Tá bom assim? Bolsonaro será o primeiro presidente a não conceder reajuste para o funcionalismo público

11 de julho de 2022
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Que um governo comandado por de Jair Bolsonaro seria um completo desastre para o Brasil, já era esperado, dado seu histórico na vida pública (nenhum projeto relevante aprovado em quase 30 anos de parlamento). Só que muitas pessoas não acreditaram que ele deixaria o serviço público completamente abandonado.

Aí coube à realidade dar um banho de água fria.

Mesmo com altas constantes na inflação e no custo de vida, o presidente Jair Bolsonaro terminará seus quatro anos de mandato sem aplicar reajuste ao funcionalismo público.

É a primeira vez em vinte anos, desde o final do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, que um presidente termina sua gestão sem conceder nenhum aumento aos responsáveis pela execução das políticas públicas brasileiras.

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação entre junho de 2021 e maio de 2022 foi de 11,73%, maior índice desde 2003.

Em 2019, o IPCA havia fechado o ano em 4,31% e, no ano seguinte (2020), em 4,52%.

Inflação alta significa aumento do custo de vida e perda do poder aquisitivo (compra), ou seja, abandonar os servidores públicos à própria sorte durante quatro anos e não aplicar nenhum reajuste faz com que, na prática, os salários do funcionalismo tenham sido reduzidos no período, gerando desvalorização e dificuldades para a sobrevivência de muitas famílias.

 

1,2 mi de servidores afetados

As perdas salariais reais afetam diretamente o conjunto dos servidores públicos federais, estimado em cerca de 1,2 milhões de pessoas, entre ativos, aposentados e pensionistas.

Para enganar o funcionalismo e a opinião pública, Bolsonaro até chegou a aventar a possibilidade de conceder um reajuste de 5%, e retirou recursos da educação, da ciência e de outras áreas usando essa desculpa. Depois voltou atrás, mas os recursos não voltaram.

A essa altura, quem tinha qualquer ilusão sobre os objetivos do governo em relação ao funcionalismo, deve estar bem ciente da realidade.

O projeto é apenas de destruição. Tá bom assim?

 

Fonte: APUFPR


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