Com o Future-se, nossas universidades federais serão como Harvard, MIT e Stanford

24 de setembro de 2019
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Harvard (fundada em 1636), MIT (fundado em 1861) e Stanford (fundada em 1885) nasceram de robustas doações e tiveram o resguardo de expressivas políticas de financiamento público. Ainda hoje, grande parte de seus orçamentos é proveniente de recursos públicos. Ou seja, a realidade é completamente oposta ao discurso do Future-se de redução de gastos públicos com o ensino superior.

Fora isso, O MIT tem pouco mais de 11 mil estudantes e um orçamento de US$ 13,5 bilhões (R$ 54 bilhões). O orçamento de Harvard em 2018 foi de US$ 36 bilhões (equivalente a mais de R$ 144 bilhões) para atender cerca de 23 mil alunos. Enquanto o orçamento da UFRJ (maior federal do país) foi de pouco mais de R$ 3 bilhões (incluindo 87% referente a salários) para atender cerca de 67 mil estudantes. Dá para comparar?

Se fosse para simplificar a discussão, como o governo costuma fazer para maquiar os fatos, daria para dizer que um estudante de Harvard custa 30 vezes mais. O do MIT custa 100 vezes mais. Mas não é assim que as coisas funcionam.

Portanto, além de não ser baseado realmente em experiências internacionais, o programa não dá garantias de que conseguirá alavancar as universidades federais brasileiras nos mesmos patamares das principais instituições internacionais.

O Future-se parece muito bom para ser verdade. E não é: nem bom, nem VERDADE.


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