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20 de setembro de 2021

APUFPR convoca docentes para intensificar a pressão contra a PEC 32

Diante das declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que afirmou a intenção de levar a PEC 32/2020 para votação na Comissão Especial amanhã (21) a diretoria da APUFPR convoca toda a categoria para intensificar a campanha contra a Reforma Administrativa e enviar mensagens aos parlamentares, para que votem contra a proposta que desmonta o serviço público brasileiro.

As mensagens podem ser enviadas nas plataformas Na Pressão e no Observatório da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, que são sites que também concentram informações sobre a proposta de do governo Bolsonaro, notas técnicas sobre as consequências da aprovação desta PEC, além do levantamento sobre o posicionamento dos deputados que compõem a Comissão Especial da Câmara dos Deputados, onde tramita o projeto antes da votação no plenário.

As ferramentas permitem aos servidores enviar mensagens aos deputados por e-mail, Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp.

A diretoria da APUFPR reforça o chamado a toda a categoria para lotar os meios de comunicação dos parlamentares com mensagens contra a PEC 32.

 

Site na pressão
https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa

 

Observatório da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público

http://frenteparlamentardoservicopublico.org/observatorio-pec-32-2020

 

Recuo

Tanto o governo Bolsonaro como os parlamentares que apoiam a Reforma não têm certeza de que possuem os 308 votos de deputados federais necessários para aprovação da proposta e, por isso, a votação na Comissão Especial foi adiada

A pressão dos servidores e de diversos setores da sociedade civil está fazendo com que muitos deputados não se comprometam com a aprovação da PEC 32.

Além disso, o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), chegou apresentar uma segunda versão de sua proposta, que não contemplou nem a situação e nem a oposição. Por isso, é provável que seja votada a proposta apresentada anteriormente. Embora altere muitos aspectos do texto original construído pelo governo, ela ainda contém inúmeras ameaças e precisa ser derrubada.

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o PSOL apresentaram voto em separado para aprovação de textos alternativos. O substitutivo apresentado pelo PT possui diversos mecanismos para proteger os servidores e o serviço público:

– assegura direitos dos servidores e empregados públicos;

– evita abusos remuneratórios;

– retira benefícios concedidos aos membros de Poderes e aos militares;

– garante a participação da sociedade na gestão dos serviços públicos e sobre os atos da administração;

– oferece meios mais democráticos de gestão de pessoal e mediação de conflitos nas relações de trabalho no setor público;

– coíbe a discriminação e apadrinhamento político nas relações de trabalho no setor público;

– impede a ocupação excessiva de cargos civis por militares.

Fonte: APUFPR, com informações da Agência Câmara de Notícias

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17 de setembro de 2021

APUFPR fará reunião online com docentes para tratar do adicional de insalubridade

Na próxima quarta-feira (22), às 16 horas, a APUFPR fará reunião online com os docentes da UFPR para tratar do adicional de insalubridade.

O encontro será realizado pela plataforma Zoom, neste link aqui: https://zoom.us/j/85884947798

Senha: 940985

Desde a gestão passada, a APUFPR tem conduzido esse tema com bastante compromisso, porque essa questão afeta o dia a dia de centenas de professores da nossa universidade.

Tivermos importantes avanços, mas ainda há muitas questões a serem tratadas.

Por isso, coloque essa data na sua agenda e participe!

 

Serviço

Reunião sobre adicional de insalubridade

Data: 22 de setembro (quarta-feira)

Horário: 16h

Local: plataforma Zoom https://zoom.us/j/85884947798

 

Fonte: APUFPR

Bolsonaro-quer-fatiar-institutos-federais-para-indicar-interventores.jpg
16 de setembro de 2021

Bolsonaro quer fatiar institutos federais para indicar interventores

O Brasil segue enfrentando problemas políticos, econômicos e sociais gigantescos.

A área da Educação teve seus desafios agravados com a pandemia desastrosamente gerida pelo Governo Federal. No entanto, as únicas ações de Jair Bolsonaro em relação ao tema são para ampliar intervenções ideológicas e aparelhar as instituições de ensino.

Além de nomear 19 “reitores-interventores” (como são conhecidos os reitores indicados mesmo não sendo escolhidos por suas comunidades acadêmicas) em universidades federais, Bolsonaro tentou fazer o mesmo com institutos federais. Em alguns casos, chegou a empossar interventores que sequer participaram das eleições internas.

Em março de 2021, a maioria dos ministros do STF votou pela inconstitucionalidade de um decreto presidencial que dava ao ministro da Educação poderes para indicar reitores dos Institutos Federais sem considerar as eleições realizadas pelas instituições. Apenas Kassio Nunes Marques (indicado por Bolsonaro) tentou validar o decreto.

Mas agora o governo prepara outro golpe. Utilizando como justificativa uma suposta reorganização territorial da rede, o Ministério da Educação (MEC) quer criar dez institutos federais. Mas eles não seriam exatamente “novos”. Seriam decorrentes de uma fragmentação de alguns dos atuais institutos, uma vez que não há previsão de ampliação ou criação de novas estruturas, abertura de mais vagas e contratação de novos docentes.

Em uma manobra que não tem absolutamente nada a ver com a qualidade do ensino, o Governo Federal quer apenas criar cargos para ocupá-los com extremistas. O risco é que o governo indique um interventor pro tempore, enquanto buscar forma de postergar a eleição de um reitor efetivo.

 

Conselho se posiciona contra a proposta e lista verdadeiras necessidades

O MEC agora apresentou essa proposta no dia 30 de agosto, em reunião com alguns reitores e também com representantes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

Após a reunião e diante da falta de argumentos convincentes para justificar a tal “reorganização”, o Conif manifestou, em nota, sua rejeição à medida.

O documento destaca que a proposta não contempla a criação de novos campi, novas ofertas de cursos e de matrículas, e que o prazo de 20 dias para tal discussão, fixado pelo MEC, é “insuficiente para exaurir um tema tão estrutural”.

O texto lista também 15 medidas a serem tomadas caso o governo esteja de fato preocupado com as necessidades da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Entre elas estão a recomposição orçamentária da rede, a conclusão das obras em andamento e a ampliação dos quadros docente e técnico-administrativo.

Importante lembrar que o orçamento do governo para a Educação foi reduzido ao mesmo patamar de 10 anos atrás.

 

Aparelhamento e propaganda

Com o aparelhamento das instituições federais de ensino Bolsonaro quer viabilizar seu projeto permanente de manutenção no poder e de destruição do Estado, além de responder, como sempre, à sua base extremista que vê fantasmas em cada esquina.

A indicação de figuras “terrivelmente alinhadas” ao presidente, como é de costume, amplia o espaço para as ações de propaganda e difusão de ódio e mentiras tão típicas de Bolsonaro e seus apoiadores, como já acontece em instituições como a Fundação Palmares e a Secretaria Nacional de Cultura.

A comunidade da UFPR sabe bem a importância de preservar a democracia interna. Em 2020, a APUFPR e as demais entidades representativas (Sindtest-PR, DCE-UFPR e APG-UFPR) encabeçaram a luta para garantir que a escolha de docentes, técnicos e estudantes fosse preservada.

Enquanto o Brasil segue em direção ao abismo, o governo continua inventando projetos para tentar aparelhar a Educação.

 

Fonte: APUFPR

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15 de setembro de 2021

Capes propõe mudanças nos critérios de avaliação e gera mais insegurança

Muito se fala, com razão, sobre a falta de ações do governo de Jair Bolsonaro para melhorar a vida dos brasileiros em meio a tantas crises. Mas o que também impressiona é que as medidas, quando tomadas, são todas no sentido de piorar o que já não vai bem.

É o caso das novas mudanças anunciadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), função responsável pela expansão e consolidação da pós-graduação no país, e que tem sido gerida de forma completamente irresponsável pelo Governo Federal.

Em carta à presidente da Capes, Cláudia Queda de Toledo, um grupo de coordenadores de área que compõem como membros titulares o Conselho Técnico Científico do Ensino Superior (CTC-ES) apontam a inação da própria Capes quanto à falta de um regulamento ou mesmo de um calendário para a Avaliação Quadrienal 2021.

No documento, os conselheiros ainda alertam quanto a riscos que podem ser causados pela destituição dos membros do CTC-ES para nomeação de novos integrantes neste momento e a “desconstrução do modelo de avaliação construído e aperfeiçoado pelos pares, ao longo de décadas, pondo em risco a credibilidade de uma agência de Estado reconhecida nacional e internacionalmente”.

Eles também expõem a falta de diálogo da presidente com os conselheiros e alterações da portaria 145/2020 sobre o Qualis Periódicos, distintas daquelas que estão sendo consolidadas pelo debate coletivo.

Em um cenário de cortes sucessivos das verbas para a produção científica, os pesquisadores agora têm que se deparar com ainda mais incertezas sobre suas condições de trabalho, a cada dia mais difíceis e imprevisíveis.

 

O sistema Qualis

O Qualis, citado pelos conselheiros da Capes, é produto de um conjunto polêmico de regras usadas para avaliar a qualidade de revistas científicas, a partir da comparação internacional. As regras são baseadas em índices de impacto e outros critérios que já eram bastante questionados por sua falta de clareza.

A dinâmica força pesquisadores a publicarem textos em revistas com “bons índices” Qualis, mas a importância relativa dos periódicos também é bastante questionável.

O modelo atual dá espaço para que publicações conhecidas por serem “predatórias” (que se destacam pela disseminação de pesquisas de baixíssima qualidade ou mesmo de pseudociência) fiquem bem posicionadas. Via de regra, são publicações sem alcance e sem público relevante, com critérios duvidosos nas seleções ou que cobram para publicar artigos.

Como sempre, é o Brasil na contramão do que se faz no resto do mundo. As principais universidades estrangeiras estão abandonando métricas de avaliação baseadas em índices de impacto para privilegiar impactos reais, como a qualidade do ensino, o efeito na sociedade e a importância regional do trabalho de pesquisa.

 

Conflito de interesses

O ministro da Educação, que recentemente declarou que as universidades devem ser “para poucos”, nomeou como presidente da Capes uma pessoa sem os requisitos para a função.

Claudia Mansani Queda de Toledo é proprietária de uma instituição privada de ensino, o Centro Universitário de Bauru, mesmo local onde ela obteve seu doutorado, e tem relações pessoais com o ministro – que graduou-se em Direito nessa mesma instituição.

Um exemplo da forma como Claudia administra a Capes foi a indicação de uma estudante, orientanda sua, para a diretoria de Relações Internacionais da Capes, mesmo sem ter qualificação e experiência comprovadas.

No início dos anos 2000, o Centro Universitário havia sido alvo de denúncias de sonegação de impostos e desvio de dinheiro com uso de notas fiscais frias. O próprio programa de pós-graduação coordenado por Claudia Mansani teve o seu descredenciamento recomendado pela Capes em 2017 por não atingir a nota mínima, fato que foi revertido pelo Conselho Superior da Capes em 2020, já no governo Bolsonaro.

 

Fonte: APUFPR

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14 de setembro de 2021

MP das fake news: Bolsonaro quer blindar ódio e crimes na internet

Conforme explicamos detalhadamente em nosso artigo sobre as paranoias infantilizadas que são usadas como armas políticas, as mentiras são os principais instrumentos do governo de Jair Bolsonaro e de seus apoiadores extremistas para manter um público fiel, amedrontado e raivoso.

E não é que Bolsonaro editou uma Medida Provisória (MP) para tentar blindar as milícias digitais que o apoiam?

Com a falsa justificativa de garantir a “liberdade de expressão”, o presidente editou a MP 1.068/2021, que altera o Marco Civil da Internet para proibir que provedores e empresas de redes sociais possam retirar conteúdos ofensivos ou criminosos de suas plataformas – como já ocorreu no caso do próprio Bolsonaro, que teve dezenas de conteúdos removidos por conter informações falsas sobre a Covid-19.

Criticada massivamente por pessoas e instituições das mais diversas posições políticas, a medida passou a ser conhecida como “MP das fake news”, tamanho seu descaramento em atuar explicitamente para proteger as facções que o apoiam, justamente no momento em que a CPI das Fake News avança e bate à porta dos Bolsonaros (Carlos, o filho vereador, é considerado o principal responsável pelo chamado “Gabinete do Ódio”, que seria a organização criminosas responsável por coordenar a extensa redes de mentiras governistas).

Com o STF avançando nas investigações das chamadas milícias digitais, financiadas com dinheiro público, e o TSE também investigando as mentiras difundidas virtualmente nas eleições de 2018, Bolsonaro tenta uma saída para que ele, seus apoiadores e filhos não sejam enquadrados em diversos tipos de crimes.

Ao editar a MP pensando em sua sobrevivência política, Bolsonaro dá margem para que outros tipos de criminosos possam disseminar não apenas ódio (muitas vezes com consequência na vida “real”), mas espalhar conteúdos como pedofilia, assédio sexual ou vazamento de imagens íntimas, ou mesmo que estupradores possam espalhar fotos de suas vítimas.

Hipocritamente, os governistas dizem que caberia às autoridades investigar e punir quem, porventura, fizer mal uso da internet. Mas na prática, quando esses conteúdos se espalharem, seria impossível investigar, processar e punir todas as pessoas que apoiarem ou ajudarem a disseminar os materiais, inclusive porque a maioria das pessoas usaria (obviamente) perfis falsos para isso.

 

PGR pede ao STF a suspensão da MP

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da Medida Provisória. Apesar de raramente cumprir com sua função e atuar quase exclusivamente para proteger Bolsonaro, o procurador-geral, Augusto Aras, desta vez se posicionou contra o governo.

Se bem que pode ter sido uma decisão calculada, que estaria vinculada ao resultado dos acontecimentos do dia 7 de setembro (que explicamos a seguir).

 

Presidente do Senado pode rejeitar a MP

Uma Medida Provisória é um decreto emitido pelo presidente da República, e que, mesmo sendo temporária, como o nome diz, pode entrar em vigor imediatamente após sua publicação.

A partir de então cabe ao Congresso decidir se aceita a medida, transformando-a lei, ou se a derruba.

Como foi editada às vésperas das manifestações golpistas organizadas pelo presidente em 7 de setembro, a MP também pode ser interpretada como uma tentativa de Bolsonaro emitir um “salvo conduto” para seus seguidores extremistas atacarem o STF e a Democracia, alvos do protesto.

Como o tamanho e a radicalidade das manifestações foram pequenos e insuficientes para garantir o golpe que Bolsonaro buscava, o “tiro saiu pela culatra”, com o presidente perdendo ainda mais apoio entre políticos e empresários.

Com isso, a expectativa é de que o presidente do Senado rejeite a MP sem sequer levá-la à votação, argumentando que não há urgência na matéria que justifique uma medida atropelada como essa.

Isso seria muito conveniente para Bolsonaro, na hipótese (nem tão improvável assim) que a MP tenha servido apenas como parte da fracassada tentativa de golpe do dia 7.

 

O que diz a MP

O texto da MP 1.068/2021 visa sobretudo impedir que redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook e YouTube apaguem conteúdos mentirosos ou bloqueiem contas, exceto por “justa causa”, que seriam definidas sobretudo no âmbito judicial.

A MP impede que os provedores de redes sociais adotem “critérios de moderação ou limitação do alcance da divulgação de conteúdo que impliquem censura de ordem política, ideológica, científica, artística ou religiosa”.

Caso não seja derrubada, dificultará o combate às fake news criadas e financiadas por Bolsonaro e seus aliados, muitas vezes com dinheiro público.

Diante da evidente falta de embasamento jurídico da proposta de Bolsonaro, nos dias seguintes ao decreto presidencial foram abertas seis ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) no STF questionam a legalidade da MP.

Por mais que seja improvável a manutenção da medida editada pelo Governo Federal, apenas sua proposição já demonstra o quão longe Bolsonaro está disposto a ir para atacar a democracia e se perpetuar no poder, única alternativa para que ele e sua família escapem da cadeia.

Fonte: APUFPR

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9 de setembro de 2021
Manifestação de agradecimento
Foto: MPPR

Nós, pesquisadores, professores e servidores da Universidade Federal do Paraná, do Setor Litoral, do Centro de Estudos do Mar, do Instituto Federal do Paraná (Campus de Paranaguá), da Universidade Estadual do Paraná (Campus  de Paranaguá) e demais pesquisadores atuantes no litoral do Paraná – abaixo subscritos, expressamos nossos profundos  agradecimentos a Promotora de Justiça Priscila da Mata Cavalcante pelo excelente trabalho dedicado à frente do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) do Ministério Público, Comarca de Paranaguá.

Seu conhecimento técnico na área ambiental, aliado ao labor ético e justo e o mais elevado compromisso republicano constituem um legado ao nosso litoral do Paraná, inúmeras vezes impactado por projetos de significativo impacto  ambiental, muitos irreversíveis e de elevada magnitude. No exercício de sua profissão, faz valer com grande maestria a parceria entre a ciência e a justiça, balizando suas anotações, recomendações e processos no mais elevado teor técnico e científico, sem deixar de lado os diferentes saberes, assumindo-os com respeitosa sensibilidade.

Pelo reconhecimento ao seu valioso trabalho e por conhecermos sua impecável atuação é que repudiamos com convicção as declarações infundadas e ofensivas realizadas no dia 30 de agosto de 2021 pelo deputado estadual Nelson Justus na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Se faz digno de nota que passamos por uma das maiores crises socioambientais da história, e nos causa profundo pesar ter conhecimento de tais declarações vindas de uma pessoa que ocupa um cargo tão importante, o que nos demonstra sua dificuldade em colocar o mandato a serviço do público, e atuar fortemente no combate desta crise, que aflige a toda a sociedade.

O Estado do Paraná é um dos melhores exemplos do Brasil do quanto estamos paralisados e retrocedendo no campo das políticas ambientais, vendo nossos reservatórios de água desaparecendo, sem que atitudes sérias sejam tomadas por parte dos legisladores e executores das políticas públicas ambientais para reverter a situação, pelo contrário – vemos apenas ações na contramão de um desenvolvimento sustentável: a desregulamentação da legislação ambiental que protege os ecossistemas, as pessoas, as cidades, a sociedade e toda a vida.

Vale a ressalva da relação intrínseca que tais ações, somadas com a crise hídrica, tem com o desmatamento do que restou da Mata Atlântica, onde o Paraná ocupa posição de destaque no ranking nacional dos desmatadores. Tais políticas são muito claras, sobre o que deve ser feito, mas não vemos ações articuladas e nós temos realizado inúmeras propostas de ação, como foi a nossa participação no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná, o qual precisamos lembrar que existe e que deve ser seguido enquanto instrumento de planejamento territorial.

O papel  de fiscalizar a ação do Estado com tanto zelo, espírito democrático, senso de justiça, ética e conhecimento, é o que a Promotora Priscila da Mata Cavalcante faz com enorme empenho e competência em sua trajetória no litoral do Paraná.

Manifestamos, portanto, todo nosso apoio a Promotora Priscila da Mata Cavalcante, certos de seu legado em defesa do litoral do Paraná e rechaçamos com veemência o inteiro teor das declarações do referido deputado, sempre na expectativa de que nossas autoridades mantenham seu compromisso com o decoro parlamentar e com a democracia.

Matinhos, 31 de agosto de 2021

Liliani Marilia Tiepolo
Paulo Henrique Carneiro Marques
Juliana Quadros
Eduardo Harder
Antonio Luis Serbena
Valdir Frigo Denardin
Andrea Maximo Espínola
Rodrigo Rossi Horochovski
Danielle Cristina Machado Salmória
Viviane Eunice Scholze
Natália Tavares de Azevedo
Ivan Jairo Junckes
Marcos Claudio Signorelli
Katia Cristina Freiria Batista
Gabriela Schenato Bica
Rodrigo Rosi Mengarelli
Roberto G. Barbosa
Tânia M. Oliveira
Rejane Costa de Oliveira Paredes
Mariene Ribeiro da Silva
Vanessa Marion Andreoli
Marcelo Chemin
Maria Isabel Farias
Fernanda de Souza Sezerino
Augusto Junior Clemente
Silvana Cássia Hoeller
Eduardo Vedor de Paula
Silvana Marta Tumelero
Daniel Hauer Queiroz Telles
Maria Cristina de Souza
Leandro Angelo Pereira
Mauricio Almeida Noernberg
Etienne Cesar Rosa Vaccarelli
Pablo Damian Borges Guilherme
Rafael Metri
Izabel Carolina Raittz Cavallet
Elisiani Vitória Tiepolo
Leoncio José de Almeida Reis
Cassiana Baptista Metri
Cinthia Maria de Sena Abrahão
Camila Domit
Ionete Hasse
Solange Latenek
Silvestre Labiak Junior
Caroline Dorada Pereira Portela
Paulo da Cunha Lana
Luiz Fernando de Carli Lautert
Everaldo dos Santos
Ana Elisa de Castro Freitas
Maurício Fagundes
Patrícia Martins
Vanessa Padilha Wosniak
Adriana Ferreira Gama
Emerson Luis Tonetti
Denise de Freitas Takeuti

 

Fonte: APUFPR

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3 de setembro de 2021

Devido aos feriados, APUFPR não terá atendimento nos dias 6 a 8

 APUFPR informa que não haverá atendimento na segunda feira (dia 6, a entidade estará em recesso), na terça-feira (dia 7, feriado da Independência) e na quarta-feira (dia 8, feriado da padroeira de Curitiba).

Os atendimentos serão retomados a partir da quinta-feira (9), quando haverá também o plantão na sede da entidade, entre 9h e 18h.

Fonte: APUFPR

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30 de agosto de 2021

Brasil terá pesquisa inédita para mapear o perfil sócio-demográfico das lébicas e sapatão

A pesquisa vai levantar informações sobre a realidade e as condições de vida dessa população em todo o país

Com o objetivo de recolher informações e subsidiar a formulação de políticas públicas específicas para a população de lésbicas e sapatão, o I LesboCenso Nacional terá seu lançamento para a mesma data em que se comemora o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto.

A data foi escolhida para marcar e dar visibilidade para este que é o primeiro mapeamento nacional de lésbicas e sapatão do Brasil. O questionário pretende coletar informações sobre trabalho, educação, saúde, relacionamentos, relações familiares e redes de apoio que as lésbicas e sapatão possuem nas diversas regiões do país. As voluntárias também poderão escolher participar da segunda etapa da pesquisa, composta por uma entrevista online com as pesquisadoras.

A iniciativa busca alterar o cenário de subnotificações de crimes, violação de direitos e da falta de políticas públicas específicas para lésbicas e sapatão. Segundo dados publicados no Dossiê do Lesbocídio, foram mapeados 126 assassinatos de lésbicas, entre os anos de 2014 a 2017, motivadas pela lesbofobia, mas pode haver subnotificação. O lesbocídio é a morte de lésbicas e sapatão por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica. Com esse mapeamento, será possível estimar a prevalência das violências e da lesbofobia em relação a esse segmento da população.

O I LesboCenso Nacional é produzido por integrantes da Liga Brasileira de Lésbicas – LBL e da Associação Lésbica Feminista de Brasília – Coturno de Vênus. Em 2018/2019, a Coturno de Vênus realizou um mapeamento de lésbicas no Distrito Federal, iniciativa também inédita. O formulário com as questões estará disponível online a partir do dia 29/08/21 pelo site: www.lesbocenso.com.br e é aberto para resposta de todas as lésbicas e sapatão, maiores de 18 anos, residentes no Brasil. As interessadas em contribuir com a pesquisa podem fazê-lo até o final do mês de março de 2022.

O Lançamento oficial do I° LesboCenso Nacional será dia 29/08/21 às 15h
pelo YouTube do LesboCenso:

Serviço:
I LesboCenso Nacional – Mapeamento de Lésbicas
Data de lançamento do questionário: 29 de agosto de 2021.
Email: [email protected]
Instagram: @lesbocenso

Contato:
Léo Ribas – 41 996588612
Lelia de Castro – 61 – 982543699

 

Fonte: APUFPR

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30 de agosto de 2021

Vozes da Ciência nesta quinta (2) debate mulheres na ciência e multicampia

Na próxima quinta-feira (2), às 19h, será transmitido o segundo episódio da nova série Vozes da Ciência, criada pela APUFPR para valorizar o conhecimento científico produzido na UFPR e no país, em um momento em que a própria ciência brasileira enfrenta ameaças cada vez maiores.

Par debater o tema “Mulheres na Ciência e Multicampia”, este episódio contará com a astrofísica Rita de Cássia dos Anjos, docente pesquisadora do setor Palotina da UFPR.

Rita tem se destacado na área de Física, com ênfase principalmente na propagação de raios cósmicos e interações de partículas e raios gama.

A docente integra o Observatório de Raios Cósmicos Pierre Auger, em Malargue (Argentina) desde 2014, e o Observatório Cherenkov Telescope Array – CTA desde 2015.

Em 2020, foi vencedora do prêmio Programa para Mulheres na Ciência, promovido pela LOreal Brasil, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências. Já neste ano, tornou-se membra afiliada da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

A partir de sua experiência, ela discutirá o espaço das mulheres nas chamadas ciências duras, o papel da multicampia no fomento ao desenvolvimento social e econômico de cidades do interior do estado, e a importância campis descentralizados para o ingresso e a permanência das mulheres nas universidades.

O debate será transmitido ao vivo em nossa página do Facebook (clique na estrela para receber a notificação) e em nosso canal do YouTube (não esqueça de clicar no sininho para receber o lembrete). Participe e não perca nenhum episódio!

 

Conheça um pouco mais;

A docente Rita de Cássia dos Anjos concluiu a graduação em Física Biológica na Unesp, mestrado e doutorado na USP, e pós-doutorado no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (EUA).

Atualmente, ela é uma das principais pesquisadoras brasileiras na investigação das galáxias starburst, que são sistemas onde há processo intenso e contínuo de formação estelar.

Teve também passagens por instituições como Queen’s University of Belfast (Irlanda), City University of New York (EUA) e Deutsches Elektronen-Synchrotron (Alemanha).

Confira algumas reportagens sobre seu trabalho:
https://forbes.com.br/forbes-mulher/2020/11/donata-meirelles-rita-de-cassia-dos-anjos-fala-sobre-o-trabalho-de-sucesso-para-mudar-nossa-forma-de-pensar-e-viver/

https://super.abril.com.br/ciencia/a-fisica-rita-de-cassia-investiga-a-origem-de-raios-cosmicos-de-alta-energia/

https://www.hypeness.com.br/2020/10/rita-de-cassia-dos-anjos-vencedora-do-mulheres-na-ciencia-sempre-fui-a-unica-preta/

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/11/14/nao-tem-o-basico-astrofisica-compara-fazer-ciencia-no-brasil-e-nos-eua.htm

Fonte: APUFPR


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