Categoria: Notícias

APUFPR-comissao-eleitoral-apufpr.jpg
6 de abril de 2021

A Comissão Eleitoral responsável pela eleição da nova diretoria da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), gestão 2021 a 2023, homologou as candidaturas de duas chapas que já estão aptas a participar da disputa.

A Chapa 1 – Unidade, Democracia e Luta, é encabeçada pelo docente Paulinho Vieira Neto, do Departamento de Filosofia e atual presidente da APUFPR.

A Chapa 2 – Autonomia e Luta tem à frente o docente Rogério Miranda Gomes, do Departamento de Saúde Coletiva.

A partir de agora, ambas estão liberadas para fazer suas campanhas, segundo critérios estabelecidos pelo Regimento Eleitoral aprovado em Assembleia da categoria realizada no dia 29 de março.

 

Votação

A votação ocorrerá no dia 29 de abril, das 8h30 às 20h30, sem intervalo. Por causa do isolamento social necessário durante a pandemia, o processo será online, em modelo telepresencial, semelhante ao utilizado para as eleições da diretoria do ANDES-SN, em novembro do ano passado.

No dia, os docentes deverão acessar uma mesa virtual e identificar-se com um documento com foto. Em seguida, irão receber um link para a plataforma de votação, que deve acontecer em até 10 minutos.

Para agilizar o processo de votação, serão criadas várias mesas virtuais, que irão funcionar simultaneamente.

Poderão votar docentes filiados até 30 (trinta) dias da data de eleição, e que estiverem em dia com a sua contribuição sindical (data limite para filiação foi 30 de março de 2021).

Não será permitido voto por procuração.

 

Conheça a composição das duas chapas:

 

A Chapa 1 – Unidade, Democracia e Luta

Presidente: Paulo Vieira Neto

Vice-presidente: Andréa Emilia Marques Stinghen

Secretário geral: Paulo Ricardo Opuszka

Primeira secretária: Maytê Gouvêa Coleto Bezerra

Tesoureiro geral: Roberto Luis Portz

Primeiro tesoureiro: Guilherme Jean Pereira de Abreu

Diretora administrativa: Maria Madselva Ferreira Feiges

Diretor cultural: Paulo Afonso Bracarense Costa

Diretor de esportes: Ehrick Eduardo Martins Melzer

Diretor de imprensa: Elson Faxina

Diretor jurídico: Arthur Mendes Lobo

Diretor social: Carlos Alberto Ubirajara Gontarski

 

Chapa 2 – Autonomia e Luta

Presidente: Rogério Miranda Gomes

Vice-presidente: Cassio Alves

Secretário-geral: Bruno Peixoto Carvalho

Primeiro secretário: Rafael Germano Dal Molin Filho

Tesoureira geral: Sandra Mara Alessi

Primeiro tesoureiro: Eduardo Chemas Hindi

Diretor administrativo: Allan Kardec de Lima

Diretor cultural: Roberto Gonçalves Barbosa

Diretor de esportes: Marco Aurélio de Mello Machado

Diretora de imprensa: Claudia Mendes Campos

Diretor jurídico: Geraldo Balduino Horn

Diretora social: Elizabeth Garzuze da Silva Araújo

 

 

Fonte: APUFPR

Apufpr-Nova-lei-antiterrorismo.jpg
6 de abril de 2021

Em países democráticos, a população deve ter assegurado os direitos à livre manifestação, e à organização e participação em atos públicos. A liberdade para se manifestar nas ruas deve ser sempre respeitada, e qualquer tentativa de impedi-la, ainda que de maneira genérica, deve ser observada com muita atenção.

No Brasil de Jair Bolsonaro, a articulação política da vez deixa claro – mais uma vez – a distância que o presidente cultiva da garantia irrestrita de liberdade às manifestações de rua e aos movimentos sociais.

Vendo sua popularidade desmoronar por conta da inepta gestão do Governo Federal na pandemia, Bolsonaro, com o apoio de seus apoiadores extremistas na Câmara dos Deputados, tirou da gaveta a proposta de uma nova lei antiterrorismo no Brasil, que estava parada há mais de um ano.

Com trechos controversos (que abrem caminho para a repressão de atos públicos) e sem nenhuma justificativa válida para retomar o projeto, o governo parece estar disposto a intimidar a parcela da população insatisfeita com os rumos do Brasil.

 

É tão ruim assim?

O Projeto de Lei (PL) 1595/2019, de autoria do deputado Major Vitor Hugo (PSL), líder do governo na Câmara, propõe alterar a lei antiterrorismo do Brasil, ampliando o conjunto de atos que podem ser considerados terroristas dentro do território nacional.

Como não há um aumento das ameaças do tipo no país, o projeto tem apenas o intuito de reprimir opositores políticos (isso inclui o cidadão comum que discorda do governo). Prova disso é o grau de generalismo que o texto do PL apresenta ao autorizar, por exemplo, a repressão de atos que tenham a intenção de promover “qualquer forma de violência”.

Na prática, a proposta irá restringir o direito à realização de marchas e protestos e dá carta branca para que as forças policiais reprimam praticamente qualquer ato com reunião de pessoas nas ruas – até mesmo antes que esses atos ocorram.

Entre os disparates, a nova lei antiterrorismo permite que agentes públicos se infiltrem nas manifestações e concede o uso do chamado “excludente de ilicitude” para reprimir esses atos, ou seja, exime de punição os policiais que cometerem algum crime durante a ação.

Ciente das polêmicas que o PL pode render, o próprio Jair Bolsonaro agiu nos bastidores para que a votação do projeto aconteça com rapidez e o mínimo de visibilidade.

 

Acordos com o Centrão

Após negociar cargos e dezenas de bilhões de reais em emendas parlamentares com o Centrão, Bolsonaro foi pedir suas contrapartidas. E uma delas foi manobrar o regimento interno da Câmara para acelerar a tramitação do PL, pedido prontamente atendido pelo presidente da casa, Artur Lira.

Assim, em vez de a proposta seguir o rito padrão, em que seria apreciada por três diferentes comissões temáticas na Câmara (onde a oposição tem mais chances de se pronunciar para contestar as medidas), o PL vai passar por apenas uma comissão especial, o que acelera o processo e dá menos visibilidade.

Na comissão especial, criada exclusivamente para analisar o projeto, a intenção é abrir a porteira para que a “bancada da bala” faça os desejos do presidente.

 

Autoritarismo a galope

O flerte do Bolsonaro com o autoritarismo, evidentemente, não é de hoje, afinal, sempre foi um traço marcante de seus mais de 30 anos como deputado (período em que teve, diga-se de passagem, apenas 2 projetos aprovados, sem qualquer importância).

Agora, como presidente, mantém o tom belicoso enquanto faz performance teatral para uma base social radical, movida a paranoias e fake news.

Falas exaltando torturadores da ditadura militar e ataques gratuitos à imprensa e a opositores sempre estiveram no repertório de suas declarações públicas (traços típicos de líderes autocratas).

Só em seus dois primeiros anos de mandato como presidente, a Lei de Segurança Nacional (uma herança dos tempos da ditadura) já foi acionada por Bolsonaro ou seus aliados quase três vezes mais do que em comparação com os últimos mandatários. Sempre com o intuito de perseguir intimidar quem fala mal do governo.

Bolsonaro, que tem se notabilizado por perseguir artistas, jornalistas e figuras públicas, agora quer também intimidar a população e os movimentos sociais para que fiquem com medo de sair na rua demonstrar sua indignação.

Sufocar as liberdades democráticas não é saudável para nenhuma nação.

 

Fonte: APUFPR

Apufpr-Professores-relatam-assédio.jpg
5 de abril de 2021
Foto: Integra UFPR

Dezenas de professores do Campus Avançado Pontal do Paraná – Centro de Estudos do Mar relataram que vêm sofrendo assédio psicológico e moral por parte da direção do setor.

Já são quase 20 denúncias recebidas pela APUFPR, que reivindica ser ouvida pelo Diretor Disciplinar da instituição nos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) aberto contra a direção do Campus.

As principais denúncias dizem respeito à imposição de sobrecarga de trabalho aos docentes, por meio de pressões psicológicas e assédio moral.

A APUFPR tem prestado toda assistência psicológica e jurídica aos professores, sendo que mais de 18 casos já foram acolhidos pela entidade. Uma ação coletiva está sendo preparada para resguardar a saúde dos trabalhadores, reparar os danos e pôr fim ao assédio.

Além de todos os desafios impostos aos professores e aos servidores técnico-administrativos pela pandemia de Covid 19, o assédio moral tem sido constante no Centro de Estudos do Mar.

Alguns docentes estão, inclusive, se aposentado antes do planejado, de maneira precoce, por não suportarem a pressão psicológica.

O secretário-geral da APUFPR, Paulo Ricardo Opuszka, reafirma que o papel entidade, enquanto representação sindical, é acolher os docentes, verificar as demandas e dar seguimento à busca por uma solução que resguarde os membros da categoria. “A APUFPR está pronta a dar todo o suporte aos professores. Queremos acompanhar de perto os procedimentos para resguardar, inclusive, a saúde mental dos docentes”.

 

Desânimo e esgotamento profissional

Muitos dos professores que têm procurado a APUFPR para relatar o assédio já sofrem com sintomas que podem ser identificados como de Síndrome de Burnout, uma doença laboral caracterizada por estresse crônico que leva à exaustão física e emocional.

A síndrome é um distúrbio psíquico desencadeado por tensão emocional provocada por condições de trabalho desgastantes. Professores estão entre as categorias mais atingidas, já que a profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.

Entre os principais sintomas do Burnout podemos destacar também o auto isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima.

A situação é agravada por causa do atual contexto político do país, que tem reflexos nossa categoria. Ao direcionar parte da militância do ódio e de grupos extremistas contra os professores das universidades públicas, o governo e seus apoiadores mantêm os docentes frequentemente na mira.

Quando ocorre assédio moral dentro de um espaço que, em tese, deveria ser mais protegido, como o local de trabalho do docente, isso se agrava, porque o professor perde uma parte importante do apoio (no caso, institucional).

O que ocorre no Campus Avançado Pontal do Paraná pode ser um sintoma de algo maior. Desde o começo do governo de Jair Bolsonaro, os casos de assédio moral no serviço público se multiplicaram.

Até agosto do ano passado, a média era de 1,2 denúncia oficial por dia desde o início do atual governo, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU). O ministério da Educação é uma das pastas com maior quantidade de denúncias.

 

 

Fonte: APUFPR

apufpr-dossie-andes.png
1 de abril de 2021

#MILITARIZAÇÃO l O ANDES-SN lança o Dossiê “Militarização do governo Bolsonaro e intervenção nas Instituições Federais de Ensino”, que traz um mapeamento da presença de militares na composição do governo federal e faz uma análise da militarização das escolas públicas e da intervenção do governo federal na escolha de dirigentes das IFE. Confira aqui.

 

Fonte: ANDES-SN

apufpr-Orçamento-de-2021-corta-ainda.jpg
1 de abril de 2021

Causa consternação e revolta saber quais as prioridades do Governo Federal e dos políticos na votação que aprovou o orçamento para 2021, ocorrida na última semana.

Tirando investimentos da educação e da Previdência, o orçamento turbina emendas parlamentares (o Centrão manda) e é generoso com os militares (para manter o apoio da caserna).

 

Menos para ciência e educação

Na educação, o orçamento vem sofrendo cortes sistemáticos, deixando as Universidades à míngua. O orçamento de custeio será 18% menor do que em relação ao ano passado.

O montante passará de R$ 5,54 bilhões investidos em 2020 para R$ 4,49 bilhões em 2021, o que pode inviabilizar o ensino em muitas universidades, afetando as despesas com água, luz, serviços de limpeza e políticas de permanência estudantil, como pagamento de bolsas.

Desde o início do governo Bolsonaro, em 2019, o orçamento para Universidades e Institutos Federais já encolheu 25%.

Outra área afetada é a de Ciência e Tecnologia, que sofreu corte de 28,7% em relação a 2020. Um descalabro em meio à pandemia, porque afeta projetos que envolvem, por exemplo, a produção de vacinas nacionais (a área já havia perdido R$ 9 bilhões em janeiro, com o veto do presidente, Jair Bolsonaro, à lei que regulamenta o uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

 

Mais para o centrão e para os militares

Como se não bastasse o descaso com a Educação, ao menos R$ 26,5 bilhões serão retirados do pagamento de seguro-desemprego, abono e previdência e serão destinados para acomodar obras de infraestrutura no orçamento, com objetivo claro de fortalecer os redutos eleitorais dos deputados e senadores em 2022.

É isso que acontece quando um governo sem rumo e sem compromisso com a população fica na mão de um setor político igualmente sem compromisso com a sociedade.

Pior: ao mesmo tempo em que foram feitos cortes em áreas tão essenciais para o país, o orçamento engorda ainda mais o montante destinado ao Ministério da Defesa, pasta loteada para seus apoiadores militares e que, sozinha, ficará com mais de 22% do orçamento da União.

É mais uma demonstração escancarada de que a austeridade fiscal propagandeada pelo governo é seletiva.

 

Cortes reveladores

Outros cortes também confirmam que o orçamento de 2021 é um dos mais vergonhosos de todos os tempos. Mesmo em meio à pandemia, a Saúde perdeu R$ 35 bilhões em relação ao executado em 2020. No meio ambiente, cujo ministério privilegia desmatadores, o valor será de R$ 1,79 bilhão, o menor em 20 anos.

O Censo foi reduzido de R$ 2 bilhões para R$ 240 milhões, uma forma de inviabilizar a pesquisa (e não revelar os dados reais sobre o Brasil atual – permanecendo a referência de 10 anos atrás, quando a situação do país estava muito melhor).

Definitivamente, educação, pesquisa e ciência não estão entre as prioridades do presidente. Mais uma vez, o Governo Federal mostra seu descompasso com os interesses do Brasil e disposição em atender apenas aos interesses de seus apoiadores.

 

 

Fonte: APUFPR

apufpr-Comemorar-o-golpe-militar.jpg
31 de março de 2021

Comemorar o golpe militar em um momento em que sentimentos autoritários crescem em setores radicais é um descompasso com a história do Brasil.

A tomada de poder com um golpe militar, com apoio de setores ligados às elites civis do país, na madrugada entre 31 de março e 1º de abril de 1964, deu início ao período mais duro e triste da história do Brasil desde a constituição da República.

Foram 20 anos de perseguição política e ideológica, que manteve brasileiros amordaçados, sob o domínio do medo. Nesse período, sindicatos foram imobilizados, lideranças políticas perseguidas, políticos opositores foram cassados, milhares de opositores foram presos e torturados, e centenas foram mortos ou desapareceram.

Neste momento em que o Brasil chega a quase 320 mil mortos pela Covid-19, o governo de Jair Bolsonaro joga peso em uma celebração que tem, como objetivo principal, mobilizar os setores mais radicais da sociedade, em meio à escalada retórica (mas com reflexos na vida social) que aventa possibilidades de um novo golpe contra a Democracia.

É um completo oportunismo porque serve também, como tem sido praxe no atual governo, de cortina de fumaça para polemizar sobre um assunto que reabre profundas feridas no país, desviando o foco nas ações propositadamente irresponsáveis do próprio governo na condução da pandemia.

O momento é tão inoportuno que se dá em meio a uma crise com o alto escalão das Forças Armadas, já que, pela primeira vez na história, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deixam seus cargos por não concordarem com o discurso violento do presidente e de seus apoiadores contra a Democracia.

Certamente, Bolsonaro joga para manter seu público mais radical (os mesmos que agora ameaçam a vida de prefeitos e governadores que decretam medidas de isolamento radical para salvar vidas) dentro de suas rédeas, e pretende se conectar ao baixo escalão militar (não apenas das Forças Armadas, mas polícias militares nos estados, que são mais propensos a cometer atos violentos contra a população).

Bolsonaro vem aumentando a radicalidade em seus discursos, utilizando expressões como “minhas Forças Armadas”, como um proto ditador que é, ao mesmo tempo, perigoso porque inflama setores extremistas da sociedade, mas também caricato, porque se parece com um daqueles velhos ditadores de filmes norte-americanos das décadas de 1970 e 1980.

O mundo olha hoje estupefato para o Brasil, sem conseguir entender como um presidente comanda de forma tão incompetente uma pandemia (sem compreender o conjunto da obra, não consegue enxergar que isso faz parte de uma estratégia política) e gasta tempo e recursos para celebrar algo que deveria ter ficado apenas na história.

Enquanto países que têm em seu passado motivos dos quais não se orgulham resolveram olhar para o futuro, o Brasil de Bolsonaro e seus radicais olha para o passado e se esforça para fazer o país regredir. Enquanto na Alemanha e em outros países é crime qualquer tipo de saudação ao nazismo ou a negação do holocausto, por aqui, o governo foi buscar na justiça a autorização para celebrar o período mais triste da vida política da história da nossa República.

A geração atual, que hoje está à frente dos sindicatos e demais organizações que lutam por direitos tem como dever a preservação da Democracia conquistada por muitos que dedicaram a própria vida para garantir a liberdade do nosso país.

Nossa homenagem hoje é para aqueles que morreram, foram exilados ou perderam parentes e amigos, e para todos aqueles que lutaram contra o regime sanguinário para garantir que hoje possamos expressar a nossa voz e tenhamos o direito de decidir sobre nosso próprio futuro.

 

Diretoria da APUFPR

31 de março de 2021

 

apufpr-APUFPR-realiza-abertura-da-faixa-s-1.jpg
30 de março de 2021

Em um dos momentos mais difíceis da história do nosso país, com constantes ataques à educação e a ciência, potencializados pelo cenário de pandemia do novo Coronavírus, a nossa gestão (2019 – 2021) se firmou como um front de resistência na defesa dos direitos dos docentes, das universidades públicas da educação e da democracia.

Ampliamos articulações, buscando apoio dos diversos setores que entendem que a educação é um instrumento de transformação social.

Neste tempo, pudemos colocar em prática as mudanças que a nossa entidade e a nossa categoria precisavam, com inovações em diversas áreas da APUFPR.

Foram várias as vitórias no campo jurídico e político, possibilitadas pela nossa firme atuação. Adotamos uma postura de diálogo, porém independente em relação à administração da UFPR, o nos levou a avanços importantes.

No nosso Balanço de Gestão (disponível aqui), buscamos sintetizar nossas lutas ao longo desses dois anos, em meio ao desafio gigantesco de fazer da APUFPR um instrumento efetivo de defesa dos direitos dos docentes, diante do governo mais violento desde o fim da ditadura, e em meio à maior crise epidemiológica do último século.

Nessa caminhada, contamos com o apoio e a participação efetiva da nossa categoria que, com compromisso, não deixou a luta esmorecer! Unidos, nos fortalecemos e fizemos ouvir a nossa voz.

Encontramos soluções para novos desafios e transformamos nossa forma de comunicar e de nos mobilizar. Mostramos que é possível fazer política sindical de outra forma!

Apesar do cenário repleto de dificuldades, fizemos uma gestão aguerrida, com muito diálogo e muita ação, e mantivemos a sustentabilidade da nossa entidade, mostrando que a APUFPR tem disposição para luta e que está pronta para os desafios do futuro.

Relembre conosco!

 

Fonte: APUFPR

apufpr-vai-ingressar.jpg
29 de março de 2021

A APUFPR irá ajuizar individualmente ações referentes ao pagamento de adicional de insalubridade dos professores da UFPR.

Serão judicializadas as ações que estão dentro dos seguintes contextos:

-Habitualidade, para os profissionais que exerçam pelo menos 51% da carga-horária em condições de insalubridade;

-Tempo para aposentadoria, em que o fator multiplicador será de 1,4 para homens e 1,2 para mulheres;

-Ações de suspensão dos benefícios para os professores que assumiram chefias e coordenações de curso

Apesar das tentativas de diálogo da APUFPR junto à Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe), pela via administrativa, não houve retorno por parte da Universidade.

Portanto, docentes que tiverem interesse devem entrar em contato pelo e-mail juridico@apufpr.org.br para dar andamento às ações. O objetivo é que o departamento jurídico da APUFPR possa avaliar cada situação e realizar as orientações sobre os encaminhamentos necessários.

Pelo e-mail, também é possível solicitar a participação no grupo de WhatsApp destinado aos professores que desejam ingressar com as ações individuais.

Uma reunião sobre as ações individuais será marcada em breve, para que a APUFPR possa ampliar o diálogo com docentes interessados na ação, tirar dúvidas e levar novas informações.

O adicional por insalubridade está garantido por lei a todos os profissionais expostos a situações que podem ser prejudiciais à saúde. A insalubridade não envolve apenas a concessão de adicional, ou sua revisão, mas também abono de permanência, aposentadoria ou revisão, além de vinculação às regras mais vantajosas, anteriores à Reforma da Previdência, aprovada em 2019.

 

 

Fonte: APUFPR

apufpr-Exoneração-de-conselheira.jpg
26 de março de 2021

A mensagem chegou no dia 17 de março, durante reunião do Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEE-PR), o qual Maria das Graças Figueiredo Saad presidia. No cargo há dois anos, ela diz que não esperava o que se seguiu. O secretário estadual da Educação, Renato Feder, disse que precisava falar com ela urgente. “Passei a presidência para meu vice, saí e liguei para o secretário. Ele disse que tinha um assunto não muito agradável para me dizer”, conta Graça.

Ali, no meio da reunião, ela foi informada pelo secretário de que estava sendo substituída na presidência do Conselho de Educação. “Eu disse que eles têm este direito, só perguntei o motivo, mas ele não explicou, só disse que às vezes tínhamos alguns atritos.”

A Secretaria Estadual de Educação (Seed) diz que não irá se pronunciar sobre a troca na presidência do CEE. Ela pode, no entanto, ter sido apressada pelo ofício enviado pelo Conselho Pleno à pasta em 15 de março, dois dias antes da exoneração de Graça. Ele informava quais seriam as novas, e restritas, atribuições de regulação da pasta para 2021.

“Deliberamos para a secretaria para que eles fizessem alguma regulação. Como tínhamos muito trabalho, foi delegado para a Seed fazer algumas coisas. Depois pedimos de volta, pois tínhamos pedido alguns relatórios e eles não foram encaminhados. Então, o Conselho Pleno decidiu que nós trouxéssemos de volta toda esta regulação de escolas”, explica Graça.

A decisão, porém, não agradou Feder. “O secretário queria que a gente continuasse delegando estes poderes para a Secretaria. Eu fui lá, conversei com ele… mas sempre eles quiseram toda delegação, mas nós delegamos algumas coisas, não tudo. E ele queria a delegação de tudo. Expliquei que iríamos delegar o que já estava, além disso, nós não podemos.”

Segundo ela, esse foi um dos questionamentos, o da delegação. “Eles queriam tudo pra eles e nós não demos este poder para que pudessem fazer tudo. Demos uma parte da regulação das instituições de ensino e não toda.”

Entre as atribuições da pasta para 2021 estão: credenciamento e renovação de instituições de ensino para a oferta de Educação Básica, Especial e de Jovens e Adultos (Redes Pública e Particular), para os anos iniciais.

Já autorizações para a oferta dos anos finais e para todo o Ensino Médio continuam precisando da aprovação do Conselho Estadual, que também irá deliberar, entre outros temas, sobre Educação Profissional Técnica, cursos de formação de docentes e da EAD, dos experimentos pedagógicos, dos programas, das descentralizações e das especializações técnicas de Nível Médio do Sistema Estadual de Ensino.

 

Atritos

Os pontos de desentendimento entre os conselheiros e a Secretaria Estadual de Educação (Seed) apareceram no decorrer da gestão de Feder. Entre eles, o fechamento de escolas rurais, indígenas e de quilombolas.

“Não é bem assim pra fechar uma escola, tem que reunir a comunidade escolar para explicar o motivo do fechamento, dando condições que esses alunos continuem em outra escola, seguros para continuar seus estudos, inclusive pensando no transporte escolar deles”, aponta. “Não é assim: vou lá fecho a escola e largo os alunos sem estudar. A Constituição dá a eles este direito. Então tivemos muito embate com relação a escolas, principalmente do campo.”

Outro ponto de divergência polêmico foi a Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Aprovamos o parecer 231/20, o qual assegurava que todos os alunos da EJA pudessem dar continuidade e tivessem segurança nos estudos. Pois sabemos que quem procura a EJA são pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar na época certa, é uma Educação diferenciada que temos que atender. Temos alunos jovens e de mais de 60 anos, trabalhadores, e temos que atender.”

O embate, segundo Graça, foi que “ao longo da caminhada, eles mudam os critérios”. “Mudaram o parecer do Conselho sem pedir autorização, e o Conselho é o órgão máximo de normatização do Estado, então, tudo que será implantado de novo tem que passar pelo Conselho para análise, para ver se está atendendo aos alunos.”

“Tivemos alguns problemas assim, às vezes a Seed quer atender prontamente estes alunos e acaba fazendo instrução normativa que conflita com o que nós fizemos. Depois que dá todo esse problema nos municípios, daí mandam pro Conselho e nós temos que trabalhar pra acertar estas situações”, observa a conselheira.

 

Ensino Médio

A avaliação sobre a nova Matriz Curricular do Ensino Médio também divergente com a da Seed. “Para este ano, mudaram a Matriz e os professores de Artes, Filosofia, Sociologia, todos perderam aulas; de duas aulas semanais caiu pra uma. Fizeram isso e não reuniram os professores e as pessoas interessadas para poder fazer a nova Matriz. Ano que vem já vai haver uma mudança grande no Ensino Médio e na Matriz Curricular, então por que mexer este ano se ano que vem já vai ter que mexer?”, questiona Graça.

A conselheira afirma que a instrução normativa número 11, que muda disciplinas e altera carga horária, foi feita sem a aprovação do Pleno. “Nós não tínhamos conhecimento. Vamos ter conhecimento quando a bomba estoura lá na escola, que aí começam a ligar e fazer denúncias, o Ministério Público em cima querendo saber e nós não sabíamos de nada.”

 

E o outro?

Ela conta que, apesar de exercer um cargo de confiança do Governo, acredita que não se pode atender só de um lado. “E o outro? Precisamos trabalhar harmoniosamente. Esse era meu objetivo no Conselho, então fiquei muito surpresa de tudo o que aconteceu e até o momento estou me questionando por quê?”

A educadora recorda que no dia da transmissão do cargo de presidente – que será ocupado por João Carlos Gomes – todos os conselheiros se manifestaram favoráveis ao seu trabalho “Meu trabalho foi honesto, legal, sou uma pessoa de confiança, tenho credibilidade, todos me respeitam. Sempre trabalhei em prol da Educação. Só estou trabalhando correto, e por que me tirarem?”, volta a questionar.

“Mas eles têm esse poder, ficamos até a hora que eles querem. Deu pra mostrar meu trabalho. Sempre atendi a todos os prefeitos, deputados, secretários, MP, atendia todos, independente de sigla partidária, pois cada um deles representa a população, e se o povo elegeu estas pessoas eu tenho que atender, ouvir e ouvia a todos com muito carinho e respeito.”

Graça ressalta que foi pega de surpresa pela substituição, publicada no mesmo dia 17/3. “Não foi algo natural, foi muito desagradável a forma como aconteceu. Mas chega num ponto que você já nem quer mais saber, você sabe que não tem motivo, sabe mais os menos, mas não tem certeza.”

 

A professora

“Eu, como a guardiã da norma do conselho, quando a pessoa quer fazer uma coisa que não dá com a legalidade, a obrigação nossa é chamar e falar que não está dando certo. Eu, como presidente do Conselho e os conselheiros, que são todos cargos de confiança dos órgãos que representam, temos que trabalhar dentro da maior legalidade e transparência possível para estas pessoas confiarem em nós”, avalia a professora.

“Já imaginou se eu faço vista grossa e depois o Ministério Público chama atenção e manda algo para o Governo que passou pelo Conselho e eu falei sim, que estava certo? Não! Tudo o que fazemos no Conselho é para resguardar, o secretário, o governador e todas as instituições de ensino, porque se não fazemos a coisa certa as escolas não têm autonomia nem autoridade, e os alunos ficam desamparados legalmente em sua vida estudantil, então temos que ter muita responsabilidade”, conclui.

Graça Saad é professora aposentada, atuou na Educação Fundamental e Ensino Médio, na supervisão de ensino e administrativo escolar, foi diretora por 15 anos e chefe do Núcleo Regional de Educação de Jacarezinho (PR) por outros 5. Indicada pela Assembleia Legislativa do Paraná para o cargo de presidente do Conselho Estadual de Educação, agora volta para o cargo de conselheira, onde continua atuando até fevereiro de 2022.

 

Fonte: Plural Curitiba

 

apufpr-assembleia-29-3-regimento-eleitoral-s.jpg
25 de março de 2021

A APUFPR convoca todos os docentes filiados a participarem de Assembleia Extraordinária Virtual na próxima segunda-feira (29) para debater e deliberar sobre o Regimento Eleitoral da eleição para a nova Diretoria da APUFPR para o biênio 2021-2023.

O encontro será realizado virtualmente, por causa das restrições sanitárias adotadas desde o início da pandemia da Covid-19.

A primeira convocação ocorrerá às 16h30, com metade dos docentes filiados, e a segunda convocação às 17h, com qualquer número de filiados.

 

Como acessar a assembleia online

É muito importante que os docentes participem da reunião.

Será enviado um e-mail aos filiados, com o link que deverão acessar para participar da Assembleia Virtual. Caso você não encontre o e-mail, verifique na sua caixa de spam. O e-mail enviado terá o domínio @votabem.com.br

Se até às 12h do dia da assembleia (segunda-feira, dia 29) você ainda não tiver recebido, pedimos que solicite à secretaria da APUFPR, pelo telefone (41) 99981-7835.

 

Assembleia Geral Extraordinária Virtual

Data: 29/03/2021 (segunda-feira)

Horário: 16h30 (primeira convocação), 17h (segunda convocação)

Transmissão: link será divulgado via e-mail (se não receber, verifique a sua caixa de spam)

Pauta: Aprovação do Regimento Eleitoral para eleição da Diretoria da APUFPR-SSind para o biênio 2021-2023

 

 

Segue o link para a proposta apresentada pela Comissão Eleitoral para votação na Assembleia

 

Fonte: APUFPR


BOLETIM ELETRÔNICO


REDES SOCIAIS