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20 de setembro de 2021

Reconhecido mundialmente, Paulo Freire faria 100 anos. Por que extremistas o atacam sem conhecê-lo?

Em setembro de 2021, o Brasil e o mundo celebram o centenário de Paulo Freire, um dos pensadores mais citados, respeitados e influentes do planeta. Ele só não é valorizado pelo governo de Jair Bolsonaro que, em suas “guerras culturais”, espalha informações distorcidas sobre o educador, como parte de sua estratégia de incitar paranoias infantilizadas para tentar estancar a crescente perda de apoiadores.

Apesar de sua importância, o legado de Paulo Freire é atacado tanto por aqueles que o desconhecem como por extremistas que tentam construir um mundo baseado no autoritarismo, na violência e na imposição de ideias prontas e formatadas.

Criador e divulgador de uma pedagogia baseada na liberdade e no diálogo, na construção coletiva do conhecimento e no respeito ao saber dos educandos, Paulo Freire tornou-se referência por sua proposta de construção democrática do conhecimento.

Sua metodologia de ensino, desenvolvida a partir dos anos 1960 quando trabalhou com alfabetização de adultos, foi e ainda é responsável pela alfabetização de milhões de pessoas, no Brasil e no resto do mundo, e influencia reflexões e inovações até hoje.

 

Extremistas têm ódio ou medo de Paulo Freire?

A obra de Paulo Freire incentiva o questionamento e a ação social. É por isso que extremistas e totalitaristas atacam tanto seu legado.

Enquanto Paulo Freire estimulava a autonomia e a construção de uma sociedade com esperança e alegria, o extremismo, especialmente da vertente bolsonarista, estimula o medo, o fatalismo e uma visão única de mundo (o que é contrário à autonomia).

Extremistas também odeiam pessoas que se expressam diferente deles e, por isso, repetem tanto as mesmas expressões dos ‘líderes’ que costumam seguir, quase como mantras, assim como os apelidos que facilitam a repetição. Hitler chamava-se, na verdade, Alois Schicklgruber, mas aos 40 anos adotou o sobrenome do padrasto, Hiedler, e ainda assim adaptou-o para uma pronúncia mais facilitada (seria bem mais difícil pronunciar ‘Heil, Shicklgruber’ em vez de ‘Heil, Hitler’ – repetição que significa, ‘Salve, Hitler’ – nome com duas sílabas). O ditador espanhol Franco teve mais facilidade, pois as pessoas repetiam Fran-co (duas sílabas). Já o italiano Benito Mussolini percebeu que as pessoas teriam dificuldades com as quatro sílabas de seu sobrenome e bolou o grito “Dulce” (líder), igualmente com apenas duas sílabas. E temos Bolsonaro, com quatro sílabas, que cunhou para si o termo ‘mito’ que, assim como o de seus pares anteriores, tem apenas duas sílabas (mi-to) que podem ser facilmente repetidas à exaustão.

A repetição facilita a reprodução sem reflexão. Não por acaso que muitos de seus seguidores defendem a ideia ultrapassada de que o aluno deve reproduzir e repetir a informação passada pelo professor, sem reflexão.

Já para Paulo Freire, se a pessoa for capaz de aprender a própria palavra a partir de sua realidade, terá a capacidade de ler o mundo (sem precisar reproduzir a visão de alguém) e de se expressar diante dele. É aquilo que ficou conhecido como pedagogia da autonomia, da esperança.

Ele também propunha a chamada “pedagogia do afeto’. Para ele, o professor deveria ser sensível à situação do aluno, especialmente às suas dificuldades, mazelas e sofrimentos. O conhecimento seria construído coletivamente a partir dessas trocas, com muita empatia. Com isso, o estudante descobriria mais sobre sua própria identidade e ficaria mais interessado e criativo. Como o extremismo é baseado no ódio, ele é o oposto ao afeto, além de ser uma das expressões mais nítidas da falta de empatia (basta lembrar do presidente Bolsonaro falando que lamentar pelas centenas de milhares de mortes por Covid-19 era “mimimi”).

Tudo isso é a antítese do extremismo, expresso pelo presidente Jair Bolsonaro e por sua base de sustentação política também no desprezo pela ciência, pela educação e pelo pensamento livre e crítico. Bolsonaro e seu “gabinete do ódio” (investigado pela Polícia Federal) disseminam mentiras para que seus apoiadores reproduzam (novamente sem reflexão) os ataques nas redes sociais, mesmo que não conheçam as teorias freirianas ou sequer tenham lido suas obras.

 

Mas e as ‘elites’, que o odeiam mas se aproveitam de seus ensinamentos?

Como o extremismo é ligado às pautas voltadas ao benefício das elites (que toleram o extremismo em troca), a pedagogia de Paulo Freire também representaria uma espécie de ameaça ao domínio daqueles que desejam evitar qualquer tipo de mudança estrutural na sociedade que possa abalar o centro do poder e questionar a concentração de riquezas por parte de uma pequena parcela da população.

Nisso, extremistas e as elites se unem para compartilhar o ódio a Paulo Freire. Ambos só conseguem se manter no poder se a população não for capaz de questionar a realidade em que se encontra.

Por isso preferem uma educação na qual o papel do professor deve ser apenas o de transmissor do conhecimento previamente aceito, seja para os anos iniciais como para pessoas que sofrem com o analfabetismo em idade mais avançada.

Um exemplo bem prático: se a alfabetização ocorrer a partir do diálogo sobre algo simples do cotidiano de uma comunidade como, por exemplo, a palavra ‘tijolo’, a conversa pode gerar questionamentos como “quem produz o tijolo?”, “quem é o dono da fábrica que produz o tijolo?”, “os direitos dos trabalhadores dessa fábrica de tijolos são respeitados?”, “quem ganha com a venda do tijolo?, “o salário do trabalhador que produz o tijolo é digno?”, “por que algumas pessoas não conseguem construir suas casas com tijolos?”.

Pronto, aí está aquilo que as elites consideram “ameaça”: trabalhadores cobrando seus direitos e conversando sobre a realidade. A partir daí, eles começam a questionar sobre as condições a que estão sendo submetidos e o empregador terá que se adequar e cumprir com as obrigações legais e trabalhistas, garantir condições seguras e salubres no ambiente de trabalho etc. Tudo isso vai reduzir seus lucros. Como o Brasil possui uma das ‘elites’ mais mesquinhas do mundo, não é de se estranhar que elas odeiem tanto a ideia de reduzir seus privilégios.

Se a alfabetização fosse apenas pela repetição de fonemas, não haveria questionamentos e tudo continuaria como estava antes: pessoas sem consciência, trabalhando em situações precárias ou análogas à escravidão. É daí que vem a chamada “Pedagogia do oprimido”, de caráter libertador, porque ele defendia que cada pessoa deve ter condições de se libertar das opressões que buscam calá-las.

O curioso é que enquanto membros das elites brasileiras se unem aos extremistas para espalhar ódio contra Paulo Freire, eles gastam fortunas com a educação de seus filhos em caras escolas privadas que aplicam os métodos freirianos no ambiente escolar.

Grande parte dos filhos das camadas mais ricas do país estudam em ambientes menos rígidos, com menos hierarquia na relação aluno-professor, onde ambos falam e ouvem, aprendem na prática e ao ar livre os conceitos que estão nos materiais didáticos para depois debater em círculo sobre essas experiências e vivências, dialogando sobre os acertos e erros e, a partir dessa troca, produzem o conhecimento. São escolas que investem em metodologias ativas, tecnologias que permitem o aprendizado de forma lúdica.

E por mais que esses colégios de ricos digam que estão adotando metodologias importadas de instituições internacionais, eles sempre escondem que essas tais metodologias, em seus países sede, foram criadas, muitas vezes, com base nas propostas de Paulo Freire (como veremos adiante neste texto).

Na outra ponta, estudantes uniformizados prestam continência a policiais, são obrigados a chamá-los de “senhor” e “senhora”, convivem com soldados armados, usam os mesmos cortes de cabelo (ou precisam mantê-los presos, no caso das meninas), sentam em fileiras de carteiras na sala de aula, um atrás do outro, sem contato entre si enquanto o professor fala. Silêncio absoluto para evitar advertências e expulsões. Essa é a realidade das escolas militarizadas, onde os filhos das camadas mais pobres são jogados para sofrerem adestramento e padronização do comportamento. No fundo, a ideia é criar indivíduos que não questionem a realidade em que vivem.

 

Reconhecimento internacional

Reconhecido mundialmente, Paulo Freire faria 100 anos. Por que extremistas o atacam sem conhecê-lo?

No dia que em que Freire completaria cem anos, até a página inicial do Google amanheceu com seu rosto estampado – o site tem cerca de 3,5 bilhões de acessos diários. Seu livro Pedagogia do Oprimido, de 1968, é a terceira obra mais citada entre todos os trabalhos acadêmicos na área de humanidades no mundo inteiro e já vendeu mais de um milhão de exemplares.

Há um Centro Paulo Freire na Finlândia, e outros semelhantes na África do Sul, Áustria, Alemanha, Holanda, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e em outros países.

Em Estocolmo, na Suécia, há até uma estátua do brasileiro, que ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa em universidades prestigiadas como Harvard, Cambridge e Oxford. Ele é o autor de língua portuguesa mais estudado nas prestigiadas universidades de países de língua inglesa, muitas das quais utilizam suas obras para elaborar propostas educacionais que são posteriormente exportadas para colégios brasileiros, como anteriormente neste texto, Recebeu também premiações importantes, como o Prêmio Unesco da Educação para a Paz, além de uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz.

 

Então quem é responsável pelos problemas da educação?

Além da incompatibilidade ideológica entre o extremismo e a obra de Freire, outro aspecto importante para entender tantos ataques que ele recebe é a já bem conhecida estratégia de Bolsonaro, que inventa inimigos para manter sua base coesa e distantes da realidade, principalmente para esconder o fracasso de seu governo em todos os âmbitos – inclusive, na Educação.

Espalhando desinformação, mentem dizendo que os problemas educacionais do Brasil seriam culpa de Paulo Freire. Porém, isso não faz sentido, porque o educador não produziu um “manual de instruções” para ser seguido e aplicado pelos governantes. São propostas e teorias que podem ou não ser aplicadas.

Embora parte de suas propostas tenha sido usada para combater o analfabetismo de pessoas com mais de 15 anos no Brasil (nesse caso, com bastante sucesso, já que a taxa despencou de 25,5% nos anos 1980 para 6,6% em 2019), não houve uma aplicação efetiva das propostas freirianas porque isso sempre dependeu dos políticos (sendo que a maioria deles nunca elencou a educação como prioridade).

Mas para atacar Paulo Freire os extremistas costumam citar a posição do Brasil na avaliação anual PISA, que monta uma espécie de ranking internacional (não, o Brasil não ocupa o último lugar, como mentem os extremistas). Só que eles esquecem/não sabem/fingem não saber que, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, 1996), a estrutura educacional pública brasileira ficou dividida entre a educação básica e a educação superior e cada ente é responsável por um segmento.

A educação básica é composta por educação infantil e ensino fundamental (que são responsabilidades dos municípios) e ensino médio (que é responsabilidade dos estados). Esse é o fator principal que comprova que Paulo Freire nunca foi responsável pelos problemas educacionais, já que as cidades e os estados brasileiros sempre foram (e ainda são) majoritariamente administrados por políticos de partidos de centro e de direita. Ou seja, são eles os principais responsáveis pelos problemas na educação básica.

Já o ensino superior é responsabilidade dos estados e da União, sendo que as universidades públicas estaduais e federais lideram todos os rankings de qualidade no Brasil e na América Latina. O QS World University Rankings, inclusive, elencou 33 cursos daqui entre os 100 melhores do mundo.

Em meio a cortes de verbas e péssimas gestões no Ministério da Educação, que é dirigido por um ministro altamente ligado ao lobby da educação privada, o governo tenta pintar um pensador morto em 1997 como o responsável pelas dificuldades da educação brasileira atual, que só têm piorado depois que Bolsonaro chegou ao poder.

Em 2018, 6% do gasto total do Governo Federal foi na educação. Em 2020, a educação caiu para 5,2% dos gastos totais. É o menor patamar dos últimos 10 anos. A porcentagem de matrículas em tempo integral na educação básica caiu de 18%, em 2015, para 13% em 2020. O Enem teve seu menor número de inscritos na história, enquanto ProUni e Fies tiveram forte redução e o orçamento para a ciência é o menor desde o início deste século.

E depois a culpa ainda é de Paulo Freire?

 

Fonte: APUFPR

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20 de setembro de 2021

APUFPR convoca docentes para intensificar a pressão contra a PEC 32

Diante das declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que afirmou a intenção de levar a PEC 32/2020 para votação na Comissão Especial amanhã (21) a diretoria da APUFPR convoca toda a categoria para intensificar a campanha contra a Reforma Administrativa e enviar mensagens aos parlamentares, para que votem contra a proposta que desmonta o serviço público brasileiro.

As mensagens podem ser enviadas nas plataformas Na Pressão e no Observatório da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, que são sites que também concentram informações sobre a proposta de do governo Bolsonaro, notas técnicas sobre as consequências da aprovação desta PEC, além do levantamento sobre o posicionamento dos deputados que compõem a Comissão Especial da Câmara dos Deputados, onde tramita o projeto antes da votação no plenário.

As ferramentas permitem aos servidores enviar mensagens aos deputados por e-mail, Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp.

A diretoria da APUFPR reforça o chamado a toda a categoria para lotar os meios de comunicação dos parlamentares com mensagens contra a PEC 32.

 

Site na pressão
https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa

 

Observatório da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público

http://frenteparlamentardoservicopublico.org/observatorio-pec-32-2020

 

Recuo

Tanto o governo Bolsonaro como os parlamentares que apoiam a Reforma não têm certeza de que possuem os 308 votos de deputados federais necessários para aprovação da proposta e, por isso, a votação na Comissão Especial foi adiada

A pressão dos servidores e de diversos setores da sociedade civil está fazendo com que muitos deputados não se comprometam com a aprovação da PEC 32.

Além disso, o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), chegou apresentar uma segunda versão de sua proposta, que não contemplou nem a situação e nem a oposição. Por isso, é provável que seja votada a proposta apresentada anteriormente. Embora altere muitos aspectos do texto original construído pelo governo, ela ainda contém inúmeras ameaças e precisa ser derrubada.

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o PSOL apresentaram voto em separado para aprovação de textos alternativos. O substitutivo apresentado pelo PT possui diversos mecanismos para proteger os servidores e o serviço público:

– assegura direitos dos servidores e empregados públicos;

– evita abusos remuneratórios;

– retira benefícios concedidos aos membros de Poderes e aos militares;

– garante a participação da sociedade na gestão dos serviços públicos e sobre os atos da administração;

– oferece meios mais democráticos de gestão de pessoal e mediação de conflitos nas relações de trabalho no setor público;

– coíbe a discriminação e apadrinhamento político nas relações de trabalho no setor público;

– impede a ocupação excessiva de cargos civis por militares.

Fonte: APUFPR, com informações da Agência Câmara de Notícias

Nota-de-esclarecimento-a-comunidade-academica-incorporadas-assinaturas-e-complementacoes.jpg
20 de setembro de 2021

Nota de esclarecimento à comunidade acadêmica incorporadas assinaturas e complementações

Esta nota, debatida e construída por diversos ex-coordenadores de área da CAPES, membros titulares no Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES) e coordenadores da gestão atual, ex-titulares do CTC-ES recém extinto, acompanha a CARTA ABERTA do CTC-ES de 14/09/2021 e esclarece alguns pontos e discorre sobre as últimas Portarias CAPES e seus desdobramentos no processo da Avaliação Quadrienal 2021 e na manutenção da qualidade no Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Ela se tornou necessária pela dificuldade de entendimento, compreensível, das repercussões das diversas Portarias publicadas pela Presidência CAPES que possuem forte impacto na Avaliação Quadrienal 2021 e que tiveram restrita participação do CTC-ES. 1-Sobre a Portaria N. 146, de 15 de setembro de 2021.

Esta Portaria possui o objetivo de determinar a regularização da composição do Conselho Técnico- Cientifico da Educação Superior, nos termos do Estatuto da CAPES. Este ato, legal, parece ser amplamente inócuo já que os atos decisórios praticados pelo CTC-ES possivelmente ilegítimos apenas por força da formalidade enquanto vigorou sua composição anterior devem ser objeto de análise, pelo colegiado recomposto, para fins de convalidação.

Essa condição permitirá que todos os atos sejam convalidados de acordo com o artigo 3º desta Portaria. No entanto, em seu parágrafo único, este artigo 3º indica que todas “as decisões de convalidação ou de negativa de convalidação dos atos referidos no caput devem determinar a intimação dos interessados, possibilitando-lhes a interposição de recurso administrativo”. Isto permite que, por exemplo, todas as propostas de cursos novos (APCN) negadas nas Áreas de Avaliação e no CTC-ES (objeto de reconsideração ou não) poderão interpor recurso à Presidência da CAPES, sendo que todas já tiveram esta oportunidade após a negativa de reconsideração no CTC-ES.

2-Sobre a Portaria N. 145 de 10 de setembro de 2021 (Qualis) Há nesta Portaria diversos aspectos não discutidos nas Áreas de Avaliação e que não foram em nenhum momento propostos pelo CTC-ES. Alguns exemplos que impactam seu uso:

a) O artigo 9º sobre violação das boas práticas editoriais possui baixa aplicabilidade e pode ensejar recurso de editoras/periódicos de baixa qualidade no que se refere a sua classificação. Cabe reforçar que o compromisso das áreas é o de manter a qualidade na avaliação o que pode ser comprometido por este artigo. Esta crítica acompanha o Manifesto da Associação Brasileira de Editores Científicos contra esta Portaria divulgado no dia de hoje.

b) O artigo 19º parágrafo segundo permite que áreas usem classificações de periódicos anteriormente reconhecidas em documentos anteriores da CAPES. Aqui há problemas de estrutura, pois o Qualis único proposto na Portaria segue uma organização de 8 estratos não compatível com os estratos utilizados anteriormente (7), apenas para citar um aspecto e mesmo sem falar em procedimentos de classificação.

c) O artigo 20º cria uma situação de forte insegurança e de falta de isonomia entre as Áreas de Avaliação. Este artigo indica que é facultativo o uso da Portaria para classificação dos periódicos pelas Áreas de Avaliação. Ora, o Qualis único com procedimentos discutidos entre os pares garante um mínimo de comparabilidade entre as classificações das áreas; se algumas áreas não seguirem a Portaria que critérios elas seguirão? Por outro lado, foi alertado pela Procuradoria Federal que só classificações ou critérios anteriores ao início do Quadriênio estariam numa situação de garantia legal do aspecto de anterioridade da
avaliação (ainda que seja difícil de entender como só no Qualis Periódicos isso seria necessário e não em todos os procedimentos e critérios de avaliação como as Fichas).

É importante alertar que é facultado aos Coordenadores a escolha pela Portaria ou seguir modelos anteriores. Claramente isso coloca sob a responsabilidade dos Coordenadores de Área a escolha de alterar o Qualis ao longo do quadriênio (ferindo o princípio legal de anterioridade e permitindo que estes Coordenadores sejam objeto de processos/recursos de resultados da avaliação), ou rejeitar os 3 anos de trabalho coletivo (trabalho este apresentado e discutido junto aos Coordenadores de Programas de Pós-Graduação durante os Seminários de Meio-Termo em 2019) e assumir eo ônus de refazer toda a classificação voltando, por exemplo, para os critérios usados na Avaliação Quadrienal 2017.

d) Finalmente, sobre esta Portaria, o artigo 21º rejeita qualquer transparência no processo de avaliação no que diz respeito ao uso do Qualis periódicos, pois prevê que “a divulgação dos resultados do Qualis Periódicos só ocorrerá após a divulgação dos resultados dos julgamentos dos pedidos de reconsideração” impedindo as IES e PPG de verificar a adequada aplicação do Qualis as seus dados. 3-Sobre a Portaria N. 122 de 05 de agosto de 2021 (Regulamento da Quadrienal) Gostaríamos de destacar aqui o artigo 34º que prevê que “para cada programa avaliado, serão designados, mediante sorteio eletrônico aleatório conduzido pela CECOL, dois Relatores”.

Há dois métodos básicos de avaliação, por metas estabelecidas a priori, o que requer que estas tivessem sido estabelecidas com anterioridade ao início do Quadriênio e incorrendo no risco de serem estas metas pouco adequadas na sua aplicação [quem poderia prever em 2016 a Pandemia COVID-19 e seus impactos na produtividade ou formação dos PPGs? Ou ainda, quem poderia prever a enorme redução de recursos financeiros aplicados na pesquisa científica ao longo deste últimos anos (recomendamos aqui a leitura do ótimo texto de Herton Escobar https://jornal.usp.br/universidade/politicas-cientificas/orcamento-2021-coloca-cienciabrasileira-em-estado-vegetativo/)?] ou por avaliação comparativa de resultados entre Programas de Pós-Graduação (metodologia empregue nos últimos anos/décadas pela CAPES).

Neste último sistema, o sorteio de relatores para cada PPG retira a capacidade de avaliar comparativamente os PPGs de uma dada Área já que um relator poderá receber um ou poucos PPGs da maioria das áreas. Além disso, há um aumento na dificuldade do processo de relatoria (cada relator terá que, eventualmente, ler e apreender os documentos e relatórios das outras 48 Áreas para efetuar seu relato). Nas duas situações isto pode permitir a não detecção de equívocos/erros no processo de avaliação dos PPGs por parte das Áreas (que é o objeto de revisão/relatoria). Essa condição, mais uma vez, fere o compromisso de qualidade consolidado entre as Áreas de Avaliação.

A avaliação por pares é a única com legitimidade no âmbito acadêmico sendo esta uma das características primordiais e inalienáveis do fazer científico amplamente reconhecida por todos que se dedicam a esta atividade.

Ex-coordenadores das Áreas de Avaliação no CTC-ES
Alberto Cáudio Habert – UFRJ – Interdisciplinar – (2002 – 2004)
Álvaro Toubes Prata – UFSC – ex-presidente do FOPROP
André Luiz Felix Rodacki -UFPR – Educação Física (2011-2017)
Antônia Pereira-UFBA – Artes (2014-2017)
Armando da Silva Cunha Junior – UFMG – Farmácia (2014-2017)
Augusto Schrank UFRGS – Ciências Biológicas II (2011-2017)
Carlos Alberto Cioce Sampaio – FURB – Ciências Ambientais (2014-2017)
Carlos Alberto de Almeida – Prof. titular aposentado da PUC/RJ – Engenharia III – (1999-2001)
Carlos Fico – UFRJ- História (2011-2017)
Carlos Jose Soares – UFU – Odontologia (2014-2017)
Carmen Gracinda Silvan Scochi USP – Enfermagem (2014-2017)
Dermeval da Hora Oliveira – UFPB – Linguística e Literatura (2011-2017)
Eduardo Cleto Pires USP São Carlos – Engenharia 1 (2014-2017)
Emmanuel Burdmann – USP – Medicina 1 (2000-2008)
Eustogio Dantas – UFC – Geografia (2014-2017)
Guilherme Werneck – UERJ/UFRJ – Saúde Coletiva (2014-2017)
Helcio Orlande -UFRJ – Engenharia 3 (2014-2017)
Jairton Dupont – UFRGS – Química (2005-2010)
José Antonio Rocha Gontijo- Unicamp – Medicina 1 (2011-2017)
José Roberto Lapa – UFRJ medicina 1 (2008-2011)
Luiz Carlos Dias – Unicamp – Química (2010-2013)
Lydia Masako Ferreira – Unifesp – Medicina III (2014-2017)
Maria do Carmo Sobral UFPE – Ciências Ambientais (2011-2016)
Maria Lúcia Garcia – UFES – Serviço Social (2014-2018)
Murilo Romero -USP São Carlos – Engenharia IV (2014-2017)
Nei Yoshihiro Soma – Prof. titular aposentado do ITA – Engenharia III – (2008-2014)
Nelson Maculan – Prof. emérito UFRJ – Ciência da Computação – (1999-2001)
Pedro Pascutti – Carlos Chagas, RJ – Interdisciplinar (2010-2014)
Rita de Cássia Barradas Barata – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –
Saúde Coletiva (2008-2014)
Romualdo Luiz Portela de Oliveira – USP – Educação – (2014-2018)
Tânia Araújo Jorge – FioCruz – Ensino (2014-2017)
Valder Stefen Junior – Prof. titular da UFU – Engenharia III – (1995-1998)
Virgílio Bastos – UFBA – Psicologia (2014-2017)
Wilson Gomes – UFBA – Comunicação e Informação (2001-2004)
Atuais coordenadores das Áreas de Avaliação e membros do recém extinto CTC-ES.
Adelaide Faljoni Alário – UFABC, Interdisciplinar
Adriano Lisboa Monteiro – UFRGS, Química
André Pereira Reinert Tokarski – PUC-SP, ANPG
Altair Antoninha Del Bel Cury – UNICAMP, Odontologia
Antonio Eduardo Martinelli – UFRN, Materiais
Bernardo Lessa Horta – UFPEL, Saúde Coletiva
Carlos Henrique de Carvalho – FOPROP
Denise de Freitas – UNIFESP, Medicina III
Edson Fernando D’Almonte – UFBA, Comunicação e Informação
Flávio Augusto Senra Ribeiro – PUC/MG, Ciências da Religião e Teologia
Germana Maria Araújo Sales – UFPA, Linguística e literatura
José Roberto Mineo – UFU, Ciências Biológicas III
Luiz Carlos Federizzi – UFRGS, Ciências agrárias I
Paulo Jorge Parreira dos Santos – UFPE, Biodiversidade
Reinaldo Giudici – USP, Engenharias II
Robert Evan Verhine – UFBA, Educação
Rômulo Dante Orrico Filho – UFRJ, Engenharias I
Ronaldo Lopes Oliveira – UFBA, Zootecnia/ Recursos Pesqueiros
Tercio Ambrizzi – USP, Geociências

 

Fonte: APUFPR

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17 de setembro de 2021

APUFPR fará reunião online com docentes para tratar do adicional de insalubridade

Na próxima quarta-feira (22), às 16 horas, a APUFPR fará reunião online com os docentes da UFPR para tratar do adicional de insalubridade.

O encontro será realizado pela plataforma Zoom, neste link aqui: https://zoom.us/j/85884947798

Senha: 940985

Desde a gestão passada, a APUFPR tem conduzido esse tema com bastante compromisso, porque essa questão afeta o dia a dia de centenas de professores da nossa universidade.

Tivermos importantes avanços, mas ainda há muitas questões a serem tratadas.

Por isso, coloque essa data na sua agenda e participe!

 

Serviço

Reunião sobre adicional de insalubridade

Data: 22 de setembro (quarta-feira)

Horário: 16h

Local: plataforma Zoom https://zoom.us/j/85884947798

 

Fonte: APUFPR

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17 de setembro de 2021

Entidades nacionais divulgam carta contra PEC que libera gestores do gasto mínimo com educação em 2021

Dez entidades nacionais que atuam em defesa da Educação divulgaram uma carta se posicionando contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/2021, que que permite que o Distrito Federal, estados e municípios não cumpram temporariamente os investimentos mínimos no setor.

Em seu artigo 212, a Constituição estabelece que a União tem como obrigação aplicar na Educação, anualmente, no mínimo 18% da receita resultante de impostos. Já no caso estados e municípios, o mínimo estabelecido é de 25%.

Utilizando-se da pandemia de Covid-19 como justificativa, os defensores do projeto, de autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO), querem, na verdade, aplicar os recursos em outros áreas.

De acordo com o texto, os “inimigos da Educação” se aproveitaram da demanda de uma minoria de prefeitos “para dar cabo ao princípio da vinculação constitucional” das verbas do setor, o que “abriria a porteira” para novos abusos na utilização do orçamento público.

Importante ressaltar que em grande parte das administrações houve aumento da arrecadação e redução dos gastos (impulsionados pelo congelamento dos salários dos servidores), além de que tiveram tempo suficiente para planejar os gastos de 2021, sabendo que a crise sanitária duraria ao longo do ano.

Confira a carta na íntegra: Clique aqui.

 

Fonte: APUFPR

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16 de setembro de 2021

Bolsonaro quer fatiar institutos federais para indicar interventores

O Brasil segue enfrentando problemas políticos, econômicos e sociais gigantescos.

A área da Educação teve seus desafios agravados com a pandemia desastrosamente gerida pelo Governo Federal. No entanto, as únicas ações de Jair Bolsonaro em relação ao tema são para ampliar intervenções ideológicas e aparelhar as instituições de ensino.

Além de nomear 19 “reitores-interventores” (como são conhecidos os reitores indicados mesmo não sendo escolhidos por suas comunidades acadêmicas) em universidades federais, Bolsonaro tentou fazer o mesmo com institutos federais. Em alguns casos, chegou a empossar interventores que sequer participaram das eleições internas.

Em março de 2021, a maioria dos ministros do STF votou pela inconstitucionalidade de um decreto presidencial que dava ao ministro da Educação poderes para indicar reitores dos Institutos Federais sem considerar as eleições realizadas pelas instituições. Apenas Kassio Nunes Marques (indicado por Bolsonaro) tentou validar o decreto.

Mas agora o governo prepara outro golpe. Utilizando como justificativa uma suposta reorganização territorial da rede, o Ministério da Educação (MEC) quer criar dez institutos federais. Mas eles não seriam exatamente “novos”. Seriam decorrentes de uma fragmentação de alguns dos atuais institutos, uma vez que não há previsão de ampliação ou criação de novas estruturas, abertura de mais vagas e contratação de novos docentes.

Em uma manobra que não tem absolutamente nada a ver com a qualidade do ensino, o Governo Federal quer apenas criar cargos para ocupá-los com extremistas. O risco é que o governo indique um interventor pro tempore, enquanto buscar forma de postergar a eleição de um reitor efetivo.

 

Conselho se posiciona contra a proposta e lista verdadeiras necessidades

O MEC agora apresentou essa proposta no dia 30 de agosto, em reunião com alguns reitores e também com representantes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

Após a reunião e diante da falta de argumentos convincentes para justificar a tal “reorganização”, o Conif manifestou, em nota, sua rejeição à medida.

O documento destaca que a proposta não contempla a criação de novos campi, novas ofertas de cursos e de matrículas, e que o prazo de 20 dias para tal discussão, fixado pelo MEC, é “insuficiente para exaurir um tema tão estrutural”.

O texto lista também 15 medidas a serem tomadas caso o governo esteja de fato preocupado com as necessidades da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Entre elas estão a recomposição orçamentária da rede, a conclusão das obras em andamento e a ampliação dos quadros docente e técnico-administrativo.

Importante lembrar que o orçamento do governo para a Educação foi reduzido ao mesmo patamar de 10 anos atrás.

 

Aparelhamento e propaganda

Com o aparelhamento das instituições federais de ensino Bolsonaro quer viabilizar seu projeto permanente de manutenção no poder e de destruição do Estado, além de responder, como sempre, à sua base extremista que vê fantasmas em cada esquina.

A indicação de figuras “terrivelmente alinhadas” ao presidente, como é de costume, amplia o espaço para as ações de propaganda e difusão de ódio e mentiras tão típicas de Bolsonaro e seus apoiadores, como já acontece em instituições como a Fundação Palmares e a Secretaria Nacional de Cultura.

A comunidade da UFPR sabe bem a importância de preservar a democracia interna. Em 2020, a APUFPR e as demais entidades representativas (Sindtest-PR, DCE-UFPR e APG-UFPR) encabeçaram a luta para garantir que a escolha de docentes, técnicos e estudantes fosse preservada.

Enquanto o Brasil segue em direção ao abismo, o governo continua inventando projetos para tentar aparelhar a Educação.

 

Fonte: APUFPR

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16 de setembro de 2021

 

Sabe quais políticos apoiam a Reforma Administrativa? Os corruptos e oportunistas

🤔 Sabe qual tipo de político apoia a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) do governo de Jair Bolsonaro? Os corruptos e oportunistas!

😰 Isso porque ela tornará padrão velhos esquemas, como tráfico de influência, suborno, apadrinhamento político, clientelismo, venda ilegal de madeiras, coronelismo, orçamentos paralelos, favorecimento, compra superfaturada de vacinas, mamata, enriquecimento ilícito, nepotismo, ingerência política, empreguismo, loteamento partidário, conchavos, cabides de emprego, propina, terceirização generalizada, rachadinhas, funcionários fantasmas e por aí vai.

🤑 Aliás, a PEC 32/2020 é chamada de “PEC da Rachadinha”, pois permitirá que mais de 1,1 milhão de cargos sejam ocupados por pessoas sem concurso público e sem capacitação para a função. Muitos estarão lá apenas para repassar parte do próprio salário com políticos que lhe deram o cargo, outros irão apenas atender aos interesses daqueles que quiserem desviar os recursos públicos que deveriam ser destinados para o cuidado da população.

😱 A Reforma Administrativa do governo Bolsonaro também vai institucionalizar a carteirada e a perseguição aos servidores, e permitirá que criminosos e investigados interfiram e controlem os órgãos policiais e de fiscalização.

👿 Ou seja, a PEC 32/2020 destruirá os serviços públicos, prejudicará a população, e vai escancarar a porta para a corrupção – tudo para beneficiar os políticos corruptos e oportunistas que a apoiam com tanto fervor.

⚠ Barrá-la é o único meio de evitar que o serviço público se torne um imenso balcão de negócios ilícitos.

#ServiçoPúblico #ÉPublico #ÉpraTodos #ValorizeOServidor #ReformaAdministrativaNão

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15 de setembro de 2021

Capes propõe mudanças nos critérios de avaliação e gera mais insegurança

Muito se fala, com razão, sobre a falta de ações do governo de Jair Bolsonaro para melhorar a vida dos brasileiros em meio a tantas crises. Mas o que também impressiona é que as medidas, quando tomadas, são todas no sentido de piorar o que já não vai bem.

É o caso das novas mudanças anunciadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), função responsável pela expansão e consolidação da pós-graduação no país, e que tem sido gerida de forma completamente irresponsável pelo Governo Federal.

Em carta à presidente da Capes, Cláudia Queda de Toledo, um grupo de coordenadores de área que compõem como membros titulares o Conselho Técnico Científico do Ensino Superior (CTC-ES) apontam a inação da própria Capes quanto à falta de um regulamento ou mesmo de um calendário para a Avaliação Quadrienal 2021.

No documento, os conselheiros ainda alertam quanto a riscos que podem ser causados pela destituição dos membros do CTC-ES para nomeação de novos integrantes neste momento e a “desconstrução do modelo de avaliação construído e aperfeiçoado pelos pares, ao longo de décadas, pondo em risco a credibilidade de uma agência de Estado reconhecida nacional e internacionalmente”.

Eles também expõem a falta de diálogo da presidente com os conselheiros e alterações da portaria 145/2020 sobre o Qualis Periódicos, distintas daquelas que estão sendo consolidadas pelo debate coletivo.

Em um cenário de cortes sucessivos das verbas para a produção científica, os pesquisadores agora têm que se deparar com ainda mais incertezas sobre suas condições de trabalho, a cada dia mais difíceis e imprevisíveis.

 

O sistema Qualis

O Qualis, citado pelos conselheiros da Capes, é produto de um conjunto polêmico de regras usadas para avaliar a qualidade de revistas científicas, a partir da comparação internacional. As regras são baseadas em índices de impacto e outros critérios que já eram bastante questionados por sua falta de clareza.

A dinâmica força pesquisadores a publicarem textos em revistas com “bons índices” Qualis, mas a importância relativa dos periódicos também é bastante questionável.

O modelo atual dá espaço para que publicações conhecidas por serem “predatórias” (que se destacam pela disseminação de pesquisas de baixíssima qualidade ou mesmo de pseudociência) fiquem bem posicionadas. Via de regra, são publicações sem alcance e sem público relevante, com critérios duvidosos nas seleções ou que cobram para publicar artigos.

Como sempre, é o Brasil na contramão do que se faz no resto do mundo. As principais universidades estrangeiras estão abandonando métricas de avaliação baseadas em índices de impacto para privilegiar impactos reais, como a qualidade do ensino, o efeito na sociedade e a importância regional do trabalho de pesquisa.

 

Conflito de interesses

O ministro da Educação, que recentemente declarou que as universidades devem ser “para poucos”, nomeou como presidente da Capes uma pessoa sem os requisitos para a função.

Claudia Mansani Queda de Toledo é proprietária de uma instituição privada de ensino, o Centro Universitário de Bauru, mesmo local onde ela obteve seu doutorado, e tem relações pessoais com o ministro – que graduou-se em Direito nessa mesma instituição.

Um exemplo da forma como Claudia administra a Capes foi a indicação de uma estudante, orientanda sua, para a diretoria de Relações Internacionais da Capes, mesmo sem ter qualificação e experiência comprovadas.

No início dos anos 2000, o Centro Universitário havia sido alvo de denúncias de sonegação de impostos e desvio de dinheiro com uso de notas fiscais frias. O próprio programa de pós-graduação coordenado por Claudia Mansani teve o seu descredenciamento recomendado pela Capes em 2017 por não atingir a nota mínima, fato que foi revertido pelo Conselho Superior da Capes em 2020, já no governo Bolsonaro.

 

Fonte: APUFPR

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15 de setembro de 2021

Fisioterapia preventiva: projeto foca qualidade de vida dos aposentadosCom foco na saúde e qualidade de vida dos servidores aposentados, a Seção de Promoção à Saúde do Servidor (SPSS) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) inicia em 29 de setembro o projeto Fisioterapia Preventiva, Saúde e Longevidade para Aposentados 60+.

Com duração de 6 semanas e encerramento previsto para 5 de novembro, o projeto tem como foco as pessoas com 60 anos ou mais, e oferecerá vídeos com orientações e sugestões de exercícios que podem ser feitos em casa para manutenção ou melhora do preparo físico, do bem-estar e da qualidade de vida.

Mais informações e inscrições neste link.

 

Fonte: APUFPR


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