Categoria: Notícias

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23 de novembro de 2021

Com contratações temporárias, Reforma precarizará políticas públicas

🤲 Além de reduzir as pressões políticas, a corrupção e a precarização dos serviços prestados pelo Estado, a estabilidade dos servidores beneficia a todos que dependem de políticas públicas.

💥Mas a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) do governo Bolsonaro quer acabar com tudo isso com a liberação para contratações temporárias por até dez anos.

😐 Com isso, a qualidade dos serviços cairia muito.

🤔 Já imaginou universidades públicas sem pesquisadores altamente qualificados? Professores que não podem estimular o pensamento crítico e a reflexão sobre o mundo? Profissionais de saúde tendo que cumprir medidas antiéticas por conta de pressões políticas? Agentes de segurança pública sem experiência para solucionar crimes ou proteger a população?

❗ Essas são apenas algumas das possibilidades nefastas que a Reforma Administrativa traria para os serviços públicos.

Por isso, é preciso barrá-la por completo! 🚫

#serviçopúblicoparatodos #ServiçoPúblico #ÉPublico #ÉpraTodos #ValorizeOServidor #ReformaAdministrativaNão #PEC32Não

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22 de novembro de 2021

 

Além da luta intransigente em defesa da educação pública e dos direitos dos docentes, a APUFPR considera fundamental o estreitamento dos laços do meio acadêmico com a sociedade e, em especial, com as comunidades onde a UFPR está presente.

É o que temos feito, por exemplo, em Jandaia do Sul – onde fica um dos campi da UFPR. Com o apoio de nossos filiados, temos realizado ações de solidariedade na região, voltadas principalmente para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Em abril deste ano, 40 cestas básicas foram doadas para duas entidades locais: o Asilo São Vicente de Paulo e a Fazenda Esperança.

Já em junho, participamos da Campanha do Agasalho para arrecadação de roupas e outros itens, ajudando a aquecer o corpo e o coração de muitas pessoas.

Em setembro, uma forte tempestade com granizo causou enormes danos no município, afetando prédios privados e públicos, que foram destelhados ou sofreram sérias avarias. Foi o que aconteceu também com o campus da UFPR. A subsede da APUFPR na cidade também precisou de reparos.

Com tudo isso, mais de 600 famílias ficaram desabrigadas.

A população estava assustada e triste, mas seguiu em frente juntando todos os seus esforços na reconstrução.

Diante da necessidade de uma resposta urgente à tamanha tragédia, a APUFPR rapidamente se mobilizou em duas frentes para ajudar.

A primeira delas foi a organização da arrecadação e a doação imediata de itens de higiene. Graças à solidariedade de nossos docentes, servidores técnico-administrativo e amigos reunimos rapidamente 2.200 fraldas, que foram organizadas com lencinhos umedecidos e beneficiaram 74 crianças e famílias.

A segunda ação, elaborada em conjunto com a direção do campus de Jandaia do Sul, resultou na arrecadação online de R$ 4.777,18, que foram revertidos na compra de 1.644 litros de leite.

A distribuição contou com o apoio da Secretaria de Assistência Social do município.

 

Estreitando a relação

Além da sede principal, que fica em Curitiba, a APUFPR também tem subsedes para atendimento de seus filiados em Palotina, no Litoral e em Jandaia do Sul.

Esta última foi inaugurada em outubro de 2019, para garantir mais qualidade e proximidade no atendimento das professoras e dos professores do campus da UFPR sediado no município.

O mesmo tem acontecido em outras subsedes, como é o caso de Palotina, onde também foram realizadas ações de solidariedade e distribuição de cestas básicas no último mês de setembro.

É assim que a APUFPR pretende seguir: lado a lado com os docentes, e junto da sociedade e das pessoas nas causas sociais que emergem nas comunidades que nos acolhem.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: APUFPR

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22 de novembro de 2021

No sábado (20), o Dia da Consciência Negra foi marcado por manifestações em mais de 100 cidades em todas as regiões do país, que uniram as demandas da luta antirracista e da valorização da cultura negra com a campanha Fora Bolsonaro, que vem ocupando as ruas do Brasil há alguns meses.

Confira aqui a galeria de fotos

Em Curitiba, o ato ocupou as ruínas São Francisco, no setor histórico do Largo da Ordem, com música, faixas e bandeiras, e contou com a participação da APUFPR.

Além da resistência negra, as pautas do ato também incluíam o impeachment de Bolsonaro, a defesa da educação defesa dos servidores e dos serviços públicos, e vacina para todos.

Confira o vídeo produzido pela APUFPR:

 

Fonte: APUFPR

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20 de novembro de 2021

A Assembleia Geral Ordinária da APUFPR sobre a curricularização da extensão, prevista para acontecer esta semana, foi transferida para a próxima terça-feira (23). O horário das 15h foi mantido.

A sua presença é fundamental para debater sobre o processo de inclusão de atividades de extensão no currículo dos cursos da UFPR, afinal a mudança irá trazer impactos significativos às rotinas de todos os departamentos da universidade.

As informações necessárias para acesso a assembleia você encontra na sequência deste texto.

Curricularização da extensão na UFPR

Imposta pela lei no 13.005/2014, a medida foi regimentada pela resolução do CNE/MEC no 7/2018 e regulamentada pela resolução do CEPE/UFPR 86/2020.

Assim, entre os meses de outubro e novembro, o GT de Curricularização da Extensão se reuniu para discutir os impactos da implementação dessa medida.

Entre as conclusões, o GT destacou que apesar da implementação da curricularização seja mandatória, as formas da sua realização ainda podem ser alteradas, em virtude da autonomia universitária. Essas decisões precisariam levar em consideração as especificidades dos cursos e as imensas dificuldades que a maioria dos departamentos encontram para a implementação da resolução 86/2020-CEPE/UFPR.
Veja aqui o documento produzido pelo GT.

 

Alterações e/ou inclusões solicitadas pelo CRAPUFPR são:

  1. A definição clara do que se entende por extensão;
  2. A explicitação de que a infraestrutura, os recursos e os convênios relativos à extensão são responsabilidade da universidade e não dos professores, departamentos e cursos. A universidade deve garantir os meios de operacionalização da curricularização da extensão;
  3. A não restrição da curricularização a “projetos”: que ela inclua todas as modalidades de extensão – eventos, cursos, programas, inclusive remotos ou online;
  4. A distribuição igualitária e proporcional da carga horária obrigatória de extensão entre todos os departamentos que compõem cada curso;
  5. A contabilização da carga horária de extensão como parte dos encargos didáticos dos docentes;
  6. A consideração da carga horária prática já existente em diversos cursos com atendimento à comunidade externa (estágios de licenciatura, atendimentos de cursos de saúde e direito, por exemplo) como parte da carga horária da extensão a ser curricularizada;
  7. A explicitação de que a extensão nos moldes praticados até agora não acaba, que ela continua e permanece, mesmo após a implementação da curricularização;
  8. O respeito à autonomia dos cursos da universidade nas suas formas de implementação da curricularização da extensão;

Construção deve ser feita com docentes

Na assembleia da próxima terça-feira, os docentes poderão propor novos elementos, caso não se sintam contemplados com outros aspectos além daqueles que constam no texto preparado pelo CRAPUFPR.

Se você tiver interesse em se aprofundar sobre o assunto, disponibilizamos materiais do Forproext, o movimento dos pró-reitores de extensão que pensaram as resoluções da creditação da extensão no currículo dos cursos.

Nesta pasta estão todos os documentos e estudos utilizados, assim como as resoluções por instituição.

 

Acesso à assembleia

A reunião acontecerá na plataforma online restrita Zoom com inscrição prévia no link https://us02web.zoom.us/meeting/register/tZcpcOCrpjIoGNfhpfvoYzBmkAH1HqfGn9vl

Você receberá a confirmação por e-mail, enviado diretamente pelo Zoom.

Quem não receber o link de acesso por e-mail imediatamente ou tiver alguma dúvida ou dificuldade para participar na reunião deve entrar em contato pelo WhatsApp (41) 98780-4845.

A primeira chamada será às 15h, com a presença de metade dos docentes, e a segunda chamada às 15h30, com qualquer quórum.

Assembleia Geral Extraordinária Virtual

Data: 23/11/2021 (terça-feira)

Horário:

Primeira chamada: 15h, com metade dos docentes;

Segunda chamada: 15h30, com qualquer quórum

 A atividade será pela plataforma ZOOM, com inscrição prévia neste link aqui

Ordem do Dia:

1) Informes;

2) Curricularização da Extensão;

3) Assuntos gerais.

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19 de novembro de 2021

APUFPR apresentou ao CEPE e à Administração documento com condicionantes para o retorno às atividades presenciais

Cumprindo com o compromisso assumido na Assembleia Geral Extraordinária realizada de forma emergencial ontem (18), a diretoria da APUFPR levou à Administração da UFPR e ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) o documento contendo o rol de condicionantes dos docentes da Universidade para o retorno às atividades presenciais na instituição.

O encontro com o reitor, Ricardo Marcelo Fonseca, ocorreu no começo da tarde. Na ocasião, ele se comprometeu em abrir espaço para que a APUFPR pudesse se pronunciar e apresentar o documento na íntegra aos conselheiros do CEPE.

Na sequência, a APUFPR participou da sessão do CEPE e fez a leitura ponto a ponto. A sessão continuou e estamos aguardando o resultado dos debates e deliberações.

Confira aqui o documento entregue à Universidade.

Fonte: APUFPR

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19 de novembro de 2021

APUFPR é parceira do Natal sem Fome em Curitiba. Nossa meta é superar o ano passado. Participe!

A APUFPR é parceira na construção de mais uma edição do Natal Sem Fome em Curitiba. Em pareceria com a ONG Ação da Cidadania, desenvolvemos essa iniciativa para estimular a solidariedade e o compromisso social entre a comunidade curitibana, com a arrecadação de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social que vivem na capital paranaense.

No ano passado, a APUFPR – a partir de intensa mobilização dos seus filiados – arrecadou R$ 4.830,00 e 12 cestas físicas em sua campanha. Com os recursos financeiros, foram adquiridas 69 cestas de Natal junto ao Movimento Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O montante arrecadado (81 cestas) foi entregue diretamente à direção da ONG Ação da Cidadania. Ao todo, 300 famílias foram atendidas.

Em 2021, nosso objetivo é ampliar ainda mais este número, principalmente por considerarmos o avanço da fome no Brasil, em virtude do avanço da inflação e da crise política e social causada pelo governo de Jair Bolsonaro.

Atualmente, 19 milhões de brasileiros se encontram em situação de insegurança alimentar grave, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).

Neste sentido, a APUFPR e a ONG Ação da Cidadania compartilham o entendimento de que garantir a segurança alimentar à população é um requisito na construção de uma sociedade mais justa, e que as mobilizações para alcançarmos esse patamar são indissociáveis de um forte envolvimento político.

 

ONG Ação Cidadania

Fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, a ONG Ação da Cidadania é responsável por promover o “Natal Sem Fome” em todas as regiões do Brasil, a maior campanha contra a fome na América Latina. Ao todo, 32 milhões de pessoas já foram assistidas com doações e a oportunidade de um Natal mais digno.

A expectativa é que a campanha de 2021 seja a maior campanha da história da ONG. O objetivo é arrecadar em todo o território nacional pelo menos R$ 30 milhões, para conseguir levar alimentos para as famílias em situação de vulnerabilidade em todo o país. Por isso, a APUFPR convoca todos os seus filiados e filiadas a se engajarem neste movimento, contribuindo com doações e convidando mais pessoas a participar.

Lutamos para construir uma sociedade com menos desigualdade, mas acreditamos que, ao mesmo tempo, temos o dever de contribuir também para reduzir de imediato o sofrimento de quem tem necessidades imediatas.

 

Como fazer doações

Neste ano, a arrecadação de contribuições financeiras e/ou cestas básicas acontecerá de 17 de novembro até 14 de dezembro.

Os alimentos podem ser entregues diretamente na sede da APUFPR (R. Doutor Alcides Vieira Arcoverde, 1193 – Jardim das Américas, Curitiba/PR) nas quartas-feiras, das 9h às 18h, e nas sextas-feiras, das 13h às 18h.

Já as contribuições financeiras podem ser de qualquer valor, e devem ser feitas por transferência bancária ou PIX (dados abaixo). Pedimos que após a transação, envie o seu comprovante para o e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (41) 99503-7963. No fim da campanha informaremos o número de cestas doadas bem como valor de recursos arrecadado.

 

TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA

Banco do Brasil

3262-X

C/C 10886-3

CNPJ 76.709.096/0001-23

Associação dos Professores da UFPR

PIX

CNPJ 76.709.096/0001-23

 

Fonte: APUFPR

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19 de novembro de 2021

Docentes da UFPR aprovam condicionantes para o retorno às atividades presenciaisOs docentes da UFPR se reuniram ontem (18) em Assembleia e aprovaram uma série de fatores condicionantes para o retorno às atividades presenciais na instituição.

Com base em uma proposta inicial apresentada pela APUFPR (e que englobava também os elementos reivindicados pelo CRAPUFPR), os docentes puderam debater sobre cada ponto, apresentar sugestões de acréscimos e modificações, em um processo democrático que proporcionou um amplo debate sobre a realidade da instituição.

Um documento com todos os pontos aprovados será apresentado hoje (19) ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), em sessão já que havia sido convocada para debater o tema (motivo pelo qual a Assembleia foi convocada em caráter emergencial).

A proposta da APUFPR partiu do princípio de que a pandemia de Covid-19 tem caráter bastante dinâmico e vem exigindo enormes esforços por parte das comunidades científicas e acadêmicas. Mesmo em meio às crises (sanitária, econômica, social e humana) pelas quais passa nosso país, a universidade e a ciência têm dado respostas importantíssimas em favor de seu enfrentamento. Respostas tais que precisam ser sempre renovadas e atualizadas.

‌Sabemos que são essas respostas e também nossas perguntas que reforçam a relevância social de nossa existência como instituição pública, bem como nossos fazeres múltiplos, com destaque especial para as nossas contribuições no ensino, na pesquisa e na extensão.

No que concerne às atividades de ensino, as ações adotadas pelas universidades, desde 2020, incluíram a utilização das atividades didáticas em sistema remoto, enquanto uma medida emergencial que cumpriu seu papel, apesar do ônus compartilhado de diferentes formas por todos os atores envolvidos.

Temos urgência de continuarmos, como universidade, defendendo nossa existência, nossa forma de organização autônoma e um orçamento digno, em um cenário de caos político, econômico, cultural e sanitário, bem como de fazer tal defesa junto com a nossa comunidade e com a sociedade de forma mais ampla.

A APUFPR compreende as grandes demandas sociais pelo retorno presencial, e que parte de nosso reconhecimento social dependa dele, tal retorno presencial não pode de forma nenhuma ocorrer sem considerar as questões de biossegurança de docentes, servidores técnico-administrativos e discentes, e também as questões laborais que dizem respeito aos profissionais da educação superior.

Fonte: APUFPR

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18 de novembro de 2021

Devido aos feriados, APUFPR não terá atendimento nos dias 6 a 8Prezados docentes, em decorrência do prolongamento da Assembleia Geral Extraordinária, convocada de forma emergencial para debater sobre o retorno às atividades presenciais na UFPR, nossa reunião de cientistas contra os cortes, que deveria iniciar às 19h, precisou ser cancelada.

Buscaremos uma nova data para compatibilizar com os participantes, o presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, e do professor Aldo Zarbin, do Departamento de Química da UFPR e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

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18 de novembro de 2021

Bolsonaro confirma interferência no Enem: “começa a ter a cara do governo”

Em declarações dadas à imprensa em Dubai – Emirado Árabe escolhido pelo governo brasileiro para ampliar sua vergonha mundial – o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o conteúdo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começa “a ter a cara do governo”, admitindo explicitamente que há intervenção ideológica na elaboração de provas que deveriam ser baseadas em critérios técnicos e pedagógicos.

Além de cometer um ‘sincericídio’, Bolsonaro acabou “acertando” na análise. Afinal, o Enem tem sim cada vez mais a cara de seu governo: cada vez mais desorganizado, desigual e pautado por interesses alheios à educação e ao interesse público.

Quem sabe o próximo passo do governo de Jair Bolsonaro para o seu Enem seja a inclusão de questões com bases vindos de Olavo de Carvalho e de Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Na cabeça do governo, essa interferência no conteúdo do Enem poderia servir para fazer uma “triagem” prévia dos futuros estudantes universitários.

 

Revolta de servidores no Inep

Prevista para os dias 21 e 28 de novembro, a edição de 2021 do Enem teve inúmeros problemas desde sua elaboração, marcada por problemas de organização, intervenções ideológicas e intimidação de servidores.

A censura a conteúdos pedagógicos por parte do Governo Federal tornou-se pública no começo de novembro, quando 35 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo conteúdo do Enem, pediram demissão em protesto.

Em entrevistas posteriormente concedidas sob anonimato, os servidores confirmaram que o conteúdo da prova foi censurado pelo Governo Federal, que interveio em mais de 20 questões da primeira versão da prova elaborada.

Não por acaso, a censura tinha como alvo questões com conteúdo histórico e socioeconômico: para Bolsonaro, a boa educação é aquela que ensina a obedecer e aceitar, não a pensar e transformar.

As questões do Enem são elaboradas por professores escolhidos por edital. Após sua produção, são enviadas a um banco de dados, sendo filtradas posteriormente por técnicos do Inep com base na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nas competências exigidas para o ensino superior.

O processo todo sempre foi conduzido em sigilo, para garantir que o conteúdo não vaze antes da realização da prova. Com as interferências de Bolsonaro, no entanto, esse processo tem sido cada vez menos seguro e organizado.

Segundo os servidores que se demitiram, houve diversas pressões do Executivo, que aumentou muito o número de pessoas com acesso à prova e chegou a enviar um policial federal para pressionar os técnicos.

 

Enem mais desigual da história

Da mesma forma como ocorre em outras áreas de seu governo, o presidente Bolsonaro atua e se pronuncia neste caso com olhos voltados à sua base de apoiadores mais extremistas, sobretudo nas redes sociais.

Buscando sempre mantê-los mobilizados e coesos, o governo e seu “gabinete do ódio” utilizam-se das polêmicas vazias das chamadas “guerras culturais” para desviar o foco de um país que a cada dia está mais em crise social e econômica.

Com isso, o Enem está mais excludente e desigual. A edição deste ano teve o menor número de inscrições dos últimos 14 anos, com apenas 3,1 milhões – o número já foi de 8,7 milhões.

Segundo dados do Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior), 11,7% dos inscritos são pretos, sendo a menor proporção desde 2009, quando o índice era de 6,3%. O exame chegou a ter cerca de 1,1 milhão de inscritos pretos em 2016; em 2021, serão apenas 362,3 mil.

42,2% dos inscritos declararam-se pardos. É o menor percentual desde 2012, quando foram 41,4% do total.

Entre os inscritos com isenção da taxa por declaração de carência houve redução de 77% em relação à última prova. Só 26,5% das inscrições conseguiram a abstenção da taxa por situação de vulnerabilidade financeira.

 Fonte: APUFPR

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18 de novembro de 2021

Reforma Administrativa é cavalo de Troia para privatização dos serviços públicos

⚠️ A Reforma Administrativa (PEC 32/2020) é como o Cavalo de Troia da mitologia grega: pura enganação. O governo mente, dizendo é que para deixar o Estado mais eficiente quando, na verdade, a intenção é entregar os recursos públicos para empresários e grupos econômicos.

😲 Um de seus maiores perigos é a criação de “instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos”.

👎 A situação é tão absurda que permitiria que governantes deixassem empresas privadas lucrarem com o uso de estruturas custeadas pelo Estado (e pelo povo!).

🤔 Em vez de administrar os serviços e contratar servidores qualificados e por concurso público, o governo passaria a terceirizar suas atividades.

🤨 Com a Reforma Administrativa, em vez do cuidado da população, a prioridade de muitos governos será a transferência de dinheiro para ricos.

#ServiçoPúblico #ÉPublico #ÉpraTodos #ValorizeOServidor #ServiçoPúblicoéExcelência


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