Dia da Mulher é marcado por manifestações em defesa da vida e protestos contra o governo

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Em todo o Brasil, milhões de mulheres foram às ruas nesta terça (8), Dia Internacional da Mulher. Em Curitiba, a mobilização ocorreu no centro da cidade e, seguindo a pauta unificada da Frente Feminista, teve como foco principal a defesa da vida das mulheres, por um Brasil sem violência, sem machismo, sem fome e sem Bolsonaro.

Confira no vídeo como foi o Ato “Pela Vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome”:

 

As atividades contaram com a participação de movimentos sociais, indígenas, religiosos, sindicais, culturais e trouxeram denúncias do impacto da crise e das políticas do atual governo na vida das mulheres. A diretoria da APUFPR esteve presente junto a inúmeras professoras e professores.

O ato teve início às 16h30, na Praça Santos Andrade, com apresentações culturais e, de forma simbólica, as mulheres dos terreiros fizeram a lavagem das escadarias da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As indígenas também se manifestaram e deixaram o recado sobre o olhar necessário de cuidado e cura da “Mãe Terra”.

Depois, as manifestantes fizeram uma caminhada até a Boca Maldita, parando em alguns pontos para a realização de intervenções políticas com temáticas diversas como moradia, mulheres negras, violência policial, a situação das periferias da cidade e o desmonte do serviço público.

Também protestaram contra a política de desvalorização da mulher, intencionalmente executada pelo governo de Jair Bolsonaro.

Manifesto

Uma carta manifesto das entidades que compõem a organização do #8M nacional reforça a pauta unificada, que denuncia o atual governo: “A luta pela derrubada de Bolsonaro do poder é uma luta necessariamente feminista, anti-imperialista, anticapitalista, democrática, antirracista e antiLGBTQIA+fóbica. É uma luta em defesa da vida das mulheres, contra a fome, a carestia, a violência, pela saúde, pelos nossos direitos sexuais, direitos reprodutivos e pela justiça reprodutiva. É uma luta em defesa do SUS e dos serviços públicos, gratuitos e de qualidade. É uma luta com a maioria que tem sofrido com a fome, com a perda de seus entes queridos, com a violência e com o desemprego. Reafirmamos o feminismo como caminho para a auto-organização das mulheres, em aliança com os movimentos sociais, na resistência e construção de uma sociedade justa e igualitária. Somos milhões e de todos os cantos deste país! Nós nunca saímos das ruas contra Bolsonaro e nelas continuaremos em defesa das nossas vidas. Por isso gritamos: BOLSONARO NUNCA MAIS,” diz o documento.

Fonte: APUFPR


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