APUFPR participa de seminário sobre o centenário da OIT que discutiu sobre o futuro do trabalho

3 de setembro de 2019
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Entre os dias 26 a 30 de agosto, Curitiba sediou o seminário O centenário da OIT e o futuro do trabalho em comemoração aos 100 anos da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Fundada em 1919, a OIT tem como objetivo promover a justiça social no âmbito da questão trabalhista, garantindo o cumprimento das normas internacionais para promover oportunidades para que todos, homens e mulheres, tenham acesso a um trabalho decente em condições de liberdade, igualdade, dignidade e segurança. É formada por 186 Estados, sendo que o Brasil é um dos membros fundadores e participa da Conferência Internacional do Trabalho desde sua primeira reunião.

O evento contou com 21 palestras gratuitas em diversos locais da capital paranaense, com temas como OIT e a liberdade sindical (que contou com a participação de Martin Hahn, diretor do escritório da Organização no Brasil), Diálogos sobre as relações sustentáveis no trabalhoDisrupção Tecnológica e o Futuro do TrabalhoTensões e limites da liberdade sindical no contexto da Reforma Trabalhista, que trataram de questões como o desemprego, a degradação do trabalho, ameaça de garantias e direitos sociais e trabalhistas e a situação atual dos trabalhadores brasileiros.

Sob a organização da própria OIT, do Instituto Edésio Passos, da UFPR, da APUFPR, do Governo do Estado do Paraná e de diversas outras instituições, a programação contou com a participação de representantes da entidade civil, do poder público, lideranças sindicais, além de outros representantes ligados ao universo trabalhista.

A presença do diretor Martin Hahn deu o tom sobre como a OIT pretende conduzir as questões trabalhistas no Brasil daqui para frente. Apesar de possuir 97 convenções e participar de oito acordos internacionais que envolvem o tema, o Brasil ainda não aplica na íntegra normas que garantem, por exemplo, a liberdade sindical do trabalhador ou o direito à negociação coletiva periódica dos servidores públicos.

Também há preocupação da OIT com questões como o trabalho infantil e o trabalho forçado – neste caso, a Organização espera um maior comprometimento por parte dos dirigentes nacionais.

A Organização Internacional do Trabalho já tem definido eixos que visam a redução da jornada do trabalhador brasileiro, assim como a promoção de salários dignos para todos e da igualdade de gênero no âmbito trabalhista.

Fonte: APUFPR


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