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Ontem (15), o país foi tomado por muitas homenagens à vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada na noite de quarta-feira (14).

Tristeza e revolta dominaram as ruas e as redes sociais clamando por justiça, por uma investigação minuciosa do crime que parte da velha mídia apressadamente classificou – por descuido ou de propósito – como assalto, quando todos os indícios iniciais já apontavam para características de uma execução.

Em 28 de fevereiro, Marielle havia sido nomeada relatora de uma comissão da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro para fiscalizar a intervenção federal no Rio.

No dia 10 de março, ela denunciou as ações violentas da Polícia Militar no bairro de Acari. Quatro dias depois, seu assassinato veio à tona no caminho de volta do evento Jovens Negras Movendo as Estruturas, que aconteceu na Lapa. Com ela, também foi morto o motorista Anderson Pedro Gomes.

No Rio de Janeiro, uma multidão ocupou a Cinelândia e seguiu para os atos, liderados por mulheres negras, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). De Norte a Sul, o país protestou e, em Curitiba, o ato foi realizado nas escadarias do prédio histórico da UFPR, que foram preenchidas por muitas pessoas que compareceram para uma vigília, levando cartazes e velas.

Trabalhadores e trabalhadoras se solidarizaram pela perda, falar do genocídio negro, uma luta pela qual Marielle se empenhava há anos. Por ser mulher e pela cor da sua pele, sua vida e morte representam o cenário que o Brasil vive, de mortes de pessoas, que ela lutou até a morte para a transformação.

Ramon Andrade Ferreira, estudante de Psicologia, comentou sobre o que a morte da vereadora representa. “A cor negra faz com que as pessoas estejam determinadas a morrer, qualquer que seja o recorte: gênero, sexualidade, não importa”, afirmou.

Fonte: APUFPR-SSind