[Além das 8] O laboratório onde os procedimentos são simulados, mas a aprendizagem é verdadeira

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No ar, mais um episódio da série Além das 8 para apresentar o trabalho desenvolvido pela professora Simone Tostes de Oliveira Stedile, docente associada do Departamento de Medicina Veterinária da UFPR, no Laboratório de Estudos em Modelagem e Monitoramento Ambiental (LEMMA) da universidade.

Fruto do convênio entre a UFPR, o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o LEMMA atua com ensino e pesquisa nas áreas de Engenharia e Ciências Ambientais.

No laboratório, Simone trabalha com educação humanitária e métodos alternativos: no lugar de animais reais, são usados protótipos durante o treinamento dos procedimentos da medicina veterinária. Com a nova linha de pesquisa, os estudantes adquirem confiança na realização adequada das técnicas e os animais não são expostos a sofrimentos.

Da coleta de sangue a todo tipo de avaliação, os simuladores estão mudando a relação da medicina veterinária com o ensino e o aprendizado da área. Além do feedback positivo por parte dos estudantes, professores de diversas disciplinas procuram o LEMMA para o desenvolvimento de protótipos voltados à situações de emergência, anestesiologia, cirurgia, dentre outras.

Professora de dedicação exclusiva, Simone leva ao pé da letra sua atividade: para que o projeto permaneça ativo, ela e outros docentes, muitas vezes, bancam os custos da linha de pesquisa – que, até o momento, não recebeu qualquer financiamento, apesar dos avanços técnico e científico proporcionados.

Conhecendo a inovadora pesquisa, fica cada vez mais difícil defender falácias de que universidades federais são ambientes de balbúrdia. Na UFPR, não há tempo a perder: a carga horária padrão é pequena para as contribuições da instituição e de seus professores à sociedade.

Para tudo isso prosseguir, é necessário trabalhar muito. Sempre “além das 8” horas diárias em sala de aula.

Além das 8

Criação original da APUFPR, a série mostra fatos: docentes de universidades federais trabalham muito “além das 8” horas semanais declaradas, mentirosamente, pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. E mais: a atuação de nossos professores beneficia e valoriza, há mais de um século, a sociedade brasileira – diferente de qualquer proposta de Weintraub.

Saiba mais clicando aqui. Aproveite para assistir os episódios anteriores!


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