Tag: Educação

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22 de setembro de 2021

Professores do ensino superior já estão tomando 2ª dose em Curitiba

Professores e profissionais do ensino superior estão finalmente completando sua imunização em Curitiba. É o caso da docente Ednéia Cavalieri, filiada da APUFPR, que seguiu à risca a data prevista para a sua segunda dose.

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba imunizou, até 15/9, 1.397.902 pessoas com a primeira dose da vacina contra Covid-19 ou com o imun

izante de dose única, o que corresponde a 96,1 % da população adulta.

Entre os 1.359.916 curitibanos que receberam a primeira dose, 42.596 são professores e trabalhadores da educação básica e do ensino superior.

No Brasil, apesar de todo o empenho do governo de Jair Bolsonaro para atrasar a vacinação da população (acelerada apenas depois da instalação da CPI da Covid-19, que investiga os crimes do governo na condução a pandemia), os reflexos já são sentidos com a queda da média móvel diária de mortes pela doença.

Professores do ensino superior já estão tomando 2ª dose em CuritibaO avanço é fruto do reconhecimento do papel da ciência e do enfraquecimento da base de apoio do governo Bolsonaro, diante da falência social e econômica do país, e da avalanche de mortes que beira 600 mil vidas perdidas (sendo que centenas de milhares poderia ter sido poupadas caso o governo tivesse tomado medidas para barrar a pandemia, em vez de contribuir para sua proliferação acelerada).

No Paraná, contrariando seu ‘padrinho’ Bolsonaro, o governador Ratinho Jr anunciou que deve começar a vacinas adolescentes acima de 12 sem comorbidades com a primeira dose na semana que vem.

Apesar da lentidão, o avanço da vacinação começa a apontar uma perspectiva de saída da pandemia. Mas ainda é cedo. Até lá, é bom que nossas autoridades e as instituições continuem acreditando na ciência, porque ela vem cumprindo um papel essencial nessa luta diária para preservar vidas.

 

Fonte: APUFPR

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20 de setembro de 2021

Reconhecido mundialmente, Paulo Freire faria 100 anos. Por que extremistas o atacam sem conhecê-lo?

Em setembro de 2021, o Brasil e o mundo celebram o centenário de Paulo Freire, um dos pensadores mais citados, respeitados e influentes do planeta. Ele só não é valorizado pelo governo de Jair Bolsonaro que, em suas “guerras culturais”, espalha informações distorcidas sobre o educador, como parte de sua estratégia de incitar paranoias infantilizadas para tentar estancar a crescente perda de apoiadores.

Apesar de sua importância, o legado de Paulo Freire é atacado tanto por aqueles que o desconhecem como por extremistas que tentam construir um mundo baseado no autoritarismo, na violência e na imposição de ideias prontas e formatadas.

Criador e divulgador de uma pedagogia baseada na liberdade e no diálogo, na construção coletiva do conhecimento e no respeito ao saber dos educandos, Paulo Freire tornou-se referência por sua proposta de construção democrática do conhecimento.

Sua metodologia de ensino, desenvolvida a partir dos anos 1960 quando trabalhou com alfabetização de adultos, foi e ainda é responsável pela alfabetização de milhões de pessoas, no Brasil e no resto do mundo, e influencia reflexões e inovações até hoje.

 

Extremistas têm ódio ou medo de Paulo Freire?

A obra de Paulo Freire incentiva o questionamento e a ação social. É por isso que extremistas e totalitaristas atacam tanto seu legado.

Enquanto Paulo Freire estimulava a autonomia e a construção de uma sociedade com esperança e alegria, o extremismo, especialmente da vertente bolsonarista, estimula o medo, o fatalismo e uma visão única de mundo (o que é contrário à autonomia).

Extremistas também odeiam pessoas que se expressam diferente deles e, por isso, repetem tanto as mesmas expressões dos ‘líderes’ que costumam seguir, quase como mantras, assim como os apelidos que facilitam a repetição. Hitler chamava-se, na verdade, Alois Schicklgruber, mas aos 40 anos adotou o sobrenome do padrasto, Hiedler, e ainda assim adaptou-o para uma pronúncia mais facilitada (seria bem mais difícil pronunciar ‘Heil, Shicklgruber’ em vez de ‘Heil, Hitler’ – repetição que significa, ‘Salve, Hitler’ – nome com duas sílabas). O ditador espanhol Franco teve mais facilidade, pois as pessoas repetiam Fran-co (duas sílabas). Já o italiano Benito Mussolini percebeu que as pessoas teriam dificuldades com as quatro sílabas de seu sobrenome e bolou o grito “Dulce” (líder), igualmente com apenas duas sílabas. E temos Bolsonaro, com quatro sílabas, que cunhou para si o termo ‘mito’ que, assim como o de seus pares anteriores, tem apenas duas sílabas (mi-to) que podem ser facilmente repetidas à exaustão.

A repetição facilita a reprodução sem reflexão. Não por acaso que muitos de seus seguidores defendem a ideia ultrapassada de que o aluno deve reproduzir e repetir a informação passada pelo professor, sem reflexão.

Já para Paulo Freire, se a pessoa for capaz de aprender a própria palavra a partir de sua realidade, terá a capacidade de ler o mundo (sem precisar reproduzir a visão de alguém) e de se expressar diante dele. É aquilo que ficou conhecido como pedagogia da autonomia, da esperança.

Ele também propunha a chamada “pedagogia do afeto’. Para ele, o professor deveria ser sensível à situação do aluno, especialmente às suas dificuldades, mazelas e sofrimentos. O conhecimento seria construído coletivamente a partir dessas trocas, com muita empatia. Com isso, o estudante descobriria mais sobre sua própria identidade e ficaria mais interessado e criativo. Como o extremismo é baseado no ódio, ele é o oposto ao afeto, além de ser uma das expressões mais nítidas da falta de empatia (basta lembrar do presidente Bolsonaro falando que lamentar pelas centenas de milhares de mortes por Covid-19 era “mimimi”).

Tudo isso é a antítese do extremismo, expresso pelo presidente Jair Bolsonaro e por sua base de sustentação política também no desprezo pela ciência, pela educação e pelo pensamento livre e crítico. Bolsonaro e seu “gabinete do ódio” (investigado pela Polícia Federal) disseminam mentiras para que seus apoiadores reproduzam (novamente sem reflexão) os ataques nas redes sociais, mesmo que não conheçam as teorias freirianas ou sequer tenham lido suas obras.

 

Mas e as ‘elites’, que o odeiam mas se aproveitam de seus ensinamentos?

Como o extremismo é ligado às pautas voltadas ao benefício das elites (que toleram o extremismo em troca), a pedagogia de Paulo Freire também representaria uma espécie de ameaça ao domínio daqueles que desejam evitar qualquer tipo de mudança estrutural na sociedade que possa abalar o centro do poder e questionar a concentração de riquezas por parte de uma pequena parcela da população.

Nisso, extremistas e as elites se unem para compartilhar o ódio a Paulo Freire. Ambos só conseguem se manter no poder se a população não for capaz de questionar a realidade em que se encontra.

Por isso preferem uma educação na qual o papel do professor deve ser apenas o de transmissor do conhecimento previamente aceito, seja para os anos iniciais como para pessoas que sofrem com o analfabetismo em idade mais avançada.

Um exemplo bem prático: se a alfabetização ocorrer a partir do diálogo sobre algo simples do cotidiano de uma comunidade como, por exemplo, a palavra ‘tijolo’, a conversa pode gerar questionamentos como “quem produz o tijolo?”, “quem é o dono da fábrica que produz o tijolo?”, “os direitos dos trabalhadores dessa fábrica de tijolos são respeitados?”, “quem ganha com a venda do tijolo?, “o salário do trabalhador que produz o tijolo é digno?”, “por que algumas pessoas não conseguem construir suas casas com tijolos?”.

Pronto, aí está aquilo que as elites consideram “ameaça”: trabalhadores cobrando seus direitos e conversando sobre a realidade. A partir daí, eles começam a questionar sobre as condições a que estão sendo submetidos e o empregador terá que se adequar e cumprir com as obrigações legais e trabalhistas, garantir condições seguras e salubres no ambiente de trabalho etc. Tudo isso vai reduzir seus lucros. Como o Brasil possui uma das ‘elites’ mais mesquinhas do mundo, não é de se estranhar que elas odeiem tanto a ideia de reduzir seus privilégios.

Se a alfabetização fosse apenas pela repetição de fonemas, não haveria questionamentos e tudo continuaria como estava antes: pessoas sem consciência, trabalhando em situações precárias ou análogas à escravidão. É daí que vem a chamada “Pedagogia do oprimido”, de caráter libertador, porque ele defendia que cada pessoa deve ter condições de se libertar das opressões que buscam calá-las.

O curioso é que enquanto membros das elites brasileiras se unem aos extremistas para espalhar ódio contra Paulo Freire, eles gastam fortunas com a educação de seus filhos em caras escolas privadas que aplicam os métodos freirianos no ambiente escolar.

Grande parte dos filhos das camadas mais ricas do país estudam em ambientes menos rígidos, com menos hierarquia na relação aluno-professor, onde ambos falam e ouvem, aprendem na prática e ao ar livre os conceitos que estão nos materiais didáticos para depois debater em círculo sobre essas experiências e vivências, dialogando sobre os acertos e erros e, a partir dessa troca, produzem o conhecimento. São escolas que investem em metodologias ativas, tecnologias que permitem o aprendizado de forma lúdica.

E por mais que esses colégios de ricos digam que estão adotando metodologias importadas de instituições internacionais, eles sempre escondem que essas tais metodologias, em seus países sede, foram criadas, muitas vezes, com base nas propostas de Paulo Freire (como veremos adiante neste texto).

Na outra ponta, estudantes uniformizados prestam continência a policiais, são obrigados a chamá-los de “senhor” e “senhora”, convivem com soldados armados, usam os mesmos cortes de cabelo (ou precisam mantê-los presos, no caso das meninas), sentam em fileiras de carteiras na sala de aula, um atrás do outro, sem contato entre si enquanto o professor fala. Silêncio absoluto para evitar advertências e expulsões. Essa é a realidade das escolas militarizadas, onde os filhos das camadas mais pobres são jogados para sofrerem adestramento e padronização do comportamento. No fundo, a ideia é criar indivíduos que não questionem a realidade em que vivem.

 

Reconhecimento internacional

Reconhecido mundialmente, Paulo Freire faria 100 anos. Por que extremistas o atacam sem conhecê-lo?

No dia que em que Freire completaria cem anos, até a página inicial do Google amanheceu com seu rosto estampado – o site tem cerca de 3,5 bilhões de acessos diários. Seu livro Pedagogia do Oprimido, de 1968, é a terceira obra mais citada entre todos os trabalhos acadêmicos na área de humanidades no mundo inteiro e já vendeu mais de um milhão de exemplares.

Há um Centro Paulo Freire na Finlândia, e outros semelhantes na África do Sul, Áustria, Alemanha, Holanda, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e em outros países.

Em Estocolmo, na Suécia, há até uma estátua do brasileiro, que ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa em universidades prestigiadas como Harvard, Cambridge e Oxford. Ele é o autor de língua portuguesa mais estudado nas prestigiadas universidades de países de língua inglesa, muitas das quais utilizam suas obras para elaborar propostas educacionais que são posteriormente exportadas para colégios brasileiros, como anteriormente neste texto, Recebeu também premiações importantes, como o Prêmio Unesco da Educação para a Paz, além de uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz.

 

Então quem é responsável pelos problemas da educação?

Além da incompatibilidade ideológica entre o extremismo e a obra de Freire, outro aspecto importante para entender tantos ataques que ele recebe é a já bem conhecida estratégia de Bolsonaro, que inventa inimigos para manter sua base coesa e distantes da realidade, principalmente para esconder o fracasso de seu governo em todos os âmbitos – inclusive, na Educação.

Espalhando desinformação, mentem dizendo que os problemas educacionais do Brasil seriam culpa de Paulo Freire. Porém, isso não faz sentido, porque o educador não produziu um “manual de instruções” para ser seguido e aplicado pelos governantes. São propostas e teorias que podem ou não ser aplicadas.

Embora parte de suas propostas tenha sido usada para combater o analfabetismo de pessoas com mais de 15 anos no Brasil (nesse caso, com bastante sucesso, já que a taxa despencou de 25,5% nos anos 1980 para 6,6% em 2019), não houve uma aplicação efetiva das propostas freirianas porque isso sempre dependeu dos políticos (sendo que a maioria deles nunca elencou a educação como prioridade).

Mas para atacar Paulo Freire os extremistas costumam citar a posição do Brasil na avaliação anual PISA, que monta uma espécie de ranking internacional (não, o Brasil não ocupa o último lugar, como mentem os extremistas). Só que eles esquecem/não sabem/fingem não saber que, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, 1996), a estrutura educacional pública brasileira ficou dividida entre a educação básica e a educação superior e cada ente é responsável por um segmento.

A educação básica é composta por educação infantil e ensino fundamental (que são responsabilidades dos municípios) e ensino médio (que é responsabilidade dos estados). Esse é o fator principal que comprova que Paulo Freire nunca foi responsável pelos problemas educacionais, já que as cidades e os estados brasileiros sempre foram (e ainda são) majoritariamente administrados por políticos de partidos de centro e de direita. Ou seja, são eles os principais responsáveis pelos problemas na educação básica.

Já o ensino superior é responsabilidade dos estados e da União, sendo que as universidades públicas estaduais e federais lideram todos os rankings de qualidade no Brasil e na América Latina. O QS World University Rankings, inclusive, elencou 33 cursos daqui entre os 100 melhores do mundo.

Em meio a cortes de verbas e péssimas gestões no Ministério da Educação, que é dirigido por um ministro altamente ligado ao lobby da educação privada, o governo tenta pintar um pensador morto em 1997 como o responsável pelas dificuldades da educação brasileira atual, que só têm piorado depois que Bolsonaro chegou ao poder.

Em 2018, 6% do gasto total do Governo Federal foi na educação. Em 2020, a educação caiu para 5,2% dos gastos totais. É o menor patamar dos últimos 10 anos. A porcentagem de matrículas em tempo integral na educação básica caiu de 18%, em 2015, para 13% em 2020. O Enem teve seu menor número de inscritos na história, enquanto ProUni e Fies tiveram forte redução e o orçamento para a ciência é o menor desde o início deste século.

E depois a culpa ainda é de Paulo Freire?

 

Fonte: APUFPR

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20 de setembro de 2021

APUFPR convoca docentes para intensificar a pressão contra a PEC 32

Diante das declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que afirmou a intenção de levar a PEC 32/2020 para votação na Comissão Especial amanhã (21) a diretoria da APUFPR convoca toda a categoria para intensificar a campanha contra a Reforma Administrativa e enviar mensagens aos parlamentares, para que votem contra a proposta que desmonta o serviço público brasileiro.

As mensagens podem ser enviadas nas plataformas Na Pressão e no Observatório da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, que são sites que também concentram informações sobre a proposta de do governo Bolsonaro, notas técnicas sobre as consequências da aprovação desta PEC, além do levantamento sobre o posicionamento dos deputados que compõem a Comissão Especial da Câmara dos Deputados, onde tramita o projeto antes da votação no plenário.

As ferramentas permitem aos servidores enviar mensagens aos deputados por e-mail, Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp.

A diretoria da APUFPR reforça o chamado a toda a categoria para lotar os meios de comunicação dos parlamentares com mensagens contra a PEC 32.

 

Site na pressão
https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa

 

Observatório da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público

http://frenteparlamentardoservicopublico.org/observatorio-pec-32-2020

 

Recuo

Tanto o governo Bolsonaro como os parlamentares que apoiam a Reforma não têm certeza de que possuem os 308 votos de deputados federais necessários para aprovação da proposta e, por isso, a votação na Comissão Especial foi adiada

A pressão dos servidores e de diversos setores da sociedade civil está fazendo com que muitos deputados não se comprometam com a aprovação da PEC 32.

Além disso, o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), chegou apresentar uma segunda versão de sua proposta, que não contemplou nem a situação e nem a oposição. Por isso, é provável que seja votada a proposta apresentada anteriormente. Embora altere muitos aspectos do texto original construído pelo governo, ela ainda contém inúmeras ameaças e precisa ser derrubada.

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o PSOL apresentaram voto em separado para aprovação de textos alternativos. O substitutivo apresentado pelo PT possui diversos mecanismos para proteger os servidores e o serviço público:

– assegura direitos dos servidores e empregados públicos;

– evita abusos remuneratórios;

– retira benefícios concedidos aos membros de Poderes e aos militares;

– garante a participação da sociedade na gestão dos serviços públicos e sobre os atos da administração;

– oferece meios mais democráticos de gestão de pessoal e mediação de conflitos nas relações de trabalho no setor público;

– coíbe a discriminação e apadrinhamento político nas relações de trabalho no setor público;

– impede a ocupação excessiva de cargos civis por militares.

Fonte: APUFPR, com informações da Agência Câmara de Notícias

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20 de setembro de 2021

Nota de esclarecimento à comunidade acadêmica incorporadas assinaturas e complementações

Esta nota, debatida e construída por diversos ex-coordenadores de área da CAPES, membros titulares no Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES) e coordenadores da gestão atual, ex-titulares do CTC-ES recém extinto, acompanha a CARTA ABERTA do CTC-ES de 14/09/2021 e esclarece alguns pontos e discorre sobre as últimas Portarias CAPES e seus desdobramentos no processo da Avaliação Quadrienal 2021 e na manutenção da qualidade no Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Ela se tornou necessária pela dificuldade de entendimento, compreensível, das repercussões das diversas Portarias publicadas pela Presidência CAPES que possuem forte impacto na Avaliação Quadrienal 2021 e que tiveram restrita participação do CTC-ES. 1-Sobre a Portaria N. 146, de 15 de setembro de 2021.

Esta Portaria possui o objetivo de determinar a regularização da composição do Conselho Técnico- Cientifico da Educação Superior, nos termos do Estatuto da CAPES. Este ato, legal, parece ser amplamente inócuo já que os atos decisórios praticados pelo CTC-ES possivelmente ilegítimos apenas por força da formalidade enquanto vigorou sua composição anterior devem ser objeto de análise, pelo colegiado recomposto, para fins de convalidação.

Essa condição permitirá que todos os atos sejam convalidados de acordo com o artigo 3º desta Portaria. No entanto, em seu parágrafo único, este artigo 3º indica que todas “as decisões de convalidação ou de negativa de convalidação dos atos referidos no caput devem determinar a intimação dos interessados, possibilitando-lhes a interposição de recurso administrativo”. Isto permite que, por exemplo, todas as propostas de cursos novos (APCN) negadas nas Áreas de Avaliação e no CTC-ES (objeto de reconsideração ou não) poderão interpor recurso à Presidência da CAPES, sendo que todas já tiveram esta oportunidade após a negativa de reconsideração no CTC-ES.

2-Sobre a Portaria N. 145 de 10 de setembro de 2021 (Qualis) Há nesta Portaria diversos aspectos não discutidos nas Áreas de Avaliação e que não foram em nenhum momento propostos pelo CTC-ES. Alguns exemplos que impactam seu uso:

a) O artigo 9º sobre violação das boas práticas editoriais possui baixa aplicabilidade e pode ensejar recurso de editoras/periódicos de baixa qualidade no que se refere a sua classificação. Cabe reforçar que o compromisso das áreas é o de manter a qualidade na avaliação o que pode ser comprometido por este artigo. Esta crítica acompanha o Manifesto da Associação Brasileira de Editores Científicos contra esta Portaria divulgado no dia de hoje.

b) O artigo 19º parágrafo segundo permite que áreas usem classificações de periódicos anteriormente reconhecidas em documentos anteriores da CAPES. Aqui há problemas de estrutura, pois o Qualis único proposto na Portaria segue uma organização de 8 estratos não compatível com os estratos utilizados anteriormente (7), apenas para citar um aspecto e mesmo sem falar em procedimentos de classificação.

c) O artigo 20º cria uma situação de forte insegurança e de falta de isonomia entre as Áreas de Avaliação. Este artigo indica que é facultativo o uso da Portaria para classificação dos periódicos pelas Áreas de Avaliação. Ora, o Qualis único com procedimentos discutidos entre os pares garante um mínimo de comparabilidade entre as classificações das áreas; se algumas áreas não seguirem a Portaria que critérios elas seguirão? Por outro lado, foi alertado pela Procuradoria Federal que só classificações ou critérios anteriores ao início do Quadriênio estariam numa situação de garantia legal do aspecto de anterioridade da
avaliação (ainda que seja difícil de entender como só no Qualis Periódicos isso seria necessário e não em todos os procedimentos e critérios de avaliação como as Fichas).

É importante alertar que é facultado aos Coordenadores a escolha pela Portaria ou seguir modelos anteriores. Claramente isso coloca sob a responsabilidade dos Coordenadores de Área a escolha de alterar o Qualis ao longo do quadriênio (ferindo o princípio legal de anterioridade e permitindo que estes Coordenadores sejam objeto de processos/recursos de resultados da avaliação), ou rejeitar os 3 anos de trabalho coletivo (trabalho este apresentado e discutido junto aos Coordenadores de Programas de Pós-Graduação durante os Seminários de Meio-Termo em 2019) e assumir eo ônus de refazer toda a classificação voltando, por exemplo, para os critérios usados na Avaliação Quadrienal 2017.

d) Finalmente, sobre esta Portaria, o artigo 21º rejeita qualquer transparência no processo de avaliação no que diz respeito ao uso do Qualis periódicos, pois prevê que “a divulgação dos resultados do Qualis Periódicos só ocorrerá após a divulgação dos resultados dos julgamentos dos pedidos de reconsideração” impedindo as IES e PPG de verificar a adequada aplicação do Qualis as seus dados. 3-Sobre a Portaria N. 122 de 05 de agosto de 2021 (Regulamento da Quadrienal) Gostaríamos de destacar aqui o artigo 34º que prevê que “para cada programa avaliado, serão designados, mediante sorteio eletrônico aleatório conduzido pela CECOL, dois Relatores”.

Há dois métodos básicos de avaliação, por metas estabelecidas a priori, o que requer que estas tivessem sido estabelecidas com anterioridade ao início do Quadriênio e incorrendo no risco de serem estas metas pouco adequadas na sua aplicação [quem poderia prever em 2016 a Pandemia COVID-19 e seus impactos na produtividade ou formação dos PPGs? Ou ainda, quem poderia prever a enorme redução de recursos financeiros aplicados na pesquisa científica ao longo deste últimos anos (recomendamos aqui a leitura do ótimo texto de Herton Escobar https://jornal.usp.br/universidade/politicas-cientificas/orcamento-2021-coloca-cienciabrasileira-em-estado-vegetativo/)?] ou por avaliação comparativa de resultados entre Programas de Pós-Graduação (metodologia empregue nos últimos anos/décadas pela CAPES).

Neste último sistema, o sorteio de relatores para cada PPG retira a capacidade de avaliar comparativamente os PPGs de uma dada Área já que um relator poderá receber um ou poucos PPGs da maioria das áreas. Além disso, há um aumento na dificuldade do processo de relatoria (cada relator terá que, eventualmente, ler e apreender os documentos e relatórios das outras 48 Áreas para efetuar seu relato). Nas duas situações isto pode permitir a não detecção de equívocos/erros no processo de avaliação dos PPGs por parte das Áreas (que é o objeto de revisão/relatoria). Essa condição, mais uma vez, fere o compromisso de qualidade consolidado entre as Áreas de Avaliação.

A avaliação por pares é a única com legitimidade no âmbito acadêmico sendo esta uma das características primordiais e inalienáveis do fazer científico amplamente reconhecida por todos que se dedicam a esta atividade.

Ex-coordenadores das Áreas de Avaliação no CTC-ES
Alberto Cáudio Habert – UFRJ – Interdisciplinar – (2002 – 2004)
Álvaro Toubes Prata – UFSC – ex-presidente do FOPROP
André Luiz Felix Rodacki -UFPR – Educação Física (2011-2017)
Antônia Pereira-UFBA – Artes (2014-2017)
Armando da Silva Cunha Junior – UFMG – Farmácia (2014-2017)
Augusto Schrank UFRGS – Ciências Biológicas II (2011-2017)
Carlos Alberto Cioce Sampaio – FURB – Ciências Ambientais (2014-2017)
Carlos Alberto de Almeida – Prof. titular aposentado da PUC/RJ – Engenharia III – (1999-2001)
Carlos Fico – UFRJ- História (2011-2017)
Carlos Jose Soares – UFU – Odontologia (2014-2017)
Carmen Gracinda Silvan Scochi USP – Enfermagem (2014-2017)
Dermeval da Hora Oliveira – UFPB – Linguística e Literatura (2011-2017)
Eduardo Cleto Pires USP São Carlos – Engenharia 1 (2014-2017)
Emmanuel Burdmann – USP – Medicina 1 (2000-2008)
Eustogio Dantas – UFC – Geografia (2014-2017)
Guilherme Werneck – UERJ/UFRJ – Saúde Coletiva (2014-2017)
Helcio Orlande -UFRJ – Engenharia 3 (2014-2017)
Jairton Dupont – UFRGS – Química (2005-2010)
José Antonio Rocha Gontijo- Unicamp – Medicina 1 (2011-2017)
José Roberto Lapa – UFRJ medicina 1 (2008-2011)
Luiz Carlos Dias – Unicamp – Química (2010-2013)
Lydia Masako Ferreira – Unifesp – Medicina III (2014-2017)
Maria do Carmo Sobral UFPE – Ciências Ambientais (2011-2016)
Maria Lúcia Garcia – UFES – Serviço Social (2014-2018)
Murilo Romero -USP São Carlos – Engenharia IV (2014-2017)
Nei Yoshihiro Soma – Prof. titular aposentado do ITA – Engenharia III – (2008-2014)
Nelson Maculan – Prof. emérito UFRJ – Ciência da Computação – (1999-2001)
Pedro Pascutti – Carlos Chagas, RJ – Interdisciplinar (2010-2014)
Rita de Cássia Barradas Barata – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –
Saúde Coletiva (2008-2014)
Romualdo Luiz Portela de Oliveira – USP – Educação – (2014-2018)
Tânia Araújo Jorge – FioCruz – Ensino (2014-2017)
Valder Stefen Junior – Prof. titular da UFU – Engenharia III – (1995-1998)
Virgílio Bastos – UFBA – Psicologia (2014-2017)
Wilson Gomes – UFBA – Comunicação e Informação (2001-2004)
Atuais coordenadores das Áreas de Avaliação e membros do recém extinto CTC-ES.
Adelaide Faljoni Alário – UFABC, Interdisciplinar
Adriano Lisboa Monteiro – UFRGS, Química
André Pereira Reinert Tokarski – PUC-SP, ANPG
Altair Antoninha Del Bel Cury – UNICAMP, Odontologia
Antonio Eduardo Martinelli – UFRN, Materiais
Bernardo Lessa Horta – UFPEL, Saúde Coletiva
Carlos Henrique de Carvalho – FOPROP
Denise de Freitas – UNIFESP, Medicina III
Edson Fernando D’Almonte – UFBA, Comunicação e Informação
Flávio Augusto Senra Ribeiro – PUC/MG, Ciências da Religião e Teologia
Germana Maria Araújo Sales – UFPA, Linguística e literatura
José Roberto Mineo – UFU, Ciências Biológicas III
Luiz Carlos Federizzi – UFRGS, Ciências agrárias I
Paulo Jorge Parreira dos Santos – UFPE, Biodiversidade
Reinaldo Giudici – USP, Engenharias II
Robert Evan Verhine – UFBA, Educação
Rômulo Dante Orrico Filho – UFRJ, Engenharias I
Ronaldo Lopes Oliveira – UFBA, Zootecnia/ Recursos Pesqueiros
Tercio Ambrizzi – USP, Geociências

 

Fonte: APUFPR

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17 de setembro de 2021

APUFPR fará reunião online com docentes para tratar do adicional de insalubridade

Na próxima quarta-feira (22), às 16 horas, a APUFPR fará reunião online com os docentes da UFPR para tratar do adicional de insalubridade.

O encontro será realizado pela plataforma Zoom, neste link aqui: https://zoom.us/j/85884947798

Senha: 940985

ou clique diretamente aqui

Desde a gestão passada, a APUFPR tem conduzido esse tema com bastante compromisso, porque essa questão afeta o dia a dia de centenas de professores da nossa universidade.

Tivermos importantes avanços, mas ainda há muitas questões a serem tratadas.

Por isso, coloque essa data na sua agenda e participe!

 

Serviço

Reunião sobre adicional de insalubridade

Data: 22 de setembro (quarta-feira)

Horário: 16h

Local: plataforma Zoom https://zoom.us/j/85884947798

Senha: Senha: 940985

Ou clique diretamente aqui

 

 

Fonte: APUFPR

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9 de setembro de 2021
Manifestação de agradecimento
Foto: MPPR

Nós, pesquisadores, professores e servidores da Universidade Federal do Paraná, do Setor Litoral, do Centro de Estudos do Mar, do Instituto Federal do Paraná (Campus de Paranaguá), da Universidade Estadual do Paraná (Campus  de Paranaguá) e demais pesquisadores atuantes no litoral do Paraná – abaixo subscritos, expressamos nossos profundos  agradecimentos a Promotora de Justiça Priscila da Mata Cavalcante pelo excelente trabalho dedicado à frente do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) do Ministério Público, Comarca de Paranaguá.

Seu conhecimento técnico na área ambiental, aliado ao labor ético e justo e o mais elevado compromisso republicano constituem um legado ao nosso litoral do Paraná, inúmeras vezes impactado por projetos de significativo impacto  ambiental, muitos irreversíveis e de elevada magnitude. No exercício de sua profissão, faz valer com grande maestria a parceria entre a ciência e a justiça, balizando suas anotações, recomendações e processos no mais elevado teor técnico e científico, sem deixar de lado os diferentes saberes, assumindo-os com respeitosa sensibilidade.

Pelo reconhecimento ao seu valioso trabalho e por conhecermos sua impecável atuação é que repudiamos com convicção as declarações infundadas e ofensivas realizadas no dia 30 de agosto de 2021 pelo deputado estadual Nelson Justus na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Se faz digno de nota que passamos por uma das maiores crises socioambientais da história, e nos causa profundo pesar ter conhecimento de tais declarações vindas de uma pessoa que ocupa um cargo tão importante, o que nos demonstra sua dificuldade em colocar o mandato a serviço do público, e atuar fortemente no combate desta crise, que aflige a toda a sociedade.

O Estado do Paraná é um dos melhores exemplos do Brasil do quanto estamos paralisados e retrocedendo no campo das políticas ambientais, vendo nossos reservatórios de água desaparecendo, sem que atitudes sérias sejam tomadas por parte dos legisladores e executores das políticas públicas ambientais para reverter a situação, pelo contrário – vemos apenas ações na contramão de um desenvolvimento sustentável: a desregulamentação da legislação ambiental que protege os ecossistemas, as pessoas, as cidades, a sociedade e toda a vida.

Vale a ressalva da relação intrínseca que tais ações, somadas com a crise hídrica, tem com o desmatamento do que restou da Mata Atlântica, onde o Paraná ocupa posição de destaque no ranking nacional dos desmatadores. Tais políticas são muito claras, sobre o que deve ser feito, mas não vemos ações articuladas e nós temos realizado inúmeras propostas de ação, como foi a nossa participação no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná, o qual precisamos lembrar que existe e que deve ser seguido enquanto instrumento de planejamento territorial.

O papel  de fiscalizar a ação do Estado com tanto zelo, espírito democrático, senso de justiça, ética e conhecimento, é o que a Promotora Priscila da Mata Cavalcante faz com enorme empenho e competência em sua trajetória no litoral do Paraná.

Manifestamos, portanto, todo nosso apoio a Promotora Priscila da Mata Cavalcante, certos de seu legado em defesa do litoral do Paraná e rechaçamos com veemência o inteiro teor das declarações do referido deputado, sempre na expectativa de que nossas autoridades mantenham seu compromisso com o decoro parlamentar e com a democracia.

Matinhos, 31 de agosto de 2021

Liliani Marilia Tiepolo
Paulo Henrique Carneiro Marques
Juliana Quadros
Eduardo Harder
Antonio Luis Serbena
Valdir Frigo Denardin
Andrea Maximo Espínola
Rodrigo Rossi Horochovski
Danielle Cristina Machado Salmória
Viviane Eunice Scholze
Natália Tavares de Azevedo
Ivan Jairo Junckes
Marcos Claudio Signorelli
Katia Cristina Freiria Batista
Gabriela Schenato Bica
Rodrigo Rosi Mengarelli
Roberto G. Barbosa
Tânia M. Oliveira
Rejane Costa de Oliveira Paredes
Mariene Ribeiro da Silva
Vanessa Marion Andreoli
Marcelo Chemin
Maria Isabel Farias
Fernanda de Souza Sezerino
Augusto Junior Clemente
Silvana Cássia Hoeller
Eduardo Vedor de Paula
Silvana Marta Tumelero
Daniel Hauer Queiroz Telles
Maria Cristina de Souza
Leandro Angelo Pereira
Mauricio Almeida Noernberg
Etienne Cesar Rosa Vaccarelli
Pablo Damian Borges Guilherme
Rafael Metri
Izabel Carolina Raittz Cavallet
Elisiani Vitória Tiepolo
Leoncio José de Almeida Reis
Cassiana Baptista Metri
Cinthia Maria de Sena Abrahão
Camila Domit
Ionete Hasse
Solange Latenek
Silvestre Labiak Junior
Caroline Dorada Pereira Portela
Paulo da Cunha Lana
Luiz Fernando de Carli Lautert
Everaldo dos Santos
Ana Elisa de Castro Freitas
Maurício Fagundes
Patrícia Martins
Vanessa Padilha Wosniak
Adriana Ferreira Gama
Emerson Luis Tonetti
Denise de Freitas Takeuti

 

Fonte: APUFPR

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2 de setembro de 2021

A ganância patrocina a Reforma Administrativa

🤑 Com a Reforma Administrativa (PEC 32/2020), os “serviços públicos” se tornarão “objeto de ganância”.

😱 Educação, saúde, previdência, órgãos públicos e a maior parte do Estado poderão ser transferidos à iniciativa privada. Até mesmo a Segurança pública e os órgãos que fiscalizam o governo!

💰 A população pagará mais caro para ter acesso a boa parte dos serviços, e muitos poderão ser extintos (como as Guardas Municipais, por exemplo).

O Estado ficará apenas com a “sobra do mercado”, ou seja, com os serviços considerados menos lucrativos para o setor privado.

😓 A qualidade desses serviços também cairá, pois, com o tempo, os servidores concursados serão substituídos por apadrinhados políticos sem qualquer qualificação para a função, comprometidos apenas com aqueles que o indicaram.

Para que a população não fique abandonada, é preciso barrar a Reforma Administrativa e valorizar os serviços públicos, porque eles sim são para todos.

#ServiçoPúblico #ÉPublico #ÉpraTodos #ValorizeOServidor #ReformaAdministrativaNão

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1 de setembro de 2021

Prefeitos querem usar pandemia para não aplicar recursos na Educação

Em debate no Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/2021 pode ser mais um golpe na educação pública brasileira.
De autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO), a proposta desobriga União, estados e municípios a utilizarem o percentual mínimo de suas receitas na Educação: a justificativa seria o “desequilíbrio fiscal” supostamente causado pela pandemia.
Na verdade, isso é apenas um subterfúgio para que apliquem os recursos em outras áreas.
Em seu artigo 212, a Constituição estabelece que a União tem como obrigação aplicar na Educação, anualmente, no mínimo 18% da receita resultante de impostos. Já no caso estados e municípios, o mínimo estabelecido é de 25%.
Os senadores querem que, com a PEC 13/2021, essa obrigação não precise ser cumprida em relação ao ano de 2021.

 

Argumentos capiciosos
Segundo o texto da PEC, a mudança seria necessária porque, durante a pandemia, a arrecadação teria diminuído, com municípios, estados e União aumentando muito seus gastos com saúde.
O argumento é capicioso. Evidentemente houve aumento de gastos em saúde, e também queda de arrecadação em determinados contextos, por conta da retração da economia com a pandemia e a crise econômica que o país já vivia antes dela graças à Bolsonaro e Paulo Guedes.
No entanto, essa queda não ocorreu em todo o país. Na cidade de São Paulo, por exemplo, no primeiro semestre de 2020 houve crescimento real de 8,6% na arrecadação.
Além disso, e mais importante: a Constituição não estabelece valores mínimos de investimento na Educação, e sim percentuais mínimos (18% e 25%). Ou seja, nos casos em que a arrecadação diminui, o limite mínimo de investimento automaticamente também diminui.
Outro argumento falacioso citado no texto da PEC é que, com o ensino à distância, não haveria necessidade de alguns gastos, como transporte escolar.
Novamente, a argumentação é rasa: se é óbvio que houve menos circulação no transporte, isso não significa que não havia inúmeros outros investimentos que deveriam ter sido feitos para manter as aulas à distância.

 

PEC demonstra incompetência de gestores sem compromisso
Senadores defensores da PEC dizem que alguns gestores não conseguiram usar os recursos da Educação durante a pandemia. Isso, na verdade, depõe contra esses gestores, pois tinham como garantir melhores condições aos professores e estudantes e, mesmo com dinheiro, não o fizeram.
A imensa maioria dos professores das redes públicas colocaram dinheiro do próprio bolso para garantir que o ensino continuasse com qualidade à distância.
Segundo estudos do Comitê Gestor da Internet (CGI) no Brasil, 95% das escolas públicas estaduais e 93% das municipais relataram a falta de equipamentos para alunos acompanharem as aulas no ano passado.
Além disso, os gestores tiveram todo o ano de 2020 para planejar como os recursos seriam aplicados (já que até o final do ano não havia nenhum indício de que a pandemia seria freada e o governo ainda não havia comprado vacinas).
Além disso, foram implementados congelamentos salariais e cortes de direitos de servidores, e isso ajudou a elevar o caixa das administrações municipais.
A discussão sobre a suposta falta de dinheiro esconde, na verdade, os interesses de políticos e empresários que estão sempre à espreita aguardando algum motivo para abocanhar (ainda mais) os recursos garantidos pela Constituição.
Caso aprovada, a PEC 13/2021 teria impactos desastrosos na já difícil situação da educação pública no Brasil, beneficiando apenas os que defendem e querem um Estado à serviço das elites, e não das necessidades de sua população.

Fonte: APUFPR

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16 de agosto de 2021

Professores da UFPR aprovam adesão à Greve Nacional no dia 18 contra a Reforma

Em assembleia realizada na sexta-feira (13), os docentes da UFPR aprovaram a adesão à Greve Nacional dos Servidores, programada para o próximo dia 18, quando todo o funcionalismo público cruzará os braços em alerta contra a Reforma Administrativa do governo de Jair Bolsonaro.

Apresentada pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, a Reforma Administrativa tem o objetivo de destruir o serviço público no Brasil, retirar direitos dos servidores, transferir recursos para empresários e aumentar as possibilidades de corrupção e loteamento político do Estado.

 Em Curitiba, haverá uma manifestação na Praça Santos Andrade, a partir das 17 horas, com a participação de diversas categorias.

 

Mobilização nacional foi definida por milhares de servidores

A proposta de uma Greve Nacional dos Servidores contra a Reforma Administrativa foi aprovada no Encontro Nacional dos Servidores e Servidoras, realizado de forma online em 30 de julho, com a presença de cerca de 5 mil representantes do funcionalismo público das esferas municipal, estadual e federal.

Entre as atividades previstas para o dia 18 de agosto, serão realizados atos de rua, manifestações nas redes sociais e pressão junto aos parlamentares para barrar a Reforma Administrativa.

Você pode ajudar a pressionar os parlamentares, entrando neste site aqui: https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa

O ANDES-SN havia orientado todas as suas seções sindicais a realizarem assembleias até o dia 16 de agosto, para deliberarem sobre a adesão à Greve Nacional.

As principais centrais sindicais do país também estão convocando suas bases para reforçar as mobilizações no dia 18 de agosto, como um Dia Nacional de Lutas contra outros ataques à classe trabalhadora promovidos por Bolsonaro e setores oportunistas, como a privatização da Eletrobras e dos Correios, a Medida Provisória 1045 (que promove uma mini Reforma Trabalhista), o desemprego e a fome no país, entre outras bandeiras.

 

Impactos da PEC 32/2020

A Reforma Administrativa afetaria tantos os atuais como os futuros servidores, retirando direitos e garantias, ao mesmo tempo em que protegeria os militares das Forças Armadas, políticos e algumas carreiras “do topo” do funcionalismo, como magistrados e outras com as quais o governo não quer se indispor porque podem investigar, denunciar e puni-los por seus crimes.

Veja aqui como o projeto afeta os docentes, as universidades públicas e todo o funcionalismo.

Para ser aprovada, uma PEC necessita de 308 votos na Câmara dos Deputados. Após ser apreciada pelo plenário em dois turnos, ainda precisa ser votada também em dois turnos no Senado.

A medida ainda não tem prazo para ser colocada em votação na Câmara, mas é prioridade para setores econômicos que, apesar de todas as barbáries do governo Bolsonaro, ainda lhe dão sustentação de troca da promessa de que poderão se apropriar dos serviços públicos para lucrar sobre as necessidades da população.

Por isso, as mobilizações são essenciais para enterrar esse projeto.

 

Greve em defesa dos serviços públicos

18 de agosto (quarta-feira)

Ato público na praça Santos Andrade (Curitiba-PR)

18 horas (concentração a partir das 17h)

 

Fonte: APUFPR


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