APUFPR se reúne com docentes em Palotina e levanta problemas enfrentados pela categoria

APUFPR se reúne com docentes em Palotina e levanta problemas enfrentados pela categoria

2011-05-26T12:42:13+00:0026 maio 2011|

A diretoria da APUFPR-SSind e a assessoria jurídica da entidade estiveram reunidas com os docentes da UFPR que atuam no campus Palotina, no dia 18 de abril, com o objetivo de levantar os problemas enfrentados pela categoria nesse local de trabalho e esclarecer dúvidas colocadas anteriormente pelos professores em relação a questões jurídicas.

Alguns docentes reclamam da sobrecarga de trabalho por estarem a pouco tempo no quadro da instituição e possuírem tratamento diferenciado devido ao seu ingresso através do REUNI. A assessoria jurídica do sindicato realizou debate com cerca de 20 professores sobre assédio moral e discutiu quais serão as medidas cabíveis para os casos.

A APUFPR-SSind já produziu uma cartilha que debateu, exclusivamente, a questão do assédio moral na Universidade e diagnosticou que o problema tem crescido entre a categoria docente nos últimos anos. Para além disso, o sindicato acompanha as denúncias feitas pela categoria afim de aprofundar o debate sobre o assédio moral e melhorar as relações de trabalho e saúde na instituição.

“Assédio moral é uma questão muito grave que precisa ser entendida e combatida. Os casos de assédio na Universidade revelam que as condições de trabalho estão precarizadas e que precisamos lutar por relações de trabalho mais saudáveis”, aponta a presidente da entidade, professora Astrid Avila.

Os professores afirmaram que não têm recebido o adicional noturno por parte da UFPR, que deveria ser pago para todos os docentes que cumprem atividades na Universidade em períodos que compreendam o horário das 22h até às 5h, com percentual de 25% sobre o valor da hora diurna.

Os docentes de Palotina também sofrem com a falta de uma unidade ambulatorial no campus. Para ter acesso ao atendimento oferecido pela Universidade e ao laudo médico, os professores precisam viajar até Curitiba já que Palotina não possuiu um Centro de Atenção à Saúde (CASA).

Outro problema diagnosticado foi o fato de que os professores sob o regime de dedicação exclusiva são obrigados a permanecer durante as 40h da jornada de trabalho dentro da Universidade, o que, conforme a assessoria jurídica da entidade, representa uma ilegalidade.

Segundo Avila, todas as demandas levantadas na reunião com o sindicato serão levadas para a próxima audiência que a APUFPR-SSind terá com a administração da Universidade. “Os problemas encontrados em Palotina são concretos e têm afetado o desenvolvimento das atividades de docência, é preciso que a Universidade tome posicionamento frente a essas demandas e que pensemos em formas de resolver esses problemas”, considera.

A assessoria jurídica está analisando os casos de não pagamento do adicional noturno e encaminhará a denúncias às instâncias competentes.

Assédio moral, saúde e doença

A APUFPR reivindica que a Universidade reconheça o problema do assédio moral. Na última audiência com o reitor, a APUFPR solicitou que seja realizado um encontro com os diretores de setor e chefes de departamento para que sejam buscadas formas coletivas de resolver o conflito.

Além disso, a entidade reivindica ainda que se verifique o nexo causal dos adoecimentos. Hoje, a UFPR não define o nexo causal, o que impede a realização de um diagnóstico preciso e dificulta o combate aos problemas que fazem os trabalhadores adoecerem na instituição.

A APUFPR também já encaminhou ofícios à instituição solicitando que se reconheça o direito do sindicato acompanhar a equipe que realiza as perícias dos locais de trabalho . A reivindicação tem como objetivo possibilitar que a entidade questione o resultado das perícias e possa cobrar mudanças nos ambientes de trabalho considerados insalubres.