PGR e MPF recebem enxurrada de queixas contra trapalhadas do governo no Enem 2019

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No discurso do ministro da Educação, Abraham Weintraub, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foi “o melhor de todos os tempos”. Fora de sua conta o Twitter, porém, suas versões fantasiosas sobre a realidade não se comprovam.

Não há mais dúvidas de que o erro crasso na correção das provas, digno dos gestores mais amadores, afetou milhares de estudantes brasileiros. O problema, de acordo com o ministro, já estaria resolvido.

No “universo paralelo” onde habita o governo, cerca de seis mil estudantes teriam sido afetados pela confusão na correção dos gabaritos. O número está muito longe das 172 mil queixas encaminhadas ao Ministério da Educação (MEC).

Repleto de inconsistências e de discordâncias entre as versões dadas pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o processo de correção, evidentemente, não convenceu os estudantes.

Procuradorias da República têm recebido uma série de representações de jovens que questionam a solução apresentada pelo MEC. Até a última quarta-feira (22), a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia recebido pelo menos 250 representações.

Não é de se espantar. Afinal, qual a credibilidade de uma gestão que oferece pouco mais de 24 horas para os estudantes de um país com mais de 200 milhões de habitantes reportarem o erro através de um e-mail? Uma solução amadora e propositadamente excludente.

Agravando ainda mais a situação, jovens têm relatado erros no processo de inscrição para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujas datas de realização foram irresponsavelmente mantidas pelo MEC. Pelo Sisu, as instituições de ensino superior públicas oferecem vagas aos estudantes que participaram do Enem. Portanto se houve erro do MEC nas correções de provas do Enem, os estudantes afetados ficariam imediatamente em desvantagem.

Nos últimos dias, as falhas nas inscrições do exame chegaram a ser um dos assuntos mais comentados no Twitter. Estudantes reportam “erros inesperados” no processo de cadastro no Sisu, confusão que derruba ainda mais a confiabilidade do processo.

Lembrando que o Enem e o Sisu são as principais portas de entrada de estudantes de baixa renda nas universidades públicas. Mais uma vez, o MEC desampara justamente os que mais precisam de oportunidades.

Educação à deriva

Além de revelar a inaptidão de Weintraub para o cargo que ocupa, os erros do MEC confirmam a postura desprezível do ministro perante a Educação. Não é nenhuma novidade. Na verdade, a sensação é que a pasta está sem direção desde seu início! Não há planejamento! O que existe é um vazio.

Há um aglomerado de frases lunáticas, repetidas à exaustão, que visam a colocar a sociedade contra as universidades. Para atingir esse objetivo, Weintraub já ofendeu docentes, servidores e estudantes, mentiu reiteradas vezes e tentou desmoralizar as universidades.

Pela primeira vez, o Brasil tem um ministro da Educação que é claramente contra a Educação.

Mais do que nunca, toda a sociedade precisa se mobilizar contra a incompetência e a inaptidão de quem está à frente do MEC!

Fonte: APUFPR


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