
Por Lafaiete Neves*
De repente, sustar a publicação de repasses financeiros da URBS às empresas de ônibus e do valor da tarifa técnica paga aos empresários (R$ 8,15, em abri) deve acender para todos nós o sinal amarelo de atenção pelo que a URBS pode estar armando às vésperas do final dos atuais contratos, em julho de 2025, com a Ação Civil Pública pelo GAECO sub judice no TJ-PR, por fraude pedindo anulação dos contratos assinados em 2010, com 15 anos de vigência, com uma cláusula que permite prorrogar por mais 10 anos até 2035!
O que desperta a atenção é o anúncio do pedido à Câmara Municipal de Curitiba para autorizar o empréstimo de R$ 1 bilhão para a compra de ônibus elétricos. Esse empréstimo pode esconder o “golpe em construção” para a PMC impor a prorrogação dos contratos para garantir o pagamento desse empréstimo a ser contraído.
Temos que considerar grave essa manobra de prorrogação que pode estar sendo montada já que o estudo contratado pela URBS junto ao BNDES para orientar o edital de licitação, ao preço de R$ 10 milhões, já deve ter sido concluído e entregue a URBS e está guardado a sete chaves e nem os vereadores conseguem ter acesso.
Provavelmente, quem fará o empréstimo de R$ 1 bilhão será o BNDES.
É urgente os movimentos populares, sindicais, estudantis, vereadores, deputados federais e estaduais, Igrejas e demais entidades da sociedade civil convocarem com urgência uma PLENÁRIA POPULAR para discutir e deflagar um movimento exigindo a realização de uma LICITAÇÃO transparente, sem fraude!
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*Lafaiete Neves é professor aposentado pela UFPR
