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18 de janeiro de 2022

Recomposição salarial do que foi “engolido” pela inflação nos últimos e a valorização da atuação dos professores na sociedade brasileira: essas devem ser as prioridades do movimento docente nas importantes lutas que serão travadas em 2022.

Estas também serão algumas das propostas e ideias que levaremos ao congresso do ANDES-SN, que acontecerá no final de março, em Porto Alegre.

Confira nosso primeiro vídeo deste que será um ano tão decisivo para as lutas que deveremos travar pelo futuro da educação e do nosso país.

 

 

Fonte: APUFPR

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17 de janeiro de 2022

Atenção, filiados da APUFPR: mudança nos boletos

Para aprimorar o atendimento aos nossos filiados, a APUFPR está realizando alterações no sistema de cobrança dos planos de saúde.

A partir de agora, os boletos serão gerados pelo sistema Sindicalizi e serão enviados em anexo por e-mail, não mais por links.

Os boletos também serão encaminhados por correio.

Quem optou por fazer os pagamentos por boleto, a data do próximo vencimento será 24 de janeiro. Já para quem escolhe a comodidade do débito automático, o vencimento no Banco do Brasil será 17 de janeiro, e na Caixa será 18 de janeiro.

Importante: conferir sempre o banco favorecido

A APUFPR solicita que seus filiados confiram os dados antes de fazer o pagamento:

  • No boleto, deve aparecer como beneficiário o nome da APUFPR.
  • Na hora de fazer o pagamento no sistema do banco, deve aparecer como GREENCRED
  • A instituição financeira favorecida é o Banco do Brasil.

 

Os e-mails foram enviados por meio do endereço [email protected]

Caso haja outro banco ou algum nome diferente trata-se de um erro. Se isso acontecer, você deve procurar nosso sindicato. Veja aqui nossos contatos: https://apufpr.org.br/contatos

 

FONTE: APUFPR

 

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12 de janeiro de 2022

Nota conjunta pelo passaporte vacinal na UFPR

O Brasil está vivendo, desde o começo de 2020, este que pode ser o momento mais dramático de sua história. A pandemia de Covid-19 custou ao nosso país mais de 620 mil vidas.

A imensa maioria dessas perdas poderiam ter sido evitadas se nosso país tivesse seguido preceitos científicos e epidemiológicos básicos, baseados em diversos estudos amparados por conceitos teóricos e práticos reconhecidos internacionalmente.

Apesar dos avanços significativos no enfrentamento à crise sanitária, decorrentes do esforço daqueles que apostaram na ciência e na valorização da vida acima de tudo, o surgimento de novas variantes do novo Coronavírus e o negacionismo, usado como arma política pelo Governo Federal e por setores extremistas da sociedade que o apoiam, continuam mantendo o quadro alarmante, que exige de todos nós precaução e, acima de tudo, responsabilidade.

Por isso, as entidades que assinam essa nota vêm a público manifestar seu apoio à proposta de implementação do ‘passaporte vacinal’ em todos os espaços da Universidade Federal do Paraná.

A exigência da comprovação do esquema vacinal completo (salvo para aqueles que não podem se vacinar por motivo de força maior) vai trazer segurança a toda a comunidade acadêmica, incluindo docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes, trabalhadores terceirizados, além de suas famílias e todo o conjunto da sociedade.

O enfrentamento a uma crise com essa magnitude não pode se basear em decisões individuais. Requer um compromisso coletivo, e a vacinação em massa, neste momento, é a principal expressão desse compromisso, especialmente para proteger os grupos mais vulneráveis e aqueles mais suscetíveis ao desenvolvimento das formas mais graves da doença (cujas causas ainda não foram completamente desvendadas pela comunidade científica internacional).

Essa deliberação também estaria amparada legalmente pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que garantiu a autonomia das instituições federais de ensino para exigir o passaporte vacinal como condicionante para retorno às atividades presenciais, suspendendo o despacho do Ministério da Educação que proibia a exigência dos comprovantes de vacinação em universidades.

Mesmo que a vacinação em massa ainda não seja suficiente para erradicar definitivamente a circulação do vírus neste momento (pelos motivos expostos anteriormente), ela é o principal fator para a redução da letalidade de uma doença altamente contagiosa, cuja variante Ômicron, que já se tornou predominante no Brasil, se multiplica 70 vezes mais rápido nas vias aéreas (conforme estudos da Universidade de Hong Kong). Outro estudo, do Imperial College de Londres, mostrou que ela tem 5,4 vezes mais chances de causar infecção do que a variante Delta.

Na capital paranaense, Curitiba, onde a vacinação estava contribuindo para a redução da quantidade de pessoas contaminadas – que atingiram em 22 de dezembro o menor patamar desde março de 2020, com 720 casos ativos -, voltou a superar a casa dos 8 mil casos ativos na última terça-feira (11).

Há ainda que considerar a epidemia do vírus H3N2, variante do vírus influenza, que tem causado séria preocupação na comunidade científica, principalmente porque pode agravar o quadro de pessoas contaminadas pela Covid-19.

Parabenizamos todas as comunidades universitárias das instituições de ensino superior do país que tiveram a responsabilidade (e também a coragem) de implementar a exigência de passaportes vacinais, porque colocaram a vida das pessoas em primeiro lugar.

Nenhum direito pode se sobrepor ao direito à vida.

Desde já, expressamos nosso compromisso em tomar medidas que possam vir para ferir a autonomia universitária, princípio este garantido pela Constituição Federal, e esperamos que todas as esferas de poder e demais instituições tenham a mesma compreensão sobre a necessidade de decisões que venham para proteger a vida das pessoas.

A exigência da vacinação completa e atualizada é um compromisso social e coletivo com a saúde pública, com a ciência, com a educação, e com esta e as próximas gerações.

Assinam esta nota:
Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR)

Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (Sinditest-PR)

Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Paraná (DCE-UFPR)

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17 de dezembro de 2021

Confira o expediente da APUFPR no final de ano:

Prezados docentes, em razão das férias coletivas da nossa equipe, informamos que a APUFPR estará em recesso a partir da próxima quarta-feira, 22 de dezembro, até o dia 09 de janeiro. Os atendimentos serão retomados no dia 10 de janeiro, uma segunda-feira.

Desejamos a todas e todos um ótimo final de ano! Boas festas!

 

Expediente final de ano | Férias coletivas

Último dia de atividades: 21 de dezembro (terça-feira)
Período de recesso: 22 de dezembro até 09 de janeiro
Retorno das atividades: 10 de janeiro (segunda-feira)

 

 

Fonte: APUFPR

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15 de dezembro de 2021
APUFPR apoia mobilização dos professores estaduais do Paraná
Foto: APP Sindicato

Professores, funcionários e aposentados da Educação estadual estão em greve contra o desmonte da carreira dos docentes, contra retirada de direitos dos trabalhadores das escolas e a estagnação das aposentadorias promovidos por Ratinho Jr.

Liderado pela APP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, o movimento se mobilizou para três dias de greve, entre 13 e 15 de dezembro, e tem recebido muita adesão.

Com manifestações de rua nos três dias de greve, os trabalhadores da Educação pressionam os parlamentares a não aprovarem o PLC 12/2021 e o PL 729, que retiram direitos e não promovem os necessários reajustes de uma categoria que tem acumulado perdas salariais.

A mobilização conta com apoio também dos estudantes, que protestam contra a Lei Geral das Universidades por esta ferir a autonomia universitária e reduzir repasses.

APUFPR manifesta sua solidariedade e apoio a essa importante mobilização de nossos parceiros de luta!

 

Projetos de lei ameaçam direitos

O governador Ratinho Jr. divulgou o PLC 12/2021, de sua autoria, como se fosse uma grande concessão de benefícios aos professores estaduais.

No entanto, os avanços contidos no projeto, como a readequação do salário dos professores ingressantes, trazem como “contrapartida” perdas para a categoria, como a destruição do plano de carreira, o fim da perspectiva de progresso e a ausência de atenção às demandas de funcionários e aposentados.

Já o PL 729/2021 diz respeito a todos os servidores públicos do Paraná, propondo um reajuste de 3% para o funcionalismo público do estado.

Neste caso a APP e os professores fazem coro à reivindicação do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e cobram reajuste imediato de no mínimo 6,39%, referente à uma dívida recentemente reconhecida pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

O valor total devido aos servidores, na verdade, já se aproxima da casa dos 30%.

 

Fonte: APUFPR

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15 de dezembro de 2021

Mais um ano de lutas chega ao final! Em 2022 estaremos juntos, novamente.

😅 Chegamos ao final de 2021, começando a vislumbrar um cenário melhor para o próximo ano que se avizinha.

📣 Mais do que nunca, tivemos que reunir nossas forças para lutar coletivamente contra a barbárie. Gritamos contra a fome, o desemprego, os cortes de gastos, a corrupção, as mortes evitáveis e as perdas de direitos.

✊ Reivindicamos a justiça social para todos e todas, na defesa da educação, da saúde e dos serviços públicos como um todo, que são essenciais na garantia da dignidade da nossa população.

✅ Envidamos enormes esforços para barrar a aprovação da Reforma Administrativa, tivemos que lidar com as limitações impostas pela crise epidemiológica, e obtivemos êxitos políticos e jurídicos extremamente importantes para nossa categoria.

Hoje, viemos agradecer a sua participação e o seu companheirismo ao longo deste ciclo. 🤝

2022 bate à porta! Sabemos que este será outro ano duro, repleto de desafios, que exigirá de todos nós uma grande capacidade de união.

🎉Desejamos boas festas!

E que o próximo ano chegue, porque estaremos preparados para ele! 🙌

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26 de novembro de 2021

Veja como colaborar com a campanha Natal Sem Fome em Palotina

Em parceria com a ONG Ação da Cidadania, uma das mais ativas em ações de solidariedade e combate à insegurança alimentar, a APUFPR está participando novamente da construção da campanha Natal Sem Fome em 2021.

Além da possibilidade de doações por transferência bancária, também é possível colaborar presencialmente nos postos de coleta disponibilizados em Palotina (endereços abaixo).

A iniciativa dá continuidade ao compromisso da APUFPR de se engajar em ações de solidariedade e estreitamento de laços com a comunidade, como as realizadas recentemente em Jandaia do Sul e Palotina.

Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, atualmente são 19 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave, ou seja, não têm garantida a sua próxima refeição. Precisamos do máximo de apoio e solidariedade para mitigar essa situação!

 

Confira os postos de coleta em Palotina

A arrecadação de contribuições financeiras e de cestas básicas ficará aberta entre os dias 26 de novembro e 14 de dezembro. Além da possibilidade de doação por transferência bancária, também há dois pontos de coleta em Palotina. Confira os endereços e o PIX, e divulgue para seus colegas, amigos e familiares!

 

APUFPR Palotina

Rua Pioneiro, 2074 – Jd. Dallas

Das 13h30 às 17h30

(41) 99824-0242

 

UFPR Setor Palotina

Rua Pioneiro, 2153 – Jd. Dallas

(45) 99985-4928

 

PIX para transferência bancária:

[email protected]

 

Campanha Natal Sem Fome

Diante da gravidade do avanço da fome no Brasil em 2021, graças à irresponsabilidade social, política, econômica e sanitária do Governo Federal comandando por Jair Bolsonaro, que vem causando uma crise humanitária no Brasil, a meta da Ação da Cidadania para o Natal Sem Fome deste ano é arrecadar R$ 30 milhões em todo o país.

Fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, em 1993, a Ação da Cidadania organiza anualmente a campanha Natal Sem Fome em todas as regiões do Brasil.

Desde seu início, a campanha beneficiou mais de 32 milhões de pessoas.

 

Fonte: APUFPR

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29 de outubro de 2021

PEC dos Precatórios prejudicará professores da educação básica

Dar com uma mão e tirar com a outra.

Esse é o limite máximo do governo de Jair Bolsonaro para tratar de políticas sociais.

Essa lógica está presente na Proposta de Emenda à Constituição 23/2021, conhecida como PEC dos Precatórios, que altera regras do chamado teto de gastos e cria novas normas para o pagamento de precatórios, que são uma espécie de título de dívida pública ou. Traduzindo, é um documento que indica a quantia que o Tesouro Nacional deve a uma determinada pessoa ou empresa (os valores mínimos variam de acordo com a esfera – 60 salários-mínimos no caso da Fazenda).

Quando o governo emite um precatório, a despesa com ele deve entrar no orçamento. Mas há vários mecanismos que podem ser usados para protelar o seu pagamento, às vezes por anos.

Além disso, ele pode ser “vendido” para terceiros (como um tipo de investimento).

Pois bem, o governo deveria pagar em 2022 cerca de R$ 89 bilhões em precatórios. Aí vem a PEC dos Precatórios, que alteraria o Teto dos Gastos (fruto da EC 95) e limitaria o pagamento anual a R$ 41 bilhões, entre outras mudanças na Constituição. É uma manobra para sobrar recursos para o novo programa chamado Auxílio Brasil, uma manobra eleitoreira do governo Bolsonaro para conquistar apoio das camadas mais pobres do país, em substituição ao Bolsa Família.

Só que dos R$ 48,1 bilhões em precatórios que seriam empurrados para o orçamento de 2023, ao menos R$ 16 bilhões são referentes a dívidas que a União tem com os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Amazonas por conta de um erro do governo no repasse de recursos do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que depois foi substituído pelo Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb), o principal fundo de financiamento da educação básica no país.

Partidos de oposição (PT, PDT, PSB, PCdoB, PSOL e Rede) se comprometeram em barrar a PEC justamente poque ela vai rolar as dívidas federais com os estados, cujos recursos seriam usados na educação estadual e municipal.

 

Contradição

É óbvio que proporcionar uma renda para as pessoas em situação de vulnerabilidade é necessário. Ainda mais diante da pior crise social e econômica desde o fim da ditadura.

Mas é preciso ter em mente que o novo programa do governo não passa de uma manobra pensando nas eleições de 2022, ainda mais porque esse tema é tabu entre os setores extremistas que apoiam o presidente Jair Bolsonaro, já que, desprovidos de sensibilidade e solidariedade, são contra a maioria das políticas sociais e compensatórias.

A ideia do governo é deixar de pagar recursos da educação para aplicar nesse novo programa.

De quebra, demonstra sua visão das políticas sociais como meros instrumentos eleitorais e valor nulo dado à Educação pela atual gestão federal. Tudo isso afeta também aqueles que disputam uma vaga na universidade pública.

 

Como isso afetará os professores e a Educação?

Pela lei atual, o Governo Federal deveria complementar o salário dos professores da rede pública por meio do Fundef. Alguns estados e municípios, no entanto, processaram a União questionando o cálculo usado para os repasses, e obtiveram ganhos de causa no STF.

Uma lei de 2020 também estabeleceu que 60% dos valores de precatórios devidos pela União desde a época do Fundef deveriam ser direcionados aos professores dos estados e municípios.

Com a PEC 23/2021, seriam criados mecanismos que dificultam o pagamento dessas dívidas, o que, ao final, prejudicará os professores. O texto propõe, por exemplo, que os credores possam optar entre receber os valores ao final de 2022, mas com um desconto de 40%, ou receber o valor integral, mas parcelado em dez anos.

Em ambos os casos, os professores saem prejudicados, pois dependem que estados e municípios recebam esses valores para serem corretamente remunerados. Inicialmente, serão afetados diretamente os professores do Amazonas, do Ceará, da Bahia e de Pernambuco, mas a situação pode comprometer o financiamento da Educação no médio e longo prazo não só nesses estados.

Incapaz de mexer nos interesses do grande empresariado e de máfias políticas como o chamado Centrão, Bolsonaro só olha para as políticas sociais por puro interesse eleitoral e, ainda por cima, quer financiá-las ao custo de outras políticas sociais, também fundamentais, como a educação básica.

Fonte: APUFPR

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25 de outubro de 2021

Bolsonaro tira 92% dos recursos da Ciência e Tecnologia. O Centrão agradece

Após o fiasco de sua tentativa de golpe em 7 de setembro, o presidente da República, Jair Bolsonaro, fingiu uma “trégua” com as instituições, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), diminuindo a intensidade de suas bravatas e fake news.

Isso não significou, no entanto, nenhum recuo em seu projeto de devastação do Estado brasileiro e das políticas públicas. O corte de 92% dos recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, promovido a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, é uma prova disso.

Cumprindo com a vontade do governo, a base governista do Congresso Nacional reduziu de R$ 690 milhões para apenas R$ 89 milhões os recursos que seriam destinados par o setor de ciência e tecnologia, sendo que a imensa maioria desses recursos (R$ 82,5%) seria destinada à produção de radiofármacos (remédios contra o câncer) e apenas R$ 7,2 milhões iriam para ciência e tecnologia (1,10% do montante original).

Em um momento de grande valorização social da ciência, com as vacinas sendo desenvolvidas em várias universidades, Guedes e Bolsonaro resolvem usar os recursos em outras áreas para agradar, adivinhem só…. os aliados do governo e o “Centrão”.

Lari corrigi aqui : Sem os recursos, podem haver cortes de bolsas e a suspensão do Edital Universal do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), um dos mais importantes editais de fomento à pesquisa básica e aplicada do Brasil.

 

Centrão turbinado, pesquisas inviabilizadas

A medida é parte de duas jogadas do governo Bolsonaro:

1) Agradar seus apoiadores extremistas, que elegeram cultura, artes, educação e ciência como inimigas desde antes da eleição de 2018.

2) Destinar recursos a deputados e partidos que estão sempre dispostos a sustentar o governo em troca de emendas e favores.

Para contar com esse apoio, o Governo Federal destinar cada vez mais cargos e recursos a esses setores oportunistas, ignorando completamente as necessidades da população.

Com os cortes, a manutenção de pesquisas e bolsas já em curso fica completamente ameaçada, sem falar na perspectiva de futuro para a Ciência no país, que se torna ainda mais incerta.

Desde o início de sua gestão, Bolsonaro trabalha para acabar com a Ciência no Brasil. Se em 2013, o Executivo havia R$ 15,4 bilhões para a área no país, em 2019 – primeiro ano de Bolsonaro no poder – os recursos foram reduzidos para R$ 6,7 bilhões.

Em 2021, o orçamento total do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já havia sofrido uma redução total de 29%, e o número de pesquisadores apoiados pelo CNPq tem caído.

Entre 2011 e 2020, as bolsas de mestrado diminuíram 32% (de 17.328 para 11.824), e as de doutorado caíram 20% (de 13.386 para 10.738): o valor desses auxílios não sofre reajuste desde 2013.

 

O ministro estava em qual planeta?

Os cortes foram tão injustificáveis que, segundo consta, pegaram de surpresa até o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, o ex-astronauta e ex-vendedor de travesseiros Marcos Pontes.

Acostumado a referendar os negacionismos e as fake news de Bolsonaro, Pontes utilizou as redes sociais para protestar contra a redução de orçamento em sua pasta.

“Falta de consideração. Os cortes de recurso sobre o pequeno orçamento da Ciência no Brasil são equivocados e ilógicos. Ainda mais quando são feitos sem ouvir a Comunidade Científica e Setor Produtivo. Isso precisa ser corrigido urgentemente”, declarou o ministro em seu Twitter, no dia 10 de outubro.

Vale uma reflexão ao senhor ministro: quando alguém corta 92% dos recursos do seu ministério e você é o último a saber, você precisa repensar sobre a sua relevância no cargo.

A comunidade científica brasileira está mostrando sua indignação e a APUFPR reforça esse coro. Não há justificativa plausível para que o Governo Federal diminua o orçamento de um setor tão relevante. A ciência nacional “agoniza” e o governo de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes querem afundar ainda mais a capacidade de inovação do nossos país.

Como indicam dados levantados pela Unesco, países mais desenvolvidos ampliam investimentos em ciência e tecnologia para crescer, enquanto o Brasil de Bolsonaro vai na contramão (como sempre): em relação ao PIB, Alemanha vai investir R$ 3,09%; Japão, 3,26%; Coreia do Sul, 4,3%; Israel, 4,95%.

Os Estados Unidos irão investir 2,84%, só que o PIB deles gira em tono de US$ 21 trilhões (equivalente a mais de R$ 110 trilhões). E o Brasil de Bolsonaro depois do corte? 0,000094%.

Precisa dizer mais?

 

Fonte: APUFPR

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18 de outubro de 2021

Quinta (21): assembleia da APUFPR discute volta às atividades presenciais e cortes na ciência e na educação

A APUFPR convoca todos os filiados a participarem de nossa próxima assembleia, que será realizada na quinta-feira (21), com primeira chamada às 15h e segunda às 15h30, de forma online, para debater sobre as condições de trabalho dos docentes no retorno às atividades presenciais, prevista para 2022.

Os seguidos cortes orçamentários implementados pelo governo de Jair Bolsonaro, além de colocar em risco o funcionamento das universidades federais, terão impacto também nas condições sanitárias e de segurança das instituições.

Além disso, o governo e o Congresso cortaram 92% do orçamento de 2021 do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que seriam destinados, principalmente, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os valores foram destinados para 7 outros ministérios, para agradar aos políticos da base governista que poderão usar os recursos para fins eleitoreiros.

O outro ponto da Assembleia será a construção da pauta interna de reinvindicações dos docentes da UFPR. Neste cenário de grandes dificuldades, precisamos debater coletivamente sobre questões e problemas que afetam ao dia a dia dos docentes da UFPR.

 

Assembleia online

Assim como na última Assembleia, a reunião do dia 21 será feita pela plataforma ZOOM, que funciona em celulares e computadores. Recomendamos que o download do aplicativo seja feito antecipadamente: computadorGoogle Play e App Store (Iphone).

Os docentes precisam se inscrever antecipadamente por este link: https://us02web.zoom.us/meeting/register/tZMscOCvrTMoGdH3U5WkUqFXPwGiNYm8wPFI

Você receberá a confirmação por e-mail, enviado diretamente pela plataforma Zoom.

Quem não receber o link de acesso por e-mail imediatamente, deverá solicitá-la à secretaria da APUFPR pelos telefones (41) 99508-3760 e (41) 99981-7835.

Também vale dar uma verificada no LIXO ELETRÔNICO (para quem tem e-mail da UFPR) ou na caixa de SPAM (para quem tem outros e-mails, como o Gmail e Yahoo, por exemplo) para ver se a mensagem não foi parar ali.

 

Assembleia Geral Extraordinária dos docentes da UFPR

Data: quinta-feira (21)

Horário: primeira chamada às 15h e segunda chamada às 15h30.

 

Pauta

1) Informes;

2) Discussão sobre as condições de trabalho dos docentes no retorno às atividades presenciais em 2022;

3) Cortes no orçamento e na Ciência;

4) Construção da pauta interna de reivindicações dos docentes da UFPR;

5) Assuntos gerais.

 

Fonte: APUFPR


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