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11 de agosto de 2021

Universidades federais produziram 2.015 pesquisas sobre Covid-19 em 2020. UFPR se destaca

Em 2020, foram realizadas 2.015 pesquisas sobre Covid-19 nas universidades federais brasileiras, provando novamente o papel fundamental dessas instituições, tão precarizadas pelo governo Bolsonaro. A UPFR tem se destacado nesse contexto.

Mesmo com os cortes sucessivos no orçamento da ciência e da educação, os pesquisadores da UFPR trabalharam a todo vapor na pandemia. Além de estudos de impacto internacional, 31 mil testes gratuitos de Covid-19 foram realizados, 106 mil litros de álcool 70% produzidos e doados, e pesquisadores estão desenvolvendo uma vacina com insumos e tecnologia 100% nacionais, que ficará pronta em 2022, caso a universidade consiga atingir a meta de arrecadação de recursos (já que o Governo Federal não financia o estudo).

 

UFPR: testes em massa e vacina

Os estudos sobre o novo Coronavírus feitos na UFPR abrangem diferentes áreas. Um artigo sobre os impactos da pandemia nas cadeias internacionais de logística, produzido no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações, Liderança e Decisão (PPGOLD), foi premiado em um congresso internacional de engenharia industrial.

Outro artigo, comprovando a ineficácia da ivermectina no combate à Covid-19 e escrito por um professor de Medicina Veterinária, tornou-se um dos mais lidos e citados no respeitado periódico internacional One Health. No Programa de Microbiologia, Parasitologia e Patologia, uma pesquisa de doutorado concluiu que a cloroquina provoca danos em células dos vasos sanguíneos.

São trabalhos de qualidade científica reconhecida internacionalmente, e que refutam a maioria das principais fakenews difundidas por Bolsonaro e seus apoiadores extremistas. Mostram uma universidade produzindo ciência de ponta, altamente conectada com os desafios mais urgentes da população.

Há diversas outras inciativas que conectam o trabalho dos cientistas com a sociedade, como a produção de jogos e softwares para prevenção e a realização de lives e outras iniciativas de comunicação.

Em outra frente, até junho de 2021 foram realizados 31 mil testes em assintomáticos, em mutirões feitos pela comunidade acadêmica da UFPR em diversas regiões do estado. Além de evitar a maior disseminação do vírus com o isolamento das pessoas contaminadas, as testagens ajudam na educação e prevenção.

Outro exemplo do potencial das universidades públicas é a vacina que está sendo desenvolvida na UFPR. O imunizante se destaca pelo baixo custo, com a perspectiva de menos de R$ 5 por dose.

Com encerramento dos testes pré-clínicos no final de 2021, a previsão é que em 2022 a vacina esteja disponível para ser aplicada na população, com possibilidade de produzir centenas de milhões de doses.

Já o Hospital de Clínicas da UFPR (HC-UFPR), além de receber pacientes de Covid-19 e oferecer diversos tipos de atendimentos, está participando de um estudo clínico internacional que investiga um medicamento (antiviral) como possível tratamento para a COVID-19.

 

Memorial

De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a rede federal de hospitais universitários, com 50 hospitais de 35 universidades, manteve abertos cerca de 2.000 leitos exclusivos para pacientes de Covid-19 durante a pandemia. Só o HC-UFPR chegou a ofertar 165 leitos.

Além dos 2.050 projetos sobre Covid-19, o levantamento destaca ainda a produção de 2.487 projetos de extensão voltados à crise sanitária, 691 mil litros de álcool gel produzidos, 515 mil “face shields”, 651 mil máscaras e a 661 mil testes de Covid-19 realizados pelas universidades federais, somente em 2020.

Os dados apresentados foram colhidos a partir de respostas de 48 das 69 IFES. 21 não responderam (lembrando que 19 instituições, atualmente, estão sendo geridas por reitores-interventores indicados pelo presidente).

Os resultados expressivos não impediram o governo Bolsonaro de cortar, em 2021, 18,16% da verba das instituições federais de ensino superior em relação ao ano anterior, e ainda reduziu o orçamento da ciência para o menor patamar do século.

Nas palavras de Andréia Stinghen, vice-presidente da APUFPR, “Apesar da sua comprovada importância para a sociedade, a ciência brasileira vem sendo asfixiada pelo governo Bolsonaro”.

Sobre o orçamento reduzido, Andréia é taxativa: “Não existe desenvolvimento de um país sem ciência e tecnologia. Por isso, lutamos pela recomposição urgente das verbas para a produção científica”.

 

Fonte: APUFPR


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