Categoria: Notícias

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2 de junho de 2022

Contra os cortes de verbas na Educação e na ciência, a APUFPR promove na próxima quinta-feira (9), a partir das 18h30, uma manifestação em defesa da ciência e da universidade pública, junto com outras categorias.

Com concentração na Praça Santos Andrade, o ato é uma reação a um novo corte de R$ 3,2 bilhões no orçamento da Educação, anunciado pelo Governo Federal no dia 27 de maio.

Só o orçamento discricionário das universidades e dos institutos federais, do qual saem os recursos que cada instituição pode definir como utilizar (via de regra para gastos com bolsas e auxílio estudantil, contas de água e telefone, contratos de segurança, limpeza, manutenção etc) será reduzido em 14,5%: cerca de R$ 1 bilhão.

Já na ciência, estima-se que o corte chegue perto de R$ 3 bilhões.

Os cortes sucessivos ameaçam o futuro da ciência e das universidades e precisam ser combatidos, com pressão e mobilização popular. Por isso, participe do ato!

 

Fonte: APUFPR

 

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1 de junho de 2022

Os docentes que participaram da reunião do Coletivo de Aposentados da APUFPR, no dia 31 de maio, debateram os perigos que rondam a Previdência dos servidores públicos.

Um decreto do governo de Jair Bolsonaro estabeleceu um cronograma para transferir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a previdência de servidores públicos que atuam em autarquias (como universidades federais) e fundações públicas federais (como Banco Central, Ibama e outras), e que hoje são regidos pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Para conversar sobre os riscos envolvidos nessa medida e sobre possíveis caminhos de resistência, a atividade contou com a presença do assessor jurídico da APUFPR, João Luiz Arzeno.

Os Encontros de Aposentados organizados pela APUFPR são espaços para que os docentes que já encerram sua trajetória laboral continuem se organizando e construindo lutas em conjunto.

Como ressaltou o presidente do sindicato, Paulinho Vieira Neto, “o professor aposentado termina sua vida laboral com a aposentadoria, mas não termina sua vida intelectual”.

“Nós temos que pensar ações concretas bastante precisas para que essa contribuição intelectual dos professores que se formaram aqui na nossa universidade seja reaproveitada para a nossa instituição”, concluiu.

Por isso, a APUFPR convida todos os docentes aposentados a se somarem ao Coletivo, participando das atividades mensais do segmento.

Fonte: APUFPR

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1 de junho de 2022

Na política, quando os dois lados de uma disputa desejam encerrar a tramitação de um projeto, usam o termo “costurar um acordo”.

Foi com essa expressão que a imprensa divulgou na noite de ontem (31 de maio) que a oposição e governistas decidiram suspender a tramitação da PEC 206 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que instituía a cobrança de mensalidade nas universidades públicas do país.

So que, na prática, o acordo foi uma saída ‘honrosa’ para os governistas, para os extremistas e para os oportunistas (deputados financiados por grupos econômicos), diante de um projeto que não tinha nenhum apoio da imensa maioria da sociedade. Literalmente, seria um potencial “queima-filme” para os quem votassem a favor, ainda mais em ano eleitoral, quando muitos deles estão desesperados para manter o mandato (e sabem que não conseguirão se reeleger apenas com discurso de ódio, como em 2018).

Um dos pré-requisitos para o andamento do projeto era a convocação de audiências públicas. Por consenso, todos os requerimentos para a realização de audiências foram retirados. Dessa forma, o projeto não tem como continuar tramitando.

Espera-se que essa retirada seja definitiva.

O recuo dos que desejavam aprovar um projeto considerado absurdo se deu pela pressão popular. Inúmeras entidades e especialistas pressionaram, e mesmo a velha mídia, tão afeita a qualquer projeto que reduza o papel do Estado (cobrança de mensalidades seria o primeiro passo para a privatização), não apoio com entusiasmo.

 

Acordo evitou um golpe tacanho

Os deputados oportunistas que tentavam fazer a PEC 206 avançar haviam planejado uma manobra vergonhosa para construir algum tipo de narrativa que desse embasamento a seus argumentos (já que o próprio texto do projeto não consegue apresentar justificativas).

Em vez de chamar representantes da comunidade acadêmica das instituições que seriam afetadas, eles estavam convocando para as audiências públicas representantes de entidades privadas e de grupos econômicos interessados na aprovação da PEC.

Se, por um lado, seria risível a participação dessas entidades, já que a opinião delas está contaminada por interesses que nada têm a ver com a educação pública, por outro, revela que o único objetivo desses parlamentares era fazer uma transição de modelo entre o público e gratuito para uma etapa intermediária da privatização.

Haveria a participação de um professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper, que é uma faculdade privada) e representantes do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp, que é uma entidade patronal que representa faculdades privadas).

O interesse era óbvio: a cobrança de mensalidades nas universidades públicas poderia afastar parte da população, que optaria por estudar em instituições privadas. Além disso, no futuro, se um governo de inclinação neoliberal assumisse o comando do país, ficaria mais fácil transitar para a privatização completa das universidades públicas.

Também participaria a entidade fantasma chamada Associação dos Reitores das Universidades Federais do Brasil (Afebras), que é formada por meia dúzia de reitores-interventores indicados pelo presidente Jair Bolsonaro, ou seja, é uma entidade café-com-leite, cuja opinião vale tanto quanto as promessas do próprio governo.

Além desses elementos que foram suficientes para levantar todo tipo de questionamento quanto aos interesses envolvidos na PEC, convém lembrar que o projeto é do deputado General Peternelli (União-SP), o que mostra que política e militarismo não devem se misturar; tem a relatoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), militante da milícia extremista MBL, que representa interesses de grupos econômicos internacionais e defendeu a existência de um partido nazista no Brasil; e apoio do deputado Tiago Mitraud, que é do partido Novo-MG, uma startup de banqueiros na política.

 

Fonte: APUFPR

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30 de maio de 2022

Uma nova tragédia para a educação. É isso que representa o novo corte de recursos que o governo de Jair Bolsonaro pretende aplicar nos orçamentos da educação e da ciência brasileira.

Só o orçamento discricionário das universidades e institutos federais, do qual saem os recursos que cada instituição pode definir como utilizar (via de regra para gastos com bolsas e auxílio estudantil, contas de água e telefone, contratos de segurança, limpeza, manutenção etc) será reduzido em 14,5%: cerca de R$ 1 bilhão.

Na UFPR, o corte será de R$ 25,6 milhões. Isso significa que, novamente, nossa instituição terá dificuldades para manter suas atividades, pagar bolsas e outros compromissos primordiais para funcionamento da instituição.

Só que diferentemente de 2020 e 2021, quando a universidade já havia corrido riscos de fechar as portas, neste ano retomamos as atividades presenciais e, com isso, os gastos serão mais elevados do que nos dois anos anteriores.

Já na ciência, estima-se que o corte chegue perto de R$ 3 bilhões, piorando ainda mais um cenário que já era trágico. Só o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) perderia R$ 2,5 bilhões dos R$ 4,5 bilhões que estavam no orçamento.

 

Não é contingenciamento, é corte (e chantagem)

O Governo Federal anunciou o corte de R$ 14 bilhões no orçamento e apresentou várias justificativas, todas frágeis. Falou que precisa respeitar o teto de gastos. Depois soltou na imprensa que uma das razões seria garantir um reajuste salarial de 5% aos servidores públicos.

É uma chantagem típica de quem nunca demonstrou apreço pela educação pública e pela ciência de viés social.

Ao se referir aos supostos reajustes do funcionalismo, o governo se une com a velha mídia para espezinhar a reivindicação dos servidores, que estão com salários congelados há anos.

É um jogo calculado do governo pensando nas eleições de outubro. Tira recurso das universidades públicas, onde tem menos apoio do que na média da sociedade, para tentar conquistar votos no meio do funcionalismo mais amplo com uma proposta que não abarcaria ¼ da inflação no período.

Os cortes anunciados ficaram muito acima dos R$ 8,2 bilhões previstos no boletim de acompanhamento de receitas e despesas, divulgado há poucos dias pelo Ministério da Economia. Educação e saúde foram as áreas mais afetadas.

 

Oposição quer convocar ministros

Assim que tomou conhecimento dos cortes, a diretoria da APUFPR iniciou uma articulação junto a parlamentares de oposição, para tentar frear essa medida do governo Bolsonaro.

Hoje (30), o líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (MG), informou que a bancada do partido vai protocolar requerimentos para convocar os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Educação, Victor Godoy, para que eles prestem esclarecimentos sobre os cortes orçamentários.

Se as universidades e os institutos federais já seguiam na UTI, com esses novos cortes a situação só se agrava ainda mais. O governo Bolsonaro vai finalizar seu mandato como começou: atacando a educação e a ciência.

 

Fonte: APUFPR

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25 de maio de 2022

Prosseguindo em seu cronograma de encontros constantes de formação, debate e mobilização, o Coletivo de Aposentados da APUFPR fará sua próxima reunião mensal no dia 31 de maio, às 15h, no Auditório da APUFPR.

Além de conversar sobre questões específicas dos aposentados e da pauta de reivindicações dos professores, a atividade contará com um debate sobre a previdência e os servidores públicos.

Conduzida pelo advogado João Luiz Arzeno, a apresentação é intitulada “Natureza jurídica do Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos”.

O último encontro do coletivo ocorreu 26 de abril, e marcou a volta das reuniões presenciais após um período de atividades online durante a pandemia de Covid-19.

Para a APUFPR, é muito importante que professoras e professores aposentados participem ativamente das atividades do Coletivo.

Compareça e divulgue para seus contatos!

 

Fonte: APUFPR

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24 de maio de 2022

Solidariedade é um princípio que está na origem do movimento sindical, ainda no século XIX. É um sentimento que faz com que nos identifiquemos com o sofrimento do outro e estejamos dispostos a ajudar a solucionar ou amenizar o problema.

É por isso que, além de fazer a luta sindical, também nos somamos a diversas ações de solidariedade ao longo do ano. A Campanha do Agasalho é uma das mais importantes.

 

Frio requer medidas urgentes

Com o aumento do desemprego e da miséria nos últimos anos, fruto da crise gerada a partir do golpe de 2016, aumentou também a quantidade de pessoas em situação de vulnerabilidade e, principalmente, de rua no país. Em Curitiba, a Prefeitura fala em 2 mil pessoas nessas condições, mas organizações que fazem ações sociais apontam mais de 6 mil. Entre a noite 17 de maio e a madrugada do dia 18, ao menos duas pessoas em situação de rua morreram em Curitiba. Portanto, nossa ajuda pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

O outono e o inverno no nosso estado são, geralmente, mais rigorosos do que na maior parte do país. Com a massa de ar polar que atingiu primeiro o Sul e depois o restante do país nos últimos dias, a situação se tornou bastante grave. 

É por isso que a direção da APUFPR está participando novamente da Campanha do Agasalho, incentivando a doação de roupas e outros itens que podem ajudar a amenizar o sofrimento dessa parcela da população que está desassistida.

Convidamos toda a nossa categoria a colaborar. 

Para a APUFPR, a luta por nossos direitos, pela educação e que tem como horizonte a construção de um mundo melhor não pode estar dissociada de ações mais imediatas.

Confira abaixo os endereços para fazer sua doação: quem tem frio tem pressa, não deixe para amanhã! 

 

Sede Administrativa: das 9h às 18h. Rua Dr. Alcides Vieira Arcoverde, 1193, bairro Jardim das Américas | Curitiba-PR | Fone (41) 3151-9100 e (41) 99956-7818

 

Sede Litoral: das 14h às 18h. Rua Cornélio Procópio, 2170 | Caiobá – Matinhos-PR | Fone (41) 99824-0267

 

Sede Palotina: das 13h30 às 17h30. Rua Pioneiro, 2074 – Jardim Dallas | Palotina-PR | Fones (44) 3649-6734 e (41) 99824-0242 

 

Sede Jandaia do Sul: das 13h30 às 17h30. Rua José Francisco Borges, 1610 – Jardim Universitário | Jandaia do Sul-PR | Fone (41) 99979-0271

 

Sede Toledo: Rodovia PR 182, s/n, Km 320/321 (Biopark), sala 92| Toledo-PR | Fone (41) 99824-0242

 

Fonte: APUFPR

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24 de maio de 2022

Um pai que não acredita que dinossauros existiram, ou que acha que a Terra é plana porque assistiu a algum vídeo perturbador em suas redes sociais. Um filho que não vai para a escola porque sua família acredita que professores são seres perversos e doutrinadores que irão desvirtuar as crianças.

O que será desse estudante quando chegar à adolescência ou à idade adulta e descobrir a esfericidade do planeta e que não existe um complô mundial de museus renomados para criar uma história sobre animais gigantes que habitaram o planeta a centenas de milhões de anos?

Esses seriam alguns dos paradoxos criados caso o projeto de “ensino domiciliar”, conhecido como homeschooling, seja definitivamente aprovado no Brasil.

Um projeto folclórico, apresentado lá em 2012, voltou à baila no Congresso Nacional e recebeu aprovação da Câmara dos Deputados no dia 18 de maio com 264 votos de parlamentares que demonstraram que estão dispostos a qualquer coisa para conseguir votos de extremistas nas eleições de outubro deste ano.

A APUFPR manifesta publicamente seu completo repúdio a mais essa estratégia que, além de deslegitimar o papel da educação pública, é usado para desviar a atenção dos brasileiros dos problemas reais do país (para os quais o governo de Jair Bolsonaro não consegue apresentar solução). O sindicato espera que os senadores votem com mais seriedade.

 

Bandeira de oportunistas

Tirar o projeto de ensino domiciliar da gaveta foi apenas uma estratégia eleitoreira de Jair Bolsonaro, desesperado para manter o apoio de fiéis seguidores que precisam ser alimentados constantemente de teorias conspiratórias para continuar apoiando seu projeto de poder, que está levando o Brasil para abismo.

A justificativa de muitos parlamentares que foram favoráveis ao projeto transforma profissionais da educação em vilões, ignorando que o aprendizado escolar se dá para muito além do conteúdo transmitido nas salas de aula. É parte do esforço coletivo e social.

Mesmo que 80% seja contra, segundo pesquisa Datafolha, os deputados resolveram aprovar o projeto porque disputam entre si uma parcela cada vez menor de eleitores ligados a bolhas extremistas. Muitos desses mesmos parlamentares foram eleitos com discursos de ódio, na rabeira da campanha de Bolsonaro e, por isso, não possuem base real na sociedade. Grande parte não conseguirá se reeleger, ainda mais porque com a real possibilidade de derrota do presidente (no cenário que se projeta), o eleitorado radical está encolhendo.

 

Sem convívio

Apartando crianças e adolescentes do convívio escolar, o governo prejudicaria a formação desses alunos, privados da interação com outros colegas, com professores e com a comunidade escolar. Sem conviver com as diferenças ou com situações que não são moldadas apenas por suas vontades, esses estudantes teriam muito mais dificuldades em lidar com as contrariedades da vida adulta.

No caso de estudantes portadores de deficiência, a falta de convívio seria ainda mais cruel, comprometendo as possibilidades e os esforços de inclusão que há anos são feitos.

 

Ameaça à saúde e à segurança dos estudantes

Além dos inúmeros perigos no processo de ensino-aprendizagem e na formação humana dos estudantes, o projeto de homeschooling ainda coloca em risco a saúde e a segurança de crianças e adolescentes.

No Brasil, a escola é um importante espaço de atenção aos problemas psicológicos e de saúde mental, e também de fiscalização e combate ao trabalho infantil, à violência sexual, à insegurança alimentar e diversas outras formas de exploração ou vulnerabilidade social.

No caso das violências sexuais contra crianças e adolescentes, por exemplo, estudos indicam que cerca de 80% dos crimes ocorrem dentro de casa, e muitas vezes essas situações só são denunciadas e superadas graças à atenção dos profissionais de educação das escolas. Certamente, pedófilos e abusadores estão felizes com essa votação na Câmara.

As políticas públicas precisam caminhar para ampliar e qualificar o acesso universal à Educação, e este projeto, resgatado pelo governo Bolsonaro, caminha exatamente no sentido contrário.

Além disso, a convivência no ambiente escolar é fundamental para socialização, inclusão, proteção e formação de nossas crianças e adolescentes, e não pode ser prejudicada por medidas meramente eleitoreiras.

 

Como votaram?

O absurdo texto aprovado na Câmara recebeu 264 votos favoráveis, 144 contrários e duas abstenções. Os partidos de oposição PT, Psol, Rede, PV, PDT, PSB e PCdoB, que costumam defender a pauta da educação, orientaram suas bancadas a votar contra o projeto.

Já o centrão e os partidos de direita orientaram o voto a favor. O projeto vai agora ao Senado onde se espera que seja barrada (assim como já aconteceu em outros projetos absurdos que haviam sido aprovados na Câmara).

 

Votos dos paranaenses

Veja na lista abaixo como votou cada deputado federal paranaense.

Aliel Machado (PV-PR) – Contra

Aline Sleutjes (PROS-PR) – A favor

Aroldo Martins (Republican-PR) – A favor

Christiane Yared (PP-PR) – Contra

Diego Garcia (Republican-PR) – A favor

Enio Verri (PT-PR) – Contra

Felipe Francischini (União-PR) – A favor

Filipe Barros (PL-PR) – A favor

Giacobo (PL-PR) – A favor

Gleisi Hoffmann (PT-PR) – Não votou

Gustavo Fruet (PDT-PR) – Contra

Hermes Parcianello (MDB-PR) – A favor

Leandre (PSD-PR) – A favor

Luciano Ducci (PSB-PR) – Contra

Luisa Canziani (PSD-PR) – A favor

Luiz Nishimori (PSD-PR) – A favor

Luizão Goulart (Solidariedade-PR) – A favor

Ney Leprevost (União-PR) – A favor

Osmar Serraglio (PP-PR) – A favor

Paulo Martins (PL-PR) – A favor

Pedro Lupion (PP-PR) – A favor

Ricardo Barros (PP-PR) – A favor

Rossoni (PSDB-PR) – A favor

Rubens Bueno (Cidadania-PR) – Contra

Sandro Alex (PSD-PR) – A favor

Sargento Fahur (PSD-PR) – A favor

Sergio Souza (MDB-PR) – A favor

Toninho Wandscheer (PROS-PR) – A favor

Vermelho (PL-PR) – A favor

Zeca Dirceu (PT-PR) – Contra

 

Fonte: APUFPR

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24 de maio de 2022

Ao que parece, deputados federais escolheram essa reta final da legislatura para colocar a educação pública brasileira em um novo capítulo de terror na história do Brasil.

Ou de comédia, mas de muito mau gosto.

Não bastasse aprovarem o vergonhoso projeto de homeschooling (que vai para o Senado), agora tiraram da gaveta outra aberração: a cobrança de mensalidade nas universidades federais.

Não é brincadeira. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados tem reunião convocada para hoje (24), às 13h, e poderá votar o parecer do Deputado Kim Kataguiri (UNIÃO/SP) pela admissibilidade da PEC 206/2019, que altera a Constituição Federal para permitir a cobrança de mensalidades nas universidades públicas.

Kim Kataguiri, que é militante da facção extremista neoliberal chamada MBL, foi alçado ao posto de presidente da Comissão de Educação da Câmara depois de ter defendido a existência de um partido nazista no Brasil. Em vez de ser punido, foi premiado pelos colegas parlamentares.

É difícil prever se a PEC terá condições políticas e sociais para avançar. Com a pior composição da história do nosso país, a atual legislatura vem tomando decisões absurdas que passam longe dos interesses da sociedade (muitas vezes, sobra para o Senado ou para a Justiça barrar projetos). Boa parte dos deputados (especialmente os eleitos com fake news e discursos radicais) sabe que não tem base social real e irão se engalfinhar pelos votos de pessoas que ainda transitam em bolhas extremistas. 

Se fizermos a resistência a ponto de impedir que aprovem o projeto, sobrará para eles a exaltação de suas bolhas de eleitores. Na prática, é esse o objetivo: palco para ganhar likes e engajamento, e talvez votos em outubro.

No meio disso, imporão mais uma avalanche de fake news contra os professores universitários (preparem seus estômagos), retomando as paranoias infantis que eles espalharam contra as universidades públicas nos últimos anos (“peladões”, plantações de maconha, laboratório de metanfetaminas e outras baboseiras que, inclusive, foram denunciados pela nossa diretoria e rederam condenações a um certo ex-ministro da Educação).

Outros estão apenas “dando retorno” aos setores econômicos que patrocinaram suas campanhas (como é o caso dos deputados que vomitam hipocrisias neoliberais em seus discursos vazios). Para eles, pouco importa se as universidades públicas e gratuitas são propulsoras do desenvolvimento e uma das principais formas de ascensão social no país.

Além de participar das articulações nacionais e locais, a APUFPR construirá outras formas de enfrentamento e convoca, desde já, os docentes e as demais categorias da UFPR para que se engajem nessa luta.

Coincidência?

Não parecer ser mera coincidência que essa PEC tenha voltado à baila poucos dias depois da divulgação de outra proposta vergonhosa chamada de “Projeto de Nação – o Brasil em 2035”, uma aberração elaborada por militares de pijama que inclui a cobrança de mensalidades em universidades públicas e o fim da gratuidade do SUS, entre outras barbáries.

Fonte: APUFPR

 

 

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19 de maio de 2022

👀 O trabalho dos docentes e pesquisadores em universidades públicas tem uma função social inestimável para o país porque o fruto disso beneficia todo o conjunto da sociedade.

☠ Entretanto, muitos deles acabam tendo que dar andamento a suas atividades dentro de ambientes que apresentam algum tipo de risco à saúde, pela natureza do trabalho que está sendo desenvolvido (geralmente, por causa dos tipos de produtos químicos ou agentes biológicos envolvidos).

🤔 Nesses casos, o adicional de insalubridade é um direito, consolidado em nossa legislação, para compensar esses riscos.

💪 Portanto, é mais do que justo que professores de universidades públicas tenham esse direito garantido. A APUFPR luta por isso. Lute você também!


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