
A diretoria da APUFPR-SSind – Gestão Autonomia e Luta informa que foi concluída a negociação do reajuste anual do contrato coletivo por adesão mantido com a Unimed Curitiba, assegurando uma redução significativa no índice inicialmente pleiteado pela operadora. Após intenso processo de negociação, o reajuste foi fixado em 9,5%, percentual inferior aos 15,1% originalmente propostos. O novo índice passa a vigorar a partir de junho de 2026.
O resultado foi alcançado após a entidade sindical apresentar estudos, cálculos e análises técnicas que demonstraram a viabilidade de um reajuste menor, reforçando a necessidade de preservar o poder aquisitivo das/os docentes diante do cenário de defasagem salarial enfrentado pela categoria.
Nesse sentido, é importante ressaltar que os reajustes dos planos de saúde não seguem a variação anual da inflação. O cálculo é feito com regras próprias relacionadas principalmente à sinistralidade do contrato, ou seja, à frequência de sua utilização e aos custos assistenciais acumulados no período. Outro ponto de destaque é que o índice aplicado está abaixo dos reajustes promovidos nos anos anteriores, de 12,8% em 2023, de 10% em 2024 e de 10,45% em 2025.
Ao longo das tratativas, a APUFPR-SSind atuou de forma firme e responsável na defesa dos interesses das/os associadas/os, buscando minimizar o impacto financeiro das mensalidades do plano de saúde. A diretoria destaca que tem plena consciência dos efeitos que qualquer aumento nos custos com assistência à saúde produz no orçamento das famílias docentes. Por isso, a defesa de condições mais justas e sustentáveis para a manutenção do convênio permanece como uma das prioridades da entidade.
FORTALECIMENTO DO SUS
A APUFPR-SSind, porém, reafirma que o debate sobre saúde não pode se limitar apenas à lógica dos planos privados. Por isso, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) público, universal, gratuito e de qualidade é pauta histórica e permanente. Para o ANDES-SN e suas Seções Sindicais, é preciso assegurar ao SUS um financiamento adequado, a valorização dos/as trabalhadores/as e a ampliação do acesso da população aos serviços de atendimento, prevenção e tratamento.
Somente com o fortalecimento do SUS será possível enfrentar a crescente mercantilização da saúde e reduzir a dependência da população em relação aos altos custos impostos pelo setor privado.
