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17 de setembro de 2021

APUFPR fará reunião online com docentes para tratar do adicional de insalubridade

Na próxima quarta-feira (22), às 16 horas, a APUFPR fará reunião online com os docentes da UFPR para tratar do adicional de insalubridade.

O encontro será realizado pela plataforma Zoom, neste link aqui: https://zoom.us/j/85884947798

Senha: 940985

Desde a gestão passada, a APUFPR tem conduzido esse tema com bastante compromisso, porque essa questão afeta o dia a dia de centenas de professores da nossa universidade.

Tivermos importantes avanços, mas ainda há muitas questões a serem tratadas.

Por isso, coloque essa data na sua agenda e participe!

 

Serviço

Reunião sobre adicional de insalubridade

Data: 22 de setembro (quarta-feira)

Horário: 16h

Local: plataforma Zoom https://zoom.us/j/85884947798

 

Fonte: APUFPR

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17 de setembro de 2021

Entidades nacionais divulgam carta contra PEC que libera gestores do gasto mínimo com educação em 2021

Dez entidades nacionais que atuam em defesa da Educação divulgaram uma carta se posicionando contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/2021, que que permite que o Distrito Federal, estados e municípios não cumpram temporariamente os investimentos mínimos no setor.

Em seu artigo 212, a Constituição estabelece que a União tem como obrigação aplicar na Educação, anualmente, no mínimo 18% da receita resultante de impostos. Já no caso estados e municípios, o mínimo estabelecido é de 25%.

Utilizando-se da pandemia de Covid-19 como justificativa, os defensores do projeto, de autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO), querem, na verdade, aplicar os recursos em outros áreas.

De acordo com o texto, os “inimigos da Educação” se aproveitaram da demanda de uma minoria de prefeitos “para dar cabo ao princípio da vinculação constitucional” das verbas do setor, o que “abriria a porteira” para novos abusos na utilização do orçamento público.

Importante ressaltar que em grande parte das administrações houve aumento da arrecadação e redução dos gastos (impulsionados pelo congelamento dos salários dos servidores), além de que tiveram tempo suficiente para planejar os gastos de 2021, sabendo que a crise sanitária duraria ao longo do ano.

Confira a carta na íntegra: Clique aqui.

 

Fonte: APUFPR

Bolsonaro-quer-fatiar-institutos-federais-para-indicar-interventores.jpg
16 de setembro de 2021

Bolsonaro quer fatiar institutos federais para indicar interventores

O Brasil segue enfrentando problemas políticos, econômicos e sociais gigantescos.

A área da Educação teve seus desafios agravados com a pandemia desastrosamente gerida pelo Governo Federal. No entanto, as únicas ações de Jair Bolsonaro em relação ao tema são para ampliar intervenções ideológicas e aparelhar as instituições de ensino.

Além de nomear 19 “reitores-interventores” (como são conhecidos os reitores indicados mesmo não sendo escolhidos por suas comunidades acadêmicas) em universidades federais, Bolsonaro tentou fazer o mesmo com institutos federais. Em alguns casos, chegou a empossar interventores que sequer participaram das eleições internas.

Em março de 2021, a maioria dos ministros do STF votou pela inconstitucionalidade de um decreto presidencial que dava ao ministro da Educação poderes para indicar reitores dos Institutos Federais sem considerar as eleições realizadas pelas instituições. Apenas Kassio Nunes Marques (indicado por Bolsonaro) tentou validar o decreto.

Mas agora o governo prepara outro golpe. Utilizando como justificativa uma suposta reorganização territorial da rede, o Ministério da Educação (MEC) quer criar dez institutos federais. Mas eles não seriam exatamente “novos”. Seriam decorrentes de uma fragmentação de alguns dos atuais institutos, uma vez que não há previsão de ampliação ou criação de novas estruturas, abertura de mais vagas e contratação de novos docentes.

Em uma manobra que não tem absolutamente nada a ver com a qualidade do ensino, o Governo Federal quer apenas criar cargos para ocupá-los com extremistas. O risco é que o governo indique um interventor pro tempore, enquanto buscar forma de postergar a eleição de um reitor efetivo.

 

Conselho se posiciona contra a proposta e lista verdadeiras necessidades

O MEC agora apresentou essa proposta no dia 30 de agosto, em reunião com alguns reitores e também com representantes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

Após a reunião e diante da falta de argumentos convincentes para justificar a tal “reorganização”, o Conif manifestou, em nota, sua rejeição à medida.

O documento destaca que a proposta não contempla a criação de novos campi, novas ofertas de cursos e de matrículas, e que o prazo de 20 dias para tal discussão, fixado pelo MEC, é “insuficiente para exaurir um tema tão estrutural”.

O texto lista também 15 medidas a serem tomadas caso o governo esteja de fato preocupado com as necessidades da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Entre elas estão a recomposição orçamentária da rede, a conclusão das obras em andamento e a ampliação dos quadros docente e técnico-administrativo.

Importante lembrar que o orçamento do governo para a Educação foi reduzido ao mesmo patamar de 10 anos atrás.

 

Aparelhamento e propaganda

Com o aparelhamento das instituições federais de ensino Bolsonaro quer viabilizar seu projeto permanente de manutenção no poder e de destruição do Estado, além de responder, como sempre, à sua base extremista que vê fantasmas em cada esquina.

A indicação de figuras “terrivelmente alinhadas” ao presidente, como é de costume, amplia o espaço para as ações de propaganda e difusão de ódio e mentiras tão típicas de Bolsonaro e seus apoiadores, como já acontece em instituições como a Fundação Palmares e a Secretaria Nacional de Cultura.

A comunidade da UFPR sabe bem a importância de preservar a democracia interna. Em 2020, a APUFPR e as demais entidades representativas (Sindtest-PR, DCE-UFPR e APG-UFPR) encabeçaram a luta para garantir que a escolha de docentes, técnicos e estudantes fosse preservada.

Enquanto o Brasil segue em direção ao abismo, o governo continua inventando projetos para tentar aparelhar a Educação.

 

Fonte: APUFPR

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16 de setembro de 2021

 

Sabe quais políticos apoiam a Reforma Administrativa? Os corruptos e oportunistas

🤔 Sabe qual tipo de político apoia a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) do governo de Jair Bolsonaro? Os corruptos e oportunistas!

😰 Isso porque ela tornará padrão velhos esquemas, como tráfico de influência, suborno, apadrinhamento político, clientelismo, venda ilegal de madeiras, coronelismo, orçamentos paralelos, favorecimento, compra superfaturada de vacinas, mamata, enriquecimento ilícito, nepotismo, ingerência política, empreguismo, loteamento partidário, conchavos, cabides de emprego, propina, terceirização generalizada, rachadinhas, funcionários fantasmas e por aí vai.

🤑 Aliás, a PEC 32/2020 é chamada de “PEC da Rachadinha”, pois permitirá que mais de 1,1 milhão de cargos sejam ocupados por pessoas sem concurso público e sem capacitação para a função. Muitos estarão lá apenas para repassar parte do próprio salário com políticos que lhe deram o cargo, outros irão apenas atender aos interesses daqueles que quiserem desviar os recursos públicos que deveriam ser destinados para o cuidado da população.

😱 A Reforma Administrativa do governo Bolsonaro também vai institucionalizar a carteirada e a perseguição aos servidores, e permitirá que criminosos e investigados interfiram e controlem os órgãos policiais e de fiscalização.

👿 Ou seja, a PEC 32/2020 destruirá os serviços públicos, prejudicará a população, e vai escancarar a porta para a corrupção – tudo para beneficiar os políticos corruptos e oportunistas que a apoiam com tanto fervor.

⚠ Barrá-la é o único meio de evitar que o serviço público se torne um imenso balcão de negócios ilícitos.

#ServiçoPúblico #ÉPublico #ÉpraTodos #ValorizeOServidor #ReformaAdministrativaNão

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15 de setembro de 2021

Capes propõe mudanças nos critérios de avaliação e gera mais insegurança

Muito se fala, com razão, sobre a falta de ações do governo de Jair Bolsonaro para melhorar a vida dos brasileiros em meio a tantas crises. Mas o que também impressiona é que as medidas, quando tomadas, são todas no sentido de piorar o que já não vai bem.

É o caso das novas mudanças anunciadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), função responsável pela expansão e consolidação da pós-graduação no país, e que tem sido gerida de forma completamente irresponsável pelo Governo Federal.

Em carta à presidente da Capes, Cláudia Queda de Toledo, um grupo de coordenadores de área que compõem como membros titulares o Conselho Técnico Científico do Ensino Superior (CTC-ES) apontam a inação da própria Capes quanto à falta de um regulamento ou mesmo de um calendário para a Avaliação Quadrienal 2021.

No documento, os conselheiros ainda alertam quanto a riscos que podem ser causados pela destituição dos membros do CTC-ES para nomeação de novos integrantes neste momento e a “desconstrução do modelo de avaliação construído e aperfeiçoado pelos pares, ao longo de décadas, pondo em risco a credibilidade de uma agência de Estado reconhecida nacional e internacionalmente”.

Eles também expõem a falta de diálogo da presidente com os conselheiros e alterações da portaria 145/2020 sobre o Qualis Periódicos, distintas daquelas que estão sendo consolidadas pelo debate coletivo.

Em um cenário de cortes sucessivos das verbas para a produção científica, os pesquisadores agora têm que se deparar com ainda mais incertezas sobre suas condições de trabalho, a cada dia mais difíceis e imprevisíveis.

 

O sistema Qualis

O Qualis, citado pelos conselheiros da Capes, é produto de um conjunto polêmico de regras usadas para avaliar a qualidade de revistas científicas, a partir da comparação internacional. As regras são baseadas em índices de impacto e outros critérios que já eram bastante questionados por sua falta de clareza.

A dinâmica força pesquisadores a publicarem textos em revistas com “bons índices” Qualis, mas a importância relativa dos periódicos também é bastante questionável.

O modelo atual dá espaço para que publicações conhecidas por serem “predatórias” (que se destacam pela disseminação de pesquisas de baixíssima qualidade ou mesmo de pseudociência) fiquem bem posicionadas. Via de regra, são publicações sem alcance e sem público relevante, com critérios duvidosos nas seleções ou que cobram para publicar artigos.

Como sempre, é o Brasil na contramão do que se faz no resto do mundo. As principais universidades estrangeiras estão abandonando métricas de avaliação baseadas em índices de impacto para privilegiar impactos reais, como a qualidade do ensino, o efeito na sociedade e a importância regional do trabalho de pesquisa.

 

Conflito de interesses

O ministro da Educação, que recentemente declarou que as universidades devem ser “para poucos”, nomeou como presidente da Capes uma pessoa sem os requisitos para a função.

Claudia Mansani Queda de Toledo é proprietária de uma instituição privada de ensino, o Centro Universitário de Bauru, mesmo local onde ela obteve seu doutorado, e tem relações pessoais com o ministro – que graduou-se em Direito nessa mesma instituição.

Um exemplo da forma como Claudia administra a Capes foi a indicação de uma estudante, orientanda sua, para a diretoria de Relações Internacionais da Capes, mesmo sem ter qualificação e experiência comprovadas.

No início dos anos 2000, o Centro Universitário havia sido alvo de denúncias de sonegação de impostos e desvio de dinheiro com uso de notas fiscais frias. O próprio programa de pós-graduação coordenado por Claudia Mansani teve o seu descredenciamento recomendado pela Capes em 2017 por não atingir a nota mínima, fato que foi revertido pelo Conselho Superior da Capes em 2020, já no governo Bolsonaro.

 

Fonte: APUFPR

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15 de setembro de 2021

Fisioterapia preventiva: projeto foca qualidade de vida dos aposentadosCom foco na saúde e qualidade de vida dos servidores aposentados, a Seção de Promoção à Saúde do Servidor (SPSS) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) inicia em 29 de setembro o projeto Fisioterapia Preventiva, Saúde e Longevidade para Aposentados 60+.

Com duração de 6 semanas e encerramento previsto para 5 de novembro, o projeto tem como foco as pessoas com 60 anos ou mais, e oferecerá vídeos com orientações e sugestões de exercícios que podem ser feitos em casa para manutenção ou melhora do preparo físico, do bem-estar e da qualidade de vida.

Mais informações e inscrições neste link.

 

Fonte: APUFPR

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14 de setembro de 2021

Reforma Administrativa tritura a Constituição para beneficiar as elites econômicas

🔰 A Constituição Federal determina que o Estado tem o dever de garantir direitos fundamentais a todos os brasileiros.

Mas a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) quer acabar com isso!

😲 Ela vai transformar o Estado em um “órgão de suporte” da iniciativa privada, que ficará responsável pela gestão dos serviços e vai lucrar com eles.

Com isso, o poder público vai gastar mais por algo de pior qualidade (no mundo todo, países desenvolvidos estão reestatizando empresas e serviços privatizados justamente pela falta de qualidade e preços mais caros).

🤯 Na prática, o governo vai terceirizar os serviços e transferir os recursos públicos para empresários. Dá para imaginar o tamanho da farra que eles irão fazer com o dinheiro público?

🥸 Além disso, ela permitirá que 915 mil cargos sejam ocupados por apadrinhados políticos sem concurso, que irão trabalhar apenas para benefício de quem lhe der o cargo.

😲 A Reforma Administrativa tritura a Constituição Federal para beneficiar oportunistas, mas quem vai pagar essa conta será o povo brasileiro.

✋Precisamos impedir esse desastre e barrar a PEC 32/2020 para protegermos os serviços públicos, porque eles sim são para todos!

#ServiçoPúblico #ÉPublico #ÉpraTodos #ValorizeOServidor #ReformaAdministrativaNão #PEC32Não

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13 de setembro de 2021

O programa Vozes da Ciência, criado pela APUFPR para debater o valioso papel dos pesquisadores brasileiros e a importância da produção científica para a sociedade, chega ao seu terceiro episódio com o tema “Pesquisa e Humanidades”. Desta vez, nosso bate-papo será com Maria Isabel Limongi, professora titular na UFPR e pesquisadora CNPq. Ela é graduada, mestre e doutora em Filosofia pela USP e atua na linha de pesquisa sobre o pensamento político moderno. A atividade será transmitida ao vivo na quinta-feira (16) pelas redes sociais da APUFPR, a partir das 19h. Na nossa página do Facebook, clique na estrela para receber a notificação. Em nosso canal do YouTube, clique no sininho para receber o lembrete. Participe e não perca nenhum episódio! *Ciência sob ameaça* A ciência brasileira vive um de seus momentos mais difíceis. Não bastassem os severos cortes de recursos federais, que derrubaram o orçamento do setor para o menor patamar deste século, e o corte de bolsas, que colocaram em risco parte considerável dos projetos em andamento, o presidente Jair Bolsonaro, os membros de seu governo e seus apoiadores extremistas adotaram um discurso negacionista que tem, como uma de suas bases, a restrição ao pensamento científico. A área de Humanidades, particularmente, vem sendo atacada e perseguida pelos setores extremistas, que enxergam nela uma antítese à sua existência (que é inversamente proporcional a tudo aquilo que é “humano”). É preciso reverter este quadro e buscar o apoio da sociedade. Não é tarefa fácil, dado o grau de contaminação que se alastrou por diversos segmentos da população que criticam, atacam e ameaçam as universidades públicas (justo as instituições que são responsáveis por 99% da produção científica nacional). E esse é justamente um dos objetivos do programa Vozes da Ciência. Por isso, participe, comente, faça perguntas, e compartilhe para que mais pessoas sejam alcançadas por esse debate.

O programa Vozes da Ciência, criado pela APUFPR para debater o valioso papel dos pesquisadores brasileiros e a importância da produção científica para a sociedade, chega ao seu terceiro episódio com o tema “Pesquisa e Humanidades”.

Desta vez, nosso bate-papo será com Maria Isabel Limongi, professora titular na UFPR e pesquisadora CNPq. Ela é graduada, mestre e doutora em Filosofia pela USP e atua na linha de pesquisa sobre o pensamento político moderno.

A atividade será transmitida ao vivo na quinta-feira (16) pelas redes sociais da APUFPR, a partir das 19h. Na nossa página do Facebook, clique na estrela para receber a notificação. Em nosso canal do YouTube, clique no sininho para receber o lembrete.

Participe e não perca nenhum episódio!

 

Ciência sob ameaça

A ciência brasileira vive um de seus momentos mais difíceis. Não bastassem os severos cortes de recursos federais, que derrubaram o orçamento do setor para o menor patamar deste século, e o corte de bolsas, que colocaram em risco parte considerável dos projetos em andamento, o presidente Jair Bolsonaro, os membros de seu governo e seus apoiadores extremistas adotaram um discurso negacionista que tem, como uma de suas bases, a restrição ao pensamento científico.

A área de Humanidades, particularmente, vem sendo atacada e perseguida pelos setores extremistas, que enxergam nela uma antítese à sua existência (que é inversamente proporcional a tudo aquilo que é “humano”).

É preciso reverter este quadro e buscar o apoio da sociedade. Não é tarefa fácil, dado o grau de contaminação que se alastrou por diversos segmentos da população que criticam, atacam e ameaçam as universidades públicas (justo as instituições que são responsáveis por 99% da produção científica nacional).

E esse é justamente um dos objetivos do programa Vozes da Ciência. Por isso, participe, comente, faça perguntas, e compartilhe para que mais pessoas sejam alcançadas por esse debate.

Fonte: APUFPR

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9 de setembro de 2021
Manifestação de agradecimento
Foto: MPPR

Nós, pesquisadores, professores e servidores da Universidade Federal do Paraná, do Setor Litoral, do Centro de Estudos do Mar, do Instituto Federal do Paraná (Campus de Paranaguá), da Universidade Estadual do Paraná (Campus  de Paranaguá) e demais pesquisadores atuantes no litoral do Paraná – abaixo subscritos, expressamos nossos profundos  agradecimentos a Promotora de Justiça Priscila da Mata Cavalcante pelo excelente trabalho dedicado à frente do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) do Ministério Público, Comarca de Paranaguá.

Seu conhecimento técnico na área ambiental, aliado ao labor ético e justo e o mais elevado compromisso republicano constituem um legado ao nosso litoral do Paraná, inúmeras vezes impactado por projetos de significativo impacto  ambiental, muitos irreversíveis e de elevada magnitude. No exercício de sua profissão, faz valer com grande maestria a parceria entre a ciência e a justiça, balizando suas anotações, recomendações e processos no mais elevado teor técnico e científico, sem deixar de lado os diferentes saberes, assumindo-os com respeitosa sensibilidade.

Pelo reconhecimento ao seu valioso trabalho e por conhecermos sua impecável atuação é que repudiamos com convicção as declarações infundadas e ofensivas realizadas no dia 30 de agosto de 2021 pelo deputado estadual Nelson Justus na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Se faz digno de nota que passamos por uma das maiores crises socioambientais da história, e nos causa profundo pesar ter conhecimento de tais declarações vindas de uma pessoa que ocupa um cargo tão importante, o que nos demonstra sua dificuldade em colocar o mandato a serviço do público, e atuar fortemente no combate desta crise, que aflige a toda a sociedade.

O Estado do Paraná é um dos melhores exemplos do Brasil do quanto estamos paralisados e retrocedendo no campo das políticas ambientais, vendo nossos reservatórios de água desaparecendo, sem que atitudes sérias sejam tomadas por parte dos legisladores e executores das políticas públicas ambientais para reverter a situação, pelo contrário – vemos apenas ações na contramão de um desenvolvimento sustentável: a desregulamentação da legislação ambiental que protege os ecossistemas, as pessoas, as cidades, a sociedade e toda a vida.

Vale a ressalva da relação intrínseca que tais ações, somadas com a crise hídrica, tem com o desmatamento do que restou da Mata Atlântica, onde o Paraná ocupa posição de destaque no ranking nacional dos desmatadores. Tais políticas são muito claras, sobre o que deve ser feito, mas não vemos ações articuladas e nós temos realizado inúmeras propostas de ação, como foi a nossa participação no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná, o qual precisamos lembrar que existe e que deve ser seguido enquanto instrumento de planejamento territorial.

O papel  de fiscalizar a ação do Estado com tanto zelo, espírito democrático, senso de justiça, ética e conhecimento, é o que a Promotora Priscila da Mata Cavalcante faz com enorme empenho e competência em sua trajetória no litoral do Paraná.

Manifestamos, portanto, todo nosso apoio a Promotora Priscila da Mata Cavalcante, certos de seu legado em defesa do litoral do Paraná e rechaçamos com veemência o inteiro teor das declarações do referido deputado, sempre na expectativa de que nossas autoridades mantenham seu compromisso com o decoro parlamentar e com a democracia.

Matinhos, 31 de agosto de 2021

Liliani Marilia Tiepolo
Paulo Henrique Carneiro Marques
Juliana Quadros
Eduardo Harder
Antonio Luis Serbena
Valdir Frigo Denardin
Andrea Maximo Espínola
Rodrigo Rossi Horochovski
Danielle Cristina Machado Salmória
Viviane Eunice Scholze
Natália Tavares de Azevedo
Ivan Jairo Junckes
Marcos Claudio Signorelli
Katia Cristina Freiria Batista
Gabriela Schenato Bica
Rodrigo Rosi Mengarelli
Roberto G. Barbosa
Tânia M. Oliveira
Rejane Costa de Oliveira Paredes
Mariene Ribeiro da Silva
Vanessa Marion Andreoli
Marcelo Chemin
Maria Isabel Farias
Fernanda de Souza Sezerino
Augusto Junior Clemente
Silvana Cássia Hoeller
Eduardo Vedor de Paula
Silvana Marta Tumelero
Daniel Hauer Queiroz Telles
Maria Cristina de Souza
Leandro Angelo Pereira
Mauricio Almeida Noernberg
Etienne Cesar Rosa Vaccarelli
Pablo Damian Borges Guilherme
Rafael Metri
Izabel Carolina Raittz Cavallet
Elisiani Vitória Tiepolo
Leoncio José de Almeida Reis
Cassiana Baptista Metri
Cinthia Maria de Sena Abrahão
Camila Domit
Ionete Hasse
Solange Latenek
Silvestre Labiak Junior
Caroline Dorada Pereira Portela
Paulo da Cunha Lana
Luiz Fernando de Carli Lautert
Everaldo dos Santos
Ana Elisa de Castro Freitas
Maurício Fagundes
Patrícia Martins
Vanessa Padilha Wosniak
Adriana Ferreira Gama
Emerson Luis Tonetti
Denise de Freitas Takeuti

 

Fonte: APUFPR


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