Autor: Larissa

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18 de maio de 2021

Na quarta-feira, 19 de maio, docentes, técnicos, técnicas e estudantes das instituições de ensino superior públicas – federais, estaduais e municipais – realizam atos por todo o país no Dia Nacional de Luta “A Educação precisa resistir”. A deliberação foi tomada em reunião conjunta dos Setores das Instituições Federais (Ifes), Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes) do ANDES-SN, na última sexta (14).

A mobilização será por vacina, pão, saúde e educação; pelo Fora Bolsonaro e Mourão; contra o Projeto de Lei (PL) 5595/20, que prevê a reabertura de escolas, universidades, institutos e Cefet no pior momento da pandemia da Covid-19; pela recomposição dos orçamentos das instituições federais de ensino; contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20, da reforma Administrativa; e também pela revogação da Portaria do MEC 983/2020, que traz ataques aos professores da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

De acordo com a Circular nº 165/21, as seções sindicais realizarão atos em seus municípios e estados com a realização de carreatas, plenárias e o uso de carros de som, distribuição de panfletos informativos e máscaras. Uma homenagem será realizada aos docentes e representantes dos outros segmentos acadêmicos mortos pela Covid-19, com a fixação de faixas, instalação de outdoors, projeções ou murais com os nomes das vítimas, conforme a realidade de cada local. Além disso, a circular aponta a necessidade da construção de uma agenda em programas de televisão e rádio locais, regionais e nacionais e em rádios comunitárias.

“Nós, trabalhadoras e trabalhadores da Educação, e estudantes não vamos permitir a destruição da educação pública brasileira. Neste dia 19 realizaremos atos em todas as instituições superior de ensino públicas federais, estaduais e municipais. A participação de cada pessoa é importante para não permitir que o Bolsonaro, o inimigo da Educação, destrua as nossas instituições públicas de ensino”, convoca Rivânia Moura, presidenta do ANDES-SN.

Programação virtual
A mobilização será transmitida a partir das 9h em uma live, que mostrará os atos nas universidades, institutos e Cefet. Organizada pelas entidades da educação – ANDES-SN, Fasubra, Sinasefe, UNE, Fenet -, a transmissão contará ainda com a presença de representantes de entidades da Educação Básica, do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e de parlamentares. Além disso, às 11h e às 17h será levantada no Twitter a hashtag (em português, palavra-chave) #educaçãoprecisaresistir com informações acerca dos ataques à educação pública brasileira. À noite, projeções serão feitas na Esplanada dos Ministérios ou no Museu Nacional, em Brasília (DF), ainda a definir.

Confira o material da mobilização:

– Acesse aqui o material de divulgação do 19M

– Acesse aqui o link da live

– Acesse aqui o banco de tuítes

Fonte: ANDES-SN

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16 de maio de 2021

Na próxima segunda-feira (17), às 9h, será votado o parecer sobre admissibilidade de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20, que trata da reforma administrativa, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ontem, (13), após uma manobra da presidente Bia Kicis (PSL-DF) para antecipar a votação do relatório, a reunião foi suspensa por “problemas técnicos” na inscrição e participação de deputados na reunião virtual da CCJ.

A deputada Bia Kicis quebrou um acordo firmado com as lideranças de bancada que previa um calendário de audiências públicas que se encerraria hoje, sexta-feira, (14). Além disso, não deu um tempo hábil para a análise do relatório entregue pelo deputado Darci de Matos (PSD-PR) e protocolado na noite de terça-feira (11). A matéria é uma das prioridades do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em seu parecer, Darci de Matos rejeitou apenas dois pontos da reforma: o que permite ao presidente da República extinguir, transformar e fundir entidades da administração pública autárquica e fundacional via decreto; e o trecho que impedia a realização de qualquer outra atividade remunerada pelos servidores ocupantes de cargos típicos de Estado.

PEC 32

A proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20, encaminhada ao Congresso Nacional em setembro de 2020, altera disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa. Entre outros pontos, o texto estabelece cinco tipos de vínculos para os novos servidores. Os novos regimes de contratação, de caráter temporário e contratos em regime de experiência, acabam com o Regime Jurídico Único e criam diversas formas de contratos de trabalho dentro do serviço público, o que atingirá a qualidade do atendimento à população. A PEC abre espaço para a terceirização irrestrita em todas as áreas.

O ANDES-SN tem se empenhado na mobilização contra a reforma Administrativa com as demais categorias do funcionalismo público que compõe o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). Desde setembro, a entidade tem participado de atos presencias, respeitando os protocolos de segurança, e virtuais, construindo campanhas informativas sobre a PEC 32 e pressionando parlamentares a se posicionarem contra a proposta.  Para o Sindicato Nacional, a reforma representa uma destruição severa e rápida dos serviços públicos e trará consequências para o conjunto da classe trabalhadora e para a população, que precisa do atendimento no âmbito do poder público.

Tramitação

Se passar pela CCJ, a PEC 32 ainda precisará ser analisada por uma comissão especial que tem um prazo previsto de tramitação de 40 sessões, sendo as 10 primeiras previstas para apresentação de emendas. Para a presidência da comissão, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) escolheu Fernando Monteiro (PP-PE) e para relatoria Arthur Maia (DEM-BA). Caso a comissão especial aprove a proposta, o texto será votado em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Fonte: ANDES-SN

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16 de abril de 2021

As eleições para a diretoria da APUFPR estão marcadas para o dia 29 deste mês. Nas próximas semanas, as duas chapas que se candidataram ao pleito terão várias oportunidades de publicizar suas plataformas e propostas de campanha.

Uma das principais oportunidades para que os docentes filiados conheçam os projetos das chapas é o debate oficial. O primeiro irá acontecer dia 20 de abril, às 19h, e será transmitido pelo Facebook e Youtube da APUFPR.

Segundo o comunicado da Comissão Eleitoral “haverá a possibilidade dos associados participarem do debate enviando perguntas até às 17h do dia do debate, pelo formulário https://forms.gle/nCGaKTZcZb9xKtE39. Serão sorteadas 2 perguntas.”

Todos os professores estão convidados para participar ativamente do processo democrático para a construção do futuro da luta da categoria. A chapa eleita estará à frente da seção sindical pelo biênio 2021-2023.

Serviço

1º Debate entre as Chapas concorrentes à Diretoria da APUFPR | Biênio 2021-2023

Data: 20/04/2021

Hora: 19 horas

Local: Redes sociais da APUFPR – Youtube e Facebook

Mediador: Professor Mário Messagi Júnior

– Haverá possibilidade dos associados participarem do debate enviando perguntas até às 17h do dia do debate, pelo formulário https://forms.gle/nCGaKTZcZb9xKtE39. Serão sorteadas 2 perguntas.

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16 de abril de 2021

Marcado para ocorrer nos dias 27 e 28 de abril do ano corrente, a programação do Fórum Nacional sobre Violência Institucional contra Crianças e Adolescentes chama a atenção tanto pelos temas que serão abordados, quanto pelos palestrantes. Esse Fórum, uma realização conjunta entre Ministério da Educação, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a pretexto de tratar de tema necessário e urgente, se mostra, na realidade, como um mecanismo espúrio de veiculação de uma ideologia alinhada ao ideário de extrema direita que vem sendo disseminado pelo governo federal. Extremismo político e fundamentalismo religioso travestidos de formação dirigida a profissionais da educação e familiares/responsáveis por estudantes da educação básica tornam-se, no evento em tela, uma retomada do programa Escola Sem Partido (EsP), protagonizado, agora, diretamente por agentes do governo.

A associação entre o Fórum Nacional sobre Violência Institucional contra Crianças e Adolescentes e o movimento Escola Sem Partido é evidente tanto nos temas quanto nos responsáveis por desenvolvê-los. Temática cara ao EsP, a por ele denominada “ideologia de gênero”, por exemplo, compõe o rol de palestras. A despeito de caracterizar os estudos sobre gênero como “doutrinação”, o evento promovido pelo governo federal se prontifica a exercer, ele mesmo, a doutrinação que condena, mas em sentido contrário. Ao negar e condenar as pesquisas sobre gênero, assume e apregoa a intolerância e o preconceito que gestam a perseguição.

À semelhança do que prega o EsP, o Fórum se propõe a combater a disseminação de ideologias, demonstrando evidente ignorância acerca do significado dessa palavra e assumindo uma suposta neutralidade que, ao fim e ao cabo, se verifica incapaz de esconder a ideologia protofascista que carrega.

O incentivo a denúncias contra profissionais da educação é tema de outra palestra. Mais uma vez aqui é possível detectar o modus operandi do nefasto movimento Escola sem Partido, que firmou como uma de suas práticas a delação e a perseguição sistemática a professores e professoras.

Preocupa, particularmente, que a pessoa responsável pela produção de materiais didáticos no âmbito do MEC faça parte do elenco de palestrantes. Neste caso em particular, é fundamental recorrer ao disposto na Constituição Federal que determina a pluralidade de ideias e de concepções pedagógicas em todos os níveis e modalidades da educação. Com base nisso, resta claro que o Ministério da Educação protagoniza ato que fere a Constituição.

Em síntese, o referido Fórum associa extremismo religioso a atribuições que são prerrogativas de Estado e reúne, a um só tempo, ingredientes que preparam uma antessala inconfundível de espectro neofascista. Como mais um efeito deletério, o conteúdo das palestras comporta, ainda que indiretamente, um discurso que desqualifica o papel das Universidades na formação de profissionais da educação, não só por não a reconhecer como lugar genuíno da produção do conhecimento e formação docente, mas, especialmente, por converter escolas e Universidades em lugares de censura. Dessa forma, à semelhança do EsP, o evento induz a ataques que ferem princípios democráticos e de laicidade que fundamentam a autonomia, a pluralidade e a liberdade do pensamento. Denunciamos, assim, com essa iniciativa, o recrudescimento de forças autoritárias e regressivas, bem como o acirramento de discursos de ódio e de intolerância que conformam uma agenda extremista articulada à pauta de destruição de direitos arduamente conquistados e à ameaça às instituições democráticas.

GTPE APUFPR

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23 de fevereiro de 2021

A APUFPR-SSind está prestes a entrar em seu período eleitoral, quando a categoria poderá escolher a diretoria da seção sindical para o biênio 2021-2023. As datas do processo foram divulgadas em edital de convocação, de acordo com o disposto no artigo 42 do regimento geral da entidade.

As eleições estão marcadas para dia 29 de abril de 2021, de forma virtual, nos moldes do processo eleitoral do Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a partir das 8h30 da manhã. Poderão participar todos os professores filiados à APUFPR-SSind que sejam filiados há mais de 60 dias antes da eleição e que estejam em dia com a contribuição sindical.

A chapa eleita tomará posse no dia 7 de maio de 2021, às 19h30.

Sua participação é a única forma de construir uma gestão representativa para os docentes da UFPR. Não deixe de votar!

 

Confira o Edital aqui

Fonte: APUFPR-SSind

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24 de dezembro de 2020

📅 2020 está chegando ao fim.

Foi um ano particularmente duro para nós, docentes da UFPR.

Encaramos o ataque contínuo à Educação (principalmente ao Ensino Superior), defendemos a democracia e a autonomia na nossa instituição, lutamos por nossos direitos…

Tivemos de nos adaptar a um novo “normal”.

E perdemos entes queridos, e companheiros e companheiras de jornada, que foram referência na luta por justiça e democracia como nossa querida diretora Denise Maia. 😢

Foi um ano intenso.

💪 E uma das maiores lições que 2020 nos deixou é que nossa resistência não pode parar.

Por isso, que venha 2021, com mais desafios. Vamos à luta! ✊

Vamos em frente! Vamos juntos! 🙌

💝 A APUFPR deseja a todos boas festas, um justo descanso e um 2021 cheio de energia.

Porque, sim, nós vamos precisar! 🤜🤛

Conte com a APUFPR, o seu Sindicato, hoje e sempre! ✊✊

 

 

Fonte: APUFPR

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21 de maio de 2020

Mesmo durante o isolamento social, a APUFPR continua atuando em regime de home office. Nos próximos dias, funcionários da entidade entrarão em contato com os docentes para fazer uma atualização dos dados cadastrais.

Importante: os números de telefones utilizados pela equipe do sindicato são diferentes dos usados da sede da entidade, por isso, estamos disponibilizando a lista de contatos para que, ao atender uma ligação proveniente desses números, a categoria saiba que é da APUFPR (e que não tenha medo de que está caindo em algum golpe, por exemplo).

Ao ser contatado por algum dos funcionários responsáveis pelo cadastramento, você também poderá enviar seus dados atualizados por e-mail ou por mensagem pelo WhatsApp para os seguintes contatos:

Todos os setores/sedes
(41) 99851-7835 – Ana Paula Roika (das 9h às 18h), e-mail: [email protected]
(41) 99508-3760 – André (das 12h às 18h)

Setor Litoral
(41) 99824-0267 – Leonardo (das 14h às 18h), e-mail: [email protected]

Setor Palotina e Toledo
(41) 99824-0242 – Roberta (das 14h às 18h), e-mail: [email protected]

Campus Avançado de Jandaia do Sul
(41) 99979-0271 – Ana Paula (das 14h às 18h), e-mail: [email protected]

Atendimento jurídico e psicológico
A APUFPR informa que está fazendo atendimento jurídico e psicológico por videoconferência.
Atendimentos jurídicos podem ser agendados pelo telefone (41) 3151-9107 ou pelo e-mail [email protected]
Atendimentos psicológicos podem ser agendados pelo telefone (41) 3151-9103 ou pelo e-mail [email protected]

Fonte: APUFPR

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27 de abril de 2020

 

A APUFPR repudia os ataques do presidente da República, Jair Bolsonaro, à Educação em seu confuso pronunciamento realizado na tarde desta sexta-feira (24). Ao não conseguir se defender das acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro (que deixou o governo e fez revelações bastante sérias) ele optou por reforçar velhos fantasmas na tentativa de criar uma cortina de fumaça para causar distração e evitar perdas ainda maiores em sua base de apoio radical.

Segundo o agora ex-ministro, Bolsonaro estava interferindo politicamente na Polícia Federal com o intuito de ter acesso a documentos sigilosos e interferir em investigações, especialmente naquelas que envolvem os próprios filhos.

Outra acusação grave é a de que outra pessoa utilizou a assinatura digital de Moro para confirmar a exoneração de Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Isso seria um indicativo de que pode ter havido fraude processual, falsidade ideológica ou falsificação de assinatura.

Em seu pronunciamento, repleto de assuntos não relacionados, autoacusações e afirmações delirantes, Bolsonaro voltou a mostrar que não tem atributos técnicos e intelectuais para o cargo que ainda ocupa. É de uma visão curta e extremamente obscurantista o que disse sobre a Educação.

Bolsonaro distorce a realidade ao dizer que o (péssimo) ministro da Educação, Abraham Weintraub (conhecido pelo corte sistemático de verbas, falhas incríveis no Enem, nomeação de interventores e por criar picuinhas contra países estrangeiros) luta contra uma suposta doutrinação na Educação. Bolsonaro retoma um tema já desgastado, mas o repete como um mantra porque acredita ser uma forma de manter apoio.

Do mesmo modo, o presidente demonstra o desprezo pelo conhecimento ao dizer que “não vale que seu filho tenha um pedaço de papel chamado diploma”, e que “o diploma é apenas uma figura decorativa”. Bolsonaro não entende que a Universidade é um espaço não só de transmissão, mas de construção do conhecimento.

Ao tentar enganar mais uma vez a população, Bolsonaro retoma o método de radicalizar os conflitos na sociedade, tentando jogar novamente uma parte da população contra professores e estudantes das universidades públicas.

A universidade pública forma mais que profissionais tecnicamente qualificados. Ela forma cidadãos capazes de criar conhecimento para o crescimento econômico, social e humano do país, independentemente de posição política. Ao reduzir o papel da comunidade acadêmica, o presidente reforça uma visão autoritária de que as pessoas devem simplesmente obedecer ordens, reproduzir procedimentos e manter o status quo da sociedade injusta e excludente que o Brasil cultiva desde o começo da colonização.

O presidente cometeu uma espécie ato falho ao dizer “o ministro da Educação vem mostrando que a nossa educação nunca esteve tão mal”. Podemos dizer que, na verdade, a gestão do Ministério da Educação nunca esteve tão mal por culpa justamente de Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub.

Sérgio Moro, por sua vez, pode ter confessado culpa ao afirmar (e depois mostrar provas à imprensa) de que tinha conhecimento dos crimes cometidos pelo presidente e por parlamentares de sua base de apoio, inclusive sobre uma negociação para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), intermediada pela deputada federal Carla Zambelli (PSL). Ao tomar conhecimento de crimes e não denunciá-los, sua atitude pode ser considerada prevaricação, que é também considerada crime pela lei.

Todo esse cenário exige apuração séria e independente, para que as atitudes do presidente da República, de seu ex-ministro e dos demais envolvidos sejam devidamente investigadas e apuradas pelos olhos da lei. E que todas as medidas legais sejam aplicadas. É o mínimo que os brasileiros merecem neste momento.

Diretoria da APUFPR

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24 de janeiro de 2020

No discurso do ministro da Educação, Abraham Weintraub, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foi “o melhor de todos os tempos”. Fora de sua conta o Twitter, porém, suas versões fantasiosas sobre a realidade não se comprovam.

Não há mais dúvidas de que o erro crasso na correção das provas, digno dos gestores mais amadores, afetou milhares de estudantes brasileiros. O problema, de acordo com o ministro, já estaria resolvido.

No “universo paralelo” onde habita o governo, cerca de seis mil estudantes teriam sido afetados pela confusão na correção dos gabaritos. O número está muito longe das 172 mil queixas encaminhadas ao Ministério da Educação (MEC).

Repleto de inconsistências e de discordâncias entre as versões dadas pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o processo de correção, evidentemente, não convenceu os estudantes.

Procuradorias da República têm recebido uma série de representações de jovens que questionam a solução apresentada pelo MEC. Até a última quarta-feira (22), a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia recebido pelo menos 250 representações.

Não é de se espantar. Afinal, qual a credibilidade de uma gestão que oferece pouco mais de 24 horas para os estudantes de um país com mais de 200 milhões de habitantes reportarem o erro através de um e-mail? Uma solução amadora e propositadamente excludente.

Agravando ainda mais a situação, jovens têm relatado erros no processo de inscrição para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujas datas de realização foram irresponsavelmente mantidas pelo MEC. Pelo Sisu, as instituições de ensino superior públicas oferecem vagas aos estudantes que participaram do Enem. Portanto se houve erro do MEC nas correções de provas do Enem, os estudantes afetados ficariam imediatamente em desvantagem.

Nos últimos dias, as falhas nas inscrições do exame chegaram a ser um dos assuntos mais comentados no Twitter. Estudantes reportam “erros inesperados” no processo de cadastro no Sisu, confusão que derruba ainda mais a confiabilidade do processo.

Lembrando que o Enem e o Sisu são as principais portas de entrada de estudantes de baixa renda nas universidades públicas. Mais uma vez, o MEC desampara justamente os que mais precisam de oportunidades.

Educação à deriva

Além de revelar a inaptidão de Weintraub para o cargo que ocupa, os erros do MEC confirmam a postura desprezível do ministro perante a Educação. Não é nenhuma novidade. Na verdade, a sensação é que a pasta está sem direção desde seu início! Não há planejamento! O que existe é um vazio.

Há um aglomerado de frases lunáticas, repetidas à exaustão, que visam a colocar a sociedade contra as universidades. Para atingir esse objetivo, Weintraub já ofendeu docentes, servidores e estudantes, mentiu reiteradas vezes e tentou desmoralizar as universidades.

Pela primeira vez, o Brasil tem um ministro da Educação que é claramente contra a Educação.

Mais do que nunca, toda a sociedade precisa se mobilizar contra a incompetência e a inaptidão de quem está à frente do MEC!

Fonte: APUFPR

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23 de janeiro de 2020

Não é de se espantar que o Ministério da Educação (MEC) continue investindo em medidas para sufocar a produção e a disseminação do conhecimento científico.

Fica cada dia mais evidente que o real objetivo desse governo é destruir as universidades públicas, relegando a sociedade ao obscurantismo e à ignorância.

O mais novo retrocesso se deu na peculiar data de 31 de dezembro de 2019, quando o MEC divulgou a Portaria 2.227/2019, que limita drasticamente a participação de docentes em eventos científicos.

A portaria define que até cinco servidores de uma determinada unidade poderão receber financiamento para simpósios, congressos e espaços similares de construção do conhecimento.

Acontece que, para encontros realizados no Brasil, apenas dois docentes serão contemplados sem a necessidade de autorização extraordinária. Para eventos no exterior, apenas um financiamento será concedido sem justificativa prévia.

O resultado prático dessa restrição é previsível: muitos eventos científicos serão inviabilizados. Sem financiamento, esses espaços voltados para a construção do conhecimento ficarão esvaziados. Qual futuro estamos construindo nesse cenário?

Qualquer país que pretende avançar, gerar desenvolvimento econômico e social, e proporcionar melhor qualidade de vida para a população, investe na produção do conhecimento científico. O governo atual vai cada vez mais na contramão disso. Em vez de valorizar a produção de conhecimento, adota medidas para estrangular o saber.

Regras duras

De acordo com a portaria, o número de participantes poderá ser ampliado “quando houver necessidade devidamente justificada” e “mediante autorização prévia e expressa do Secretário-Executivo”.

Mas aí reside uma preocupação que se mostra cada dia mais válida: vinda de um governo com nítidas orientações ideológicas (e que não economiza palavras para perseguir posicionamentos políticos divergentes dos seus), o receio é que a autorização prévia se converta em restrição seletiva ou censura.

Em 2019, as comunidades acadêmicas sentiram na pele as consequências do corte indiscriminado de bolsas e da drástica redução no orçamento das universidades federais. A portaria passa a compor um conjunto de investidas do Governo Federal para sufocar a pesquisa científica brasileira.

É inadmissível que as instituições federais, que ao lado das demais universidades públicas são responsáveis por 95% da ciência produzida no Brasil, continuem sendo reféns não só do desmonte do Estado, mas da má-fé e da perseguição.

Como de praxe nesse governo, 2020 já começa exigindo uma mobilização urgente dos docentes.

Proibição de contratações

O desmonte já realizado nos primeiros dias de 2020 não se restringiu à Ciência. A Secretaria de Educação Superior (Sesu), vinculada ao MEC, também proibiu, por meio do Ofício 01/2020, divulgado em 8 de janeiro, a nomeação de docentes e servidores técnico-administrativos em universidades federais para o ano de 2020.

Com isso, as instituições ficam proibidas de contratar docentes, sejam eles efetivos, substitutos ou visitantes. Ensino, pesquisa e extensão serão diretamente atingidos pela determinação, que vai agravar ainda mais o trágico déficit de professores nas instituições.

A determinação afeta os processos seletivos finalizados cujos aprovados ainda não tenham sido nomeados e os concursos em andamento. Atinge, também, o provimento de vagas de aposentados.

Uma das situações mais drásticas é a da Universidade de Brasília (UnB). Devido à Reforma da Previdência, um grande contingente de professores se aposentou no ano passado. O Ofício veio como um balde de água fria: a instituição está proibida de contratar os 207 docentes efetivos previstos para 2020, muitos deles para preencher os postos que estão vagos.

De acordo com o que está previsto na Portaria 1.469/2019, as nomeações só poderão ser realizadas depois da publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA), que indicará os recursos do MEC disponíveis para esse fim. Alguma dúvida de que eles serão ainda mais enxutos?

Diante das sucessivas reduções no orçamento da educação e dos efeitos da Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que congelou investimentos sociais por 20 anos, a perspectiva é de mais precarização do trabalho docente.

Nossa resistência é a única saída!

Fonte: APUFPR


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