Tag: Universidades Federais

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21 de julho de 2021

Na terça-feira (20), o ministro da Educação, Milton Ribeiro (sim, pode parecer surpresa, mas há um ministro titular na pasta), durante pronunciamento em rede nacional, tentou manipular a opinião pública para buscar apoio ao retorno imediato às aulas presenciais.

Segundo Ribeiro, ele não tem poder para determinar o retorno presencial das aulas, caso contrário já o teria feito. Usando tom impositivo, o ministro tenta falar diretamente para a base extremista do governo e para setores empresariais que vêm lhe cobrando medidas mais enérgicas para forçar o retorno às atividades presenciais. Sem apresentar qualquer embasamento científico, ele afirmou que a vacinação de toda a comunidade acadêmica não pode ser condição a reabertura das instituições de ensino. De forma simplista, falou em álcool gel e outras medidas que, todos sabemos, são insuficientes.

Em sua retórica dúbia, ele disse que o MEC forneceu “protocolos sanitários”. Protocolos. Não quer dizer que forneceu as condições materiais e objetivas suficientes para garantir minimamente a segurança das comunidades, seja na educação básica ou na superior.

Como garantir a segurança em salas apertadas que precisam comportar dezenas de estudantes? Como garantir a higienização constante de equipamentos, ambientes sem trabalhadores em quantidades suficientes para isso?
Para ludibriar a opinião pública, Ribeiro usou a tática de citação de outros países, especialmente os europeus, como exemplos de retorno às atividades presenciais. Certamente, ele não citou que em nenhum desses países o governo empenhou esforços significativos para prolongar a crise em vez de combatê-la (acreditando que colheria benefícios futuros) ou que se negou a comprar vacinas por dezenas de vezes ainda no ano passado, para priorizar as negociações de compras superfaturadas de imunizantes. E nem que o seu principal mandatário promove aglomerações com fins políticos, desincentiva o uso de máscaras e o isolamento social, e ainda incentiva que as pessoas não se vacinem ao questionar, quase diariamente, a eficácia da imunização em massa (mesmo que esteja amplamente comprovada).

De forma demagoga, Ribeiro citou a OCDE para afirmar que o “fechamento traz consequências devastadoras”. É óbvio que há e haverá impactos. Mas um governo que trata a educação como inimiga traz consequência ainda mais devastadoras, afinal, a Educação tem o menor orçamento da década e os abusivos cortes ocorridos no ensino superior, com redução em mais de 1/3 das verbas recebidas em relação a 2020 (que já eram insuficientes), colocam em risco o funcionamento das universidades federais.

Ao mesmo tempo, em março deste ano usou R$ 140,9 bilhões do Tesouro para abater juros da dívida pública (recursos do superavit financeiro em operação autorizada pela Emenda Constitucional 109, oriunda da PEC Emergencial). Até agora, o governo destinou R$ 749 bilhões dos R$ 2,2 trilhão para pagamento de refinanciamento e amortização da dívida pública federal.

Em momento algum Ribeiro fez menção aos esforços dos profissionais da educação para garantir o acesso dos estudantes à educação em todos os níveis, apesar da falta de estrutura e do boicote do próprio presidente, que vetou integralmente o projeto que asseguraria internet grátis a alunos e professores da rede pública. Foi novamente derrotado pelo Congresso, que derrubou o veto para garantir os recursos para viabilização do projeto.

Em momento algum citou o papel das universidades públicas que, ao contrário das visões negacionistas, vêm desenvolvendo pesquisas sobre o novo Coronavírus e, principalmente, empenhando esforços para encontrar soluções efetivas para conter a pandemia, com o desenvolvimento de vacinas, testes mais eficazes e inúmeros estudos que orientaram autoridades e a população a adotar procedimentos mais seguros. Também não citou o papel que os hospitais universitários vêm desempenhando, seja na participação nos testes de imunizantes ou como centros de referência no atendimento a pacientes de Covid-19.

“Estamos preparados” afirmou, tentando passar um ar de confiabilidade que sua gestão não tem. Não ministro, as mais de 540 mil mortes por Covid-19 comprovam que o governo não está e nunca esteve preparado para enfrentar a crise sanitária.

Vale lembrar que nenhum país citado por Ribeiro apresenta a mortalidade em virtude da Covid-19 tão alta como aqui no Brasil, onde a pandemia já ceifou mais de 540 mil vidas. O Ministro esqueceu de comentar que nos referidos países a vacinação começou ainda em 2020, e que todos os protocolos de isolamento social e segurança foram adotados para conter a pandemia.

Como se não bastasse, abstraiu completamente a mortalidade de professores, estudantes e outros profissionais que atuam na Educação aqui no Brasil, e que muitos docentes receberam até agora apenas a primeira dose de vacina, sendo que no ensino superior o processo começou apenas em junho de 2020, seguindo o Plano Nacional de Vacinação (ao qual temos severas críticas).

Ainda, esqueceu de mencionar que não há qualquer perspectiva de imunização dos nossos estudantes (com duas doses ou com a vacina de dose única). Segundo o Memorial às vítimas do Coronavírus da UFPR, 36 membros da nossa comunidade morreram em decorrência da doença. Certamente, muitos outros nomes não estão ali e cada falecimento nos traz uma dor imensa. Já na educação básica, constam mais de 240 educadores no Memorial criado pela APP Sindicato (entidade que representa os trabalhadores em educação pública do estado Paraná). E há ainda todos aqueles que faleceram e atuavam nas redes públicas municipais e nas instituições privadas de ensino de todo o país.

Forçar a presença de dezenas de milhões de estudantes e milhões de profissionais da educação em ambientes sanitariamente inseguros, forçando o contato com o restante da população em transportes públicos, só vai contribuir para aumentar a tragédia brasileira.

 

 

Diretoria da APUFPR
21 de julho de 2021

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28 de junho de 2021

DoaçõesA população em situação de vulnerabilidade social precisa da nossa ajuda para ter um inverno sem frio e sem fome.
Por isso, o sindicato pede a sua ajuda na “Campanha APUFPR de Alimento e Agasalho 2021”, para socorrer o pessoal das ocupações – que estão sem roupas e calçados adequados para suportar o rigoroso frio que estamos enfrentando.

Com o tema “Distribua empatia na pandemia”, queremos lembrar o quanto nossa sensibilidade, solidariedade e ação são importantes neste momento de crise sanitária, que agravou ainda mais a situação de milhares de pessoas no Paraná e ampliou as desigualdades econômicas e sociais.

O que doar?

Solicitamos doações de roupas, calçados, cobertores, alimentos não perecíveis, cestas básicas, e itens de higiene pessoal e de limpeza.
Todas as doações podem ser realizadas em qualquer quantidade, e devem estar empacotadas em sacos plásticos fechados.
Porém, é essencial que roupas, calçados e cobertores estejam limpos e em boas condições, para uso imediato.
Lembre-se: não é uma campanha de descarte, mas sim de empatia!
Ahh! Não doe roupas íntimas, biquínis e sapatos de salto alto.

Onde doar?

Em Curitiba: traga suas doações para a sede da APUFPR. Rua Dr. Alcides Vieira Arcoverde, 1193.
As doações serão recebidas às quartas-feiras, no plantão da APUFPR, até 31 de julho.
Mas, quanto antes você trouxer, melhor. Entregaremos a primeira leva de doações já em nosso próximo ato!

Sede Litoral: quartas-feiras, 13h30-17h30. Rua Cornélio Procópio, 2170, Matinhos-PR.

Sede Palotina: quartas-feiras, 13h30-17h30. Rua Pioneiro, 2074, Palotina-PR.

Sede Jandaia do Sul: quartas-feiras, 13h30-17h30. Rua José Francisco Borges, 1610, Jandaia do Sul–PR.

Enquanto o Governo Federal distribui ódio e negligência, ajude-nos a distribuir empatia na pandemia, e reduzir o frio e a fome do pessoal das ocupações.
Contamos com sua colaboração!

 

Fonte: APUFPR

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23 de junho de 2021

É com profundo pesar que a APUFPR comunica o falecimento dos docentes aposentados José Carlos Gabardo e Leão Mocellin no último final de semana.

Vinculado ao Departamento de Patologia Básica (DPAT) da universidade, José Carlos Gabardo tinha 80 anos e faleceu devido a complicações ocasionadas por um câncer.

Formado em Engenharia Agrícola pela UFPR, Gabardo atuou como docente na disciplina de Parasitologia Agrícola, para o Curso de Engenharia Agronômica, desde 1965. A partir de 1979, passou a lecionar no Setor de Ciências Biológicas, que ajudou a fundar, permanecendo lá até 1992, ano em que se aposentou.

Gabardo era muito querido pela comunidade discente, sendo recorrentemente homenageado em colações de grau. Também foi chefe do DPAT entre 1985 e 1987.

Após a sua aposentadoria, atuou na criação da sede paranaense do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), a partir de sua vinculação com a Federação de Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).

Já Leão Mocellin tinha 66 anos e foi mais uma vítima de Covid-19 no Brasil. Ele era professor aposentado do Departamento de Oftalmologia-Otorrinolaringologia da UFPR, e trabalhou por mais de 40 anos como médico em Curitiba-PR.

Dedicado, Mocellin teve papel fundamental na formação de gerações de novos otorrinolaringologistas, dando aulas tanto para os graduandos em medicina, quanto para a residência médica no Complexo Hospital de Clínicas (CHC).
A APUFPR guarda com carinho as lembranças e ensinamentos deixados pelos colegas, e expressa a sua solidariedade aos familiares e aos amigos dos professores neste momento difícil.

 

Fonte: APUFPR

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16 de outubro de 2019

Um, dois: o Future-se vem te pegar. Três, quatro: não adianta se esconder. Cinco, seis: agarre sua pesquisa. Sete, oito: diga adeus à autonomia. Nove, dez: liberdade, nunca mais.

Comece a agir!

Ou, testemunhe o nascimento do medo! Em breve, na Universidade Federal perto de você.

#LuteDocente #APUFPRpelaUFPR #MenosTerrorMaisValor

22 de julho de 2019

luta de universidades e institutos federaisVivemos um processo de intenso ataque do governo Bolsonaro aos direitos, de forma articulada, orquestrada e veloz, que se iniciou no país, por conta dos interesses do imperialismo, com o golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff e que conduziu ao governo Michel Temer, o qual iniciou o desmonte das conquistas populares e tornou evidente a ofensiva contra a democracia. Tal processo se produziu sob os auspícios das instituições vigentes.

O governo Temer impôs a “Reforma” Trabalhista, cujas consequências já se demonstram nas demissões em massa, na perda de garantias, na “uberização” e no aumento da precarização do trabalho; fez adotar a EC 95/2016, do teto dos gastos, que congelou os investimentos nas áreas sociais; empurrou a “Reforma” do Ensino Médio; universalizou as terceirizações.

Houve resistência, embora insuficiente, reconheçamos, dada a articulação feroz e solidamente forjada em torno das instituições comprometidas com o golpe. Anunciavam-se ali ataques à classe trabalhadora e aos direitos, que se concretizou ainda na eleição de Bolsonaro, alçado ao poder através da fraude generalizada, expressa no aparato de lançamento de fake news, bem como na prisão política e ilegal do principal candidato à Presidência, Lula, desvendada agora pelas reportagens do Intercept Brasil.

A liquidação de nossa Previdência e o ataque à Educação Pública, que ameaçam a existência mesma da classe trabalhadora, estrutura uma ampla política de liquidação das conquistas populares e que se somam aos mais severos ataques aos direitos humanos, que incluem populações já excluídas e violentadas historicamente pelo Estado, como negros, moradores das periferias, mulheres, indígenas, trabalhadoras e trabalhadores rurais, LGBTs que se vêem agora mais alijada(o)s, violentada(o)s, excluída(o)s e dizimada(o)s.

É neste cenário que, após a aprovação em primeiro turno da contrarreforma da previdência, o Ministério da Educação anuncia o Programa Ministerial FUTURE-SE (já apelidado de Fature-se, Vire-se e outros de igual pertinência), destinado à destruição a educação pública federal.
O anúncio se segue a meses de difamação das Instituições Públicas de Ensino Superior pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub, classificando sua atividade como “balbúrdias”, ameaçando a área de Humanas e das ciências básicas com a redução do financiamento, desrespeitando as escolhas de reitores pela comunidade e, finalmente, cortando 30% da verba de custeio das instituições, que apresenta efeitos graves no seu funcionamento. Mas há também resistência: as jornadas de maio, a greve geral de 14/6, a manifestação em Brasília em 12/7 mostram que o povo não está passivo em face da liquidação de seus direitos.

As informações sobre o programa FUTURE-SE, lançado pelo MEC, ainda são insuficientes para mensurar todo o seu impacto, visto que, propositadamente evasivas, pretendem causar confusão e até adesão de parcela da população.

Oficialmente, o Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras (FUTURE-SE) “tem por finalidade o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e de gestão das IFEs, por meio de parceria com organizações sociais e do fomento à captação de recursos próprios”. Embora não escrito, a idéia desse documento repousa na concepção de que as instituições são ineficientes, perdulárias, não possuem transparência e resistentes a relacionamento com o setor privado. Outras propostas que trazem o documento:

– Transferir a gestão das instituições públicas para Organizações Sociais (OS), alterando a personalidade jurídica das IFES, que passariam ser entidades “públicas de direito privado”. A função disso seria a de “melhorar a gestão”, explorar patrimônio das Instituições (poder alienar o patrimônio), alterar o regime de contratação de docentes e técnicos, subordinar as instituições a projetos privados que trariam recursos para a IFES e incentivar o empreendedorismo, inclusive por meio de remuneração privada de professores participantes e premiação de alunos com elevado rendimento.

– Explorar o patrimônio das instituições e utilizar a produção intelectual – patentes, projeto, consultorias e cursos) – para angariar recursos, pondo em questão a liberdade da pesquisa e da produção científica, que passariam a estar subordinadas a resultados lucrativos no mercado.

– Estabelecidas metas, controles, indicadores e, inclusive, teto de gastos com pessoal.

– Criar um Fundo de “autonomia” para financiar pesquisas, advindo de venda do patrimônio das IFES e de cobranças de mensalidade nos cursos de pós-graduação, além de recursos oriundos de prestação de serviços pelas universidades, reduzindo ou extinguindo o financiamento público e colocando em quadro de extinção todas as atividades acadêmicas que não se voltem diretamente para o mercado.

– Decorrente desta visão, comercializar bens, produtos e marcas, além de acionar outras fontes como o fim de compor tal fundo, que, por outro lado, poderia colocar seus ativos para girar no mercado financeiro, buscando se capitalizar.

– Criar um comitê gestor cuja composição não está clara, que definirá a utilização do dinheiro do fundo, seus investimentos e inclusive “definir o critério para aceitação das certificações, para fins de participação no processo eleitoral dos reitores”.
O ministro alega que professores poderão “ficar ricos”, via remuneração e patentes desenvolvidas nas empresas e projetos desenvolvidos pela OS. Os professores poderão também ser cedidos e receber salários da OS. Já os departamentos que atraírem empresas e startups poderão se beneficiar com um percentual de lucro auferido.

Trata-se do maior ataque às Universidades Brasileiras já anunciado por um governo: quebra da autonomia e substituição de recursos orçamentários e captação de recursos no mercado; destruição da liberdade de ensino e pesquisa, subordinados que ficariam aos ditames do mercado; fim das políticas que consagraram as possibilidades de trazer negros, indígenas e trabalhadores para dentro das universidades e democratizar o acesso e formação dos nossos jovens.Atacar a universidade pública brasileira é atacar a soberania do país. Estamos diante de um desrespeito às Instituições historicamente consagradas a oferecer ensino, extensão, pesquisa, ciência, arte, cultura, tecnologia. Diante desse quadro, faz-se necessário construir a luta com ampla Unidade em Defesa do patrimônio do povo brasileiro!

O Renova Andes defende ações urgentes para resistir e defender as Universidades e Institutos Federais:

– Reforçar a convocação emergencial de assembleias das seções sindicais para organizar de imediato a resistência;

– Constituir fóruns de unidade, em nível nacional, com as entidades do setor (FASUBRA, CNTE, SINASEFE, UNE, UBES, ANPG e outras) e com as organizações locais correlatas, em cada universidade, instituto federal, estado e cidade.

– Associar a luta contra o FUTURE-SE à preparação da Greve da Educação em 13 de agosto, bem como às grandes manifestações previstas para o período, como a Marcha das Margaridas em 13/14 de agosto, reunindo as condições para uma nova greve geral.

É com este propósito de luta que as professoras e professores que compõem o Fórum Renova Andes estarão em cada local de trabalho, nas ruas, nas assembleias e manifestações ajudando na mobilização para derrotar o FUTURE-SE e defender o ensino público nas universidades e institutos federais!!

Fonte: Renova Andes


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