Tag: luta das universidades

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27 de julho de 2021
Ministro Marcos Pontes posa ao lado de politica neta de nazista
Foto: Ministério da Ciência e Tecnologia

“Se um nazista se senta à mesa com 10 pessoas e ninguém se levanta, então há 11 nazistas”. Apesar das dúvidas sobre a origem da frase (se é ou não um ditado alemão), a verdade é que a imensa maioria dos alemães concordaria com ela. Já os membros do governo de Jair Bolsonaro preferem ser o 11º a sentar-se na mesa.

Enquanto o principal banco de dados acadêmico do Brasil, a Plataforma Lattes, está offline (“fora do ar”) há dias, causando tensão entre pesquisadores e cientistas, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes (é verdade, essa pasta ainda é ocupada pelo ex-astrounauta e ex-vendedor de travesseiros), se reunia com uma deputada alemã neonazista.

A Plataforma Lattes é gerida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência federal de pesquisa subordinada ao ministério comandado por Pontes. Ela reúne dados e currículos de todos os pesquisadores do país: sem o Lattes, é difícil fazer pesquisa no Brasil. Cerca de 84 mil pesquisadores são financiados diretamente com recursos do CNPq.

Ministério e CNPq não explicaram os motivos da queda do sistema, nem garantiram que ela não resultará em atrasos nos pagamentos de bolsas e auxílios ou em outros problemas para as pesquisas atualmente em curso. O CNPq sequer informou se há um “backup” das informações que estão inacessíveis.

Os extremistas ainda acham ruim quando as pessoas falam que eles odeiam a ciência…

Não foi um encontro qualquer?

É tão lamentável (mas também simbólico) ver quais são as prioridades do governo Bolsonaro. Em 22 de julho, dia em que os problemas na plataforma Lattes começaram, Marcos Pontes recebia em seu gabinete a deputada alemã Beatrix von Storch para um cafezinho, com direito a foto orgulhosamente publicada nas redes sociais.

Não consta que von Storch seja especialista em ciência, tecnologia ou inovação, supostas atribuições do ministro. O que se sabe, no entanto, é que ela é vice-líder do partido AfD (Alternativa para a Alemanha, na sigla em alemão), uma organização antissemita que cultiva ideais anti-imigração, racistas e sexistas.

Além disso, Beatrix, que já foi investigada por incitar ódio contra muçulmanos, é neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, ministro das Finanças de Adolf Hitler na Alemanha nazista. Krosigk não era uma figura marginal nesse que foi um dos regimes mais cruéis e abomináveis da história da humanidade: foi ministro entre 1932 e 1945, e, após a morte de Hitler, foi chanceler substituto do governo nazista antes que soviéticos, ingleses e estadunidenses acabassem de vez com o pesadelo. Foi condenado pelo Tribunal de Nuremberg por crimes de guerra. Se outro avô teve carreira mais “modesta” no regime: foi membro da SA, uma milícia paramilitar.

Krosigk era, portanto, do círculo íntimo de Hitler e homem de confiança (afinal, para ter as chaves do cofre é preciso ter muita proximidade). Deixou como herança para o mundo alguém para perpetuar seus ideais e, de quebra, fazer com que governos extremistas passem vergonha mundial, como é o caso do brasileiro.

Bolsonaro também recebeu deputada

Bolsonaro ao lado de deputada alemã de extrema direita Beatrix von Storch
Foto: Reprodução/Instagram

Além de Pontes, Beatrix von Storch também se reuniu com a deputada federal extremista Bia Kicis e com o presidente Bolsonaro, em atividade fora da agenda.

Isso quer dizer que o presidente, chamado de genocida pela condução propositadamente catastrófica da pandemia, recebe com pompas e alegorias alguém ligado diretamente à história do genocídio judeu. Simplesmente revelador.

O partido de Beatrix von Storch é o primeiro a ser colocado sob vigilância desde o fim do regime nazista, pelo serviço de inteligência alemão, por suspeitas de tentar minar a Constituição democrática da Alemanha. Seus membros só são recebidos por párias da política mundial, mas, pela primeira vez, são recebidos por um chefe de Estado.

Os extremistas brasileiros (como o certo colunista de um ex-jornal igualmente extremista aqui do Paraná) logo saíram em defesa do presidente para lembrar que ele visitou o Muro das Lamentações em Jerusalém ao lado do ex-premiê israelense Benjamin Netanyahu e, por isso, não teria inclinação neonazista. Mas aí convém lembrar que Bolsonaro tenta fazer as pessoas pensarem que ele segue diferentes vertentes religiosas e ainda veste a camisa de todos os clubes de futebol. Ou seja, em busca desesperada de apoio, ele “reza para todos os santos”, como diz o jargão popular.

É claro que sempre há dúvidas se as ações do governo são marcadas pela incompetência, descuido com as informações (o presidente costuma receber pessoas fora da agenda sem saber seu histórico?) ou, mais provavelmente, pela vontade expressa de passar um recado para setores ainda mais radicais de suas bases, diante do derretimento de sua popularidade.

O governo brasileiro vem implementando medidas para fazer com que armas possam ser adquiridas e circulem com mais facilidade (a quantidade duplicou em seu governo, e os casos de homicídios aumentaram quase 5% em 2020). Agora, faz um agrado aos setores neonazistas, potencialmente ainda mais perigosos, enquanto alimenta a paranoia infantilizada de que haverá fraude nas eleições de 2022. Essa combinação tem tudo para não acabar bem para o Brasil.

Bolsonaro tem gastado milhões de reais dos cofres públicos em suas férias em Santa Catarina, estado com a maior presença de células neonazistas no Brasil. Mera coincidência…

Já Marcos Pontes, que depois cinicamente apagou as fotos com a deputada neonazista alemã, mostrou mais uma vez não estar à altura do cargo que ocupa ao cumprir cegamente as determinações de seu chefe (apesar de quase invisível, Pontes é corresponsável pelo desmantelamento da ciência no país). Ou será que ele, cuja presença no Ministério ninguém lembra, também não sabia do passado da parlamentar? Difícil acreditar nisso.

O que talvez Bolsonaro não tenha medido é que esse tipo de encontro pode aproximá-lo mais ainda do Tribunal de Haia, que julga os crimes contra a humanidade. Um caminho que o deixaria próximo, novamente, do passado da deputada Beatrix von Storch.

Fonte: APUFPR

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14 de julho de 2021

Cresce investimento em ciência no MundoOs valores direcionados à ciência aumentaram em 19% ao redor do mundo, entre os anos de 2014 e 2018. É o que aponta o novo Relatório de Ciência da Unesco, órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar desse aumento acontecer de forma desigual – 63% do investimento é referente somente à China e aos Estados Unidos –, países de diferentes continentes tiveram progressões em relações aos anos anteriores, demonstrando a importância da ciência para o progresso da humanidade.

Além de economias consolidadas, como Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Israel, países emergentes como Egito, África do Sul, Tailândia, Vietnã e Emirados Árabes Unidos se destacam.

Ainda sem dados concretos, o documento também aponta a tendência de crescimento desses números nos anos posteriores à pesquisa, principalmente em virtude dos gastos originados pela emergência da pandemia de Covid-19.

Brasil na contramão

O Brasil, como se tornou padrão nos últimos anos, foi na contramão do movimento: considerando o mesmo período de análise, o país investiu somente 1,26% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisas científicas, enquanto a média mundial é de 1,79%.

É importante destacar que a América Latina, como um todo, reduziu o seu investimento na área: de 0,73%, a porcentagem passou para 0,66%.

O relatório também aponta a disparidade do Brasil em relação ao número de pesquisadores: são somente 888 por milhão de habitantes, enquanto a média mundial é de 1.368.

Só para comparação, no topo do ranking está a Coreia do Sul, com 7.980; a União Europeia concentra 4.069 e a Argentina, nosso país irmão, tem 1.192.

Cenário de catástrofe

É importante considerar que de 2018 (ano da pesquisa) até agora, a situação piorou no nosso país, demonstrando que o Governo Federal não aprendeu nada com as demais nações, e nem mesmo com a pandemia, que escancarou a necessidade do fomento e valorização da ciência e da tecnologia.

Desde 2019, 25% do orçamento das universidades e institutos federais foi cortado, apesar de serem responsáveis por 95% das pesquisas do Brasil.

Em janeiro de 2021, um canetaço do presidente Jair Bolsonaro retirou R$ 9 bilhões da área de ciência e tecnologia, 28,7% em relação ao ano passado e no meio de uma crise sanitária que demanda o desenvolvimento rápido de soluções.

Já em março, o orçamento anual foi aprovado com cortes de 18% no ensino superior brasileiro ainda em 2021, colocando em risco o funcionamento das universidades federais.

O objetivo do governo é mesquinho e cruel: atacar pesquisadores, em virtude do “perigo” que a ciência representa à sua gestão, que se sustenta na base de dados falsos e distorções da realidade.

 

Fonte: APUFPR

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24 de junho de 2021

LIVE APUFPR - 29/06Na live da próxima terça-feira (29), a APUFPR vai discutir os impactos que os cortes no orçamento da UFPR estão causando para nossa instituição e para a sociedade.

O encontro online começará às 19h. Teremos a participação do reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, e do pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças da UFPR, Fernando Mezzadri. A vice-presidenta da APUFPR, Andréa Stinghen, fará a mediação.

O bate-papo será transmitido pelo Facebook e pelo canal no YouTube do sindicato.

O que está acontecendo – e como isso te afeta?

Desde 2016, com a chegada do governo Temer, o orçamento da universidade vem despencando.
Naquele ano, ele caiu para R$ 185 milhões. Em 2021, perdeu mais 19% (em relação a 2020), indo para cerca de R$ 126 milhões. Porém, uma determinação de bloqueio, no final de abril, permitiu que apenas R$103 milhões fossem liberados para a intuição.

De forma geral, os cortes prejudicam:

  • As pesquisas da UFPR, que enfrentam cada vez mais dificuldades (e ainda assim seguem ativas, mesmo na pandemia – aliás, uma delas é sobre uma vacina contra a Covid-19
  • A manutenção da universidade (água, luz, limpeza, reparos, vigilância etc.)
  • Programas de assistência estudantil, sem os quais haverá evasão de estudantes de baixa renda
  • A produção nacional de ciência e tecnologia – já que mais de 90% da produção científica brasileira é realizada pelas universidades públicas

Ou seja, os cortes orçamentários do Governo Federal prejudicam o futuro do país.
E além de debater sobre a nossa realidade, precisamos despertar a sociedade para as graves dificuldades que as ações do governo têm causado à UFPR e a toda população.

Por isso que nos encontraremos na próxima live da APUFPR. Contamos com sua presença!

Live APUFPR

Data: 29 de junho (terça-feira), às 19h
Tema: Cortes orçamentários na UFPR
Confirme presença em nosso evento no Facebook

Participações:

Docente: sua presença é indispensável. Participe e compartilhe a live com sua rede social.

Fonte: APUFPR

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11 de junho de 2021

Ato19deJunhoUnificadoApós dos grandes atos do dia 29 de maio, que reuniram centenas de milhares de brasileiros em todas as capitais e centenas de cidades do país, uma nova manifestação contra as barbáries do governo de Jair Bolsonaro está programada para o dia 19 de junho em todo o país.

Em Curitiba, o ato terá concentração na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR, a partir das 15h. E, novamente, serão respeitados todos os cuidados sanitários, com uso de máscaras, álcool 70% e distanciamento.

Apesar de ainda enfrentarmos uma pandemia descontrolada, as movimentações de rua seguem acontecendo porque uma parcela cada vez maior da população vem entendendo que o governo se tornou mais perigoso do que o próprio vírus, afinal, estudos já mostraram que a imensa maioria das quase 500 mil mortes por Covid-19 decorreram de ações institucionais deliberadas do próprio presidente.

Além do protesto contra as atrocidades cometidas pelo Governo Federal na condução da pandemia, também estarão na pauta cortes na educação e a Reforma Administrativa, além da luta pela vacinação em massa de toda a população e o pagamento de auxílio emergencial digno de, no mínimo, R$ 600.

As barbáries

O Presidente da República não é só o principal responsável pela extensão e o agravamento da pandemia no Brasil, mas também pela crise econômica que deixa um rastro recorde de mais de 14,5 milhões de desempregados e de mais de 40 milhões de brasileiros vivendo na extrema pobreza (outro recorde histórico).

Além de incapaz de conduzir o país, o governo dá mostras em seus discursos e atitudes que está compromissado apenas com a agenda das elites econômicas, de retirada de direitos, de incentivo à violência policial, de ataques à soberania nacional e aos demais poderes e do aparelhamento ideológico das instituições.

O próprio presidente e membros do governo estimulam e participam de atos de grupos extremistas, que saem às ruas pedindo “intervenção militar” e o “fechamento do STF”.

Reação

É o momento de reagir. E de fazer mais do que “notas de repúdio”, ou manifestações nas redes sociais.

É preciso fazer uma pressão efetiva no atual Governo, porque vivemos à beira do abismo, da barbárie.

A população brasileira está cada vez mais insatisfeita com um governo que se recusou dezenas de vezes a comprar vacinas, que minimizou a gravidade da pandemia, que deixou desamparados milhões de brasileiros sem um auxílio emergencial digno e que segue promovendo cortes nos orçamentos das universidades federais.

 

Fonte: APUFPR

22 de julho de 2019

luta de universidades e institutos federaisVivemos um processo de intenso ataque do governo Bolsonaro aos direitos, de forma articulada, orquestrada e veloz, que se iniciou no país, por conta dos interesses do imperialismo, com o golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff e que conduziu ao governo Michel Temer, o qual iniciou o desmonte das conquistas populares e tornou evidente a ofensiva contra a democracia. Tal processo se produziu sob os auspícios das instituições vigentes.

O governo Temer impôs a “Reforma” Trabalhista, cujas consequências já se demonstram nas demissões em massa, na perda de garantias, na “uberização” e no aumento da precarização do trabalho; fez adotar a EC 95/2016, do teto dos gastos, que congelou os investimentos nas áreas sociais; empurrou a “Reforma” do Ensino Médio; universalizou as terceirizações.

Houve resistência, embora insuficiente, reconheçamos, dada a articulação feroz e solidamente forjada em torno das instituições comprometidas com o golpe. Anunciavam-se ali ataques à classe trabalhadora e aos direitos, que se concretizou ainda na eleição de Bolsonaro, alçado ao poder através da fraude generalizada, expressa no aparato de lançamento de fake news, bem como na prisão política e ilegal do principal candidato à Presidência, Lula, desvendada agora pelas reportagens do Intercept Brasil.

A liquidação de nossa Previdência e o ataque à Educação Pública, que ameaçam a existência mesma da classe trabalhadora, estrutura uma ampla política de liquidação das conquistas populares e que se somam aos mais severos ataques aos direitos humanos, que incluem populações já excluídas e violentadas historicamente pelo Estado, como negros, moradores das periferias, mulheres, indígenas, trabalhadoras e trabalhadores rurais, LGBTs que se vêem agora mais alijada(o)s, violentada(o)s, excluída(o)s e dizimada(o)s.

É neste cenário que, após a aprovação em primeiro turno da contrarreforma da previdência, o Ministério da Educação anuncia o Programa Ministerial FUTURE-SE (já apelidado de Fature-se, Vire-se e outros de igual pertinência), destinado à destruição a educação pública federal.
O anúncio se segue a meses de difamação das Instituições Públicas de Ensino Superior pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub, classificando sua atividade como “balbúrdias”, ameaçando a área de Humanas e das ciências básicas com a redução do financiamento, desrespeitando as escolhas de reitores pela comunidade e, finalmente, cortando 30% da verba de custeio das instituições, que apresenta efeitos graves no seu funcionamento. Mas há também resistência: as jornadas de maio, a greve geral de 14/6, a manifestação em Brasília em 12/7 mostram que o povo não está passivo em face da liquidação de seus direitos.

As informações sobre o programa FUTURE-SE, lançado pelo MEC, ainda são insuficientes para mensurar todo o seu impacto, visto que, propositadamente evasivas, pretendem causar confusão e até adesão de parcela da população.

Oficialmente, o Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras (FUTURE-SE) “tem por finalidade o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e de gestão das IFEs, por meio de parceria com organizações sociais e do fomento à captação de recursos próprios”. Embora não escrito, a idéia desse documento repousa na concepção de que as instituições são ineficientes, perdulárias, não possuem transparência e resistentes a relacionamento com o setor privado. Outras propostas que trazem o documento:

– Transferir a gestão das instituições públicas para Organizações Sociais (OS), alterando a personalidade jurídica das IFES, que passariam ser entidades “públicas de direito privado”. A função disso seria a de “melhorar a gestão”, explorar patrimônio das Instituições (poder alienar o patrimônio), alterar o regime de contratação de docentes e técnicos, subordinar as instituições a projetos privados que trariam recursos para a IFES e incentivar o empreendedorismo, inclusive por meio de remuneração privada de professores participantes e premiação de alunos com elevado rendimento.

– Explorar o patrimônio das instituições e utilizar a produção intelectual – patentes, projeto, consultorias e cursos) – para angariar recursos, pondo em questão a liberdade da pesquisa e da produção científica, que passariam a estar subordinadas a resultados lucrativos no mercado.

– Estabelecidas metas, controles, indicadores e, inclusive, teto de gastos com pessoal.

– Criar um Fundo de “autonomia” para financiar pesquisas, advindo de venda do patrimônio das IFES e de cobranças de mensalidade nos cursos de pós-graduação, além de recursos oriundos de prestação de serviços pelas universidades, reduzindo ou extinguindo o financiamento público e colocando em quadro de extinção todas as atividades acadêmicas que não se voltem diretamente para o mercado.

– Decorrente desta visão, comercializar bens, produtos e marcas, além de acionar outras fontes como o fim de compor tal fundo, que, por outro lado, poderia colocar seus ativos para girar no mercado financeiro, buscando se capitalizar.

– Criar um comitê gestor cuja composição não está clara, que definirá a utilização do dinheiro do fundo, seus investimentos e inclusive “definir o critério para aceitação das certificações, para fins de participação no processo eleitoral dos reitores”.
O ministro alega que professores poderão “ficar ricos”, via remuneração e patentes desenvolvidas nas empresas e projetos desenvolvidos pela OS. Os professores poderão também ser cedidos e receber salários da OS. Já os departamentos que atraírem empresas e startups poderão se beneficiar com um percentual de lucro auferido.

Trata-se do maior ataque às Universidades Brasileiras já anunciado por um governo: quebra da autonomia e substituição de recursos orçamentários e captação de recursos no mercado; destruição da liberdade de ensino e pesquisa, subordinados que ficariam aos ditames do mercado; fim das políticas que consagraram as possibilidades de trazer negros, indígenas e trabalhadores para dentro das universidades e democratizar o acesso e formação dos nossos jovens.Atacar a universidade pública brasileira é atacar a soberania do país. Estamos diante de um desrespeito às Instituições historicamente consagradas a oferecer ensino, extensão, pesquisa, ciência, arte, cultura, tecnologia. Diante desse quadro, faz-se necessário construir a luta com ampla Unidade em Defesa do patrimônio do povo brasileiro!

O Renova Andes defende ações urgentes para resistir e defender as Universidades e Institutos Federais:

– Reforçar a convocação emergencial de assembleias das seções sindicais para organizar de imediato a resistência;

– Constituir fóruns de unidade, em nível nacional, com as entidades do setor (FASUBRA, CNTE, SINASEFE, UNE, UBES, ANPG e outras) e com as organizações locais correlatas, em cada universidade, instituto federal, estado e cidade.

– Associar a luta contra o FUTURE-SE à preparação da Greve da Educação em 13 de agosto, bem como às grandes manifestações previstas para o período, como a Marcha das Margaridas em 13/14 de agosto, reunindo as condições para uma nova greve geral.

É com este propósito de luta que as professoras e professores que compõem o Fórum Renova Andes estarão em cada local de trabalho, nas ruas, nas assembleias e manifestações ajudando na mobilização para derrotar o FUTURE-SE e defender o ensino público nas universidades e institutos federais!!

Fonte: Renova Andes


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