44º Congresso do ANDES-SN começa nesta segunda-feira em Salvador 

Acontece nesta semana em Salvador, na Bahia, um dos eventos anuais mais importantes do sindicalismo nacional. De 2 a 6 de março, o 44º Congresso do ANDES Sindicato Nacional ocupará instalações do Campus Universitário Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), reunindo centenas de docentes de todo o país e tendo como tema central “Na Capital da Resistência, das Revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”.  

A APUFPR-SSind – Gestão Autonomia e Luta participará do evento com uma delegação de 13 docentes, eleitos/as em Assembleia Geral realizada em novembro passado. A comitiva é formada por uma delegada representante da diretoria e 12 delegados/as eleitos/as. A APFUPR-SSind apresentará a candidatura de Curitiba para sediar o 45º Congresso do ANDES-SN em 2027.  

TEXTO DE RESOLUÇÃO – Durante o Congresso, docentes do Coletivo de Aposentados/as da APUFPR-SSind irão apresentar proposta defendendo a ampliação dos temas ambientais nas frentes de luta da entidade. O texto parte de evidências científicas que relacionam o uso indiscriminado de agrotóxicos ao adoecimento de comunidades e indivíduos, além de destacar impactos da crise climática, como destruição de moradias, agravamento de problemas de saúde e riscos crescentes associados ao aquecimento global. 

A proposta formalizada no TR-67, do Caderno de Textos de Resolução, solicita que o ANDES-SN e suas Seções Sindicais incorporem de forma permanente e transversal a pauta ambiental, climática e energética em suas ações políticas, alertando que a omissão diante das recomendações científicas representa riscos à própria continuidade da vida humana. 

O Congresso é a instância máxima de deliberação do ANDES-SN, composto por delegadas e delegados de base, representantes das Seções Sindicais, observadoras e observadores, também eleitos/as em assembleias das seções sindicais, e integrantes da diretoria nacional. 

A escolha do tema central reforça o caráter histórico e político da capital baiana, valorizando na memória coletiva as revoltas populares que marcaram a luta por liberdade e justiça social, e convoca a categoria docente a fortalecer a resistência contra o avanço do conservadorismo e em defesa da educação pública. 

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