Firmeza e coesão foram fundamentais nas negociações com a Amil

Uma mobilização conjunta da APUFPR-SSind, Asufepar, Sinditest-PR e Sindiedutec conseguiu barrar o reajuste abusivo pretendido pela Amil nos convênios coletivos dos/as filiados/as a essas entidades. Depois de uma difícil negociação que culminou com a ameaça de uma ação judicial, a operadora de planos de saúde recuou e aceitou o reajuste de 11,49%, calculado com base em cláusulas contratuais. A empresa pretendia obter um aumento de 24,87%.

“Foi uma vitória muito importante para as entidades que demostraram firmeza e coesão porque estavam amparadas na Lei e na força das categorias”, disse o diretor da APUFPR, professor Francisco de Assis Marques, durante reunião de filiados/as e diretorias das entidades envolvidas, que aconteceu nesta quarta-feira, 30, na sede da Seção Sindical. No encontro, os/as conveniados/as agradeceram pela atuação das lideranças responsáveis pelas negociações.

Inicialmente, a Amil exigiu um reajuste de 31,57%, reduzindo posteriormente o índice para 29% e chegando a uma “proposta final” de 24,87%. Inconformadas, sob orientação de um escritório de advocacia especializado em Planos de Saúde, as diretorias das entidades apresentaram no dia 16 de julho uma notificação extrajudicial contra a Amil, demonstrando com os cálculos técnicos baseados nas cláusulas do contrato, que o valor de reajuste deveria ser de 11,49%.

A operadora do plano de saúde mostrava-se, porém, irredutível. Até que no dia 25 de julho, data em que a ação seria ajuizada, a operadora do plano de saúde enviou um e-mail aceitando o pedido de reajuste, em que admitiu exatidão dos cálculos apresentados pelas entidades. “Conforme tratativa na data de hoje, revisitamos o contrato, e estaremos seguindo com o reajuste de 11,49%, conforme cláusula contratual”, anotaram na mensagem eletrônica.

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