Grande carreata em Curitiba cobrou vacinação em massa e responsabilização do governo

25 de janeiro de 2021
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Uma grande carreata com mais de 800 carros e 100 bicicletas pelas ruas de Curitiba neste sábado (23) mostrou que sociedade está ao lado da ciência, da vacinação e da vida, e contra o negacionismo de alguns setores da sociedade, especialmente do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Esse foi considerado o maior protesto em Curitiba contra o presidente brasileiro desde sua posse em janeiro de 2019 (outros grandes protestos aconteceram, mas com temas específicos, como a Educação).

A APUFPR esteve presente no ato, que também teve a participação de diversas outras entidades e organizações políticas. Ele foi realizado com a adoção de todas as medidas de segurança sanitárias necessárias.

Atos semelhantes foram realizados em todo o país, nas capitais e cidades do interior. No domingo, setores conservadores e até extremistas, que antes apoiavam o presidente, também convocaram protestos.

No domingo (24) completou uma semana desde que houve a liberação da vacina pela Anvisa. No mesmo período, os primeiros brasileiros foram vacinados. Mas a quantidade é muito pequena perto da dimensão do país.

Além disso, como o negacionismo do governo brasileiro deixou o Brasil atrás de dezenas de países na vacinação mundial, a projeção é que a falta de vacinas e de insumos para produzi-las faça com que o processo ocorra de forma muito lenta por aqui.

Graças à ciência, um sopro de esperança por dias melhores ventilou toda a população do nosso país, mesmo enfrentando o provavelmente único governo do mundo que estimulou a disseminação do vírus e jogou contra a vacinação.

A terrível pandemia já vitimou mais de 217 mil brasileiros. Entre as tantas perdas que tivemos, está nossa companheira de diretoria, Denise Maria Maia, professora de Economia na UFPR, que faleceu no dia 14 de dezembro de 2020 em decorrência da Covid-19.

 

Estudo mostra que governo acelerou propositadamente a propagação

Enquanto a ciência buscava formas para combater o vírus e reduzir o número de mortos, mesmo com pouquíssimos recursos, outro inimigo se mostrou ainda mais perigoso: o governo brasileiro, que adotou um discurso negacionista e, segundo um estudo publicado esta semana pelo Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Conectas Direitos Humanos, agiu deliberadamente para acelerar a propagação do novo Coronavírus entre os brasileiros.

Segundo o estudo, conduzido pela renomada jurista Deisy Ventura, o levantamento de dados revelou “a existência de uma estratégia institucional de propagação do vírus, promovida pelo governo brasileiro sob a liderança da Presidência da República.

Entre os inúmeros absurdos, o presidente e os membros de seu governo tentaram deslegitimar a ciência, trabalharam para sabotar as principais medidas de controle da pandemia, incentivaram apoiadores a promoverem aglomerações e a adotarem comportamento negligente, usaram postura beligerante contra países que estão produzindo vacinas ou seus insumos, incentivaram o uso de medicamentos sem comprovação de eficácia (como vermífugos e outros, e gastaram perto de R$ 100 milhões com esses remédios), não fizeram esforços para adquirir as vacinas necessárias para imunizar os brasileiros, deixando dezenas de países à nossa frente e fizeram (e continuam fazendo) discursos para minimizar os impactos da pandemia.

Além disso, o presidente tentou implementar medidas que potencialmente poderiam dizimar tribos indígenas, especialmente povos isolados que não possuem contato com não indígenas. Por este motivo, a Procuradoria do Tribunal Internacional Penal, que fica em Haia, na Suíça, abriu investigação pela primeira vez contra um presidente brasileiro.

 

Fonte: APUFPR


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