Para tentar deslegitimar votação recorde para Reitoria da UFPR, candidato derrotado ataca a APUFPR

A Comissão Paritária de Consulta (CPC) homologou na terça-feira (8) o resultado da consulta à comunidade acadêmica para a escolha da nova Reitoria da UFPR. A Chapa 2, composta pelo candidato a reitor, o professor Ricardo Marcelo Fonseca, e pela vice, a professora Graciela Inez Bolzon de Muniz, foi eleita com 91,11% dos votos válidos de estudantes, servidores e docentes da Universidade.

O então candidato da Chapa 1 (que obteve 8,89% dos votos válidos) ao cargo de reitor, Horácio Tertuliano dos Santos, entretanto, se nega a aceitar o resultado do processo democrático. Desde o início do processo eleitoral, ele não deixou claro em nenhum momento que iria respeitar o resultado.

Agora, após o fim do processo, não parece disposto a aceitar a vontade de 17.255 eleitores, que fizeram uma votação recorde.

No dia 4 de setembro, dois dias depois da divulgação do resultado da eleição, ele entrou com um pedido de impugnação do processo eleitoral à CPC. Mas esse não foi a única ofensa realizada à democracia universitária.

Tentando criar factoides para emperrar o processo, Horácio Tertuliano fez acusações levianas contra o presidente da APUFPR, Paulo Vieira Neto, que era presidente da CPC.

Para comprovar que a tentativa do candidato derrota não passava de uma cortina de fumaça, o próprio presidente do sindicato submeteu seu computador pessoal a uma perícia independente, que comprovou que não houve nenhuma irregularidade.

Mas o Horácio não ofendeu apenas o presidente da APUFPR. Com sua atitude leviana – que será devidamente representada nos meios apropriados – ele ofende a APUFPR e os mais de 2.300 docentes que participaram da votação, em uma atitude que nos enche de indignação e que merece o repúdio de toda a nossa categoria.

Além da afronta a toda a comunidade acadêmica, essa atitude coloca em risco a democracia universitária, um princípio essencial conquistado com muita luta.

Caso o reitor eleito não seja indicado dentro do prazo, a nossa instituição sofrerá consequências graves. A Presidência da República, que desmonta a educação pública e retira direitos do povo, ficará encarregada de indicar um reitor-interventor, atitude que, infelizmente, tem sido frequente em todo o país.

Respeitar a democracia universitária está acima de qualquer opção político-ideológica. É um valor essencial ao ambiente acadêmico e que permite as instituições de ensino fomentarem o desenvolvimento de nossos jovens e a produção de conhecimento científico, artístico e cultural.

É hora de mostrar dignidade, honra e sensatez, e aceitar a vontade coletiva. É o mínimo que docentes, estudantes e técnicos da nossa universidade esperam neste momento.

A APUFPR e toda a comunidade acadêmica não irão tolerar desrespeitos à UFPR, nem a nossa entidade sindical. A democracia é um direito fundamental e iremos defendê-la até o fim.

 

Fonte: APUFPR


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