Palestra “A Velhice no Cinema e na Literatura” propõe nova poética sobre o envelhecer e questiona estigmas da utilidade  

O envelhecimento, frequentemente reduzido a uma questão biológica ou de produtividade, ganha uma perspectiva humanística e artística na palestra “A Velhice no Cinema e na Literatura”. A proposta é realizar uma imersão na representação do tempo através do cinema e da literatura, apresentando a velhice não como um fim, mas como um painel rico de vivências e uma condição fundamental da existência humana.  

Com foco nesta temática, acontecerá o próximo Encontro de Aposentados/as da APUFPR-SSind no dia 27 de maio, no auditório da Seção Sindical. A palestra será ministrada pelo professor Raimundo Tostes, do campus Jandaia do Sul, que estará em Curitiba especialmente para o evento. Logo depois da atividade, será servido aos presentes o tradicional café de confraternização. Quem não puder comparecer poderá acompanhar a palestra no modo virtual pelo aplicativo Zoom Meeting, cujo link será enviado pelo e-mail dos/as aposentados/as. 

Uma Poética da Existência  

Distante dos clichês, a palestra explora a poética da velhice, celebrando a profundidade das narrativas que emergem com o passar dos anos. A abordagem cruza a análise estética com momentos históricos cruciais, examinando como as dimensões sociais e econômicas moldaram a nossa percepção sobre o “ser velho” em diferentes épocas. 

O Questionamento dos Rótulos 

Um dos pilares centrais da palestra é o enfrentamento de conceitos contemporâneos equivocados. A discussão convida à reflexão crítica sobre dualidades maliciosas. Entre elas: 

  • Novo versus velho: o fetiche pela juventude e o apagamento da experiência; 
  • Útil versus inútil: a lógica mercantilista que tenta definir o valor humano pela produtividade; 
  • Em uso versus obsoleto: a resistência contra a desumanização do idoso frente à aceleração tecnológica.  

Segundo o professor Raimundo Tostes, envelhecer é “uma condição natural, mas a forma como lemos essa trajetória é uma construção cultural”. “Precisamos resgatar o sentido da vida que não se esgota no ‘uso’, mas se expande na ‘presença'”, afirma.  

Compareça e venha se inspirar com essa palestra que oferece reflexões instigantes e traça um paralelo entre o envelhecimento e as manifestações artísticas.

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