Categoria: Notícias

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19 de junho de 2020

A APUFPR-SSind convoca os professores sindicalizado para uma reunião consultiva geral (em forma de Assembleia Extraordinária), a ser realizada no dia de 23/06/2020.

A reunião consultiva será realizada remotamente, em respeito às restrições recomendadas diante da pandemia do Coronavírus, por meio de uma Live (transmissão ao vivo) que poderá ser acessado tanto pela página de Facebook (www.facebook.com/apufpr) como no canal de Youtube (www.youtube.com/APUFPR) da APUFPR, em primeira convocação, às 14 horas, e em segunda convocação, às 14h30.

A reunião terá como pauta e único objetivo:

Indicação de duas chapas da base (Titular e Suplente) que irão compor, juntamente com os indicados pela Diretoria (Titular e Suplente), a representação da APUFPR na Comissão Paritária de Consulta (CPC).

A Comissão Paritária de Consulta, formada por número igual de docentes, técnicos administrativos e estudantes, tem como incumbência única a viabilização de eleição de reitor e vice-reitor para a nova gestão da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que se iniciará em 17/12/2020.

Mesmo sendo em forma de Live, durante a reunião será garantida a palavra aos interessados (3 minutos), por meio de um link de acesso específico para a livre manifestação. Igualmente será dado tempo para a indicação das chapas interessadas, as quais terão 3 minutos para sua manifestação. Havendo mais de duas chapas, será procedida uma eleição remota por meio de módulo de votação em site especializado, que enviará o login, durante a reunião, a todos os professores associados com direito a voto.

Uma vez que nosso estatuto não permite deliberações remotas, a Diretoria indicará os mais votados nessa consulta, requisitando o posterior referendo desta consulta, tão logo a primeira assembleia presencial seja passível de realização.

Entendendo que a consulta aberta a todos integrantes da base sindical é o meio mais democrático de escolha neste momento de severas limitações impostas pela pandemia, solicitamos a compreensão de todos, visto que os pesados trabalhos da CPC precisam ser iniciados de imediato.

 

 

OBS: Caso haja necessidade de escolha entre mais de duas chapas, o processo eleitoral se dará da seguinte forma:

(a) 17h30 horas – Abertura do site para votação: cada votante receberá o link do painel de votação pelos emails cadastrados na APUFPR.

(b) Cada votante terá direito a um único voto, pelo qual poderá escolher no mínimo 1 e no máximo 2 chapas de todas as que forem elencadas no sítio eletrônico.

(c) O ato de votar implicará na necessidade de acesso pelo link da página de votação, fornecido ao longo da reunião, e do uso da senha que será disponibilizada.

(d) 20h30 – encerramento do período de votação.

(e) 20h45 – Recebimento dos relatórios pelos fiscais do processo e pelo Presidente da Mesa.

(f) 21h – Reunião remota dos fiscais para homologação do resultado.

(g) 21h30 – Proclamação dos resultados e encerramento da reunião extraordinária de consulta pelo Presidente e Secretaria.

 

 

Fonte: APUFPR

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19 de junho de 2020

Localizado no Campus de Ciências Agrárias, no Cabral, em Curitiba, o Laboratório de Exposição de Didática dos Solos existe há 18 anos. Ele atende especificamente um grande projeto de extensão e também fornece estrutura para outros projetos de ensino, pesquisa e extensão.

Coordenado pela docente Fabiana Machado Vezzani, o laboratório testa novos elementos e propriedades de vários tipos de solos em pequenos experimentos. Há também maquetes com perfis de tipos de solo do Paraná, suas características e história de formação, ajudando vários níveis de ensino e também professores em formação.

Desde sua criação, tem feito diversas parcerias com secretarias de educação, categorias profissionais e outras universidades. Atualmente, mais de 60 universidades utilizam experimentos criados ou aperfeiçoados no Laboratório de Exposição Didática de Solos.

Nesses 18 anos, mais de 200 voluntários e bolsistas passaram pelo local, muitos deles tornando-se depois importantes professores na área de Ciências do Solo.

[Além das 8] Laboratório Didático de Solos

Localizado no Setor de Agrárias, o Laboratório de Exposição Didática de Solos fornece ferramentas de ensino, pesquisa e extensão para compreensão do solo e experimentos para aprimorar a relação da humanidade com ele.

Publicado por APUFPR-SSind – Associação dos Professores da UFPR em Sexta-feira, 19 de junho de 2020

 

Fonte: APUFPR

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19 de junho de 2020

Abraham Weintraub foi demitido do Ministério da Educação nesta quinta-feira (18). Sua gestão, de pouco mais de 14 meses, não deixará saudades.

Foram meses de inúmeros ataques, bravatas, picuinhas, terror, caos, completa ausência de diálogo, falta de liderança e praticamente nenhum trabalho em benefício da Educação.

Logo de início, ele demonstrou que não tinha estatura para o cargo. Por motivos ideológicos, cortou 30% do orçamento de universidades afirmando que elas faziam balbúrdia. Pegou mal, e ele resolveu aplicar o corte em todas as instituições federais do país. O MPF-RN pediu à justiça uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 5 milhões.

Em um live (transmissão ao vivo) ao lado do presidente, Jair Bolsonaro, usou chocolates para falar do orçamento das instituições federais de ensino, mas errou o cálculo (mesmo sendo economista).

Convencidos pelo ministro, militantes radicais, apoiadores do governo, despejaram ódio contra as universidades públicas. A retirada da faixa em defesa da educação da fachada do prédio histórico da UFPR foi o ápice desse movimento truculento. A APUFPR ajuizou ação para indenização pela destruição da faixa e o MPF transformou nossa denúncia em ação penal.

Suas atitudes geraram uma imensa reação não apenas das comunidades universitárias, mas de vários setores da sociedade, e grandes mobilizações, chamadas de “tsunamis da educação”, se espalharam por todo o país.

Para amealhar apoio de setores radicais da sociedade, tornou-se um ideólogo, apostou no histrionismo e, principalmente, nas fake news. Para jogar a opinião pública contra os docentes das universidades federais, passou a distorcer dados sobre salário e jornada, enganando a população.

Rebatendo o ministro, a APUFPR criou a websérie “Além das 8” para mostrar que nossa categoria não trabalha apenas oito horas por semana, como ele reiteradamente dizia. Também críamos uma campanha para mostrar como ele e o governo usaram uma tática de terror para acuar a comunidade acadêmica veja aqui.

Tentando fazer a população acreditar que docentes federais são privilegiados, chamou a categoria de “zebras gordas”. Em uma rádio, chegou a dizer que os salários seriam equivalentes a R$ 140 mil por mês.

Tentou ainda forçar a implementação do Programa Future-se, que foi amplamente rejeitado pela comunidade acadêmica brasileira. Defendeu a contratação de professores e servidores via CLT e não mais via concurso público. Relembre as campanhas da APUFPR contra o projeto aqui e aqui.

Em sua campanha permanente de difamação, espalhou a mentira de que as universidades federais estão tomadas por plantações de maconha e que os laboratórios são usados para produção de drogas. Por causa disso, a APUFPR protocolou no MPF do Paraná um pedido de afastamento de Weintraub.

Em dezembro, afirmou ser contra a autonomia universitária e defendeu a presença de policiais nos campi. Sua intenção era intimidar a comunidade acadêmica.

Por suas ofensas, foi convocado pela Comissão de Educação do Congresso. Ali, defendeu a cobrança de mensalidades nos cursos de mestrado e doutorado nas federais.

Implementou cortes severos nas bolsas de pesquisa. O orçamento de 2020 foi praticamente a metade do ano anterior. Em dezembro, emitiu portaria restringindo a participação a dois pesquisados em congressos, fóruns, seminários, feiras e afins, mesmo se outros desejassem participar sem utilizar recursos públicos. Acabou revogando o decreto mais de um mês depois.

Perseguiu as áreas de Ciências Humanas com diversas declarações e cortes de bolsas de pesquisa. Na semana passada, contrariando recomendações de isolamento social, participou de um ato contra a democracia com apoiadores do presidente, quando declarou “Eu não quero mais sociólogo, antropólogo, não quero mais filósofo com o meu dinheiro”.

Deixou de lado a liturgia e o respeito que o cargo exigia para se tornar uma espécie de capanga das alas radicais do governo. Logo, se tornou o ministro mais estridente. Em vez de trabalhar, preferia gastar mais tempo alimentando a turba raivosa. Em seu primeiro ano no cargo, publicou mais de 800 mensagens no Twitter, mas apenas 208 eram sobre educação. Cerca de 340 foram ataques políticos ou ideológicos.

Em mensagens nas redes sociais ou em documentos oficiais, também se destacou por graves erros de português (suspenção, paralização e Imprecionante e insitaria).

Atacou Paulo Freire, mas não conseguiu conduzir o Enem com eficiência, deixando milhares de estudantes sem resultados por vários dias.

Acabou sendo investigado por racismo contra chineses, afirmou que odeia o termo “povo indígena” e está sob investigação no inquérito das fake news pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Não por acaso, resolveu despejar seu ódio contra os ministros do STF, fator determinante para sua saída, mas que pode ter sido um cálculo eleitoral para amealhar ainda mais apoio de alas extremistas, já que estava na corda bamba a muito tempo.

Golpe na saída

No final, ainda tentou golpear a autonomia universitária, ganhando do presidente, por meio de uma Medida Provisória, poderes absolutos para empossar reitores-interventores nas instituições federais de ensino que tiverem mandatos de reitores encerrados durante a pandemia. Diante da forte pressão dos diferentes setores da Educação, do Congresso e da sociedade, Bolsonaro voltou atrás e revogou a MP no dia seguinte.

Em vídeo de despedida ao lado do presidente da República, não falou sobre seus feitos à frente do MEC, até porque não deixou nenhuma política pública relevante, apenas ofensas e desmonte da educação. Sua passagem pelo MEC tem feitos tão irrelevantes como sua carreira na docência (foi aprovado com nota mínima, mesmo sendo único candidato, e um dos participantes da banca se tornou seu sócio logo depois).

Demitido para distensionar as relações do Governo Federal com o STF, recebeu de presente uma indicação do próprio presidente para um cargo no Banco Mundial, com salários quatro vezes maiores do que o de ministro. Segundo jornais, integrantes e ex-integrantes do Banco Mundial se disseram chocados com a indicação, e que o Brasil pode virar “piada internacional” (novamente), uma vez que o agora ex-ministro já deu diversas declarações contrárias ao multilateralismo.

Nada disso livra ele das investigações por participar das ações do chamado Gabinete do Ódio, esquema de ataques a reputações e uso de robôs em redes sociais instalado no Palácio do Planalto para distribuir mentiras com fins políticos.

Com a saída de Abraham Weintraub, o Brasil vira mais uma página de sua conturbada conjuntura. O país se livra daquele que provavelmente tenha sido o pior ministro da história do Ministério da Educação (pelo menos, até o momento).

Mas pelo avanço das movimentações antidemocráticas de alguns setores da sociedade e do governo, nada indica que o novo ministro vá conduzir a pasta sem a mesma truculência de seu antecessor.

Se isso acontecer, a APUFPR estará pronta para enfrentar qualquer afronta à educação e aos docentes. Temos a certeza de que a nossa categoria também estará.

 

 

Fonte: APUFPR

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19 de junho de 2020

A APUFPR acompanha com atenção os desdobramentos relacionados à pandemia do coronavírus (Covid-19) e suas consequências junto à comunidade universitária. Desde a interrupção das atividades didáticas em 16 de março deste ano (Resolução 26/2020 do CEPE), a APUFPR tem participado de discussões sobre uma possível implantação de atividades remotas ou de ensino à distância pela Administração da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Estamos cientes de que o amplo debate com todas as esferas da comunidade universitária – a fim de levantar seus eventuais benefícios, limitações e dificuldades operacionais e humanas que permearão essa modalidade de ensino – tem sido benéfico para o universo docente.

Após levantamento prévio realizado pelas coordenações de curso e pelos departamentos da instituição, a Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD) apresentou à comunidade uma minuta de resolução visando a discussão de tais atividades, consideradas no documento como “período especial” para os cursos de graduação. Apresentamos as seguintes considerações:

  • O calendário acadêmico segue suspenso, havendo, porém, a recomendação do MEC (Portaria 544) de que as atividades sejam retomadas atendendo o período de pandemia e algumas situações especiais.

Segundo Nota Técnica do Andes, recém-lançada, o MEC “interpreta que o estabeleceu prazo exíguo para manifestação da adesão e não apresentou nenhuma indicação de solução para os problemas que serão enfrentados pelas instituições, o que certamente gerará situações desiguais e anti-isonômicas […]. O importante é identificar que todas as medidas em questão são excepcionais e, em razão disso, possuem aplicabilidade limitada ao período em que perdurar a pandemia, ao menos no estágio atual de necessário isolamento das pessoas, como forma prioritária de contenção do contágio.”

2) Mesmo que se reconheça o esforço da PROEC em tentar solucionar eventuais problemas de acesso remoto para os estudantes, uma parte do conjunto de discentes poderá continuar impossibilitada de acompanhar as atividades (por falta de equipamento adequado, conexão com a internet, recursos didáticos ou de ambiente propício). A APUFPR ainda manifesta preocupação sobre a necessidade de conduzir as disciplinas com a anuência de apenas uma parcela da turma durante o período especial. Esta situação teria como consequência, após o retorno às atividades presenciais e a retomada normal do calendário, a necessidade do docente conduzir, em paralelo, grupos de alunos com diferentes níveis de conhecimento, ou seja, aqueles que teriam aderido às atividades remotas e aqueles estiveram impossibilitados de tal adesão.

3) Continuamos, como docentes, não dominando de forma adequada as ferramentas necessárias para levar a um bom termo as atividades à distância. Embora as tecnologias educacionais à distância estejam, em parte, disponíveis e sejam inclusive utilizadas pela própria universidade, não há treinamento adequado da maioria dos professores em relação às atividades remotas e desconhece os distintos métodos didáticos disponíveis nessa modalidade.

Percebe-se que muitos docentes não possuem uma clara definição do que está se discutindo: conceito de ensino a distância; atividades remotas; questões de avaliação e, fundamentalmente, questões ligadas ao ambiente de FORMAÇÃO profissional e não meramente de INFORMAÇÃO. Essas definições, metodologias e suas nuances são mecanismos pedagógicos importantes, mas que como qualquer outro exigem conhecimento, preparo, domínio e tempo de preparação.

4) Na impossibilidade de realizar atividades de caráter prático, laboratorial ou de campo, que são interdependentes com o conteúdo teórico, o aprendizado torna-se bastante limitado e, consequentemente, deficiente ao pleno preparo profissional dos estudantes. Esse aspecto está em dissonância com o elevado nível de qualidade prezado pelo ensino superior presencial oferecido pela UFPR e defendido pelos seus docentes. Entendemos que a qualidade de ensino não pode ser afetada, mesmo em situações excepcionais como a que estamos vivenciando.

5) Caso se decida pelas atividades remotas, é possível que, em função do caráter de suas disciplinas (teórico, prático, laboratorial ou de campo) algumas unidades (Departamentos) e seus docentes venham a ser mais exigidos em função do acúmulo de atividades após o período especial.

6) Continuamos lembrando que boa parte trabalho cotidiano do docente, neste momento difícil, está sendo realizado no formato home-office. Orientações online de pós-graduandos, correção de textos de orientandos, continuidade dos projetos de pesquisa, oferecimentos de disciplinas teóricas de pós-graduação, atualização ou preparação de materiais didáticos e aulas, leitura e estudo de nova bibliografia, planejamentos didáticos e até cursos remotos de atualização estão sendo realizados pelos professores, pois nada mais são do que suas atividades cotidianas realizadas em seus próprios gabinetes transpostas para seu trabalho no formato home-office. Ou seja, grande parte do trabalho do docente está em realização plena, incluindo reuniões colegiados de curso (graduação e pós-graduação), plenárias de departamento ou setoriais e outras de comissões.

Continuamos com a posição de que o debate sobre a retomada das atividades é necessário, merecendo um exame bastante cuidadoso por parte de toda a comunidade universitária. Para tanto a APUFPR já solicitou que o GTPE (Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais), que é formado por uma maioria de professores que atuam academicamente nessa área, busque uma reflexão aprofundada sobre a questão.

Sabemos da premência de prazos e exigências impostas pelo MEC, mas decisões açodadas não ajudarão a construir um ambiente que possam proporcionar educação de qualidade, com igualdade de condições de aprendizagem, com planejamento e tempo de maturação, investindo nos recursos materiais e formação e capacitação dos recursos humanos. Esse processo não pode ser realizado com atropelo, como se percebe que seja a intenção do MEC por meio da Portaria 544.

Muito de nossos colegas entendem que a utilização de forma remota de meios e tecnologias de informação e comunicação é importante e extremamente útil no processo ensino-aprendizado. Outros, contudo, argumentam que tais recursos não poderão ser aplicados de forma apressada, mesmo em caráter excepcional, com o risco de comprometimento de um ensino de qualidade que sempre foi objetivo da categoria docente de nossa instituição. Nós entendemos que a boa solução do problema exclui dois limites: a proibição de que qualquer professor ofereça conteúdos remotos em uma disciplina qualquer; a exigência de que todos os professores façam isso. Excluídos esses dois absurdos, o bom senso será encontrado no meio termo. Cabe aos professores e seus colegiados de curso respectivos decidirem estratégias para o oferecimento de disciplinas remotas. Isso, com certeza, não substitui nem supre o funcionamento regular do curso – que, é claro, não pôde acontecer por força da pandemia. Seria importante que esse semestre fosse pensado como uma exceção.

Além disso, reiteramos que a APUFPR julga que cursos remotos comprometem a qualidade da formação de nossos alunos, uma vez que essa formação pressupõe contato interpessoal e interação social presente apenas em uma forma de vida que, no limite, caracterizou o modo de ser e a prática das universidades pelo menos no último milênio.

Diante do exposto, a APUFPR entende e recomenda que a modalidade de ensino remoto na graduação seja discutida amplamente com a comunidade por seus meios orgânicos, como Coordenações de Cursos e Departamentos, bem como sua representação política e sindical. Consideramos que a UFPR deve aprofundar ainda mais as discussões sobre isto, que é o principal assunto didático-pedagógico a ser enfrentado diante desse período excepcional que estamos vivendo hoje.

 

 

Diretoria da APUFPR

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17 de junho de 2020

Durante a pandemia do novo Coronavírus (que provoca a Covid-19), estamos fazendo escolhas difíceis para preservar nossas vidas e a das pessoas que amamos. Uma delas é o isolamento.

Então aproveite para assistir aos episódios da websérie Além das 8, a Netflix da produção científica dos docentes, produzida pela APUFPR.

 

Parece documentário

Lembra quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, mentiu sobre a jornada de trabalho de docentes das universidades públicas – dizendo que trabalhamos apenas oito horas por semana?

Pois é: a APUFPR o respondeu com uma websérie fantástica, mostrando o que os docentes da UFPR fazem “além das 8” horas em sala de aula.

Capa episódio não tem somente bons conteúdos (repletos de emoção, conhecimento e verdade), mas também alta qualidade de som, imagem e narrativa.

O esforço da APUFPR tem valido a pena: os vídeos foram assistidos e compartilhados por milhares de pessoas e a luta dos docentes em defesa da ciência e da produção do conhecimento ganha ainda mais força a cada episódio.

 

Uma quarentena melhor – a um clique

Clique aqui para assistir os episódios.

Aproveite este período de quarentena para conhecer o trabalho de nossos colegas docentes da UFPR e compartilhe o que estamos fazendo pelo Brasil e pelo mundo.

Quando voltarmos à rotina, quem sabe você também mostra em nossa websérie o que faz “além das 8” para construir uma sociedade melhor!

 

 

Fonte: APUFPR

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16 de junho de 2020

É com imenso pesar que a APUFPR comunica o falecimento da professora aposentada Liliana Madalena Gramani devido às complicações de um câncer que enfrentava há anos.

Formada em Física e Engenharia Civil pela própria UFPR, Liliana foi docente do Departamento de Matemática entre os anos de 1992 e 2019, quando se aposentou.

No Programa Pós-Graduação de Métodos Numéricos de Engenharia – PPGMNE – foi responsável por orientar 20 dissertações de mestrado, 14 teses de doutorado e atualmente orientava 6 alunos de doutorado. Ela coordenou o PPGMNE em duas oportunidades, de 2008 a 2010 e de 2016 a 2019.

Liliana foi uma referência na modelagem matemática e computação científica do fluxo de tráfego veicular e em fenômenos de transporte. Deixa dois filhos e uma neta.

O velório é nesta terça-feira (16) das 16 às 18 horas na sala turquesa da Capela Vaticano, na Rua Desembargador Hugo Simas, 26, esquina com a Rua Albino Silva, atrás do Cemitério Municipal. Seu corpo será cremado.

 

Também com pesar, informamos o falecimento da professora aposentada Maria Lambros Comninos, que atuou de 1971 a 1995 no Departamento de Linguística, Letras Clássicas e Vernáculas da UFPR. Ela tinha 82 anos.

Nascida na Ilha de Rhodes, capital do arquipélago do Dodecaneso, na Grécia, veio para o Brasil com 10 anos, e morou em Florianópolis até 1959. Se tornou bacharel em Letras Clássicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), era licenciada em Letras Clássicas pela UFPR, com especialização em Teatro Clássico e Mitologia Grega pela Universidade de Atenas.

Foi vice-cônsul honorária da Grécia em Curitiba e era esposa do também professor Constantino Comninos, que fez parte do corpo docente do antigo Departamento de Ciências Sociais da UFPR e foi presidente da APUFPR entre 1979 e 1980. O falecimento ocorreu no dia 11 de junto e seu sepultamento foi no dia 12, no Cemitério Vertical de Curitiba.

 

A APUFPR se solidariza com os familiares, amigos, colegas de Liliana Madalena Gramani e de Maria Lambros Comninos.

 

Fonte: APUFPR

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16 de junho de 2020

Muitas pessoas entram para a história por terem feito algo digno de ser lembrado por gerações.

Outras, por coisas abomináveis e escolhas terríveis que tomaram. Esse seria o caso de um reitor-interventor na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

2020 será ano de escolher democraticamente a nova Reitoria da UFPR, mas o Governo Federal pode não aceitar a decisão da comunidade universitária e indicar alguém alinhado politicamente (isso está se tornando prática comum no atual governo).

Mas aquele que se dispor a receber um cargo por indicação ideológica, desrespeitando a vontade de uma comunidade composta por mais de 40 mil pessoas, certamente seria marcado como uma mancha na vida da instituição.

 

Aquele que vender sua reputação em troca de um projeto egoísta e autoritário, será lembrado por muitas gerações.

Quem quer entrar para a história dessa forma?

Reitor-interventor? Esse passado não pode voltar!

 

#ReitorInterventorPéssimaIdeia #ReitorInterventorPéssimaHistória #ReitorInterventorPéssimaCondução #DigaNÃOaoReitorInterventor #DemocraciaNaUFPR

 

 

Fonte: APUFPR

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15 de junho de 2020

É com muito pesar que informamos o falecimento do professor Jorge Luiz Ceccon, docente aposentado do Departamento de Construção Civil da UFPR, vítima da Covid-19, doença causada pelo Coronavírus.

Seguindo medidas de segurança, não houve cerimônia de velório e o sepultamento ocorreu no sábado (13), no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba.

A APUFPR se solidariza com colegas, amigos e familiares.

Com a insensatez dos nossos governantes, tanto os que apostam no negacionismo como os que começaram a flexibilizar as medidas de segurança mesmo com o crescimento da pandemia, o Brasil já se tornou o segundo país em número de contaminações e de mortes e o cenário está ficando cada vez mais catastrófico. É hora de todos agirem com responsabilidade.

 

 

Fonte: APUFPR

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14 de junho de 2020

Na madrugada do dia 10 de junho de 2020, o Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 979/2020, que impedia a realização das eleições e consultas para formação da lista tríplice para nomeação dos reitores das Universidades e Institutos Federais enquanto permanecesse o estado de emergência sanitária decorrente da pandemia do covid-19. A MP previa, ainda, que nos casos em que os mandatos em curso se encerrassem no período, competiria ao governo indicar um reitor “pro tempore” para gestão das IES até serem possibilitadas as eleições.

A Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná, tão logo tomou conhecimento da MP, não mediu esforços para mobilizar a comunidade científica e somar forças na defesa da autonomia e da democracia universitária, contra a referida MP. A APUFPR imediatamente fez contato com especialistas para que estes estudassem e sugerissem as medidas cabíveis.

Ainda, a APUFPR entabulou discussões com a OABPR e a OAB Nacional, diante da possibilidade de propor uma ADI em face do STF  para  controle da constitucionalidade da MP, contatou deputados progressistas aliados, em especial o Gabinete da Deputada Gleisi Hoffmann, para que a resistência à MP estivesse presente de forma forte e combativa também no Congresso Nacional, na análise legislativa durante a tramitação da medida.

Um conjunto de partidos políticos -legitimados que são para a propositura de ADI-, apresentou, ainda no dia 10, a referida ação, perante o STF, contra a MP. Os partidos contaram com a assessoria jurídica do escritório do Dr. Eugênio Aragão para a propositura da ação constitucional junto ao Supremo Tribunal Federal.

Por sua vez, a APUFPR, imediatamente, fez contato e capitaneou a mobilização de outras dez entidades sindicais, através do movimento Renova Andes, para que as mesmas também tomassem parte na discussão da MP no STF, na condição de amicus curiae, subsidiando a atuação de todos os que questionavam a medida autoritária do governo federal.

Juntaram-se à APUFPR nesta mobilização a Associação dos Docentes da UnB, a Associação dos Docentes da UNIFESP, a Associação dos Docentes da UFRJ, a Associação dos Docentes da UFABC, Associação dos Docentes da UFPI, a Associação de Professores Universitários do Recôncavo, a Seção Sindical dos Docentes da UFPB, a Associação dos Docentes da UFERPE, Associação dos Docentes da UFMS e a Associação dos Docentes da UFRRJ.

Ainda, a APUFPR repercutiu o tema na mídia local, com destaque à entrevista prestada ao Blog do Esmael, possibilitando que toda a comunidade tomasse o conhecimento adequado do ataque empreendido contra à universidade, à ciência, e à democracia pelo Governo Federal.

Hoje, 12 de junho, após pressão das entidades de classe representantes dos professores das Instituições de Ensino Superior, no Paraná, em especial, da Associação dos Professores da UFPR, e da mobilização de diversos outros grupos, o Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, devolveu a Medida Provisória ao Planalto afirmando que não pode deixar tramitar proposições flagrantemente inconstitucionais. Durante a tarde, o próprio governo recuou, revogando a Medida Provisória nº 979, através da Medida Provisória nº 981/2020.

Apesar de revogada a MP, a APUFPR permanece vigilante para o caso de, mais uma vez, o governo federal tentar impor a intervenção nas Universidades através da edição de Decreto-Lei, ou ainda forçar a discussão da matéria no Congresso Nacional através de Projeto de Lei. Assim, a APUFPR já está preparada para enfrentar medidas autoritárias se ressurgida a tentativa de intervenção nas Universidades. A iniciativa do ingresso como amicus curiae na ADI, cujo objeto deixou de existir, segue como parâmetro de mobilização para uma atuação diligente quanto às intenções do governo.

Dessa forma, não se pode deixar de agradecer a todos aqueles que se envolveram e trabalharam, direta e indiretamente, para mais essa vitória da democracia contra medidas autoritárias que visam destruir a Universidade Pública e a ciência no país.


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