Por que os princípios que norteiam o ANDES-SN e a APUFPR-SSind são tão importantes neste momento?

16 de abril de 2018

andes p jornal

Em um cenário de polarização e radicalização das opiniões, é comum a existência de dúvidas sobre a posição das organizações que atuam para representar categoriais de trabalhadores. Esses apontamentos são relevantes porque suscitam esclarecimentos cruciais, especialmente os relacionados aos princípios que norteiam a atuação dos sindicatos.

Para compreender o posicionamento da APUFPR-SSind, é preciso ter em mente que ela é uma seção sindical que integra o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) e, naturalmente, se compromete com os seus fundamentos.

Criado em 1981 como associação e transformado em sindicato em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, o ANDES-SN surge no processo de redemocratização do país. Na época, diversos setores da sociedade civil organizada elaboraram conjuntamente um modelo de Estado que conseguisse garantir direitos básicos e universais aos cidadãos.

Não foi diferente na área da educação. Os docentes federais se debruçaram sobre a formulação de uma educação superior compatível com a sociedade democrática que se almejava. Em outras palavras, a ideia era criar uma universidade pública, gratuita, autônoma, democrática, de qualidade e comprometida com a justiça social.

O ANDES-SN participou ativamente desse processo e, por ser uma entidade de trabalhadores, defendeu como fundamento que a luta por direitos sociais fundamentais, tais como educação e saúde, depende diretamente da mobilização e da solidariedade entre os trabalhadores. Esse é um dos princípios mais importantes do sindicato nacional.

“Ele [o ANDES-SN] tem como base ser um sindicato classista. Isso significa compreender a divisão social entre a classe que detém o capital e a que não detém e que, por isso, precisa vender sua força de trabalho”, explica o 2º tesoureiro do ANDES-SN, João Negrão.

Com base nesse princípio, se uma entidade que representa trabalhadores não atua na defesa dos direitos deles, ela perde a razão de existir. “Um sindicato patronal vai ter um perfil de direita, capitalista. Já um sindicato de trabalhadores não tem outro caminho a não ser a defesa dos direitos da classe trabalhadora”, argumenta Negrão.

Nesse sentido, o posicionamento político da APUFPR-SSind extrapola qualquer tipo polarização mais rasa. Ele é coerente com a própria razão de existir da entidade: a defesa dos direitos dos docentes da UFPR, a construção de um padrão de qualidade que favorece a aproximação entre universidade e sociedade, a autorreflexão crítica, a emancipação teórica e prática dos estudantes e o significado social do trabalho acadêmico, e a luta por uma universidade pública, gratuita, democrática, laica e de qualidade para todos.

Fonte: APUFPR-SSind

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