Categoria: Notícias

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18 de março de 2020

Diante da pandemia do Coronavírus Covid-2019 e dos impactos dela na saúde da população e também na economia do Brasil, a APUFPR sugere oito medidas para enfrentar a crise e permitir a recuperação do país a médio prazo.

O objetivo é que o país tenha capacidade operacional para superar todas as etapas da pandemia, desde a necessidade de investimentos na saúde, pesquisa científica e propostas econômicas que permitam a sobrevivência dos trabalhadores diante da completa paralisação de setores inteiros e a recuperação nacional que deverá vir a seguir.

1 – Investir em medidas urgentes de Saúde (que incluem a construção emergencial de novos leitos nas UTIs do Sistema Único de Saúde – SUS) 30% dos recursos que seriam destinados ao pagamento da dívida pública.

Diante de tal desafio emergencial à logística do Sistema Único de Saúde, não é racional seguir comprometendo boa parte do Orçamento da União com o pagamento e rolagem da dívida. O SUS precisa urgentemente de novos leitos e infraestrutura, e o primeiro caminho para esta demanda é a destinação desses recursos para o bem da sociedade, e não para o sistema financeiro.

2- Revogação imediata da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou verba do SUS e da educação por 20 anos.

Só em 2019, o SUS deixou de receber cerca de R$ 9 bilhões em investimentos por causa da Emenda Constitucional 95/2016. Esta mudança na Carta Magna está asfixiando a capacidade da Saúde pública responder inclusive aos desafios diários de atendimento, o que dizer de uma pandemia e o aumento exponencial na procura por atendimento, internações, tratamentos e medicamentos.

3- Fortalecer a pesquisa sobre o vírus no Brasil. As universidades públicas têm sido protagonistas nas descobertas de curas de doença ao longo da história de nosso país. Mais investimentos podem salvar muitas vidas.

O Brasil tem condições de se integrar de maneira mais forte à rede internacional que trabalha para descobrir curas e vacinas para o Coronavírus. Foram pesquisadores da Bahia, por exemplo, que conseguiram sequenciar amostras do vírus em apenas 48 horas. A maioria desses cientistas são ligados às universidades públicas e poderiam ir mais a fundo nas pesquisas se não houvesse cortes sucessivos nas verbas de pesquisa por parte do Governo Federal. Estes investimentos dão resultados e precisam ser ampliados.

4- Garantia pelo governo da estabilidade no emprego de todos os trabalhadores e manutenção integral dos salários, obrigando inclusive as empresas a exercer horários distintos.

Com as pessoas em quarentena e distanciamento social, vários setores da economia passam e passarão por extremas dificuldades. O governo precisa ser o fiador para que estes trabalhadores não venham a sobrecarregar o sistema de assistência social ou ainda correrem riscos de saúde ao trabalharem de forma precarizada após a perda do emprego.

5 – Redução momentânea da carga tributária

Se deixar de repassar recursos para o sistema financeiro (proposta 1), o governo pode reduzir a carga tributária de alguns tipos de empresas ou setores econômicos que estarão mais fragilizados durante a crise, como o pequeno comércio e pequenas empresas prestadoras de serviço, levando em consideração a faixa de faturamento e a quantidade de funcionários, por exemplo. O governo pode custear também o trabalhador que estiver afastado para quarentena, seguindo prescrição médica ou recomendação de autoridades.

6- Redução da taxa de luz e água, uma vez que muitos trabalhadores estarão em casa trabalhando e terão custos maiores.

Com mais empresas adotando teletrabalho e home office para evitar a circulação de seus funcionários, os custos dos trabalhadores com energia elétrica e água aumentarão. É uma conta simples. A redução das taxas é necessária para que esta nova realidade de trabalho, por mais que seja momentânea, seja viável e não sobrecarregue ainda mais os empregados.

7- Congelamento de preços de alimentos e medicamentos durante todo o período de crise.

Durante períodos de crise, muitos empresários aumentam indiscriminadamente os preços de seus produtos. Este é um momento de emergência e chega a ser desumano que alguns setores econômicos se aproveitem de uma crise dessa magnitude para aumentar seus lucros. Os preços precisam ser congelados enquanto a crise durar. Preços mais altos de alimentos e medicamentos podem agravar a pandemia, pois a fome ou a falta de uso de medicamentos essenciais tende a enfraquecer o sistema imunológico das pessoas. O mesmo vale para produtos preventivos. Alguns deles tiveram mais de 600% de aumento.

8- Considerar para base de cálculo dos planos de saúde da sinistralidade os dados antes da pandemia.

A sinistralidade é um cálculo em que procedimentos realizados pelos clientes dos planos de saúde servem como cálculo para a mensalidade, assim como os fatores de risco à saúde. Diante dessa crise, não devem levados em conta os fatores de risco do Coronavírus como dados para o cálculo das taxas, pois elevaria os custos ao cliente e jogaria para o SUS muitos usuários que não poderiam mais planos de saúde, sobrecarregando o sistema público.

Fonte: APUFPR

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18 de março de 2020
👩‍🦱Nós somos professores e qualificamos universidades públicas brasileiras nos mais prestigiados rankings internacionais.
 
🤫Eles(as) são parentes de agentes políticos. Agem apenas pelos seus próprios interesses – mesmo que desqualifiquem o Brasil perante o mundo.
 
Nós, docentes, enfrentamos a hostilidade do Governo Federal à educação superior e tornamos o Brasil o sétimo país com mais representação no conceituado ranking Times Higher Education (THE).
 
Eles(as) utilizam parentesco com membros importantes do governo para obter privilégios para quem já é bastante privilegiado.
 
🙌Nós trabalhamos para que as universidades públicas sejam sempre o modelo de excelência e ferramenta de inclusão social.
 
👨‍⚖️Eles(as) utilizam relações pessoais para atuar como representantes e lobistas dos setores mais ricos e mesquinhos do país.
 
Nós somos constantemente ameaçados. Mesmo assim, ranqueamos 28 universidades federais e 11 estaduais entre as melhores do mundo.
 
🧛‍♂️Eles(as) nos ameaçam. Defendem a migração do ensino superior para pastas incompatíveis apenas para dividir o já precário orçamento das universidades públicas com as instituições privadas – que quase não aparecem nos rankings de qualidade porque priorizam o lucro, e não a formação acadêmica.
 
Nós colocamos 43 universidades públicas entre as 50 melhores do país no Ranking RUF 2019.
 
Eles(as) representam um setor que colocou apenas 7.
 
Nós somos professores de uma instituição de ensino superior pública e trabalhamos pelo futuro do Brasil.
 
🧐E eles, quem pensam que são?
 
Eles é que são os verdadeiros parasitas e as zebras gordas desse país!
 
#ProfessoresPeloFuturoDoBrasil #DocenteNãoÉParasita #DocenteNãoÉZebraGorda #RespeitaODocenteParentada
 
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17 de março de 2020

A suspensão das aulas da UFPR a partir desta segunda-feira (16), anunciada na noite de domingo (15), foi uma medida sensata por parte da Reitoria da instituição. Assim, a Universidade assume seu papel em tentar frear a curva de contágio do Coronavírus Covid-19 (declarado pandemia pela Organização Mundial da Saúde), e tentar reduzir a sobrecarga no sistema público de Saúde, que será profundamente impactado quando (ou se) a infecção atingir seu auge.

Para a APUFPR, a suspensão das aulas é uma decisão prudente. Em que pese os impactos para a comunidade acadêmica, a aglomeração de pessoas é um sério fator para propagação da doença. A previsão é que com o avanço local da epidemia (ou seja, a contaminação endógena de pessoas que não estiveram em viagem) a curva de contaminação deve ser acentuada nos próximos dias e todos os esforços para reduzir sua propagação serão importantes daqui para a frente.

Do mesmo modo, com sensatez, a organização dos movimentos contra as reformas do Governo Federal, da qual a APUFPR faz parte, cancelou os atos na rua que seriam realizados no dia 18 de março (o 18M). Assim, cumpre-se com responsabilidade a recomendação de se evitar aglomerações para reduzir o risco de infecção com o vírus e sua propagação, ajudando a poupar vidas, principalmente daqueles que pertencem aos grupos de risco da doença: idosos, pessoas com problemas respiratórios crônicos, imunodepressivos etc.

Assim, a recomendação é a manutenção da mobilização do dia 18, mas ficando em casa e atuando virtualmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.

O Brasil vive um momento grave de ataque aos serviços públicos e à democracia, mas a preservação da vida das pessoas está acima de tudo e seria irresponsável colocar a saúde coletiva em risco.

O que está em luta

 

A paralisação de 18M foi proposta pelas maiores centrais sindicais do país em defesa dos serviços públicos e da democracia. São vários os ataques:

Há o Plano Mais Brasil, conjunto de três Propostas de Emenda Constitucional (PECs) em tramitação no Congresso e que foram enviadas pelo governo Bolsonaro. Elas buscam sucatear o serviço público ao reduzir recursos, pessoal, salários e direitos.

A PEC Emergencial (PEC 186/2019) quer permitir que, quando um governante decretar uma “crise fiscal”, a carga horária e os salários dos servidores sejam reduzidos em até 25%, carreiras congeladas (impedindo promoções e progressões) e concursos vetados.

A PEC dos Fundos (PEC 187/2019) desmontará todo o sistema de financiamento de políticas públicas de saúde, educação, cultura e etc ao extinguir os fundos públicos não listados na Constituição. O saldo restante neles seria confiscado para o pagamento de dívidas da União.

Quem também desvia recursos para pagamento da dívida da União é a PEC do Pacto Federativo (PEC 188/2019). Ela confisca os superávits de estados e municípios. Além disso, extingue teto de investimentos de saúde e educação e coloca a folha de pagamento dos aposentados dentro dessas rubricas, tirando recursos das atividades-fim.

Outra ameaça, ainda não protocolada, é a Reforma Administrativa. Entre os pontos já apresentados estão o fim do Regime Jurídico Único (RJU), o que iria “celetizar” os novos servidores, acaba com a estabilidade, minando projetos de longo prazo e abre caminho para facilitar o assédio moral e aparelhamento político. Ela também extingue a irredutibilidade salarial e reduz salários de partida dos servidores. Foi proposta também a criação de “carreiras transversais”, que permitiriam transferências entre órgãos de natureza complemente diferentes, prejudicando continuidade de políticas e especialização de servidores.

Já rechaçado pela UFPR, mas ainda um fantasma rondando a Universidade, está o projeto Future-se, projeto que retira o controle universitário da comunidade e transfere para Organizações Sociais (curiosamente o modo de gestão onde mais se encontra casos de corrupção atualmente) ou fundações privadas. O Future-se facilita também a submissão do conteúdo de pesquisa a eventuais financiadores privados, deixando áreas de conhecimento de “menor retorno financeiro imediato” à margem, e também ordena o autofinanciamento, o que abre caminho para cobrança de mensalidades e eventuais venda de ativos imobiliários.

Dentro do pacote de ataques, um deles está em vigor, mas é preciso pressionar o Congresso para não aceitá-lo: é a Medida Provisória 914/2019. Ela engessa a escolha de reitores ao ordenar que a listra tríplice seja formada exclusivamente pelos candidatos da consulta eleitoral e, consequentemente, libera o presidente para escolher aquele que seguiria sua cartilha limitante para o ensino superior. Assim, um candidato rejeitado pela comunidade poderá ser nomeado reitor apenas por ser mais alinhado ao governo.

Completando tudo isso, Jair Bolsonaro já cruzou a linha do bom senso e da liturgia do cargo ao apoiar e tomar parte de manifestações pregando fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo (15). Ele utilizou de meios públicos para atentar contra os outros Poderes, o que é um grave crime de responsabilidade.

Do mesmo modo, agiu de forma completamente irresponsável, porque além de contrariar as orientações de seu próprio Ministério da Saúde e abandonar o isolamento ao qual estava submetido por suspeita de infecção (pelo menos 16 pessoas da comitiva que o acompanhou aos EUA estão com o Coronavírus Covid-19), ele também incentivou aglomerações de pessoas em seu nome e ainda teve contato direto com mais de 250 pessoas, expondo-as desnecessariamente as a um sério risco de contaminação.

Diferentemente do presidente, a frente ampla de movimentos contra as reformas e os ataques à democracia tem responsabilidade com a saúde e com a vida das pessoas e, por isso, optou por evitar riscos à saúde da população brasileira.

Fonte: APUFPR

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17 de março de 2020

Na Assembleia Geral Extraordinária da APUFPR, realizada na tarde desta quarta-feira (11) no Centro Politécnico, os docentes da UFPR aprovaram o indicativo de greve da categoria. A decisão aprofunda as lutas contra as reformas do governo Bolsonaro que buscam a destruição dos serviços públicos, incluindo a educação.

O indicativo de greve respondeu à consulta do mais recente congresso do Andes-SN, realizado em fevereiro, e demonstra disposição da categoria para uma grande paralisação nacional.

A decisão desta assembleia foi encaminhada à Reunião dos Setores do Andes-SN, realizada sábado (14) e domingo (15), em Brasília. A UFPR foi representada por um diretor do sindicato e um representante da base.

A grande questão levantada sobre uma greve mais prolongada foi a respeito do risco, agora com jurisprudência das cortes superiores, de haver bloqueio de salários imediatamente após sua deflagração e o risco de sua não reposição após o fim do movimento, caso as cortes superiores não acatarem os argumentos da categoria. Assim mesmo, os docentes entenderam que, neste momento, o indicativo de greve marca uma ação política e a disposição em defesa da Universidade Pública e dos direitos da categoria.

Foi pedida unidade de todos os setores comprometidos com a educação, dando como exemplo as manifestações a favor da Ciência em 2019.

18M

Na mesma assembleia, os docentes aderiram à paralisação nacional do dia 18 de março por ampla maioria. A categoria definiu pela adesão do Dia da Greve Nacional da Educação e pelos serviços públicos e democracia.

Várias categorias do serviço público estarão mobilizadas nesta data contra as propostas do Plano Mais Brasil e da Reforma Administrativa, e contra os ataques à democracia por parte do governo Bolsonaro.

Em jogo

Tanto a paralisação e mobilização de 18 de março quanto o indicativo de greve fazem parte da defesa da categoria docente contra os vários ataques feitos pelo governo Bolsonaro aos serviços públicos e aos servidores.

Um desses projetos é o Plano Mais Brasil, conjunto de três Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) em tramitação no Congresso, que sucateiam o serviço público diminuindo recursos, pessoal, salários e direitos.

A PEC 186/2019, chamada PEC Emergencial, pretende instituir um gastilho que redundaria na redução temporária de carga horária e salários de servidores – em até 25% – caso o governo de plantão decrete ‘crise fiscal’. Carreiras seriam congeladas neste caso, vedando promoções e progressões, e concursos seriam suspensos.

A PEC 187/2019, chamada PEC dos Fundos, extingue os fundos públicos, que financiam políticas de educação, saúde, cultura e etc. O dinheiro iria direto para pagamento da dívida pública e a criação de novos fundos seria burocratizada.

A PEC 188/2019, chamada PEC do Pacto Federativo, extingue o piso constitucional de Saúde e Educação. Pagamento de inativos entrariam nestas rubricas, significando menos dinheiro para estas áreas. A proposta também determina intervenção nas contas de estados e municípios, que seriam controladas diretamente pela União, que confiscaria todo o superávit deles para pagamento de dívidas.

Junto a isso, entra a Reforma Administrativa. Os pontos já anunciados preveem o fim do Regime Jurídico Único (RJU), admitindo novos servidores apenas no regime celetista, ou seja, mais sujeitos a assédio moral e a aparelhamento político. O projeto extingue a irredutibilidade salarial e diminui os salários de início no serviço público, além de criar carreiras transversais que, na prática, significam transferências de servidores entre órgãos, mesmo de natureza distintas.

Diretamente à educação, há a Medida Provisória 914/2019, que precisa ser derrubada. Ela viola a autonomia universitária ao intervir no processo de escolha de reitores. Ela tira poder dos Conselhos Universitários, engessa os processos eleitorais e a lista tríplice, e permite que o presidente nomeie candidatos pouco votados, mas alinhados ao governo.

Mesmo rechaçado pelo Conselho Universitário da UFPR no ano passado, o Future-se é ainda uma sombra que paira sobre a universidade. O projeto, na prática, tira o controle da gestão administrativa das universidades dela própria e o passa para Organizações Sociais (OS) ou fundações privadas. Corre-se o risco, por exemplo, de que as pesquisas fiquem submetidas à vontade dos compradores privados de tecnologia, violando a liberdade de cátedra e prejudicando áreas de conhecimento com menor interesse econômico imediato. O projeto prevê também o autofinanciamento universitário, o que abre caminho para cobrança de mensalidades e a negociação de seu patrimônio imobilizado, como suas próprias áreas físicas.

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Fonte: APUFPR

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16 de março de 2020

A Assembleia Geral da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná- Seção Sindical do ANDES-SN, reunida em 11/03/2020, manifesta o seu apoio, por unanimidade dos presentes, à Asociación de Professores de la Universidad de Antioquia, Asoprudea, Colombia, pelo covarde atentado perpetrado contra a vida da professora Sara Yaneth Fernández Moreno, Secretária da Asoprudea e a todas as companheiras e companheiros da Asoprudea e dos demais coletivos de estudantes, docentes, servidores da Universidad de Antioquia.

Temos consciência do momento extremamente crítico que vive nossa América Latina, com vários governantes, como é o caso de Bolsonaro, no Brasil, atuando intencionalmente na promoção da violência contra aqueles que lutam por uma sociedade emancipada, mais justa, solidária e igualitária.

Temos que atuar de forma conjunta e enérgica para não permitir o retrocesso social promovido por grupos extremistas conservadores. Temos que preservar nossas instituições construídas democraticamente, especialmente nossas universidades, como centros de produção crítica de conhecimento e cultura.

 

Diretoria da APUFPR-SSind

Gestão 2019-2021

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16 de março de 2020

A Assembleia Geral da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná- Seção Sindical do ANDES-SN, reunida em 11/03/2020, manifesta o seu apoio, por unanimidade dos presentes, à professora Lucimar Rosa Dias, vítima de um vergonhoso caso de racismo ocorrido no dia 07 de março, no Centro de Curitiba.

O racismo é um dos crimes mais cometidos no Brasil e um dos menos notificados. Vivemos em um país ainda racista e precisamos combater este preconceito que faz com que a cor da pele acabe virando uma sentença para falsas acusações, muitas vezes sem chance ao contraditório e a todos os direitos que a Constituição em tese deveria prover.

A vítima deste racismo estrutural da sociedade brasileira é professora doutora em Educação pela nossa Universidade Federal do Paraná (UFPR), pesquisadora brilhante que coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação para as Relações Étnico-Raciais (ErêYá) do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFPR, que integra o Programa de Pós-Graduação em Educação da linha de pesquisa Diversidade, Diferença e Desigualdade Social em Educação.

Desta forma, a Diretoria da APUFPR-SSind se coloca à disposição para qualquer contribuição e apoio que possa vir a ajudar nesta luta pela justiça, pela defesa de direitos e contrária a qualquer forma de discriminação.

Diretoria da APUFPR-SSind

Gestão 2019-2021

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16 de março de 2020

Devido ao avanço do coronavírus Covid-19 e seguindo recomendação do Ministério da Saúde e de especialistas da área, informamos o cancelamento do “Debate sobre os desafios do Brasil atual”, que seria realizado hoje (16), organizado pela APUFPR em conjunto com o Sinditest-PR e o movimento estudantil.

O evento foi cancelado. Mas, a luta por uma educação pública e de qualidade e em defesa da democracia continua.

Em breve, anunciaremos novos encontros, palestras e debates para juntos, mudarmos o país.

Avante!

Fonte: APUFPR

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12 de março de 2020

As atividades do Dia de Protestos em Defesa dos Serviços Públicos e da Democracia, no 18 de março, já têm hora e local definidos. Serão na Praça Santos Andrade, com o primeiro ato às 9 horas, em frente ao prédio histórico da UFPR.

À tarde, às 14 horas, será realizada uma Assembleia Comunitária do serviço público.

Em seguida, às 17 horas, haverá um ato em defesa dos serviços públicos e pela democracia, fechando a agenda do dia.

Docentes e diversas outras categorias estão construindo o movimento da resistência contra os projetos propostos pelo governo Bolsonaro para destruir o serviço público, que preveem, entre várias medidas profundamente danosas, a diminuição de recursos, pessoal, salários e direitos.

Os inimigos: Plano Mais Brasil e Reforma Administrativa

O Plano Mais Brasil é um conjunto de Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) apresentadas pelo governo para reduzir investimentos no serviço público e destinar mais recursos ao sistema financeiro, para o pagamento dos juros da dívida (nunca auditada) da União.

A PEC Emergencial (PEC 186/2019) permitiria a redução de jornada de trabalho e de salários em até 25%. Ela também congelaria carreiras, proibindo progressões e promoções, e impede a realização de novos concursos.

A PEC dos Fundos (PEC 187/2019) pretende extinguir todos os fundos públicos, transferindo o recurso deles para pagamento de dívidas públicas. Esses fundos são muito importantes para financiar obrigações governamentais em diversas áreas.

A PEC do Pacto Federativo (PEC 188/2019) retira o piso de investimento em saúde e educação. Ela inclui a folha de pagamento dos aposentados nos gastos com saúde e educação. Com isso, o governo passaria a ter que destinar menos recursos a essas áreas. Toda sobra de caixa deverá ser destinada também para o pagamento de dívidas com o sistema financeiro (em vez de aumentar o investimento em áreas essenciais).

A Reforma Administrativa, mais novo ataque vindo de Brasília, ainda não foi protocolada pelo governo. Porém, alguns itens já foram anunciados (mesmo como mero balão de ensaio) e deverão fazer parte do texto da PEC ou conjunto de PECs a ser apresentada, significando pioras mais profundas no serviço público e comprometimento do futuro do país.

Entre os itens previstos estão o fim da estabilidade dos servidores públicos, extinção do Regime Jurídico Único (RJU), fim do princípio da irredutibilidade salarial, redução dos salários de entrada no serviço público e fim das progressões por tempo de serviço.

O governo também pretende criar uma carreira única dentro do serviço público federal, podendo mover livremente servidores entre órgãos, sem distinção da natureza deles, prejudicando o princípio constitucional de continuidade e não respeitando as particularidades de cada instituição.

Serviço:

Dia de Protestos em Defesa dos Serviços Públicos e da Democracia

Data: 18 de março

Local: Praça Santos Andrade, Centro, Curitiba-PR.

Programação

9h – Ato I – Ato da Educação

14h30 – Assembleia Comunitária do serviço público na Praça Santos Andrade

17h – Ato II – Em defesa dos serviços públicos e da democracia

Fonte: APUFPR

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11 de março de 2020

Diante do atual cenário econômico – desemprego em alta (11,9 milhões, segundo dados do IBGE), PIB com crescimento de apenas 1,1% no ano passado, restrição de novos concursos públicos, entre outras medidas que prejudicam os servidores -, a APUFPR, o Sinditest-PR e o movimento estudantil promovem um debate sobre a atual conjuntura do país, no dia 16 de março, às 18h, no anfiteatro 100 do Setor de Ciências Humanas da UFPR (Ed. Dom Pedro I, campus Reitoria).

A palestra “Conjuntura Econômica” contará com a participação da professora Liana Maria da Frota Carleial, especialista em Economia do Trabalho e da Tecnologia. Ela debaterá sobre o quadro econômico brasileiro, diagnóstico do capital nacional e as raízes da industrialização.

O evento é aberto a toda comunidade acadêmica, principalmente ao público que tem interesse técnico em Economia.

O presidente da APUFPR, Paulo Vieira Neto, destaca que a discussão é uma forma de preparar o público para a Paralisação Nacional do dia 18 de março contra os ataques do Governo Federal aos serviços públicos e à democracia. Segundo ele, a palestra não se trata de uma posição partidária, há uma ampla pesquisa que dá embasamento a todo esse tema. “Isso auxilia na formação acadêmica e política dos participantes”, explica.

O presidente antecipa que a diretoria da APUFPR está planejando um encontro mensal, com diferentes especialistas, contemplando as mais diversas áreas do campo político, econômico e social, para debater temas diversos que são importantes no atual momento pelo qual passa o país.

 

Fonte: APUFPR

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11 de março de 2020

A APUFPR está convocando uma Assembleia Geral Extraordinária para HOJE, 11 de março. A reunião será no auditório da Administração do Centro Politécnico às 15h30 em primeira convocação, com pelo menos metade dos docentes filiados presentes, e segunda convocação às 16 horas, com qualquer quórum

Estão na pauta a Greve Nacional da Educação do dia 18 de março (que reunirá diversos setores) e a construção da greve da categoria docente (cujo indicativo foi aprovado pelo Congresso do Andes-SN, em fevereiro).

Durante a Assembleia, serão colhidas sugestões de pauta nacional e de pauta local da greve da categoria docente.

Greve Nacional da Educação

O Congresso do Andes-SN foi realizado em fevereiro e aprovou indicativo de construção de uma greve nacional dos docentes contra os ataques do Governo Bolsonaro à educação e ao serviço público.

Será um movimento para enfrentar os sucessivos cortes de verbas na educação, os ataques à autonomia universitária (como a medida provisória que altera a eleição para reitores e institui figura de reitor-interventor) e o Projeto Future-se.

A Reforma Administrativa e o Plano Mais Brasil (conjunto de PECs criadas para retirar direitos dos servidores e destinar recursos para o sistema financeiro) também serão tema da paralisação do dia 18 de março.

Serviço:

Assembleia Geral Extraordinária da APUFPR

Data: 11 de março, às 15h30

Local: Auditório da Administração do Centro Politécnico – Avenida Cel. Francisco H. dos Santos, 210, Jardim das Américas, Curitiba.

Pauta:

1- Informes

2- Adesão à Greve Nacional da Educação

3- Construção da greve da categoria docente (indicativo de greve)

4- Sugestões de pauta nacional e construção de pauta local da greve da categoria docente

5- Outros assuntos

Fonte: APUFPR


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