APUFPR destaca papel da Ciência e do SUS no Dia Mundial da Saúde

7 de abril de 2021
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Hoje, 7 de abril, é Dia Mundial da Saúde, celebração criada em 1950 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar a sociedade sobre a necessidade de implementação de políticas visando o bem-estar de toda a população.

Se fossem outros tempos, a data seria marcada por atividades em espaços públicos.

Porém, desde o ano passado, o mundo enfrenta a pandemia do novo Coronavírus, que trouxe consigo uma série de restrições e alterou completamente a forma da nossa sociedade se relacionar.

Neste contexto, é fundamental que utilizemos a data para reconhecer e valorizar o importante papel da Ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS) na proteção à vida dos brasileiros e das brasileiras.

Universidades e institutos de pesquisa já produziram mais de 4 mil estudos sobre a Covid-19, gerando elementos que orientam a mídia, os governos e a população sobre como o vírus age e como devemos nos unir para combatê-lo.

Uma grande conquista foi o desenvolvimento rápido de vacinas eficientes na imunização da população, a partir de esforços coletivos.

Além disso, cientistas também buscaram por novos medicamentos, criaram equipamentos mais acessíveis, como respiradores, e divulgaram informações sobre cuidados básicos (mas eficazes) como a importância do uso correto de máscara e das medidas de higienização e de distanciamento.

Junto a isso, o nosso Sistema Único de Saúde (SUS) têm possibilitado o acesso à Saúde em todo o território nacional, atuando tanto no cuidado como na imunização da população dos quatro cantos do país.

Diante à pandemia, é o SUS que socorre maior parte das famílias, a partir de seus princípios inclusivos como a universalidade, a integralidade e a descentralização.

Apesar do papel imprescindível que desempenham, tanto a Ciência como o SUS têm sido alvos de constantes ataques do Governo Federal (justamente o ente que deveria valorizá-lo e financiá-lo adequadamente).

Ambos têm sua existência ameaçada pelo governo de Jair Bolsonaro que, a partir de sua perspectiva alinhada aos interesses de certas elites privilegiadas, pretende transferir para a iniciativa privada grande parte dos serviços públicos do Brasil com a Reforma Administrativa.

Nesta data, devemos fazer também um alerta sobre o corte de mais de R$ 35 bilhões no orçamento da Saúde para este ano, em relação ao que foi gasto no ano passado.

Ao mesmo tempo que o presidente minimiza as mais de 335 mil vidas perdidas no Brasil para a Covid-19 – fazendo com que os números aumentem a cada dia em razão da sua negligência e irresponsabilidade -, investe contra aqueles que estão cuidando da população e salvando vidas.

Além da reflexão profunda sobre o papel e as responsabilidades assumidas pela Ciência e pelo SUS aqui no Brasil, é fundamental que toda a população compreenda a importância da luta na manutenção de serviços públicos cada vez mais essenciais para a vida.

 

Fonte: APUFPR


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