Trabalhadores tomam as ruas de Curitiba, em mobilização contra a PEC 287

16 de março de 2017

Capa - Jornal 147Durante o Dia Nacional de Greves, Paralisações e Mobilizações – quarta-feira (15) – mais de 50 mil pessoas foram às ruas, em Curitiba. Os docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a diretoria da APUFPR-SSind estiveram presentes no ato realizado na praça Santos Andrade.

A pauta de reivindicação dos manifestantes era contra a Reforma da Previdência, anunciada pelo governo federal por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016.

A manifestação reuniu metalúrgicos, petroleiros, professores da rede municipal, estadual e federal de ensino, motoristas e cobradores do transporte público de Curitiba e da Região Metropolitana, funcionários dos Correios, entre outras categorias de trabalhadores e movimentos sociais.

Para a diretoria da APUFPR-SSind, o ato foi uma primeira mobilização nacional para barrar a retirada de direitos, em especial aqueles relacionados à Reforma da Previdência.

“Tivemos uma grande mobilização, que foi um primeiro passo para que possamos barrar a Reforma da Previdência. Tínhamos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público, das esferas municipais, estaduais e federais, o que demonstrou a unidade dos trabalhadores nessa luta contra a PEC 287. A manifestação também foi um dia nacional em defesa da educação, e contra a Reforma Trabalhista”, afirmou a presidente da APUFPR-SSind, Maria Suely Soares.

Com as palavras de ordem “aposentadoria fica, Temer sai”, os manifestantes seguiram em marcha da praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, até a praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio do Governo Estadual.

Aliás, por causa da presença de servidores estaduais, os trabalhadores também se lembraram da tentativa do governador do estado, Beto Richa, de acabar com a aposentadoria dessa categoria.

Audiência pública

Após a marcha, trabalhadores e representantes de entidades participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para debater sobre a Reforma da Previdência e os prejuízos que ela trará para a classe trabalhadora.

Foi elaborada uma carta compromisso, que está sendo assinada por entidades e parlamentares para alertar os danos que a PEC 287 pode causar à população, além de repudiar a forma como o processo vem sendo conduzido no Congresso Nacional e exigir um amplo debate com a sociedade – o que até o momento tem sido mínimo.

De acordo com o promotor de Justiça Fernando da Silva Matos, em entrevista à Alep, “é de extrema importância a realização desse debate, porque possibilita que a sociedade, que será diretamente atingida por essa reforma, possa apresentar as suas insatisfações e suas reivindicações, a fim de que sejam internalizadas nas instituições e possam ser devidamente encaminhadas para os representantes paranaenses no Congresso Nacional”.

Fonte: APUFPR-SSind


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