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23 de março de 2022

Dispensar o uso de máscara? Nova onda de Covid-19 na Europa acende alerta para o Brasil

O governador do Paraná, Ratinho Junior, sancionou na quarta-feira (16) a lei 20.971/2022, que derrubou a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre no Paraná. Entre as mudanças, está a liberação opcional para crianças menores de 12 anos em ambientes fechados. A prefeitura de Curitiba também seguiu o mesmo caminho e aprovou medida semelhante na Câmara dos Vereadores.

Por pressão política de setores radicais e de partes do empresariado, há intenções de, em breve, acabar com a obrigatoriedade também em espaços internos.

Para a diretoria da APUFPR, são decisões precipitadas que podem fazer com que enfrentemos uma nova onda de casos e de mortes por Covid-19, além de sobrecarregar os sistemas de saúde

 

 

Brasil pode repetir cenário europeu

Após reduzirem ou mesmo abolirem medidas restritivas da pandemia, países europeus registram nova onda de casos do novo Coronavírus. Na maior parte dessas nações, o número de mortes vem aumentando e as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) voltaram a ser mais demandadas.

Além disso, novas variantes e sub-variantes ameaçam a saúde pública. Na Alemanha, por exemplo, a subvariante BA.2 da Ômicron já é responsável por 48% dos novos casos.

Segundo o presidente da Comissão de Enfrentamento e Prevenção ao Covid-19 da UFPR, Emanuel Maltempi de Souza, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, o padrão que se consolida desde o começo da pandemia é que o quadro no Brasil repete o da Europa cerca de 1 a 2 meses depois. “Os números de casos e mortes começaram a subir há cerca de uma semana, em particular no Reino Unido e Alemanha, coincidindo com eliminação da obrigação de uso de máscaras em todos os ambientes. As causas para esse aumento podem incluir também o surgimento de novas variantes (Ômicron BA.2 ou Deltacron) e a queda da imunidade conferida pela vacina. Enquanto o clima na Europa vai se aquecendo, no Brasil vai esfriando, facilitando propagação de doenças respiratórias,” disse.

Para ele, depois da vacina, a máscara é a principal forma de conter transmissão da Covid-19, portanto deveriam ser utilizadas enquanto a circulação do vírus é alta. “Temos ainda média diária de aproximadamente 40 mil casos diagnosticados no país e no Estado do Paraná, mais de 2.500, o que é considerado um cenário de risco. Diante disso, considero que o uso opcional de máscaras em ambientes externos nos quais não ocorre aglomeração é adequado e aceitável. Em ambientes internos, especialmente onde não há possibilidade de manter distanciamento adequado, o uso de máscara, no meu entender, continua essencial no presente nível de circulação viral, em qualquer situação.”

Maltempi, ao analisar a liberação do uso para crianças menores de 12 anos, disse que é uma medida arriscada. “No caso das crianças penso que seria uma oportunidade para criar e consolidar o hábito de uso de máscaras, mostrando a importância que nosso comportamento e atitudes podem ter para proteção da comunidade. Por isso acho a decisão do governo estadual, lamentável porque esse é o público, atualmente, é menos protegido,” concluiu, observando que a taxa de vacinação nessa faixa etária ainda está relativamente baixa.

 

Fonte:APUFPR

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14 de fevereiro de 2022

A UFPR está retomando hoje (14) as atividades presenciais. A APUFPR estará observando o cumprimento de todas as normas de biossegurança, além de promover ações de conscientização junto à comunidade acadêmica sobre a importância (e necessidade) de todos estarem com o esquema vacinal completo.

Vacina é ciência. Vacina é vida!

Fonte: APUFPR

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4 de fevereiro de 2022

As vacinas contra a Covid-19 são eficazes e seguras? Elas são experimentais ou isso é fake news? Elas realmente funcionam? Veja o que renomados cientistas da UFPR têm a dizer sobre elas.

 

 

Fonte: APUFPR

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11 de agosto de 2021

Universidades federais produziram 2.015 pesquisas sobre Covid-19 em 2020. UFPR se destaca

Em 2020, foram realizadas 2.015 pesquisas sobre Covid-19 nas universidades federais brasileiras, provando novamente o papel fundamental dessas instituições, tão precarizadas pelo governo Bolsonaro. A UPFR tem se destacado nesse contexto.

Mesmo com os cortes sucessivos no orçamento da ciência e da educação, os pesquisadores da UFPR trabalharam a todo vapor na pandemia. Além de estudos de impacto internacional, 31 mil testes gratuitos de Covid-19 foram realizados, 106 mil litros de álcool 70% produzidos e doados, e pesquisadores estão desenvolvendo uma vacina com insumos e tecnologia 100% nacionais, que ficará pronta em 2022, caso a universidade consiga atingir a meta de arrecadação de recursos (já que o Governo Federal não financia o estudo).

 

UFPR: testes em massa e vacina

Os estudos sobre o novo Coronavírus feitos na UFPR abrangem diferentes áreas. Um artigo sobre os impactos da pandemia nas cadeias internacionais de logística, produzido no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações, Liderança e Decisão (PPGOLD), foi premiado em um congresso internacional de engenharia industrial.

Outro artigo, comprovando a ineficácia da ivermectina no combate à Covid-19 e escrito por um professor de Medicina Veterinária, tornou-se um dos mais lidos e citados no respeitado periódico internacional One Health. No Programa de Microbiologia, Parasitologia e Patologia, uma pesquisa de doutorado concluiu que a cloroquina provoca danos em células dos vasos sanguíneos.

São trabalhos de qualidade científica reconhecida internacionalmente, e que refutam a maioria das principais fakenews difundidas por Bolsonaro e seus apoiadores extremistas. Mostram uma universidade produzindo ciência de ponta, altamente conectada com os desafios mais urgentes da população.

Há diversas outras inciativas que conectam o trabalho dos cientistas com a sociedade, como a produção de jogos e softwares para prevenção e a realização de lives e outras iniciativas de comunicação.

Em outra frente, até junho de 2021 foram realizados 31 mil testes em assintomáticos, em mutirões feitos pela comunidade acadêmica da UFPR em diversas regiões do estado. Além de evitar a maior disseminação do vírus com o isolamento das pessoas contaminadas, as testagens ajudam na educação e prevenção.

Outro exemplo do potencial das universidades públicas é a vacina que está sendo desenvolvida na UFPR. O imunizante se destaca pelo baixo custo, com a perspectiva de menos de R$ 5 por dose.

Com encerramento dos testes pré-clínicos no final de 2021, a previsão é que em 2022 a vacina esteja disponível para ser aplicada na população, com possibilidade de produzir centenas de milhões de doses.

Já o Hospital de Clínicas da UFPR (HC-UFPR), além de receber pacientes de Covid-19 e oferecer diversos tipos de atendimentos, está participando de um estudo clínico internacional que investiga um medicamento (antiviral) como possível tratamento para a COVID-19.

 

Memorial

De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a rede federal de hospitais universitários, com 50 hospitais de 35 universidades, manteve abertos cerca de 2.000 leitos exclusivos para pacientes de Covid-19 durante a pandemia. Só o HC-UFPR chegou a ofertar 165 leitos.

Além dos 2.050 projetos sobre Covid-19, o levantamento destaca ainda a produção de 2.487 projetos de extensão voltados à crise sanitária, 691 mil litros de álcool gel produzidos, 515 mil “face shields”, 651 mil máscaras e a 661 mil testes de Covid-19 realizados pelas universidades federais, somente em 2020.

Os dados apresentados foram colhidos a partir de respostas de 48 das 69 IFES. 21 não responderam (lembrando que 19 instituições, atualmente, estão sendo geridas por reitores-interventores indicados pelo presidente).

Os resultados expressivos não impediram o governo Bolsonaro de cortar, em 2021, 18,16% da verba das instituições federais de ensino superior em relação ao ano anterior, e ainda reduziu o orçamento da ciência para o menor patamar do século.

Nas palavras de Andréia Stinghen, vice-presidente da APUFPR, “Apesar da sua comprovada importância para a sociedade, a ciência brasileira vem sendo asfixiada pelo governo Bolsonaro”.

Sobre o orçamento reduzido, Andréia é taxativa: “Não existe desenvolvimento de um país sem ciência e tecnologia. Por isso, lutamos pela recomposição urgente das verbas para a produção científica”.

 

Fonte: APUFPR


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