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6 de agosto de 2021

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Diante da maior crise de saúde pública global da história, seria normal supor que todas as atenções e ferramentas de um governo estivessem voltadas para solucionar o problema e ajudar sua população.

No caso da pandemia do novo Coronavírus, a solução efetiva é a vacinação. Mas nunca foi esse o entendimento do Ministério da Saúde e dos membros do governo de Jair Bolsonaro, mesmo diante do acúmulo de contaminações e mortes por Covid-19 que levaram o Brasil ao segundo pior quadro do planeta.

Um levantamento da agência Fique sabendo, por meio de dados fornecidos pela Lei de Acesso à Informação, demonstra que, em um ano e meio de pandemia, o Ministério da Saúde promoveu apenas uma publicação paga sobre vacinação nas redes sociais. Isso mesmo, só uma postagem foi considerada importante o suficiente para que a pasta investisse recursos para alcançar mais pessoas.

Por outro lado, o governo gastou milhares de reais para comprar uma imagem, em um banco de dados (espera-se que tenha agido na legalidade), de um caçador armado para produzir uma postagem em “homenagem” ao Dia do Agricultor (peça que, vergonhosamente, ficou conhecida como Dia do Jagunço, e que depois foi apagada).

 

Dia do Jagunço - Dia do Agricultor - Bolsonaro
Imagem produzida pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal

 

Tratamento ineficaz teve mais postagens  

O Ministério da Saúde fez mais de 4.800 publicações no período da pandemia, iniciado em março de 2020 aqui no Brasil. Destas, 85 foram promovidas, ou seja, receberam investimentos. Algumas até falavam de vacinas, mas não daquelas para o combate à Covid-19, e a maioria tratava de doenças como gripe, sarampo e febre amarela.

Nesse período, também houve duas postagens pagas sobre tratamentos ineficazes (os tais medicamentos propagandeados como um tipo de “elixir” milagroso). Para Bolsonaro e sua turma, essas questões eram mais urgentes do que as médias diárias que, em alguns momentos, superavam três mil mortes.

Uma análise dos termos utilizados em todas as postagens feitas durante a pandemia também demonstra que, inacreditavelmente, os termos “Coronavírus”, “Covid” ou “pandemia” não estão entre os mais utilizados. Um país que rapidamente chegou à segunda posição em quantidade de mortes não deveria tratar o tema como prioridade nos canais de comunicação do Ministério da Saúde?

Não foi isso que os governos de outros países fizeram?

O que o Brasil descobriu nos dois últimos meses é que a prioridade do governo de Jair Bolsonaro era outra: esquemas para compras superfaturadas de vacinas e outros itens.

 

Sem estratégia ou com estratégia de morte?

Como tem provado a CPI da Covid-19 no Senado e outras investigações, a posição do Governo Federal contra vacinas não era apenas uma postura ideológica com base no negacionismo charlatão (certamente, a maioria dos membros do governo não acreditam nas próprias mentiras), mas uma oportunidade de corrupção nas negociações dos imunizantes e de outros itens, como máscaras, que estão sendo investigadas.

O negacionismo, que tanto levantou dúvidas durante a pandemia, revelou-se apenas uma estratégia para prolongar a crise sanitária e manter uma base de apoio extremista constantemente radicalizada, alimentada por fake news, teorias conspiratórias e muitas paranoias.

Mas essa estratégia não poupou nem seguidores mais fanáticos, já que muitos morreram por acreditar nas mentiras do governo e de seus seguidores. Estudos indicam que, dependendo da proporção de votos que Bolsonaro teve para presidente, morar em algumas cidades representava riscos até 500% maiores de morte na pandemia, já que havia maior propensão da população local a seguir as ideias negacionistas e, com isso, adotar comportamentos que ajudaram a disseminar o vírus com mais rapidez.

 

Poderia ser diferente

É inegável a importância de boas estratégias de comunicação em políticas de saúde, como as campanhas de imunização sempre tiveram após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), com a Constituição de 1988. O Brasil, inclusive, tem larga experiência com iniciativas no caso de outras doenças, como sarampo, gripe e dengue, e já chegou a ser, em 2012, um dos países com maior parte da população vacinada, atingindo uma média de até 95% em algumas vacinas infantis.

Há muito tempo não se questionava a necessidade da vacinação em massa. Por isso, conseguimos erradicar a maioria das doenças infectocontagiosas.

Já na atual gestão a situação é tão absurda que levou a Justiça Federal do Rio Grande do Sul a proferir uma sentença obrigando o governo Bolsonaro a elaborar um plano de comunicação para combate à Covid-19.

Diferentemente das mentiras do presidente, que tenta jogar para o STF a culpa da inação de seu próprio governo, nesse caso vemos o contrário: o poder Judiciário tendo que “avisar” o governo de suas obrigações mais óbvias.

Se Bolsonaro e sua equipe tivessem se esforçado para cumprir essas obrigações, certamente o Brasil não estaria próximo de chegar às 600 mil mortes por Covid-19.

 

Fonte: APUFPR

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16 de junho de 2021

A APUFPR informa que enviou na última terça-feira (15), por e-mail, os boletos referentes aos planos de saúde conveniados. O vencimento está programado para o dia 23 de junho.

Para aqueles que optaram pelo débito automático, o débito irá ocorrer na próxima sexta-feira (18).
Importante: se a mensagem não estiver na sua caixa de entrada, verifique sua caixa de spam.

Se precisar de mais informações, pode falar conosco.

 

 

Fonte: APUFPR

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9 de junho de 2021

Após negociações entre a APUFPR e a Unimed, foi definido reajuste de 7% no valor das mensalidades dos planos de saúde da operadora para os docentes. Os novos valores passam a valer a partir de junho.

As negociações envolveram a empresa, a comissão dos planos de saúde (composta por delegados eleitos no Conselho de Representantes da APUFPR, CRAPUFPR) e a diretoria da APUFPR.

O reajuste anual se baseia na taxa de sinistralidade do plano e/ou pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), definida pela relação percentual entre a despesa assistencial e a receita de contraprestações da operadora.

Inicialmente, a Unimed havia comunicado à APUFPR a necessidade de um reajuste de 12% e uma taxa de sinistralidade de 62,48%, valor abaixo do “ponto de equilíbrio” (principalmente pela redução do uso por causa da pandemia).

A primeira proposta da comissão foi fixar o aumento em 5%, mas a proposta foi recusada pela Unimed. As negociações seguiram e o valor final foi definido em 7%.

Apesar de ocorrer em um momento complicado devido à pandemia de Covid-19 e do congelamento salarial da categoria, o reajuste foi o melhor índice possível, atingido após as negociações.

A tabela com os valores reajustados pode ser consultado aqui.

 

Fonte: APUFPR


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