
As entidades sindicais, estudantis, científicas e os movimentos sociais da educação do Paraná, reunidas no dia 26 de setembro de 2026, na Plenária Estadual em Defesa da Educação Pública, refletiram e discutiram criticamente sobre a política educacional estadual do Paraná na última década, bem como propuseram e destacaram elementos centrais da luta por uma política articulada aos interesses e necessidades da classe trabalhadora.
Considerando que o direito à educação não se reduz à garantia do acesso, mas implica assegurar permanência, qualidade e respeito à diversidade, a Plenária elegeu como eixos das ações o enfrentamento aos processos de privatização, plataformização e militarização das escolas públicas. Esses processos vêm se constituindo em verdadeira rota de destruição da educação, e se instituem, portanto, como elementos centrais da ação política de resistência por uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.
Com vistas ao combate a todas as formas de privatização, plataformização e militarização, defendemos o resgate e afirmação contundente do caráter público da educação pública, com base nos seguintes princípios e ações:
– Recursos públicos exclusivamente para a educação pública;
– Afirmação e valorização da docência como trabalho intelectual e que pressupõe autonomia no planejamento e na condução das atividades didático-pedagógicas;
– Recuperação da gestão democrática como núcleo da gestão educacional e escolar realizada integralmente por profissionais da escola, estudantes e suas famílias;
– Afirmação da ciência e da pesquisa como práticas socialmente referenciadas e base para a formulação das políticas públicas;
– (Re)construção do projeto de educação para a sociedade brasileira pautado nos princípios e ações acima.
Curitiba, 26 de setembro de 2026.
Plenária Estadual de Educação do Paraná




