Assembleia da APUFPR-SSind aprova por unanimidade apoio à candidatura de Lula no segundo turno

Os docentes filiados/as à APUFPR-SSind aprovaram por unanimidade o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.  

A decisão foi aprovada na assembleia geral realizada nesta terça-feira (13), no auditório Eny Caldeira, no Campus Rebouças da UFPR, após manifestações de representantes de entidades estudantis e um amplo debate entre professoras e professores. Durante a assembleia, foram ressaltados os riscos que o avanço da extrema direita representa para a democracia, a educação pública, as universidades federais, a produção científica e os direitos da classe trabalhadora. 

ENCAMINHAMENTOS 

Com a aprovação, a APUFPR-SSind passará a integrar formalmente a campanha em defesa da candidatura de Lula, ampliando a divulgação e o apoio às atividades e iniciativas dos movimentos sociais, das organizações sindicais e populares. A presidente da APUFPR-SSind, professora Claudia Mendes Campos, explicou que a diretoria da entidade já havia deliberado pelo apoio ao candidato, em consonância com o posicionamento da diretoria do ANDES-SN. 

Entre os encaminhamentos aprovados, estão o fortalecimento dos canais de comunicação da Seção Sindical, incluindo a comunidade de WhatsApp InformAPUFPR, para divulgar agendas e convocatórias de mobilização; a ampla divulgação da Carta da Educação para o Povo Brasileiro por e-mail, WhatsApp e redes sociais (Leia aqui: https://tinyurl.com/t2vdurdm); e a participação da entidade nas atividades públicas organizadas pelo comitê popular da campanha pró-Lula e nas mobilizações do Dia das Professoras e dos Professores (Dia D da Educação). A programação inclui aulas públicas e uma roda de conversa com o deputado federal eleito Renato Freitas, na sede da APUFPR-SSind. 

O debate também apontou a necessidade de intensificar a mobilização nas redes sociais, por meio da produção e divulgação de vídeos e textos curtos assinados por docentes, ampliando o diálogo com a sociedade e dando visibilidade às pautas defendidas pela categoria. Outra proposta apresentada foi a realização de atividades que aproximem a universidade da população, como um festival da UFPR em defesa da candidatura de Lula, fortalecendo o compromisso da universidade pública com a democracia e os interesses da sociedade.  

Como parte das deliberações, foram escolhidos os integrantes de uma comissão de mobilização, responsável por organizar o calendário de atividades da APUFPR-SSind em articulação com as demais entidades parceiras. Durante a assembleia, também foi informado que a Reitoria da UFPR publicou uma portaria flexibilizando a exigência de presença e a realização de provas no dia 26 de outubro, de modo a facilitar o deslocamento de estudantes que votam fora de Curitiba e da região metropolitana. 

DEFESA DA DEMOCRACIA 

Representantes do ANDES-SN, do Diretório Central dos Estudantes da UFPR (DCE-UFPR), da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) defenderam o engajamento coletivo na campanha. As intervenções destacaram os riscos de retrocessos nos direitos sociais e trabalhistas, no financiamento das universidades e da pesquisa científica, na assistência estudantil e nas políticas públicas. Também enfatizaram a importância de ampliar o diálogo com a população, especialmente com as pessoas que não participaram do primeiro turno, e de fortalecer a organização coletiva para além do calendário eleitoral.  

Nas manifestações individuais, docentes reafirmaram o apoio à candidatura de Lula como forma de barrar o avanço da extrema direita, sem deixar de reconhecer críticas e divergências em relação ao atual governo. O posicionamento foi caracterizado como um voto crítico, diante dos riscos atribuídos ao projeto político representado pelo adversário. As falas também destacaram a defesa da liberdade de cátedra, da autonomia universitária e de uma educação pública, gratuita e socialmente referenciada.  

Estudantes e professores ressaltaram, ainda, que a mobilização não pode se limitar aos períodos eleitorais. É fundamental fortalecer a participação política e a organização coletiva de forma permanente, ampliando a atuação conjunta de sindicatos, entidades estudantis e movimentos populares. A avaliação compartilhada foi de que a defesa da democracia, dos direitos da classe trabalhadora e da universidade pública exige mobilização contínua, nas urnas, nas ruas e em todos os espaços de organização e luta coletiva. 

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