
Há exatos 10 anos, no dia 29 de abril de 2015, a Polícia Militar do Paraná protagonizou o “Massacre do Centro Cívico”, um dos mais violentos ataques à classe docente na história do Brasil.
Mais de 2,5 mil policiais avançaram sobre milhares de professores e professoras, com o objetivo de proteger os deputados estaduais que votavam na Assembleia Legislativa mudanças no sistema previdenciário do funcionalismo.
Utilizando balas de borracha calibre 12, bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral, jatos de água, helicópteros e um imenso veículo blindado, a PM-PR deixou um rastro de sangue que os paranaenses jamais esquecerão.
Foram mais de 200 feridos entre docentes, estudantes e populares, atendidos às pressas nos corredores da Prefeitura de Curitiba por profissionais da saúde chamados às pressas.
Enquanto o campo de guerra se espalhava por toda a Praça Nossa Senhora de Salete, coberta por uma densa fumaça das bombas arremessadas, o caos tomava conta das salas de emergência dos hospitais.
Foram mais de duas horas de ataques ininterruptos. As imagens da violência extrema contra professores e professoras ganharam a Internet imediatamente e percorreram a mídia de todo o mundo durante semanas.
Apesar de toda a repercussão e da brutalidade empregada pelas forças policiais, nenhuma autoridade constituída foi julgada ou responsabilizada pelo “Massacre do Centro Cívico”. A impunidade prevalece até hoje.
A APUFPR manifesta solidariedade aos professores e às professoras da rede estadual de ensino que, mesmo tendo sofrido esse ataque inadmissível, permanece sob constantes ataques do atual governo do Paraná.
A categoria realiza hoje uma paralisação em protesto pelo não pagamento de reposições salariais desde 2017 e contra os projetos de militarização e de privatização das escolas do nosso estado, além de lembrar os dez anos de uma das datas mais tristes para a Educação paranaense.
