Autor: Larissa

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30 de dezembro de 2019

Mais uma vez o governo Bolsonaro, desrespeitando a autonomia das Instituições de Ensino Superior Públicas (IES) e na véspera de período festivo adotou mais uma medida provisória, dessa vez a de número 914/2019 (MP 914/2019) que dispõe sobre o processo de escolha do(a)s dirigentes das universidades e dos institutos federais e do Colégio Pedro II.

A medida estabelece como obrigatória a realização de consulta à comunidade acadêmica para a formação da lista tríplice para o cargo de reitor(a) por votação direta, preferencialmente eletrônica. Tal consulta não poderá ser feita com voto paritário ou universal e obrigatoriamente deverá ser realizada com peso de 70% no voto docente, 15% no do técnico-administrativo e 15% para o voto discente. A mesma regra é imposta aos Institutos Federais que não submetiam ao Presidente da República, até então, uma lista tríplice para a escolha de reitor(a).

A MP 914/2019 estabelece ainda que o Presidente da República poderá nomear reitor(a) pro tempore em “razão de irregularidades verificadas no processo de consulta”. Esse tipo de intervenção, ressaltamos, está em curso na Universidade Federal da Grande Dourados e no CEFET-RJ e poderá ampliar-se, bastando para isso que haja judicialização do processo de escolha de reitor(a).

A MP ignora a diversidade de estrutura interna das IES e a democracia interna ao instituir que os campi serão dirigidos por diretores(as)-gerais, que serão escolhido(a)s e nomeado(a)s pelo(a) reitor(a). Do mesmo modo, acaba com eleição direta para a direção das unidades acadêmicas, estabelecendo que o(a)s diretores(as) e os(as) vice-diretores(as) das unidades serão escolhido(a)s e nomeado(a)s pelo reitor(a) para mandato de quatro anos.

O ANDES-SN considera inconstitucional a utilização do instrumento da Medida Provisória para tratar de matéria que não preenche os critérios para tal; e repudia tais medidas que atacam a autonomia das universidades, suficientemente expressa no Artigo 207 da Constituição Federal de 1988, e a democracia das IES, além de aprofundar o autoritarismo ao concentrar poder nas mãos do(a) reitor(a) e, por consequência, do Presidente da República que o(a) escolhe.

Defendemos que o(a)s dirigentes devam ser escolhido(a)s através de eleições diretas, com voto paritário ou universal, e que o processo se encerre no âmbito de cada IES, sem necessidade, portanto, que elaboração de lista tríplice.

Conclamamos a categoria docente e a comunidade em geral a derrotar mais esse ataque do governo Bolsonaro à Educação e às IES públicas.

Clique aqui e faça o dowload da nota

Brasília (DF), 25 de dezembro de 2019. Diretoria Nacional do ANDES-SN

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12 de dezembro de 2019

No dia 19 de dezembro de 2019, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), primeira universidade do Brasil, completa 107 anos. Trata-se de uma grande oportunidade para reconhecer o papel fundamental da instituição para o estado do Paraná e para o Brasil.

A comemoração, no entanto, se dá em um momento delicado não só para a UFPR, mas para toda a educação superior pública do país. O ano de 2019 foi um dos períodos mais turbulentos para aqueles que se dedicam cotidianamente para garantir a excelência das universidades federais.

Logo no início do governo Bolsonaro, os cortes de 30% no orçamento das instituições federais de ensino superior (Ifes) geraram um clima de incerteza e insegurança entre a comunidade acadêmica. Estudantes, técnicos e docentes tomaram as ruas em grandes mobilizações contrárias a esse desmando, revertido posteriormente graças à pressão política e ao apoio da população às universidades.

Semanas depois, o governo divulgou o seu plano para as universidades federais, expresso no Future-se. O programa, que cede a administração das instituições à iniciativa privada por meio de Organizações Sociais (OS), representa a diluição da função pública da educação superior. O objetivo é claro: fazer com que elas sirvam mais a interesses particulares e menos à população. A resistência ao programa deve seguir forte em 2020.

Na ciência, os retrocessos ficaram por conta do corte indiscriminado de bolsas de pesquisa. Milhares de mestrandos e doutorandos tiveram suas bolsas suspensas de maneira desumana, afetando diretamente projetos de pesquisa fundamentais para a sociedade brasileira. Capes e CNPQ foram duramente atingidas, com reflexos em toda a cadeia de produção científica brasileira.

Com o Decreto 9.991/2019, o governo Bolsonaro criou uma série de restrições ao afastamento de servidores para a qualificação acadêmica. Em médio e longo prazo, a medida deve atingir frontalmente a excelência das universidades federais, responsáveis por mais de 95% de toda a pesquisa científica desenvolvida no país.

Como pano de fundo de todos os retrocessos, setores políticos descompromissados com a democracia e com a educação protagonizaram uma vergonhosa campanha de difamação contra as universidades. A maior “autoridade” da Educação no país, o ministro Abraham Weintraub, foi um dos maiores disseminadores de ataques e mentiras sobre as instituições e os docentes. Não por acaso, está sendo processado por inúmeras entidades.

Diante de tantos retrocessos, a celebração de mais um ano de existência da UFPR deve se dar em tom de luta e resistência. Em nome dos docentes, a APUFPR reafirma que seguirá atuando cotidianamente para proteger a UFPR e preservar o caráter público, gratuito e democrático das universidades federais brasileiras.

Sessão pública do Conselho Universitário celebra aniversário da UFPR

O Conselho Universitário (Coun) da UFPR realizou ontem (11), uma sessão pública no Teatro da Reitoria para celebrar os 107 anos de existência da UFPR. O evento reuniu a comunidade acadêmica, egressos e admiradores da instituição para uma série de atividades em homenagem à universidade mais antiga do Brasil.

Fonte: APUFPR

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11 de dezembro de 2019

A paciência chegou ao fim!

Diante de tantas declarações fantasiosas e infundadas do ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre as universidades federais e os docentes, a APUFPR o denunciou no Ministério Público Federal (MPF) do Paraná por improbidade administrativa, solicitando também que ele seja imediatamente afastado do cargo.

A principal motivação do pedido foi uma série de declarações de Weintraub sobre supostas plantações de maconha e esquemas de produção de drogas nas universidades federais.

Está claro que Weintraub não honra o cargo que ocupa e faz questão de atuar como perseguidor dos docentes e das instituições.

Para isso, não economiza insultos e mentiras, que circulam exaustivamente nas redes sociais e geram uma onda de desinformação e ódio conta toda a comunidade acadêmica.

Confira as declarações do presidente da APUFPR, Paulo Vieira Neto, e do Secretário-geral da APUFPR, Paulo Ricardo Opuszka, sobre os desmandos do ministro da Educação e o pedido de afastamento protocolado pela entidade:

Fonte: APUFPR

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11 de dezembro de 2019

Depois de um 2019 repleto de brindes, petiscos e música boa, o Bar Doce Bar entrará em férias.

Devido ao período de festas de fim de ano, a APUFPR informa que as confraternizações do Bar Doce Bar, tradicional ponto de encontro dos docentes da UFPR, funcionará até a quinta-feira do dia 12 de dezembro.

Em 2019, o Bar Doce Bar foi reinaugurado depois de um período fechado para melhorias e, em 2020, pode apostar que o evento continuará marcando as noites de quinta-feira de docentes, familiares e amigos.

Nos vemos no ano que vem!

Fonte: APUFPR

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10 de dezembro de 2019

O Future-se eliminará controles institucionais internos, externos e coletivos sobre as decisões universitárias. Haverá perda das decisões dos Conselhos.

As universidades federais não poderão representar a si mesmas. Serão imersas na insegurança econômica e terão seus patrimônios esvaziados.

A produção de conhecimento será espremida para gerar, basicamente, lucro para determinados investidores. Enquanto isso, a comunidade acadêmica continuará sendo alvo de fake news.

Este projeto promoverá o fim da universidade federal como espaço democrático de produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento econômico e social do país.

E nós chamamos você, docente, porque está na hora de lutar.

#APUFPRpelaUFPR #EstáNaHoraDeLutar #OsCaçaMordaças

Fonte:APUFPR
//!!

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9 de dezembro de 2019

Sabe aquela dúvida sobre legislação que você não sabe a quem perguntar?

Ou aquelas situações constrangedoras que você não tem certeza se são algum tipo de assédio moral?

E aqueles direitos que você, talvez, nem saiba que existam?

É por isso que a APUFPR disponibiliza atendimento jurídico a todo docente que precisa de apoio na área trabalhista. Dezenas de ações judiciais já foram propostas em nome da categoria e a sua pode ser mais uma, caso suas seguranças profissional e emocional estejam comprometidas no ambiente de trabalho.

Não se sinta acuado. Ainda que seja somente para esclarecimento, procure o atendimento jurídico da APUFPR:

Atendimento jurídico

Terças-feiras: das 10h às 11h30

Quartas-feiras: das 15h às 16h30

Agendamento: juridico@apufpr.org.br | (41) 3151-9107

Valor: gratuito

Local: sede da APUFPR | Rua Doutor Alcides Vieira Arcoverde, 1193 – Jardim das Américas

Professor e professora da UFPR: contem sempre conosco. O sindicato está aqui para te defender!

Fonte: APUFPR

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9 de dezembro de 2019

No sexto episódio da série Além das 8, conheça o trabalho desenvolvido pelo Centro de Ressonância Magnética Nuclear da Universidade Federal do Paraná (UFPR), coordenado pelo professor Guilherme Lanzi Sassaki.

O trabalho abrange a comunidade de cinco setores da UFPR: Tecnologia, Ciências da Saúde, Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Ciências Agrárias, atendendo em torno de 65 professores de 17 departamentos e mais de 200 alunos de graduação e, principalmente, de pós-graduação, que utilizam a ressonância magnética nuclear para suas pesquisas.

Conheça o projeto no novo capítulo da série Além das 8:

 

Sassaki explica ainda que, apesar dos cortes do Governo Federal, a dedicação dos professores garante que Centro realize trabalhos fundamentais, como ajudar a Polícia Federal a identificar novas drogas.

“Aqui dentro conseguimos ver a dedicação dos professores. Convido as pessoas para virem conhecer nossos trabalhos”, afirma Henrique Taborda Ribas, mestrando em Bioquímica na UFPR.

A sociedade pode ter certeza que esse setor está em boas mãos, porém, não se pode esquecer que nada funciona sem investimento: “A pós-graduação é praticamente movida pelas universidades públicas. Para manter essa excelência que atingimos, precisamos de recursos”, completa Sassaki.

Além das 8

Diferentemente do que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, insiste em dizer para enganar a população, a atuação dos docentes vai muito além das oito horas. Afinal, trabalho é o que não falta. O que falta é apoio do governo.

Encaminhar projetos em busca de captação de recursos, orientar alunos de graduação e de pós-graduação, fazer relatórios e promover pesquisa e desenvolvimento não cabem apenas na sala de aula.

 

[Além das 8] O projeto que ajuda a Polícia Federal através da ciência e tecnologia

????‍????????Dentro do universo da ciência e tecnologia não há limites. Principalmente quando se produz conhecimento para ajudar à sociedade. Nesse sexto episódio da série Além das 8, conheça o Centro de Ressonância Magnética Nuclear da Universidade Federal do Paraná. Eles colaboram até com a Polícia Federal! Imperdível.????Acesse nossa página:

Publicado por APUFPR-SSind – Associação dos Professores da UFPR em Segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Além das 8

Episódio 1: Além das 8: laboratório da UFPR é destaque na preservação ambiental

Episódio 2: Além das 8: segundo episódio conta o trabalho de pesquisa e inovação de Engenheira Mecânica da UFPR

Episódio 3: O professor e o laboratório que são sinônimos de excelência na análise de combustíveis

Episódio 4: O projeto que mostra que ser docente é navegar em águas profundas do conhecimento

Episódio 5: O laboratório que não têm hora para contribuir à saúde da população

 

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9 de dezembro de 2019

Na última quinta-feira (5), a APUFPR denunciou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, no Ministério Público Federal do Paraná (MPF) do Paraná por improbidade administrativa, solicitando também o seu afastamento do cargo.

A motivação da denúncia e do pedido para que ele seja obrigado a deixar o cargo foi uma declaração feita pelo ministro à TV Jornal da Cidade Online, quando afirmou que “tem plantações extensivas de maconha nas Universidades Federais” e “coisas piores com laboratórios de química desenvolvendo droga sintética de metanfetamina”.

A retórica adotada por Weintraub desde o início de sua gestão é parte da estratégia da campanha difamatória protagonizada por membros do governo Bolsonaro contra as universidades federais, eleitas como alvos prioritários de estigmatização e desinformação por parte de setores políticos nitidamente descompromissados com aspectos básicos da democracia.

Na denúncia, a APUFPR alega que o ministro Weintraub feriu de forma flagrante as prerrogativas constitucionais de seu cargo, agindo de forma incompatível com a dignidade e o decoro que o posto exige.

No pedido, o sindicato argumenta, ainda, que as denúncias infundadas do ministro ferem a Lei de Improbidade Administrativa, que define como atentado aos princípios da Administração Pública os atos que violem os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.

Por fim, a entidade exige a instauração de inquérito civil para apurar o crime de responsabilidade de Weintraub e solicita a caracterização de dano moral coletivo cometido contra servidores, professores, estudantes e as próprias universidades federais brasileiras.

Além disso, requer que o ministro seja afastado do cargo, seja proibido de exercer funções públicas por cinco anos e fique responsável pela indenização integral do dano moral coletivo gerado pelas suas declarações irresponsáveis.

A postura do ministro, além de inaceitável ao cargo de tamanha responsabilidade, tem se tornado perigosa para a sociedade, porque estimula a violência moral contra docentes estudantes e técnicos das universidades públicas, que facilmente pode se tornar violência física. Ao reforçar o clima de hostilidade, ajuda a ampliar a escalada de ódio que tende a gerar consequências consideravelmente graves. Basta lembrar que, apenas neste ano, diversos casos de ameaças de bombas ou atentados contra universidades públicas têm assustado as comunidades (inclusive a da UFPR, em abril).

Diariamente, a página da APUFPR no Facebook é alvo de discursos de ódio que reproduzem as ilações enganosas do ministro. Isso prova que, por mais que sejam mentirosas suas afirmações, elas estão encontrando eco em uma parcela da sociedade que não se envergonha em atacar a educação pública.

A APUFPR não se esquivará da prerrogativa de defender a imagem dos docentes e, por consequência, a da universidade que eles constroem diariamente.

No pano de fundo de declarações tão infundadas, irresponsáveis e graves, está um projeto de desmantelamento do caráter público das instituições.

Estigmatização e precarização caminham juntas. Resistir a essas declarações significa, em grande medida, combater o projeto político que elas representam.

Fonte: APUFPR

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9 de dezembro de 2019

Eleito na última Conferência da Cidade de Curitiba para o cargo de Conselheiro Titular do Conselho Municipal da Cidade de Curitiba (Concitiba), o professor aposentado do Departamento de Economia da UFPR Lafaiete Neves passará a contribuir, nesse espaço institucional, para o desenvolvimento de políticas de mobilidade do município.

Lafaiete foi eleito para o cargo junto com o engenheiro Luiz Calhau, que representará o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR).

O docente participará diretamente da construção do Plano Setorial de Mobilidade de Curitiba para o ano de 2020, um instrumento fundamental para garantir que o transporte da capital paranaense seja mais inclusivo, seguro e acessível.

Lafaiete Neves já foi presidente da APUFPR em duas oportunidades e membro de outras diretorias.

 Fonte: APUFPR


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