
O golpe empresarial-militar de 1964 é uma ferida aberta na memória política e social do Brasil. As marcas deixadas pela ditadura atravessam gerações, carregando o trauma da repressão, da censura, da perseguição e da violência de Estado contra aqueles e aquelas que ousaram lutar por justiça e liberdade.
Essas cicatrizes seguem sangrando na fragilidade de nossas instituições, nas desigualdades aprofundadas e na persistência de práticas autoritárias que ainda se impõem na atualidade. A ausência de punição aos agentes responsáveis pelo regime contribui ainda hoje para que narrativas distorcidas ganhem força, alimentando uma extrema direita que, de forma preocupante, reivindica a volta dos militares e relativiza os crimes da ditadura.
Mais do que lembrar, é preciso enfrentar esse passado.
A construção de uma democracia efetiva, comprometida com o bem coletivo, passa pelo reconhecimento da verdade, pela valorização da memória e pela luta constante contra qualquer forma de autoritarismo. Enquanto houver quem negue ou minimize esse período sombrio, será necessário reafirmar: ditadura nunca mais!
