12 de fevereiro de 2021

Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro a APUFPR não terá expediente, seguindo o calendário da UFPR que determinou os dias como ponto facultativo, conforme portaria publicada pela instituição.

No dia 18 de fevereiro retornaremos o atendimento remoto, inclusive com o plantão presencial na sede.

Esse breve recesso não irá paralisar nossa luta. Temos temas muito importantes neste ano, como a defesa da vacina para todos (para que possamos voltar às atividades presenciais com segurança) e o enfrentamento à Reforma Administrativa.

Aproveite o descanso, evite aglomerações, use álcool em gel e máscara e siga conosco em defesa da ciência e da vida.

Bom recesso!

 

Fonte: APUFPR

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11 de fevereiro de 2021

É com pesar que a APUFPR comunica o falecimento do advogado e professor da UFPR René Ariel Dotti, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (11). Ele faria 87 anos neste ano.

Nascido em Curitiba no dia 15 de novembro de 1934, Dotti se graduou em Direito na UFPR em 1958. Foi docente de Direito Processual Penal no curso de pós-graduação até se tornar titular de Direito Penal. Também atuou como coordenador didático do curso de especialização em Advocacia Criminal da Faculdade Cândido Mendes Paraná.

Foi corredator dos anteprojetos de lei 7.209/84 (reforma da Parte Geral do Código Penal) e da Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal). Recebeu a medalha Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados em 2007.

Destacou-se na luta contra a ditadura militar, defendendo jornalistas, sindicalistas, professores, estudantes e tantos quantos foram perseguidos pelo regime. Por quase seis décadas, Dotti contribuiu com o ensino jurídico, com diversos livros e pareceres. Seus livros lhe deram uma cadeira na Academia Paranaense de Letras.

A APUFPR se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor e tristeza.

 

 

Fonte: APUFPR


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