Autor: Midias Abridor

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23 de setembro de 2022

A diretoria da APUFPR se reuniu com a reitoria da UFPR na tarde de quinta-feira (22) para tratar de diversos assuntos que impactam o dia a dia dos docentes da universidade.

 

 

O avanço do diálogo sobre as pautas da categoria vem rendendo resultados positivos, como nas alterações realizadas para garantir mais agilidade e aprimorar o funcionamento da Unidade de Segurança do Trabalho da instituição – que é vinculada à Coordenadoria de Atenção Integral à Saúde do Servidor, especialmente quando se trata das avaliações das solicitações de adicionais de insalubridade. Houve, inclusive, alterações na equipe da unidade.

Pela relevância desse tema para a categoria docente, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, levou essa demanda para a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da qual é presidente, para que seja transformada em uma luta do sistema federal contra as incoerências das instruções normativas (IN) que estão restringindo os direitos dos professores.

As progressões de carreira dos docentes foi outra pauta da audiência, pois essa é uma das prioridades da atual gestão da APUFPR. A Reitoria tem se comprometido em garantir mais agilidade para que aqueles que tiverem o direito reconhecido judicialmente recebam o mais rápido possível. Da mesma forma, o sindicato vem tomando providências para abreviar os processos.

Outro avanço importante é a garantia de autonomia para que cada unidade faça o cadastro dos docentes que pretendem se afastar, conforme o Plano de Desenvolvimento de Pessoas (PDP). Com isso, haverá muito mais agilidade nos procedimentos porque não há mais necessidade de fazer o cadastro prévio na Progepe.

Também houve avanços no pagamento do adicional noturno que, após vitória judicial da APUFPR, está sendo efetivamente pago pela Universidade.

Apesar do cenário político nacional ter colocado barreiras para o avanço nas lutas nacionais para todo o funcionalismo público federal, a APUFPR vem trabalhando arduamente para que as pautas mais diretas dos docentes em relação às demandas locais consigam avançar.

 

Fonte: APUFPR

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23 de setembro de 2022

A APUFPR e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (SINDITEST-PR) estão organizando um debate entre candidatas e candidatos ao governo do estado do Paraná na próxima quarta-feira (28), a partir das 19h, no Teatro da Reitoria da UFPR.

Haverá também transmissão ao vivo pelas redes sociais das duas entidades.

O debate já comunicado oficialmente ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Paraná (TRE-PR), e terá como convidados todos candidatos de partidos que possuem representação no Congresso Nacional: Ratinho Jr. (PSD), Roberto Requião (PT), Ricardo Gomyde (PDT) e Professora Angela (PSOL).

Para a diretoria da APUFPR, será um momento especial para que a comunidade acadêmica da UFPR e todos os paranaenses conheçam as propostas e analisem as condutas dos candidatos, especialmente porque as entidades incluíram, nas regras do debate, um momento para perguntas feitas pela própria comunidade universitária.

 

Funcionamento do debate

O debate será dividido em quatro blocos: exposição dos planos de governo, debate entre os candidatos, debate dos candidatos com perguntas da comunidade acadêmica e considerações finais. A ordem das questões e intervenções será determinada por sorteio.

 

Fonte: APUFPR

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21 de setembro de 2022

Um exemplo da falta de compromisso com a pesquisa científica brasileira é a falta de reajuste nos valores pagos a bolsistas de mestrado e doutorado financiados pela Capes.

Além dos cortes orçamentários reduzirem a cada ano o número de contemplados e criarem dificuldades estruturais, o valor das bolsas não sofre reajuste desde 2013. Caso houvesse apenas a correção pela inflação, os valores teriam que ser 63% maiores do que os atuais.

Nas eleições de outubro, podemos começar a mudar esse jogo. Por isso, apoie candidatos que estão comprometidos com a ciência.

 

#EuVotoNaCiência #Eleições2022 #Brasil

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20 de setembro de 2022

Ao longo do governo Bolsonaro, o Observatório do Conhecimento e diversas entidades do campo científico formaram uma verdadeira trincheira na defesa da produção do conhecimento nacional e, visando o processo eleitoral, elaboraram diversas propostas necessárias e fundamentais para garantir os investimentos para recuperar o setor (ver abaixo), que foi um dos mais sucateados nos últimos anos.

Diante desses desafios, o Observatório do Conhecimento (do qual a APUFPR faz parte) apresentou uma colaboração ao programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que é o único candidato do campo progressista que apresenta condições de derrotar o atual presidente, Jair Bolsonaro, nas eleições de outubro deste ano.

O objetivo do Observatório foi apresentar propostas e direcionamentos para um programa de governo que recuperasse e fortalecesse o ensino superior público, a produção de ciência e tecnologia, voltadas para um projeto de educação e desenvolvimento que pudesse recolocar um projeto de país mais justo e igualitário em primeiro plano.

E esses esforços estão expressos no programa de governo de Lula. No documento oficial protocolado no TSE, as diretrizes para a Ciência, Tecnologia, Educação e Indústria do governo Lula (2023-2026) vão exatamente no mesmo sentido e incorporam eixos decisivos para o Observatório.

Além de garantir a transversalidade do tema – como, por exemplo, ter políticas de ampliar inserção de mulheres na carreira científica e a igualdade racial –, o documento de diretriz do presidenciável assume o caráter estratégico e central da CTI para o Brasil se transformar em um país efetivamente desenvolvido e soberano, no caminho da sociedade do conhecimento e expressa literalmente:

 “Essa diretriz é fundamental para nosso governo e implica combinar educação universal de qualidade, pesquisa científica básica e tecnológica, inovação e inclusão social. Para tal, é necessário recompor o sistema nacional de fomento do desenvolvimento científico e tecnológico, via fundos e agências públicas como o FNDCT, o CNPq e a CAPES”, aponta o documento.

Garantir a liberdade de pesquisa, atuar para que a CTI seja voltada para as políticas públicas, o aproveitamento sustentável das riquezas do país, a geração de empregos qualificados e o enfrentamento das mudanças climáticas e das ameaças à saúde pública, são outros compromissos expressos nas diretrizes do programa de governo de Lula, dos quais contribuímos com tantos debates junto à sociedade civil.

Outro aspecto importante a ser ressaltado é o compromisso com o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), uma via importante para a criação de mecanismos de proteção do orçamento voltado para as universidades federais e institutos de pesquisa.

Nesse sentido, a ação do Observatório do Conhecimento coaduna com a deliberação da Assembleia Geral dos docentes da UFPR que, em 3 de agosto, aprovaram o apoio da categoria à candidatura de Lula.

 

Confira o que foi incorporado ao programa de governo de Lula

 

Retomar a meta número 20 do PNE atual, que prevê o investimento de 10% do PIB na educação pública.

[ver parágrafo 21 das diretrizes]

 

O FUNDEB não deve se tornar uma política permanente de financiamento da educação. Os 10% do PIB e uma política mais focada de financiamento deve ser discutida, mas não uma política de fundos (como é o FUNDEB e como foi o FUNDEF).

[ver parágrafo 81 das diretrizes]

 

A liberdade acadêmica tem sido colocada em xeque sistematicamente pelo governo atual. É preciso atuar com políticas específicas que garantam a autonomia das instituições e de todas e todos que nelas atuam. Neste sentido, a autonomia universitária e a ausência de constrangimentos via financiamento de pesquisa são condição para um ambiente democrático.

[ver parágrafo 82 das diretrizes]

 

Projetos que favoreçam a igualdade de gênero no acesso e permanência estudantil, nas condições de trabalho e políticas públicas gerais, assim como paridade de gênero em instâncias administrativas das Universidades e agências de fomento.

[ver parágrafo 36 das diretrizes]

 

Aprofundamento das políticas voltadas a negras e negros. Além do acesso de estudantes negros às universidades, é preciso garantir a permanência estudantil de forma ampla. É preciso garantir também a inclusão de pessoas negras no quadro de servidores docentes das IFES. O Censo da Educação Superior do INEP de 2021 mostra que apenas 23,6% dos docentes são pardos ou negros. Para alterar esse quadro é importante garantir o cumprimento da Lei 12.990/2014, que determina a reserva de 20% das vagas de concursos públicos. Essa lei tem vigência apenas até 2024, o que significa que é fundamental garantir sua plena implementação, sua continuidade e aperfeiçoamento.

[ver parágrafo 39 das diretrizes]

 

 

Os ataques não param. E a gente não sai da trincheira

Bolsonaro tem atuado deliberadamente para desviar recursos públicos para sua base de apoio, em pleno período eleitoral. O “orçamento secreto” tem retirado verbas de setores estratégicos como saúde, educação, ciência e tecnologia.

O Observatório do Conhecimento vem atuando junto ao Congresso Nacional, especialmente com o senador Jean Paul Prates, na resistência ao desvio dos recursos do FNDCT para o orçamento secreto. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico (FNDTC) é o principal fundo de financiamento de ciência e tecnologia do país.

Na semana passada, os partidos PT, PCdoB, Rede e PV entraram no Supremo Tribunal Federal (STF) com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Medida Provisória (MP 1.136), editada por Bolsonaro, que corta recursos FNDCT aprovados pelo Congresso Nacional.

“Não é de hoje o verdadeiro descaso do presidente da República com o setor científico brasileiro. São muitos e incontáveis os exemplos de indevidos ataques ou indevidas investidas contra a ciência nacional, o que ficou bastante notório durante a gestão errática da pandemia de covid-19, mas já ocorria desde antes, com cortes orçamentários expressivos no bojo das universidades públicas e dos órgãos de financiamento e fomento à pesquisa e à ciência nacionais, como CNPq e Capes”, afirmaram as legendas na petição entregue no dia 13 de setembro.

 

Mobilizar e conscientizar para democratizar

Durante o período eleitoral, o Observatório do Conhecimento intensificou a mobilização da sociedade em torno da importância da produção do conhecimento nacional para o Brasil, os desafios, resultados, essencialidades, no sentido de valorizar a universidade pública e as comunidades acadêmica e científica do país, e mostrar os danos potenciais dos cortes e ataques de viés negacionistas. Buscamos pautar a implementação de mecanismos de estabilização do orçamento para as universidades federais e institutos de pesquisas; da elaboração de políticas específicas voltadas para a autonomia e a liberdade acadêmica, bem como políticas de financiamento, dentre outras.

 

O que é o Observatório do Conhecimento

O Observatório do Conhecimento é uma rede formada por associações e sindicatos de docentes de universidades de diferentes estados brasileiros e parceiros da área da educação, ciência e pesquisa, que se articulam em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e da liberdade acadêmica.

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19 de setembro de 2022

Nascido em 19 de setembro de 1921, o educador e filósofo Paulo Freire estaria completando 101 anos em 2022, mas as comemorações de seu centenário em sua terra natal, Recife-PE, só foram realizadas no último domingo (18) por causa da pandemia de Covid-19.

Reconhecido mundialmente por suas contribuições para a alfabetização e a democratização do conhecimento no Brasil, o autor virou um dos alvos dos extremistas nas redes sociais por estimular o pensamento crítico e uma educação baseada nas experiências do cotidiano dos alunos, a partir da reflexão sobre suas próprias realidades.

 

15 anos de exílio

Em 1963, um grupo de professores, sob a liderança de Paulo Freire, alfabetizou 300 adultos da cidade Angicos (RN) em um período de menos de 40 horas.

A metodologia envolvia o ensino correlacionado ao cotidiano dos trabalhadores e inspirou o Plano Nacional de Alfabetização, que foi arquivado com após o golpe militar de 1964, que obrigou Freire a se exilar no Chile, onde escreveu algumas de suas principais obras.

Ele só retornaria ao Brasil em 1979, com a Anistia, quando foi recebido por centenas de pessoas em sua chegada no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Participou da construção do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi Secretário de Educação da gestão municipal de Luiza Erundina entre 1989 e 1991.

 

Contradição

O ódio a Paulo Freire, que ganhou força com a nova onda de extremismo no Brasil, foi estimulado pelas elites, pois sua obra coloca em xeque as bases do modelo tradicional de ensino que serve para manter o ciclo de exploração e desigualdades na sociedade.

Para enganar suas bases, esses grupos radicais distorcem os fatos ao dizer que a culpa pelos problemas da educação brasileira seria de Freire, como se houvesse um projeto formatado aplicado nas escolas.

Na verdade, além da falta de estrutura, valorização profissional e investimentos, a questão é justamente o inverso: a maioria das escolas públicas brasileiras não conseguem aplicar no cotidiano e em seus projetos pedagógicos os ensinamentos de Paulo Freire.

Enquanto isso, as escolas mais ricas, que atendem os filhos das ricas elites brasileiras, são justamente as que aplicam a metodologia de Freire.

 

Reconhecimento mundial

O livro Pedagogia do Oprimido, escrito por Freire em 1968 e proibido pela ditadura militar no Brasil até 1974, é a terceira obra mundialmente mais citada entre todos os trabalhos acadêmicos na área de humanidades e já vendeu mais de um milhão de exemplares.

Há centros de estudos com seu nome na Finlândia, África do Sul, Áustria, Alemanha, Holanda, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, além de 41 universidades terem lhe concedido título de Doutor Honoris Causa.

Em Estocolmo, na Suécia, há até uma estátua do brasileiro, que é o autor de língua portuguesa mais estudado nas universidades de países de língua inglesa consideradas as melhores do planeta, como Harvard, Oxford, MIT, Stanford, Yale, Princeton, Caltech, Imperial College London, Cambridge (onde há uma estátua do educador) e muitas outras.

Freire recebeu premiações importantes, como o Prêmio Unesco da Educação para a Paz, além de uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2012, o pensador foi escolhido oficialmente como o Patrono da Educação no Brasil.

 

Fonte: APUFPR

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19 de setembro de 2022

Há tempos os docentes da UFPR vêm apresentando questionamentos sobre a atuação da equipe da Unidade de Segurança do Trabalho da instituição – que é vinculada à Coordenadoria de Atenção Integral à Saúde do Servidor -, especialmente quando se trata das avaliações das solicitações de adicionais ocupacionais.

Diante das demandas da categoria, a APUFPR vem tratando com a Reitoria da UFPR sobre as questões que envolvem esse setor, que é fundamental tanto por ser responsável por medidas preventivas e execução de procedimentos relativos à segurança laboral, como para os aspectos relacionados à análise dos espaços de trabalho dos docentes quanto à insalubridade.

Depois de muitas conversas, a Administração da UFPR, instada pelo sindicato, está tomando providências para trazer agilidade e aprimorar o funcionamento do setor. Entre outras providências, fomos informados que houve alterações na equipe Unidade de Segurança do Trabalho.

A APUFPR continuará acompanhando os trabalhos da nova equipe, pois, esperamos que as melhorias em implantação redundem em resultados positivos em breve, já que as questões envolvendo insalubridade são uma das prioridades da atual diretoria do sindicato.

 

Fonte: APUFPR

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19 de setembro de 2022

O próximo encontro do Coletivo de Aposentados da APUFPR será realizado no dia 27 de setembro, a partir das 15h, na sede da APUFPR.

Com participação do advogado João Luiz Arzeno, assessor jurídico da APUFPR, teremos como tema do debate a segurança jurídica, que é uma preocupação frequente da nossa categoria.

Ao final, haverá um momento de confraternização para os participantes.

Convide colegas, participe e apresente suas dúvidas.

As reuniões do Coletivo de Aposentados são importantes espaços de diálogo e articulação dos docentes.

 

Fonte: APUFPR

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16 de setembro de 2022

No Brasil, mais de 90% da produção científica vem de universidades públicas, onde as pesquisas são feitas com liberdade, para que o foco seja sempre o interesse coletivo e o foco seja na busca por soluções para os problemas da população e do nosso país.

Porém, há setores que, por motivações políticas, ideológicas ou econômicas, desejam sufocar essa liberdade.

O artigo 206 de nossa Constituição Federal garante a liberdade acadêmica ao prever como uma das bases da educação a “liberdade de pensar, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber” e o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”.

Já o artigo 207 da Carta Magna também garante “autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial” para as universidades públicas.

Tanto a liberdade acadêmica quanto a autonomia universitária são indispensáveis para o desenvolvimento de pesquisas científicas e novas tecnologias, que não podem ser cerceadas ou orientadas por interesses políticos, partidários ou econômicos.

Em 2022, temos a oportunidade de eleger pessoas comprometidas com a produção do conhecimento e com o desenvolvimento do país. Fique atento e apoie quem defende a ciência.

 

#EuVotoNaCiência #Eleições2022 #Brasil

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14 de setembro de 2022

Os duros desafios que o país enfrentou para combater a pandemia de Covid-19 mostrou para a população a importância de termos governantes comprometidos com a Ciência. Apesar da irresponsabilidade do Governo Federal e dos arroubos autoritários e negacionistas do presidente, pesquisadores e cientistas brasileiras cravaram trincheiras e cumpriram a tarefa heroica de salvar vidas.

O cenário de crise sanitária também demonstrou que o Congresso é um espaço estratégico para garantir que o Estado cumpra sua função social, de ser o garantidor do bem-estar da sociedade e defensor do interesse público.

A atuação dos senadores e senadoras na CPI da Covid foi fundamental para investigar os escândalos na saúde pública, frear o ímpeto delirante dos negacionistas e, sobretudo, pautar a opinião pública em relação à desinformação deliberada sobre as vacinas. Enquanto isso, na Câmara Federal, deputados e deputadas comprometidos com a ciência e o interesse público aprovaram diversas leis para proteger a população mais vulnerável e garantir a chegada do primeiro auxílio emergencial o mais rápido possível.

Mesmo com a atuação louvável de uma parte dos parlamentares, o governo e sua base de apoio no Congresso conseguiram engendrar grandes estragos na Ciência.  O orçamento de Ciência e Tecnologia em 2022 é o menor dos últimos dez anos e a área de pesquisas teve R$ 2,5 bilhões retirados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico (FNDCT). Com isso, o orçamento de R$ 4,5 milhões do FNDCT caiu pela metade e ficou 44,76% abaixo do orçamento no ano passado. Em relação às universidades públicas, Bolsonaro adotou uma série de políticas de contingenciamentos, bloqueios e cortes no Ministério da Educação. Só em 2022, o corte já chega a mais de R$ 3 bilhões, o que representa mais de 14,5% do orçamento – que vai afetar de modo expressivo todas as áreas, sobretudo as universidades, institutos e cefets.

Isso significa que, nessas eleições, é fundamental trocar o presidente. Mas só isso não é suficiente para proteger a produção científica e acabar com o estrago que a cultura negacionista vem causando o país.

É preciso compor um Congresso em que a maioria dos parlamentares seja comprometida com a Ciência, a Educação e o interesse público em primeiro lugar. Dessa forma, garantimos que o sistema democrático esteja voltado para uma verdadeira representatividade dos interesses do povo brasileiro e não de um grupo ou de uma família específica.

 

Na trincheira pela reconstrução do país e da Ciência

Durante o período eleitoral, vamos produzir conteúdo e mobilizar nossas redes e comunidades em torno da importância da produção do conhecimento nacional para o Brasil, os desafios, resultados, essencialidades, promover a valorização da universidade pública e das comunidades acadêmica e científica do país, e mostrar os danos potenciais dos cortes e ataques de viés negacionistas.

 

Como escolher seu parlamentar

A campanha do Observatório do Conhecimento está ajudando a sociedade a identificar os candidatos e candidatas à Câmara Federal realmente comprometidos com o fortalecimento da educação pública, da ciência e tecnologia.

Para isso, criamos o selo “Compromisso com o Conhecimento”, que será destinado aos candidatos e candidatas que assumirem eixos decisivos para a retomada de um projeto democrático e progressista de país.

Trata-se de assumir uma posição urgente pela educação e pelo desenvolvimento do Brasil.

  1. Recomposição orçamentária do conhecimento. É central o compromisso de que, a partir de 2023, o Congresso Nacional inicie um processo de recomposição dos recursos do conhecimento aos valores nominais de 2015, e que esta meta seja alcançada ao final dos quatro anos de exercício legislativo.
  2. Estabelecer mecanismos de estabilização do orçamento que evitem quedas brutas no financiamento das universidades federais e dos institutos de pesquisa.
  3. Retomar a meta número 20 do PNE atual, que prevê o investimento de 10% do PIB na educação pública.
  4. Elaborar políticas específicas que garantam a autonomia das instituições e de todas e todos que nelas atuam. Assegurar a liberdade acadêmica, a autonomia universitária e a ausência de constrangimentos por meio de políticas de financiamento de pesquisa. 
  5. Atuar pela correção dos valores de bolsas de pesquisa, bolsas de iniciação à docência, auxílios permanência e políticas similares, seja em projetos desenvolvidos no país, no exterior ou em entidades vinculadas à produção científica e tecnológica que contam com a colaboração de pesquisadores financiados por agências públicas de fomento.

 

O que é o Observatório do Conhecimento

O Observatório do Conhecimento é uma rede formada por Associações e Sindicatos de Docentes de universidades de diferentes estados brasileiros e parceiros da área da educação, ciência e pesquisa que se articula em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e da liberdade acadêmica.

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13 de setembro de 2022

Em mais uma lamentável manobra com fins eleitoreiros, no final do mês agosto, o presidente Jair Bolsonaro publicou medidas provisórias (MPs) que adiam para 2023 e 2024 o repasse de recursos pelas Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2, e uma outra que limita o orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Essas MPs permitem cortar verbas da cultura e da ciência e redirecionar o orçamento programado para 22 de setembro para acomodar outras despesas como emendas parlamentares. Tudo isso no meio do processo eleitoral.

O adiamento dos repasses faz com que o caixa do governo tenha uma sobra de recursos, o que agrada os parlamentares pois esse montante pode ser distribuído na forma de RP9, conhecido popularmente como “Orçamento Secreto”, cuja destinação ocorre de forma obscura e, muitas vezes, promíscua e sem transparência.

 

Este é mais um ataque do governo nas áreas de cultura, ciência e tecnologia. São quatro anos de desmonte e precarização de todo o escopo institucional desses setores. Desde o início da gestão Bolsonaro, essas áreas foram violentamente atacadas, com os maiores cortes nos últimos 20 anos. A situação tem sido tão absurda que o Congresso chegou a aprovar um projeto para proibir que o governo corte recursos do FNDCT, contra a vontade de Bolsonaro. Diante da derrota, ele agora tenta retomar os cortes com uma Medida Provisória.

Junto com as entidades nacionais do setor, precisamos pressionar o Senado para que a MP seja rejeitada e perca sua validade.

 

O Brasil não aguenta mais

Tudo isso mostra, mais uma vez, a extrema necessidade de derrotar o governo Bolsonaro, dentro do jogo democrático, do qual ele tem muito medo.

Precisamos eleger um governo que esteja comprometido as áreas de ciência, tecnologia e cultura.

O segundo passo, concomitante ao primeiro, é combater o “bolsonarismo” na sociedade, essa mistura ideológica que combina autoritarismo, anticientificismo, preconceitos e disseminação do ódio. Um projeto que sobrevive com os gastos gigantescos de recursos públicos e a participação perniciosa de empresários nada afeitos à Democracia (alguns dos quais já estão sob investigação da PF).

A sociedade precisa que o Estado volte a investir em políticas públicas que tenham olhar integrado para a formação humana e democrática, alicerçada na apropriação de conhecimentos científicos, históricos, sociais que contribuam para uma melhor compreensão da sociedade e atuação crítica frente às desigualdades sociais, ao preconceito, à discriminação e à exclusão.

Para isso, mais do que nunca, é preciso retomar e ampliar os investimentos públicos, no sentido de garantir uma ampla rede de educação pública de qualidade, da educação básica ao ensino superior, valorizando a racionalidade, a produção científica e desenvolvimento do espírito crítico, a partir da liberdade de cátedra e da educação laica; e o estabelecimento de uma política cultural como um bem para todos, contribuindo para a qualidade de vida, que gere conhecimento, e permita o acesso ao tempo de qualidade e esperançar, sem espaço para cultivar o ódio, a violência e o medo.

A dimensão do encantamento e da fruição das artes é inerente à cultura e deve contribuir para restabelecer a esperança em tempos sombrios.

 

Fonte: APUFPR


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