Docentes de 28 seções sindicais do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN se reuniram em Brasília, nos dias 3 e 4. Entre os encaminhamentos, está a realização de rodada de assembleias entre 6 e 19 deste mês, para discutir um calendário de mobilização e paralisação no início de dezembro. Os docentes deverão deliberar ainda sobre a instauração de assembleias permanentes para o próximo período.

“Dada a conjuntura, entendemos importante votarmos as assembleias permanentes para que não fiquemos presos aos prazos regimentais de convocação”, comentou Adriana Dalagassa, da coordenação do Setor das Ifes.

A 2ª vice-presidente da Regional Sul do ANDES-SN contou ainda que o Sindicato Nacional realizará entre os dias 30 de novembro e 1 de dezembro um seminário interno. Na sequência, será realizada uma reunião conjunta dos Setores das Federais, Estaduais e Municipais, no dia 2. Todas as atividades ocorrerão em Brasília.

A diretora do ANDES-SN ressaltou ainda que é fundamental que as seções sindicais se empenhem em mandar representantes para as atividades. “Já tínhamos a deliberação congressual para a realização do Seminário de Reorganização da Classe Trabalhadora. Debatemos o caráter dessa atividade e encaminhamos pela realização de uma atividade interna, para que seja um espaço para a base discutir a conjuntura social, econômica e política do país”, explicou.

Durante a reunião, os docentes se dedicaram a analisar as ameaças à educação e demais serviços públicos contidos programa do presidente eleito. Também se debruçaram sobre o “Manifesto à Nação”, da bancada evangélica, e notícias já veiculadas na mídia sobre possíveis composições ministeriais do novo governo.

Discutiram, também, as Frentes Amplas Antifascistas e em defesa das liberdades democráticas criadas nos estados e a necessidade de formação de uma frente ampla nacional, em conjunto com demais entidades sindicais, movimentos sociais, estudantis, centrais sindicais e partidos.

Outro encaminhamento destacado por Adriana foi a orientação às seções sindicais para debaterem e realizarem oficinas sobre segurança digital. Além disso, deverão cobrar das reitorias e conselhos universitários posições e ações em defesa da universidade pública e da liberdade de expressão dos docentes. “Orientamos também que indiquem aos professores os canais de comunicação para denúncias de casos de assédio e perseguição das seções sindicais, da ouvidoria das universidades e do site da Frente ‘Escola Sem Mordaça’”, acrescentou.

Confira o relatório da reunião.

Fonte: ANDES-SN